CRISTO: A REALIDADE DA SUA DIVINA PRESENÇA

CRISTO:
A REALIDADE DA SUA
DIVINA PRESENÇA
Eckhart Tolle
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Não se apegue a uma única palavra. Você pode substituir “Cristo” por Presença, se achar mais significativo. Cristo é a Essência de Deus dentro de nós ou o nosso Eu interior, como às vezes é chamado no Oriente. A única diferença entre Cristo e Presença é que Cristo remete à nossa existência divina sem se importar se estamos ou não conscientes dela, ao passo que a Presença significa a nossa divindade vigilante ou a essência de Deus.

Se admitirmos que não há passado nem futuro em Cristo, poderemos esclarecer muitos mal-entendidos e falsas crenças sobre Ele. Dizer que Cristo foi ou será, é uma contradição. Jesus foi. Foi um homem que viveu há dois mil anos e exerceu a sua divina presença, sua verdadeira natureza. Suas palavras foram: “Antes queAbraão existisse, Eu sou”. Ele não disse: “Eu já existia antes de Abraão ter nascido”. Isso significaria que Ele ainda estaria dentro da dimensão do tempo e da identidade da forma. As palavras “Eu sou”, utilizadas em uma frase que começa no tempo passado, indicam uma mudança radical, uma descontinuidade na dimensão temporal. É uma afirmação, ao estilo zen, de grande profundidade. Jesus tentou transmitir diretamente, e não através de divagações, o significado de Presença, de Autorrealização. Ele foi além da dimensão da consciência governada pelo tempo e penetrou no domínio da eternidade. Foi assim que a dimensão de eternidade surgiu neste mundo. A eternidade não significa tempo sem fim, mas sim tempo nenhum. Assim, o homem Jesus se tornou o Cristo, um veículo de pura consciência. E qual é a própria definição de Deus na Bíblia? Será que Deus disse: “Eu fui e sempre serei?” Claro que não. Isso teria conferido realidade ao passado e ao futuro. Deus disse: “EU SOU O QUE SOU”. Aqui não existe o tempo, só a Presença.

A “segunda vinda” do Cristo é uma transformação da consciência humana, uma mudança do tempo para a presença, do pensamento para a consciência pura, e não a chegada de algum homem ou de alguma mulher. Se“Cristo” estivesse para chegar amanhã, revestido de alguma forma externa, o que ele ou ela poderia nos dizer além do seguinte: “Eu sou a Verdade. Eu sou a Divina Presença. Eu sou a Vida Eterna. Estou dentro de você. Estou aqui. Eu sou o Agora”.

Nunca personalize Cristo. Não dê uma forma de identidade a Cristo. Avatares, mães divinas, mestres iluminados, os pouquíssimos que realmente são, não têm nada de especial como pessoas. Como não têm de sustentar o ego, defendê-lo ou alimentá-lo, são mais simples do que as pessoas comuns. Qualquer pessoa com um ego forte os olharia como insignificantes ou, mais provavelmente, nem os veria.

Se você for atraído para um mestre iluminado, é porque já existe Presença bastante em você para reconhecer a Presença no outro. Houve muitas pessoas que não reconheceram Jesus ou Buda, assim como há – e sempre haverá – pessoas que são levadas a falsos mestres. Egos são atraídos por grandes egos. A escuridão não consegue reconhecer a luz. Portanto, não acredite que a luz está fora de você ou que ela só pode vir através de uma forma específica. Se só o seu mestre for a encarnação de Deus, quem é você então?  Qualquer espécie de exclusividade é uma identificação com a forma, e a identificação com a forma significa o ego, não importa o quanto ele esteja bem disfarçado.

Utilize a Presença do mestre para ver um reflexo da sua própria identidade por trás do nome e da forma e para se tornar mais intensamente presente. Em pouco tempo você verá que não existe nenhum “meu” ou “seu” na Presença. A Presença é única.

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PENSE EM LUGAR DA CRENÇA COLETIVA

PENSE EM LUGAR
DA CRENÇA COLETIVA
DÁRCIO
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Deus, sendo TUDO, é o ÚNICO Poder em atividade onipresente. A Presença divina é Onipotência, e a “crença coletiva”, que acredita em poder do bem e poder do mal é, portanto, falsa! Diante de Pilatos, que lhe afirmava ter poder sobre ele, ou para soltá-lo ou para crucificá-lo, Jesus respondeu: “ Não terias poder algum contra mim, se este não te fosse dado do Alto”. Explicava a Pilatos que a “crença coletiva” somente atuaria sobre ele com a sua autorização, isto é, com ele permitindo a sua livre atuação sem que  a destruísse pela Verdade.

Joseph Murphy coloca repetidamente em seus livros: “Se você não pensar por si mesmo, a crença coletiva pensará em seu lugar”. Isso quer dizer que diante das falsidades, devemos praticar a Verdade! Também Joel S. Goldsmith, em suas obras, dá ênfase contínua ao fato de que “a crença em dois poderes” é a ILUSÃO a ser encarada e dissipada, o que é feito pela admissão incondicional e consciente de que Deus é o ÚNICO Poder.

Você dá poder a pessoas? A condições negativas? Você dá poder a algo além da Onipotência? Você dá poder à matéria? A dores e sofrimentos? Você dá poder às “aparências”? Sim ou não? Conscientemente, não! O que  ocorre, caso você julgue que sim, é o seguinte: VOCÊ DEIXOU DE PENSAR POR SI MESMO! E, por isso,  deixou-se arrastar pela “crença coletiva”. Muitos  lutam contra doenças, contra situações discordantes em seu ambiente,  contra inúmeras  condições das “aparências”,  por acreditar serem reais, quando a verdadeira “batalha” seria interior! Uma “batalha” desencadeada no silencio da contemplação da Verdade absoