A matéria, o conceito errôneo do magnetismo animal sobre a realidade, é apenas a crença numa suposição impossível de que o Espírito infinito, a Vida real, a substância e a inteligência reais estejam ausentes. Assim podemos estar certos de que ele não exerce nem tem influência, seja como idolatria, imoralidade, infidelidade, seja como oportunismo cínico. A devoção ao Cordeiro nos manterá despertos para a verdade pela qual ajudamos a curar situações mundiais, ao invés de ficarmos perturbados por elas ou indiferentes a elas. O Cristo está em toda parte, a todo instante, e nosso conhecimento correto conta com sua força em favor de todo ponto de perturbação no mundo.
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O Universo do Espírito é o único Universo evidenciado neste Agora, que é Eterno. O que este parágrafo explica, em seu início, é a irrealidade do chamado “mundo material”,razão pela qual não há, e nem poderia haver, num mundo que é ilusório, ser algum “nascido”, nele vivendo e fadado a morrer. Assim diz o texto: “a matéria, o conceito errôneo do magnetismo animal sobre a realidade, é apenas a crença numa suposição impossível de que o Espírito infinito, a Vida real, a substância e a inteligência reais estejam ausentes.
O Universo REAL, sendo erroneamente conceituado como “material”, jamais sai do âmbito de Sua NATUREZA VERDADEIRA, deixando de SER O QUE É, para atender às suposições MENTIROSAS do magnetismo animal.Em outras palavras, a “crença” em “outro mundo”, que não o Paraíso, é puramente devaneio da suposta “mente carnal”: uma mentira ou falsidade que, se fosse real, como bem explica a autora, significaria “ausência de Deus”, uma vez que Deus é puramente Espírito.
“Assim podemos estar certos de que ele não exerce nem tem influência, seja como idolatria, imoralidade, infidelidade, seja como oportunismo cínico”. O que ela diz, é que “EFEITO HIPNÓTICO” não afeta em nada a PRESENÇA PERMANENTE DO BEM ABSOLUTO! Como alguém pode provar ter entendido estes princípios? Ficando impassível, frente a frente de qualquer “aparência de mal” sugerida pelo HIPNOTISMO DE MASSA, sem em nada se deixar ILUDIR por ela, vendo-a como “CONCEITO ERRÔNEO DO MAGNETISMO ANIMAL SOBRE A REALIDADE”!
É isto que a autora explica neste parágrafo! Que mais diz ela? QUE ISTO É APENAS “CRENÇA NUMA SUPOSIÇÃO IMPOSSÍVEL! A SUPOSIÇÃO DE QUE O ESPÍRITO INFINITO, A VIDA REAL, A SUBSTÂNCIA E A INTELIGÊNCIA REAIS ESTEJAM AUSENTES!
“A devoção ao Cordeiro nos manterá despertos para a verdade pela qual ajudamos a curar situações mundiais, ao invés de ficarmos perturbados por elas ou indiferentes a elas”.
Esta “devoção ao Cordeiro” é simplesmente nossa assídua DEDICAÇÃO às contemplações em que endossamos a revelação do apóstolo Paulo: “Vivo não mais eu; o CRISTO vive em Mim”(Gálatas, 2: 20.) Esta “devoção ao Cordeiro”, portanto, está em nos conservarmos “renascidos”, sem nos identificarmos com o suposto ser humano engendrado pela ilusória mente humana. Renascidos, enquanto a ILUSÃO desenha seu “mundo caótico”, nós permanecemos na Verdade de que “o Paraíso é aqui”, meditando e oferecendo ao Pai o Cristo que reconhecidamente somos, deixando, como deixava Jesus, “o Pai em Mim fazer as obras”.
Com este entendimento, a autora assim encerra este parágrafo: “O Cristo está em toda parte, a todo instante, e nosso conhecimento correto conta com sua força em favor de todo ponto de perturbação no mundo”.
O “hipnotismo de massa” conta com a nossa admissão da “mente humana”, para poder nos sugestionar; assim, esta “crença no bem e no mal” atua nesta suposta “mente carnal” de todas as formas possíveis e imagináveis para nos ocupar com os supostos acontecimentos, fatos ou cobranças “deste mundo”. Quando perguntaram a Jesus se “era lícito pagar impostos a César”, ele perguntou-lhes quem é que figurava na moeda; sendo informado que era César, ele respondeu que “fosse dado a César o que era dele, e a Deus o que era de Deus”. Que está implícito nesta revelação? Que devemos “deixar fluir” a suposta “vida nas aparências”, sem ficarmos o tempo todo avaliando a ILUSÓRIA “justiça dos homens”!
A recomendação de Jesus foi para que “buscássemos em primeiro lugar o Reino de Deus e a SUA JUSTIÇA”! Nossa ocupação deve, portanto, ser prioritariamente esta: reconhecermos a Onipresença e Onipotência de Deus como a Verdade que nos rege,e, “no mundo”, não ficarmos nos perdendo em discussões vãs sobre partidos políticos, sobre as notícias negativas da mídia, ou sobre os “cenários da ilusão”! Podemos até acompanhar tudo, mas, de nossa parte, agirmos como fez Jesus, que cumpriu o que o mundo lhe exigia, pagando a César o que era parte dele, mas sem perder de vista a VERDADE de que ELE E DEUS ERAM O MESMO SER!
Muitos dizem estudar e aceitar a Verdade de que DEUS É O ÚNICO PODER; porém, bastou chegar-lhes alguma “notícia do mundo”, ameaçando reduzir seus ganhos, seja por aumento de impostos, seja por decreto que lhes retire benefícios, etc., e a Verdade estudada, em segundos, é posta para escanteio! Isto seria acreditar que “as obras de Deus são permanentes”? Seria acreditar que “Deus é Tudo”, e, portanto, que “Deus é a Fonte ÚNICA de suprimento”? Seria estar convicto de que não há “poder no mundo” que nos reduza a “herança divina”? Sabemos a resposta! Entretanto, se a conhecemos, por que deixamos a Verdade de lado para voltarmos a endossar enfática e emocionalmente puras “CRENÇAS COLETIVAS”? Por não termos “dado a Deus o que é de Deus”, ou seja, O NOSSO SER!
Seguidamente eu venho postando mensagens que são o real ensinamento espiritual, o de NEGAÇÃO DO EGO, para que possamos, livres de pensar nele, ou com ele, nos percebermos como O CRISTO OCULTO EM DEUS. É de vital importância que estejamos prioritariamente INVERTENDO O REFERENCIAL, deixando de nos ver como “humanos em busca de Deus” para, do ponto de vista de Deus, admitirmos que DEUS É UM COM TODOS NÓS! Esta percepção de que SOMOS O UM, é o que, no “mundo de aparências”, nos permite ser aqueles que “dão a César o que é de César”, sem nos perdermos em avaliações de certo ou errado, por estarmos apenas testemunhando as nossas ações como a Oniação em seu “desdobramento visível”. Quem assim fizer, deixará de “cortar o fluxo de bênçãos”, aos olhos do mundo, por estar de “olhos em Mim” e não de “olhos no mundo”.
Cada vez que alguém assume ser “alguém do mundo”, para avaliar “quem o está beneficiando ou prejudicando”, estará unicamente se colocando “SUJEITO À CRENÇA EM DOIS PODERES”, deixando de lado sua REAL condição de FILHO E HERDEIRO DE DEUS, O SER ETERNAMENTE UNO COM DEUS E GOVERNADO POR DEUS.
Não existe “ser humano” sendo o EU que já somos! Existe o EU que já somos, que é Deus sendo Deus como Ser individual; entretanto, aparentemente, existe uma CRENÇA COLETIVA endossando um suposto “eu humano”, capaz de ser bom ou mau, de realizar boas obras ou más.
A Realidade eterna é DEUS SENDO TUDO! A suposta “realidade humana” é uma FALSA CRENÇA, e, portanto, se esvai ao DESACREDITARMOS DELA. As revelações espirituais anulam as “falsas crenças” quando, por acreditarmos nelas, deixamos de acreditar em suas “falsidades”. Isto, quando assim é dito, parece ser óbvio demais, algo que nem precisaria ser lembrado! Entretanto, o que se constata, na prática, é o que vale, ou seja, as pessoas leem e acreditam nos estudos que fazem da Verdade, mas, continuam acreditando em “seus feitos”,não apenas os julgados maus, mas, e principalmente, os julgados bons! Quaisquer deles, assim aceitos, nas práticas contemplativasexercem o papel de “anticristo”, enquanto não forem detectados e expulsos como ILUSÓRIOS!
Já comentamos, em postagens anteriores, que “pecado é errar o alvo”. Uma maneira absoluta de “acertarmos o alvo” está em reconhecermos que unicamente a ONIAÇÃO é a ação real que Se manifesta como nossas atividades! Isto, visto tanto em Essência como, aparentemente, refletido “neste mundo”, onde “agimos pelo não agir”, após meditarmos e reconhecermos que“somos o Cristo agindo segundo a Ação do Pai em nós”.
Em geral, as pessoas entendem que devemos repudiar as más ações, vistas como “pecados”! Porém, o sentido real do “renascimento” está em não mais nos julgarmos “autores” de nenhum tipo de ação a partir do ego, sejam elas boas ou más! Se estudarmos as Escrituras, veremos Jesus visto como não realizador, de si mesmo, de obras boas ou de obras más. Como orava dedicadamente, suas “ações visíveis” refletiam a Verdade que correspondia visivelmente à Oniação – o Todo Ativo que o incluía em sua ação individual – e, decorrente desta sua percepção de UNIDADE COM DEUS, agia “neste mundo” declarando que, “de si mesmo, nada fazia, e sim, o Pai, presente nele, realizava as obras”. Por isso repudiou o rótulo de “bom mestre”, ao assim ser chamado, dizendo que “bom só há um, que é Deus”. Não se admitia “fora da Oniação absoluta”!
Quando meditar, expulse radicalmente de aceitação a CRENÇA COLETIVA de que somos “autores” do bem ou do mal “neste mundo”! Identifique-se UNICAMENTE com a Oniação do Absoluto!Esta é a visão correta do sentido das palavras do apóstolo Paulo, ao dizer aos Colossenses: “Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento segundo a imagem daquele que o criou…” (Col. 3: 9-10). Estava explicando que, neste estudo, não nos vemos como “autores” nem de más obras nem de boas! Vemo-nos como o Cristo “oculto na Oniação”, vemo-nos unicamente em UNIDADE COM DEUS! E, desse modo, DEUS É ENTENDIDO ESTANDO ONIATIVOCOMO O EU INDIVIDUAL QUE SOMOS!
Quando Jesus disse que “faríamos as mesmas obras que ele estava fazendo”, referia-se a esta percepção: DE QUE HUMANAMENTE NADA SOMOS, NEM NADA FAZEMOS DE NÓS MESMOS! NOSSA AÇÃO É UNICAMENTE A AÇÃO DA ONIAÇÃO, QUANDO NELA NOS PERCEBEMOS INCLUSOS! REFERIA-SE AO ABSOLUTO, E NÃO A SUPOSTOS “MILAGRES” NO MUNDO DO “PAI DA MENTIRA”!
PORTANTO, REJEITE A CRENÇA DE SER PECADOR OU BENFEITOR, E MEDITE PARA SE PERCEBER INCLUSO NA ONIAÇÃO DIVINA, OU SEJA, INCLUSO NAS “OBRAS PERMANENTES DE DEUS”!
A Verdade revelada pelos grandes mestres da humanidade é o que de fato é verdadeiro sobre VOCÊ! Entretanto, de nada lhe servirá passar a vida lendo estes ensinamentos, dizendo a todo instante que “Krishna disse…”, ou que “Buda disse…”, ou que “Jesus disse…”. O que IMPORTA é o que VOCÊ DIZ a seu respeito, sobre o seu mundo, sobre seu Universo!
VOCÊ diz que o seu Corpo é Deus? Uma Luz eterna manifesta como Corpo? Você diz que “jamais teve pais humanos”, por saber que VOCÊ EXISTE como Emanação de Deus? VOCÊ diz que é “perfeito como Deus”, por não aceitar ser julgado pelas mentirosas “aparências”? VOCÊ diz que “o Cristo é tudo em VOCÊ”? VOCÊ diz que “pisa em solo santo”, por entender, reconhecer e contemplar a Verdade de que “SOMENTE EXISTE DEUS”?
Se VOCÊ diz estas Verdades, vivendo-as AQUI E AGORA, terá valido de alguma coisa “Krishna ter dito…”, “Buda ter dito…” e “Jesus ter dito…”. Isto porque nenhum mensageiro da Verdade é mais Verdade do que VOCÊ! Entretanto, somente VOCÊ pode expulsar as CRENÇAS FALSAS que os colocam como “iluminados” , dividindo imaginariamente a LUZ INFINITA que é ÚNICA, dando a entender que VOCÊ AINDA TEM DE “SE ILUMINAR”!
“Krishna disse que VOCÊ É LUZ”, “Buda disse que VOCÊ É LUZ”, “Jesus disse que VOCÊ É LUZ”! E VOCÊ, O QUE DIZ DE VOCÊ? Que VOCÊ é seguidor de Krishna? Que VOCÊ é seguidor de Buda? Que é seguidor de Jesus? OU VOCÊ DIZ:“EU SOU LUZ”?
Enquanto alguém permanecer somente no âmbito de “citações de iluminados”, a LUZ que ELE É, “será treva”! Os ensinamentos não existem para “citarmos mensageiros”! Eles existem para serem fiéis em dizer o que SOMOS! E, se VOCÊ for igualmente fiel a eles, a LUZ QUE VOCÊ É Se mostrará SENDO VOCÊ!A partir de então, será VOCÊ quem dirá ‘EU SOU LUZ”, sem se ver “sendo outro”, e, muito menos, um “ilusório outro” supostamente “aspirante à iluminação”.
“De MIM sai todo Poder! De MIM a Onipotência é ininterruptamente emanada! Da Unidade que Eu Sou, a Perfeição absoluta é irradiada!”
O Universo não é matéria, não é energia, não é o que a mente humana diz ser, não é o que a Física Quântica estuda e revela! O Universo é O ABSOLUTO! JÁ CONTÉM EM SI MESMO TODA A REAL EXISTÊNCIA!
Todo e qualquer tipo de problema ou imperfeição não faz parte do Universo! O Universo é a Perfeição Absoluta “sendo”, e, quando a Bíblia revela esta Verdade, ela o faz com Deus respondendo a Moisés: “EU SOU AQUELE QUE SOU”!
Seja Krishna, seja Buda, seja Moisés, Isaías, Jeremias, Jesus, Paulo, ou seja VOCÊ, toda vez que disser algo como O UNIVERSO ABSOLUTO, e não como “pessoa deste mundo”, estará falando “DE MIM”, estará falando “EM MEU NOME”, ESTARÁ SENDO O “EU SOU QUE EU SOU”. Por outro lado, seja quem for, e que, aparentemente, estiver falando de si mesmo, separado de “MIM”, sendo “outro ao lado de Mim”, estará “sendo o que NADA É”, ESTARÁ SENDO A VOZ DE UMA ILUSÃO, ESTARÁ UNICAMENTE SENDO UMA AUSÊNCIA QUE, ILUSORIAMENTE, SE FAZ PASSAR POR PRESENÇA!
ILUSÃO É ILUSÃO! A CRENÇA DE QUE POSSA HAVER AUSÊNCIA DE “MIM”! Que existe, e que é real e de perfeição absoluta, onde a ILUSÃO aparenta existir? EXISTE O “EU” QUE O UNIVERSO É! EXISTE A PRESENÇA DE “MIM”, EXISTE O “EU QUE EU SOU” EM AUTOEXPRESSÃO!
Caso a ILUSÃO abra a boca e, por exemplo, lhe diga: “Há algo de errado com seu corpo!”, onde estaria o “erro”? Estaria não no corpo, mas em “escutar a voz da ILUSÃO, que é a “voz de uma ausência”, falando ilusoriamente sobre uma inexistência, quando, na verdade, VOCÊ DEVERIA ESTAR OUVINDO A “MIM”! DEVERIA ESTAR TESTEMUNHANDO O PODER DA ONIPOTÊNCIA SENDO O QUE “EM MIM” VOCÊ É! A PERFEIÇÃO INCÓLUME QUE OCUPA TODO O ESPAÇO SUBSTANCIAL DO UNIVERSO, POR SER A TOTALIDADE DE TUDO E DE VOCÊ!
Em Lucas, 8: 42, a Bíblia relata que certa mulher, sofrendo de uma hemorragia havia doze anos, veio por trás de Jesus e lhe tocou na orla da veste, e a hemorragia se estancou. Jesus disse: “Quem me tocou”? Como ninguém se apresentou, Pedro lhe disse: “Mestre, multidões lhe apertam, e nos pergunta: Quem me tocou?” E Jesus insistiu, dizendo: “Alguém me tocou, porque senti que DE MIM SAIU PODER”! E foi quando a mulher, vendo que não podia ocultar-se, aproximou-se trêmula e, prostrando-se diante dele, declarou que lhe havia tocado e sido imediatamente curada. Como isto se deu? Jesus estava consciente de SER O UNIVERSO ABSOLUTO! A mulher, ao tocá-lo, viu a Presença divina se mostrar já estando no lugar da “ausência”, viu a ILUSÃO SE REVELAR COMO “NADA”!
Não veja a “MIM” como algo que possa vir “substituir uma ausência”! Não veja a “MIM” como algo que “cure uma ilusão”! VEJA A ILUSÃO COMO ILUSÃO, POR ESTAR VENDO A “MIM” EMANANDO ININTERRUPTAMENTE A PERFEIÇÃO”. ESTE É O SENTIDO DE “VIR A MIM” E TAMBÉM O SENTIDO DE “PERMANECER EM MIM”! NÃO SÃO METAS ESPIRITUAIS! SÃO A VERDADE QUE JÁ É! VOCÊ JÁ ESTÁ “EM MIM”, E VOCÊ UNICAMENTE PODE “PERMANECER EM MIM”! POR QUÊ? PORQUE “EU SOU DEUS” E, COMO “EU SOU TUDO”, VOCÊ JAMAIS PODERIA DEIXAR DE ESTAR EM”MIM”!
“Quem procura achará; a quem bate, abrir-se-lhe-á”.
Evangelho de Tomé
Seja por qual motivo for, o fato é que, quando alguém passa a demonstrar interesse maior pela Verdade, ou, como disse Paulo, “pelas coisas de cima”, é porque “algo” já lhe ocorreu internamente em termos de revelação divina. O interesse pelas coisas materiais perde terreno naturalmente, as antigas metas “deste mundo” se mostram insípidas ou sem aquele sentido que antes pareciam ter, e, assim, fica registrada a chamada “busca pela Verdade”.
Tanto na Bíblia como no Evangelho de Tomé, encontrado em 1945 no Egito, estão as palavras de Jesus: “Quem procura achará; a quem bate, abrir-se-lhe-á”. Que significam estas palavras, espiritualmente falando? Elas sinalizam a rendição do ego! A cada sincera “procura interior” pela Verdade”, o ego se encolhe, se mostra consciente de sua ignorância espiritual, e, é quando a Verdade, que É, começa a ser de alguma forma percebida, tanto através das leituras como pelas “contemplações” motivadas pelas mesmas!
O sentido, portanto, não é que haja uma Verdade oculta, a “portas fechadas”; há a Verdade, disponível sempre e igualmente a todos, e esperando este “encolhimento” do suposto ser humano, que faz gerar as brechas de percepção do divino, algo comparável às brechas apresentadas pelas nuvens no céu, quando, por elas, o brilho radiante do Sol pode ser diretamente visto.
A pessoa, em dia nublado, poderá ficar de “olhos ao céu” o tempo que desejar; entretanto, não poderá determinar em que momento as nuvens se moverão de modo a deixar-lhe as brechas de visualização do Sol. Por isso, as Escrituras explicam que é preciso “orar e vigiar sem cessar”, ou, que “a quem bate, abrir-se-lhe-á”. Cada um deverá se mostrar atento ao que ocorre dentro de si mesmo! O “céu” que a ele se abre está nele mesmo! Portanto, se sua atenção só estiver voltada ao suposto “mundo de aparências”, momentos importantes de lampejos e de revelações interiores poderão passar-lhe despercebidos.
Quando Jesus disse que “somos o sal da terra”, explicava que, sem a Presença consciente de Deus em nós, esta vida , em algum momento, se mostra realmente sendo insípida! E ela começa a ser realmente valorizada e respeitada quando as “portas da revelação” começam a se mostrar abertas! É quando entendemos que não vivemos de nós mesmos, e “nem só de pão”, mas, como diz a Bíblia, “de toda palavra que sai da boca de Deus”.
Se alguém estiver num submarino, nas profundezas do mar, seu julgamento superficial, que via e julgava separadamente as suas ondas, deixará de existir. Isto porque as ondas não mais seriam vistas separadamente, como se saltassem de si mesmas, como APARENTAM SER, vistas pela sua superfície. Sua visão o faria ver tudo como sendo o mar.
Se, em vez de estar no submarino, ele estivesse numa jangada, iria ver as ondas como “personalizadas”, avaliando-as como bravias, perigosas, inofensivas, etc.. Em suma, sua conceituação a respeito das ondas dependeria do seu referencial de visão. Das profundezas do mar, as ondas assim seriam vistas: “o mar, ali, está bravio; já do outro lado, o mar está sereno”. Não haveria “onda solta” sendo julgada! Isto porque a manifestação das ondas não seria entendida como própria delas, mas sim do mar!
Quando os ensinamentos absolutos explicam que a Realidade espiritual é UNA, explicam que somente das “profundezas de nossa Consciência Crística”poderemos compreender esta UNIDADE e, consequentemente, discernirmos DEUS SENDO TUDO! Enquanto ficarmos na “superfície”, iremos “julgar ondas”, ser iludidos pelas APARÊNCIAS, avaliando-as como “ondas soltas”, E DEIXANDO DE ENTENDER QUE “ELAS, ASSIM CONSIDERADAS, NÃO EXISTEM”! Só podem ser compreendidas corretamente se forem entendidas como “expressões do mar”.
A humanidade vive na “superfície” da existência, sem noção alguma de que TUDO É UM, TUDO É ESPÍRITO, E TUDO É DEUS! É por isso que coloca “seres avulsos” em altar de adoração, julgando-os “santos”, enquanto critica e menospreza “outros seres avulsos”, julgando-os “pecadores”! Se tivesse a “visão espiritual das profundezas”, veria a UNIDADE DIVINA SE EXPRESSANDO, mas não com a suposta “mente humana”, e sim com a Mente de Cristo!
Na postagem anterior, sobre a “Contemplação da Onipotência”, foi dito que o Poder que Se manifestou como Jesus não era “pessoal”, mas “impessoal e onipresente”! Por quê? Porque o Poder é INDIVISÍVEL E INSEPARÁVEL! Assim como seria tolice alguém achar que “uma onda” salta mais alto do que outra, OU QUE SEJA “MAIS MAR” DO QUE OUTRA, quando, na verdade, unicamente “o mar” é que está em atividade, igualmente seria tolice “dividir Deus” ou “dividir a Onipotência” em pedaços, atribuindo a “pessoas” algo que é ONIPRESENTE! A TOTALIDADE DE DEUS ESTÁ IGUALMENTE DISPONÍVEL A TODOS, PORQUE NÃO HÁ “TODOS”, MAS SIM “DEUS, SOMENTE!”
Todo aquele que “manifesta” a Onipotência com conhecimento, explica que “de si mesmo nada faz”! Não tem “VISÃO SUPERFICIAL”, E SIM A “VISÃO DA PROFUNDEZA”!
Somos UM, somos “EMANAÇÕES DO UNO”! Quando assim nos entendermos, estaremos “renascidos”! O RENASCIMENTO JAMAIS MUDA O QUE SOMOS! APENAS NOS DEIXA SEM O JULGAMENTO PELAS APARÊNCIAS, SEM A ILUSÃO DE MATERIALIDADE E SEM A ILUSÃO DE SEPARABILIDADE! DEIXAMOS DE NOS VER COMO “PESSOA”, PARA ENTENDERMOS QUE SOMOS O DEUS INFINITO! OU SEJA, DEIXAMOS DE VER “ONDA E MAR”, SEPARADAMENTE, POR ENTENDERMOS QUE “SÓ EXISTE O MAR”. FOI COM ESTA VISÃO PROFUNDA QUE JESUS DISSE: “EU E O PAI SOMOS UM”! E PODEMOS, COM A MESMA COMPREENSÃO, DIZER O MESMO!
Aquele que acorda pela manhã incomodado pela “crença hipnótica” de ser “quem acordou”, sujeito, portanto, a supostos “dois poderes”, a primeira coisa que deve fazer, é reconhecer que sua Mente real é Deus, o Ser que jamais dorme! Para este reconhecimento ser feito, será muito útil interromper imediatamente a suposta atividade da mente humana e contemplar o sentido absoluto e inteiramente espiritual da palavra “Onipotência”. Não o faça com a mente iludida! Faça-o abrindo-se a Deus! Unicamente Deus é Presença onipotente, onipresente e onisciente! Abra-se em entrega a Deus e desligue-se do mental do mundo!
As “contemplações da Verdade” são a admissão dos seus princípios, sem qualquer esforço para entendê-los! Os temas são somente colocados em mente e deixados como “algo a ser endossado pela Consciência divina” e nunca como “algo a ser humanamente compreendido”! É dentro deste esquema que a palavra “Onipotência” pode ser “discernida espiritualmente”, sem deixar que a “contemplação” permaneça em nível meramente intelectual.
Faça a “entrega” da palavra escolhida a Deus, que está em VOCÊ, e sendo o Filho de Deus que VOCÊ É! Faça-o confiante de que “o Pai, em VOCÊ, é a Onipotência”, e que, por mais que a mente humana queira divagar sobre o tema, e lhe mostrar que “ela sabe tudo”, VOCÊ a manterá no lugar dela, ou seja, como “nada sabendo”! Calada a “sabedoria da serpente”, serenamente VOCÊ, em silêncio e quietude, “ouvirá o Espírito de Deus” Se revelando comoOnipotência!
As “contemplações” são “experiências vívidas” e não divagações ou ponderações mentais! A Onipotência é a Presença do Poder de Deus sendo discernido universalmente, de modo que não haja “separatividade”! O Poder que emanava de Cristo Jesus, manifestando-Se como Consciência de PERFEIÇÃO na individualidade dele, é um Poder ONIPRESENTE, que cobre toda a extensão da Realidade espiritual em que todos nós nos encontramos! É disponível a VOCÊ da mesma forma que esteve – e está – disponível a ele! Assim, a Consciência, tanto quanto a Onipotência, não são pessoais e nem divisíveis! Unicamente a ILUSÓRIA mente humana entende tudo de forma errônea, dividida e distorcida, razão pela qual, ao meditarmos, calamos antes toda a sua suposta “sapiência”.
A Consciência ÚNICA discerne a Onipotência como ELA PRÓPRIA estando presente como o Poder que mantém perfeito e imutável o “tema da contemplação”. Sendo este tema a “Onipotência”, apenas deixe-o “escolhido”, sem forçar para entendê-lo, e deixe que os princípios divinos atuem livremente e lhe deixem CIENTE DE SEU SENTIDO ABSOLUTO, unicamente POR REVELAÇÃO! Verdade revelada é Verdade conhecida!
“Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Pois se a lei chamou deuses a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada), àquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas; porque disse: Sou Filho de Deus?”
João 10: 35-36.
Quem são os “deuses”, citados por Davi e Jesus nas Escrituras? A resposta foi dada por Jesus: “A QUEM A PALAVRA DE DEUS FOI DIRIGIDA”! Você acha que a palavra de Deus foi dirigida a “carnais”? A seres imperfeitos, lutando com as forças do ego para alcançar a perfeição? Você acredita que a palavra de Deus foi dirigida a “estudantes da Verdade”? Não! A Palavra de Deus foi dirigida unicamente a Filhos de Deus! Seres da natureza idêntica a Deus, por terem sido emanados da própria Fonte divina! É por isso que “são deuses”!
Se alguém, chamado João, vestisse uma roupa de gala para ir a uma festa, e lá chegando, assim se identificasse à entrada: “No interior desta roupa existe João; portanto, não me julgue pela vestimenta”! Que iria o porteiro pensar? Talvez pensasse que a pessoa tivesse exagerado na bebida, ou que estivesse com algum “parafuso solto”! Porém, a humanidade acha normal alguém frequentar eventos espirituais se “achando carnais”, sendo, estes “carnais”, dotados de “um Cristo em seu interior!” Não seria a mesma coisa?
A Revelação é clara, no plural e presente do indicativo: “SOIS DEUSES!” Fala do AGORA! O IMUTÁVEL OU ETERNO AGORA! E é AGORA que “a Palavra de Deus lhe é dirigida”!
Sem INVERTER O REFERENCIAL, a Verdade, mesmo sendo-lhe dirigida, não encontrará eco! Isto porque não é jamais dirigida a “aparências”, que são “vestimentas” mutáveis ILUSÓRIAS, imaginadas pela igualmente ILUSÓRIA “mente carnal”. A Palavra é dirigida aos já perfeitos e imutáveis FILHOS DE DEUS! INVERTER O REFERENCIAL é, portanto, a IDENTIFICAÇÃO CORRETA, como o seria, no caso da analogia, a pessoa chegar à entrada da festa, dizendo explicitamente: “EU SOU O JOÃO”! Desse modo, o porteiro o estaria recebendo corretamente!
A Palavra de Deus não é dirigida a “seres que um dia chegarão lá”, sendo, este “lá”, a sua CRISTICIDADE EVIDENCIADA! A Palavra de Deus é dirigida a “seres que jamais chegaram cá”, sendo, este “cá”, o ILUSÓRIO MUNDO DOS FENÔMENOS.
Quando Jesus disse, por exemplo, que “não devemos chamar de pai a ninguém sobre a Terra”, ou que “estivemos com ele desde o princípio”, estava nos ensinando a INVERTER O REFERENCIAL! Mudando nosso foco de visão! Fazendo-nos enxergar que JÁ SOMOS DEUSES! QUE A PALAVRA DE DEUS NOS É DIRIGIDA JÁ! QUE “NÃO SOMOS DESTE MUNDO”! QUE NOSSA CRISTICIDADE JÁ ESTÁ EVIDENCIADA! POR ELA SER O PAI SE EXPRESSANDO COMO O FILHO! O “CRISTO”! EM OUTRAS PALAVRAS, ESTAVA NOS REVELANDO QUE “ESTE MUNDO” NÃO EXISTE!
O apóstolo Paulo, ao revelar que “CRISTO É TUDO EM TODOS”, usou a expressão “despir-se do velho homem e seus feitos” (Col. 3: 9), explicando que “aparências carnais” não passam de uma “vestimenta ILUSÓRIA”, sonhada pelos sentidos mortais, sem jamais ter algo a ver com o SER QUE SOMOS! E que, para nos percebermos “SENDO DEUSES”, esta ilusória “vestimenta” precisa ser NEGADA E DESCARTADA! SUMIR COMPLETAMENTE DE FOCO!
Medite e faça suas “contemplações” identificando-se corretamente! “Desperto”! Sem endossar “crenças coletivas”! Entenda-se sendo AQUELE A QUEM A PALAVRA DE DEUS É DIRIGIDA! DEUS SENDO O CRISTO QUE VOCÊ É!
O que o Cordeiro pode fazer no clima aparentemente desarmonioso e sombrio do mundo de hoje? Pode despertar, e eventualmente despertará, cada indivíduo do sonho mortal de haver uma mente má – de haver na matéria poder para degradar, para acusar o inocente e exaltar o culpado, para seduzir o imprudente e roubar o pobre. Tudo o que é desprezível e corrupto tem de, por fim, fracassar. A fúria do magnetismo animal parece estar à solta em seu ódio contra tudo o que é bom; mas, espere-se um momento, ele não é real! A Ciência ajuda cada um de nós a demonstrar a Consciência crística, o pensamento verdadeiro, ajuda-nos a não sermos nunca enganados pelo dragão que se propõe a fazer parecer real o que nunca foi real.
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Este parágrafo explica o profundo sentido de estudarmos a Verdade! O tempo todo ouvimos alguém reclamar do mundo atual, de seus conflitos, problemas, corrupção, etc.. Isso tudo é entendido como real! Enquanto isso, o que é real deixa de ser percebido! Neste clima de desconhecimento da Verdade, age o “Cordeiro de Deus”, despertando, como diz a autora, “cada indivíduo do sonho mortal de haver uma mente má”.
Enquanto “sonhadora”, cada pessoa de bem espera uma “ação de Deus” que restabeleça a chamada “Paz na Terra”; entretanto, esta Paz já existe, já está presente, acima da capacidade de percepção da “mente que sonha”. Portanto, não existe um Deus que “harmonizará pesadelos” presentes unicamente como “imagens de sonho”; o Deus que há, é o que Se manifesta como o Cristo em cada indivíduo; assim, quem aceitar, reconhecer e se identificar com o Cristo, estará identificado com a Mente de Cristo em Si mesmo, e isto será o seu “despertar” para a Realidade divina, pacífica, ordeira, harmoniosa, justa e perfeita!
“Tudo o que é desprezível e corrupto tem de, por fim, fracassar. A fúria do magnetismo animal parece estar à solta em seu ódio contra tudo o que é bom; mas, espere-se um momento, ele não é real!”Este é o foco verdadeiro: estarmos reconhecendo a irrealidade do suposto “mundo dos fenômenos”, não acreditando mesmo ser ele real, para deixarmos de ficar orando erroneamente, e sempre aguardando que Deus intervenha e dê fim a seus supostos males!
“A Ciência divina ajuda cada um de nós a demonstrar a Consciência crística, o pensamento verdadeiro, ajuda-nos a não sermos nunca enganados pelo dragão que se propõe a fazer parecer real o que nunca foi real”.Quando isto for entendido, os ensinamentos absolutos receberão a atenção que merecem! As pessoas conhecerão sua meta verdadeira, que jamais esteve ligada a “este mundo”, e sim em vê-lo e considerá-lo de modo idêntico ao de Jesus, ou seja, como um “mundo do pai da mentira”!
De que forma “venceremos o mundo”? Através de nossa identificação com a “Mente de Cristo”, de nossa abdicação da suposta “mente carnal”, mediante total “comunhão com Deus”. Por isso o texto diz que“demonstrando a Consciência crística – o pensamento verdadeiro – não mais seremos enganados pelo “dragão”, que se propõe a fazer parecer real o que nunca foi real”.
Isto não é “batalha mental humana”; antes, é a total rendição desta “mente ilusória”, diante da Presença do Cristo em nós, para que o Cristo seja visto como quem somos, e para que “o Pai, em Cristo, faça as obras”, isto é, para que VOCÊ, com conhecimento, possa afirmar: “o Pai, em Mim, faz as obras”!
Para realmente podermos admitir livremente a Verdade de que “temos a Mente de Cristo”, como as Escrituras nos revelam, precisamos parar de defender a “mente que não quer sumir”! Todos os ilusórios ou aparentes problemas, conflitos, decepções ou temores, possíveis e imagináveis de serem registrados por um “instrumento de percepção”, estão registrados por esta “mente impostora”, que faz com que a humanidade acredite coletivamente ser sua possuidora! ESTA CRENÇA É FALSA! E cada um que desta Verdade tomar conhecimento, terá facilidade em expulsar esta aceitação mentirosa para “discernir” a própria Vida, sua real Identidade e o próprio Deus, com a sua Mente genuína, que é – e sempre foi – a divina!
Este é o “conhecimento da Verdade” que nos liberta! Este é o sentido de “Vir a Mim”, contido no chamado de todos os chamados “Mestres da humanidade”. É preciso desmascarar esta ilusória“mente humana”! Deixarmos de querer “usar a Verdade” para atendê-la em suas vaidades e caprichos! Para isso, faça as “contemplações” como a “Mente de Deus em Autocontemplação;como a Mente de Deus consciente de estar sendo Deus como o Cristo que VOCÊ é”!
Entender que “somos deuses”, a “luz do mundo”, é entender que “despertar” é simplesmente “ser o que já somos”, “sem pai na terra”, sem “parentesco com Adão expulso do Paraíso”, seres totalmente entregues à Verdade de que “somos perfeitos em unidade”.
“Ser luz do mundo” quer dizer ser a Luz de Deus, a Substância amorosa e perfeita onipresente, Autossuprida sob todos os aspectos, desconhecedora de “trevas” e de “outra mente” que, hipnoticamente, pudesse aparentar ser presente, muito embora “nem por uma fração de segundo” tivesse “chegado a existir”.
“Conhecer a Verdade” é aceitar e contemplar a Verdade como a totalidade da Existência! Por isso, parta de DEUS como TUDO! Luz que desconhece “trevas”! Jamais lute com a “mente que não quer sumir”! Ela, de fato, nem isto pode fazer! O QUE É NADA NÃO TEM COMO DESAPARECER! O aparente sumiço de um “estado hipnótico” revela que “nada mudou”, em termos de realidade, havendo unicamente a percepção DO QUE JÁ É!
É COM ESTE ESPÍRITO QUE VOCÊ DEVE REALIZAR SUAS “CONTEMPLAÇÕES”! VENDO-SE EM DEUS, COM A MENTE DE DEUS, SEM A DUALIDADE ILUSÓRIA QUE INDUZ ALGUÉM A ACREDITAR EM “OUTRA MENTE”, SENÃO A DIVINA, ATUANDO COMO A SUA MENTE!
PARTA DESTA ILUSÃO JÁ DESMENTIDA!ACATE A REVELAÇÃO: “MINHA MENTE É A MENTE DE CRISTO!”E, NESTA CONDIÇÃO REAL, ETERNA ILUMINADA, PERCEBA QUEM VOCÊ SEMPRE FOI, É E SERÁ: O CRISTO!
Se uma escola contar com três professores de Matemática, e os três adotarem, para o ano letivo, livros de três autores diferentes, A, B e C, duas coisas determinarão se o objetivo dos professores foi ou não cumprido:
1) se, ao final do ano, os princípios matemáticos foram ensinados;
2) se os alunos os aprenderam e dominaram.
Não irá interessar se o autor do livro foi A, B ou C! Irá interessar se os alunos passaram da situação de ignorantes para a de conhecedores.
Quando eu fazia palestras, volta e meia aparecia alguém para me perguntar: “Por que você fala mais citando a Bíblia do que citando outras Fontes da Verdade?” Geralmente, estas questões eram levantadas pelos supostos “buscadores da Verdade”, que, eloquentemente, citavam de cor todo tipo de ensinamento e opinião de “mestres”, como se isto demonstrasse profundo interesse pelo “conhecimento da Verdade”.
Imaginemos que o autor “A”, de Matemática, expusesse em seu livro que “dois ao cubo fosse oito”, que “três ao cubo fosse 27”, e que o professor que tivesse adotado este autor estivesse em aula, passando aos seus alunos estes ensinamentos, e, de repente, entrasse na sala um aluno do outro professor, e lhe perguntasse: “Por que o senhor só ensina usando este livro? Por que não fala também do autor “B”?
Esta é a “eloquência” da “mente que não quer sumir”! O que vale, em qualquer estudo, é a “prática de seus princípios”, uma comprovação inequívoca e incontestável de que “ignorância” se transformou em “conhecimento”. No caso, seria o aluno ter eliminado a condição de “não saber”, para que, ao final do ano, a qualquer momento que lhe fosse perguntado: “Qual é o resultado de três ao cubo?”, lhe saltasse, imediatamente, a resposta “27”, não importando quem tivesse sido o professor, ou o autor do livro adotado, ou seja, importando unicamente que O “SABER” tivesse substituído O “DESCONHECIMENTO”.
Mesmo que algum dos alunos, por curiosidade, ou mesmo por suposto interesse, comprasse os três livros de Matemática adotados pelos três professores da escola, se, ao final do ano, não soubesse responder que “três ao cubo fosse 27″, só teria jogado dinheiro fora, apenas comprando e empilhando livros, e sem assimilar o que qualquer deles poderia tê-lo ensinado.
Aquele que mais se identifica com autores e ensinamentos do que com a VERDADE, que é comum a todos, estará unicamente alimentando a ilusória “mente que não quer sumir”, caindo na “arapuca do ego” que o faz acreditar ser um seríssimo pesquisador e interessado em “conhecer a Verdade”. Uma “arapuca” que o cega para o Fato de que ELE JÁ É A VERDADE! AQUI E AGORA!
Suas “contemplações da Verdade”, para se mostrarem em grau máximo de eficiência, devem partir da própria Verdade, ou seja, da Existência UNIVERSAL do Paraíso! Não há outra existência! Não há outro Ser senão Deus, vivendo e Se expressando! Quando falamos que o estudo parte de DEUS SENDO TUDO, e que precisamos partir deste Referencial da Luz, estamos simplesmente entendendo que ILUSÃO NÃO EXISTE!
Que é “contemplar a Verdade”? É estarmos levando em consideração unicamente aquilo que É! Em total desprezo pelo que “aparenta ser”. Quando viajamos, é comum imaginarmos que o asfalto à nossa frente esteja molhado; mas quando chegamos àquele local, o “asfalto molhado” é transferido para mais adiante! Era uma ilusão! É desse modo que uma “aparência” pode nos confundir! Mas, se entendermos que “aparência é aparência”, e que a realidade não se altera para corresponder a ela, entenderemos que “contemplar a Verdade” é, no caso citado, “estarmos convictos de que a estrada estaria seca”, mesmo que, para os sentidos humanos, ela APARENTASSE estar molhada!
As “aparências”, por serem vistas coletivamente, se mostram como fortes “sugestões hipnóticas”. Se fosse apenas uma pessoa sendo sugestionada, as demais, à sua volta, logo a convenceriam de que aquilo era uma “alucinação pessoal” dela! Infelizmente, porém, esta “alucinação” é coletiva! E desse modo, se sairmos pelas ruas dizendo que “estamos em solo sagrado”, que estamos em Deus e sendo o Cristo de Deus, nós é que seremos taxados de “alucinados” ou “malucos”! “O MUNDO INTEIRO JAZ NO MALIGNO” – disse João em sua primeira epístola (I João 5: 19). Estava explicando este “hipnotismo de massa”!
Quem estuda a Verdade não pode mais se permitir viver sob este “trote” engendrado pela suposta “mente carnal”. E é por isso que, ao meditarmos, não devemos acreditar em ILUSÃO nem em ALGO ALÉM DO REINO DE DEUS estando presente exatamente onde nós estivermos! “DEUS É LUZ E NÃO HÁ NELE TREVAS NENHUMAS”. Isto significa que SOMOS LUZ! SIGNIFICA QUE ESTAMOS NA LUZ! SIGNIFICA QUE “TREVAS” NÃO EXISTEM! SÃO “APARÊNCIAS”, E APARÊNCIAS NÃO SÃO REALIDADES!
Assim como aquele, na estrada, que de tanto se aproximar do “aparente asfalto molhado”, e de tanto constatar que ele estava seco, acaba desconsiderando aquilo como ILUSÓRIO, como FATO INEXISTENTE, o chamado “estudante da Verdade” também deve se habituar a descartar as “aparências” e RECONHECER O UNIVERSO DE LUZ, e com a idêntica certeza! E ISTO NÃO COMO TESTE! A VERDADE ABSOLUTA É A VERDADE! NINGUÉM PRECISA TESTÁ-LA! MAS PRECISA ACATÁ-LA COM RADICALISMO, COM CONVICÇÃO ABSOLUTA E COM “CORAÇÃO DE CRIANÇA”!
Se, diante de uma APARÊNCIA NEGATIVA DO MUNDO, você lidar com ela entendendo-a como ASFALTO SECO se apresentando ilusoriamente como se fosse ASFALTO MOLHADO, deixará de se empenhar em “se desviar da água”, de acreditar que “exista água”, e de acreditar que “aparência de água” molhe a estrada! E, permanecendo nessa Verdade, a ILUSÃO não mais passará por realidade a você!
Para isto, faça todas as “contemplações” reconhecendo-se NO PARAÍSO! SOMENTE O PARAÍSO É REALIDADE! O SUPOSTO MUNDO MATERIAL É “APARÊNCIA”, UMA ILUSÃO DE MASSA, E MAIS NADA!
Foi aqui abordada e comentada, anteriormente, a questão do “casamento”; e isto por ter sido o tema levantado pelos fariseus junto a Jesus, tendo ele respondido tomando por base a “dureza de coração” das pessoas. Entretanto, todas as demais questões supostamente humanas, que se apresentem confusas ou problemáticas, encontram suas soluções harmoniosas dentro desta mesma linha de raciocínio da lógica divina, ou seja, pela rendição total à Vontade de Deus, mas não sendo entendida como “imposição” ou “castigo”, e sim, como “abertura de visão”, um “despertar” para a Verdade de que “nossa Vida gloriosa” é assim aparentemente “restabelecida”. Por quê “aparentemente”? Pelo seguinte motivo: jamais estivemos sendo o “ego” causador de confusões num ilusório e problemático “mundo material”!
Sempre que este “ego” se mostra predominantemente presente, se julgando de si mesmo um “deusinho particular”, voltado a impor suas vontades, vaidades, caprichos e pontos de vista unicamente pessoais, – oriundos exclusivamente da ilusória “mente humana” esem o aval da Consciência crística – , os resultados de tudo, mais cedo ou mais tarde, se mostrarão reduzidos a nada! Por quê? Por sermos genuinamente “deuses”, e não carnais se fazendo passar por “deuses”! Por vivermos em DEUS e não na “matéria”! Por “compormos” a Mente do Absoluto, e não a coletiva “mente em ilusão”. Sem este “conhecimento da Verdade”, não teremos “perdido a vida impostora do ego”, para, com isto, termos podido verdadeiramente “achar a Vida real”, não mais como algo finito, imperfeito e mortal, mas como a Essência Divina eterna que somos!
Enquanto o mundo, entregue a uma ILUSÃO DE MASSA, olha e nos vê exercendo alguma atividade que ele supõe acontecer “na matéria”, e sendo exercida por um “mortal nela nascido”, nós, para nós mesmos, entendemos que o “visto pela mente do mundo”, é um fenômeno ilusório. Isto por estarmos identificados, não com o que o mundo vê, mas com o que Deus vê, e que, por sermos “um com Ele, é o que nós – nesta Unidade perfeita – igualmente vemos. Isto se compara a uma semente qualquer, que, estando a se “dsdobrar na aparência”, não conta com sua atenção firmada no desdobramento, mas no “projeto pronto em si mesma”, invisível para o mundo, mas inteiramente consumado e presente nela própria!
Com o “coração endurecido”, cada um passa a vida toda de olhos voltados a quiméricas e efêmeras realizações terrenas; já com o “coração de menino”, a atenção toda é voltada ao “Pai em Mim”, ao Deus Vivo manifesto como o Cristo que somos! Assim, nossas aparentes “realizações no visível” não mais estarão nos chamando a atenção por elas mesmas! Serão entendidas como “reflexo visível” da Verdade subjacente ou invisível que em nós achamos, e que achamos na qualidade de ser a Verdade que somos! E será esta Verdade o foco total, permanente e eterno de nossa atenção, por ser o foco da imortalidade, da Vida eterna, das bem-aventuranças sem fim!
Querer analisar a Existência a partir do suposto “mundo material”, que é uma sequência contínua de sombras em mutação, e, dessa forma, desejar felicidade e vida plena diretamente nele, compara-se a alguém, com um projetor de slides ligado, expor numa parede as suas projeções, e, vendo-as distorcidas, ficar desejando melhorar a qualidade da projeção esfregando e tentando ajustá-las na parede! Não irá adiantar! Se a projeção estiver ruim, ele terá de melhor focalizar o “slide fonte”, até sua projeção se mostrar correta na parede, como efeito de sua correção e ajuste feitos fora dela. Este é o conteúdo da frase de Jesus: “Vinde a Mim… Eu vos aliviarei!” Em outras palavras, tudo se resolve quando deixamos de crer no “mundo de projeções fenomênicas” para somente termos olhos para o “Eu” que somos, que é perfeição absoluta, e que é Tudo!
O apóstolo Paulo, em carta aos Hebreus, ensinou esta Verdade: “O que é visto procede do não visto”. O Universo Se exprime a partir de sua Essência Absoluta, e jamais do suposto “mundo visível”. Por isso, quem quiser conhecer a Verdade terá de encontrá-La no “invisível” de sua Consciência espiritual! Esta dedicação à percepção da Presença de Deus como a nossa Presença, e ao reconhecimento pleno de que, se existimos, isto se deve única e exclusivamente ao Fato Absoluto de que “somos a própria Vida de Deus”, e não uma suposta “vida humana” gerada de “pais humanos” numa inconstante “vida material”, traduz o sentido da revelação de Jesus: “Eu Sou o Caminho”! Explicava o Eu ÚNICO, onipresente, sendo a Verdade que somos!
Todas as situações do “mundo visível” são meras sombras e não realidades! E quem continuar com “coração endurecido”, alimentando a CRENÇA COLETIVA que o induz a se reconhecer como “ser humano”, somente ficará investindo numa ILUSÃO DE EXISTÊNCIA, nela acreditando “ser alguma coisa”, até inevitavelmente se defrontar com o dia em que verá “este mundo” e o “eu” que aparenta nele estar, sumirem de vista como fumaça! Eram “imagens hipnóticas”, e mais nada!
Enquanto Jesus passava seus ensinamentos na Judeia, vieram os fariseus fazer-lhe esta pergunta: “É lícito ao homem repudiar sua mulher?” Respondendo, ele disse-lhes: “Que vos mandou Moisés?” E eles disseram: “Moisés permitiu escrever cartas de divórcio e repudiar”. E Jesus lhes respondeu: “Pela dureza de vossos corações, vos deixou ele escrito esse mandamento; porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher. E serão os dois uma só carne; e, assim, já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus juntou, não o separe o homem”.
O erro de interpretação destas passagens sobre relacionamentos conjugais , pode-se dizer, foi dos que mais geraram sofrimentos e sentimentos de culpa na humanidade. As religiões partiram da crença de que, se algum casal ali aparecesse, desejoso de se casar, seus ministros fariam o papel de Deus, ou seja, uniriam os dois para a vida toda! A partir disso, todo casamento seria considerado “a vontade de Deus”, fazendo com que o casal se visse obrigado a mantê-lo pelo resto da vida!
A vontade de Deus se manifesta àquele que ora e confia estar sendo guiado e inspirado por Ele! Não é a “vontade” que aqueles de “coração endurecido” sentem, quando buscam se relacionar com alguém! E isto é mais do que evidente, apesar das “vistas grossas” da sociedade e de seu mundo religioso! Alguém poderia acreditar que, se um rapaz se visse encantado pela beleza física de uma jovem, buscasse conquistá-la, até levá-la ao altar, e que isto seria “o que Deus uniu”? Ou que uma jovem conquistasse um rapaz rico, pensando em poder viajar e conhecer o mundo, às custas dele, e que isto seria “o que Deus uniu”? É óbvio que não! E há inúmeros exemplos, além destes, que provam que “o que Deus une” nada tem a ver com o que “o ego une”, movido por interesses carnais, materiais, familiares, enfim, destituídos da unção divina!
Jesus disse aos fariseus que “Moisés deixou o mandamento de divórcio” por causa do “coração endurecido do povo”! Citou o “princípio da criação”, em termos humanos, ciente de que as pessoas que ali estavam, não iriam compreender sua visão crística, que citava a “criação espiritual”, subjacente a “este mundo”, onde a Vontade de Deus estava realmente manifesta! Assim, o “coração endurecido”, em sua visão iluminada, não era somente a “vontade de se repudiar a mulher”! Isto seria o efeito! O “coração endurecido” seria a causa dos relacionamentos fadados a não durar, por terem se realizado segundo critérios humanos, partindo do ego agindo de si próprio na suposta “escolha do cônjuge”, sem que a Vontade de Deus fosse ouvida ou consultada! Portanto, casamentos assim constituídos, longe de serem “uniões feitas por Deus”, não passavam de manifestação da ilusória “mente humana”; uniões, portanto, carentes da presença do Amor divino!
Em muitos casos, era a família que “juntava o casal”, dentro de humanos interesses; assim, o “noivo” só iria conhecer a “noiva” praticamente do dia do “casamento”. Haveria Deus nisto? Claro que não! Infelizmente, as religiões assim não entenderam, oficializaram, e em nome de Deus, estas uniões, decretando que “teriam de ser para sempre”, justificando tais atitudes absurdas com a Bíblia nas mãos, dizendo: “O que Deus juntou, não o separe o homem”.
Tanto no Antigo como no Novo Testamento, encontramos a expressão “coração endurecido”. Parte do Salmo 95 assim diz: “Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos, ajoelhemo-nos diante do Senhor que nos criou. Porque ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas da sua mão. Se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como em Meribá e como no dia da tentação no deserto”.
“Ajoelhar-se diante do Senhor” nada tem a ver com posição física! É uma atitude de “rendição” da suposta mente humana frente à Onisciência divina! O Salmista está nos alertando sobre a “Voz de Deus”, a Voz suave de nossa própria Consciência iluminada, sempre pronta a Se revelar como diretriz da permanente Vida pela Graça, mas que, em grande parte das ocasiões, sequer é ouvida! Na Bíblia, “coração endurecido” é o homem “empacado” em seu ego! Não abre mão de suas crenças e metas pessoais, predominantemente egoístas e materialistas, e sequer mostra interesse por orar e ouvir esta “Voz de Deus” em si mesmo; e, quando o faz, espera que Deus o escute e faça a sua vontade !
Pessoas assim, quando ouvem que “são a própria expressão de Deus”, nem se dão conta do que a frase representa! Ouvem uma tremenda Verdade, mas demonstrando dar-lhe a mesma atenção que dariam, por exemplo, a uma notícia de que “a cebola subiu de preço”! Aquilo não teria peso algum em sua vida, uma vez que, o que lhe importa, é fazer valer a sua opinião e realizar os seus anseios e metas pessoais! Esta atenção, dada maciçamente ao ego, além de fazer parecer que a sua natureza divina esteja ausente, ou oculta, o leva a a agir sem noção de “unidade”, que é a forma espontânea de haver amor em nossas atividades.
Quem trabalha a partir de sua natureza divina, além de cumprir com tranquilidade os seus compromissos e realizar genuínos anseios, acaba percebendo que, além de se sentir em harmonia com todo o ambiente que o cerca, que todo ele se mostra regido pela Mente única! Desse modo, atua como cada peça de um relógio, que bem executa a sua função própria e específica, como também faz com que se cumpra o objetivo do relógio como um todo!
Quem despreza a “Voz interior”, que lhe inspiraria o “agir pelo não agir”, que seria sua ação inclusa no contexto global, e que também o atenderia em seu aspecto individual, como vimos no exemplo do relógio, passa a agir de si mesmo, atropelando cegamente a tudo e a todos, achando ser ele o único ali presente, e achando que unicamente precisa realizar com rapidez e eficiência o que ele, de si mesmo, estipulou como sua meta prioritária!
A Bíblia diz: “Endureceram o coração e se negaram a ouvir a minha Torá, Lei, e as palavras que o Senhor dos Exércitos havia falado, pelo seu Espírito, por intermédio dos antigos profetas. Por este motivo Eu me deixei tomar pela ira do meu zelo” (Zacarias, 7: 12). Esta passagem, uma vez mais, revela que “endurecer o coração” significa viver de seu próprio ego, alheio à Vontade de Deus, que é de realização global, não pessoal, e sempre carregada de amor divino.
Todos nós estamos permanentemente imersos na Inteligência infinita e suprema que governa o Universo. Quando isto deixa de ser percebido, significa que a suposta “mente humana” está aparentemente se manifestando como se fosse a nossa mente, com sua “sabedoria da serpente”, que divide a existência ilusoriamente, e somente para si mesma, em bem e mal.
Quando a Verdade é revelada, através da “Prática do Silêncio”, a Inteligência infinita Se evidencia como Onipotência sempre e já presente no lugar da “sugestão hipnótica” baseada em dois poderes. É nesta condição, de plena serenidade, que “contemplamos a Verdade”! É nesta contemplação que discernimos a Mente divina sendo a nossa!
“Praticar o Silêncio” não significa fechar os olhos para o mundo para nos sentirmos no “vazio”! Significa abrirmos os olhos para a Oniação que nos inclui! A suposta mente humana deixa de se mostrar ativa, por estar aquietada e unicamente deixando a Verdade Se revelar!
As “contemplações da Verdade” não requerem um “ego preparado” para meditar corretamente! Se ele se mostrar presente e despreparado, muitas vezes será até melhor do que quando diz “se sentir preparado”! NÃO EXISTE EGO NENHUM! NEM PREPARADO NEM DESPREPARADO! E quando se diz “preparado”, podemos saber que é um “nada” querendo ocupar o lugar que é única e exclusivamente de Deus!
DEUS É TUDO! E DEUS SEMPRE ESTÁ PREPARADO! Assim, seja qual for a “sugestão hipnótica”, trazida aparentemente pela “mente humana”, não medite a partir desta mente ilusória e muito menos de suas “aparências” insubstanciais! PARTA DO DEUS PREPARADO! PARTA DA INTELIGÊNCIA INFINITA JÁ MANTENDO O UNIVERSO PERFEITO E SOB SUA ONIPOTÊNCIA! Lembre- se do que diz o Salmo 46: “AQUIETA-TE, E SABE: EU SOU DEUS!” E Lembre-se de que Jesus descartava sua mente pessoal para usar a do Pai: “De mim, nada faço; O PAI EM MIM FAZ AS OBRAS!”
Faça da “Prática do Silêncio” o momento de percepção radical da Verdade Absoluta, o momento em que VOCÊ SE CONTEMPLA SENDO “OBRA PERMANENTE DE DEUS”, UM SER DOTADO DE VIDA DIVINA, DE CONSCIÊNCIA DIVINA, DE CORPO DIVINO! CONTEMPLAR A VERDADE É, SIMPLESMENTE, VOCÊ CONTEMPLAR DEUS SENDO DEUS!
Se um ator for contratado para representar Jesus Cristo numa produção cinematográfica, ele saberá que seu corpo passará por diversas alterações falsas, criadas por maquiadores e especialistas em “efeitos especiais”. Isto para que, em cada parte do filme, o “corpo de Jesus” possa se mostrar condizente com o roteiro que corresponda aos relatos bíblicos. Desse modo, ora o corpo se mostrará irradiando luz, ora se mostrará perfeito, ora se mostrará judiado e sangrando, ora se mostrará cheio de “chagas”, e ora se mostrará glorioso! O corpo do ator teria sofrido todas estas mudanças? Sabemos que não! Eram efeitos criados para SUGESTIONAR A MENTE de quem fosse ver o filme, ou seja, para dar FALSA NOÇÃO DE REALISMO às cenas! Em outras palavras, eram ILUSÃO!
Quando os artigos absolutistas revelam que nosso Corpo não só é “Templo de Deus”, mas sim O PRÓPRIO DEUS, manifestado como a Forma “Corpo”, explicam, também, que todas as supostas “mudanças” que a mente humana registra como “realidades corpóreas”, são puramente ILUSÃO! Puros “efeitos hipnóticos”! Irrealidades! Tais como as SUPOSTAS “alterações” mostradas como reais no “corpo do ator” do filme!
Quem acreditar ter em seu corpo uma “alteração doentia”, esta CRENÇA é idêntica à daquele que, vendo o filme, acredita ver “pregos e chagas” no corpo do ator! E quando ele entender esta Verdade, trocará seu “referencial” de aceitação, deixando o ilusório e trocando-o pelo “referencial do ator”, que está ciente de toda a “armação”. Esta mudança de referencial é que o fará entender, na mesma hora, o “corpo curado” já presente, a despeito da forte SUGESTÃO de “corpo machucado”, APARENTEMENTE existente, mas que sempre estivera AUSENTE!
Esta analogia busca mostrar a NECESSIDADE de se tomar uma atitude radical em termos de “mudança de aceitação”. De nada adianta alguém acreditar “ter um mal no corpo”, ser informado de que “aquele mal é pura sugestão hipnótica”, ficando SEM SE IDENTIFICAR COMPLETAMENTE COM O SEU CORPO REAL E PERFEITO SEMPRE! Se “esperar cura”, estará crendo nas “chagas do ator”!
Este estudo se reduz a ABANDONARMOS CRENÇAS FALSAS! DEUS É TUDO! E DEUS É O SEU CORPO! NADA ALÉM DE DEUS TEM REALIDADE!
“Deus não concede ao homem o Espírito por medida. O Pai ama o Filho, e todas as coisas entregou nas suas mãos.”
João 3:34,35
Tornou-se “crença coletiva” alguém se interessar pela Verdade e passar a fazer intermináveis perguntas a supostos “mestres”. Isto pode ser encontrado em todo tipo de Escritura sagrada de todos os tempos. Por outro lado, nas revelações destes próprios “mestres”, sempre se viu inclusa uma pregação de desapego, desvínculo e de autonomia, por um direcionamento rumo ao interior de cada ser, um apontar para a própria Consciência do suposto “aprendiz”.
Jesus, considerado pela maioria como “mestre dos mestres”, disse que todos seriam ensinados pelo “Consolador”, o “Espírito Santo”, ou seja, “ensinou que não estava ensinando”! Apenas estava direcionando a todos rumo a “Mim”, ao “Eu próprio”, ao Deus em cada um.
Buda também preveniu: “Não creiam em nada apenas por autoridade dos mais velhos ou de seus instrutores; creiam naquilo que vocês mesmos experimentarem e constatarem ser verdadeiro. O verdadeiro sábio não é guiado por outrem, não se apega a nenhuma opinião sobre as diferentes doutrinas; ele está além de qualquer disputa”.
O valor destas postagens do Facho de Luz também deve ser visto como estando sob o ângulo de “direcionamento”. Elas existem unicamente para motivar a todos no sentido de que “VASCULHEM SEM CESSAR AS PROFUNDEZAS DA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA”. Por isso os “princípios da Verdade” são aqui expostos de modo impessoal, sem contar com “testemunhos pessoais” ou com “opiniões humanas”, a não ser em raríssimas exceções; e quando isso acontece, é unicamente para ilustrar, endossar ou melhor elucidar algum princípio sendo apresentado.
Cada um é livre para seguir o que achar melhor, enquanto eu, também, conservo a minha liberdade quanto a ser livre para filtrar tudo aquilo que perceba estar dissonante da revelação de que DEUS É TUDO! Para mim, nada de ensinamentos relativos me atrai a atenção. DEUS está sendo o Eu que EU SOU; assim, o foco está em “Mim”, neste Deus que Eu Sou,o que me leva a meditar e me interiorizar para mais e mais me soltar das arcaicas crenças falsas que, de detestáveis que são, receberam na Bíblia o nome de “demônios”.
Todas as instruções apresentadas pelo Site do Facho de Luz são para que VOCÊ CONTEMPLE A VERDADE! Não há nenhum sentido em alguém somente ler o que está escrito para “adotar” o pensamento exposto! O estudo da Verdade não está em se “adotar linha de pensamento”! Este estudo é unicamente para que VOCÊ CONHEÇA DEUS SENDO VOCÊ, exatamente como DEUS SE CONHECE SENDO VOCÊ!E é por isso que incentivamos a “busca interna” – contemplações – sem fazer o mesmo com a “busca externa”. Para quê saber o que responderia este ou aquele “mestre”, se O CRISTO É VOCÊ? Você não aceitou que DEUS É TUDO? Então aceitou que DEUS É VOCÊ! Vá a “MIM”! Ao SEU DEUS!Desse modo, por si mesmo, VOCÊ sumirá de falsos ensinamentos, de vãs filosofias, e, o melhor: evitará de se entulhar de mais “crenças inúteis”!
Jamais duvide da Sabedoria INFINITA que está presente em VOCÊ como o CRISTO que VOCÊ É! É ela a “autora” de sua Existência! É ela a Vida que VOCÊ eternamente VIVE! Nem Buda, nem Jesus, nem NINGUÉM tem “mais Deus” do que VOCÊ! Busque em VOCÊ! Foi por isso que o apóstolo Paulo salientou: “Glorificai a DEUS no VOSSO CORPO e no VOSSO ESPÍRITO, os quais pertencem a DEUS” (I Cor 6: 20)!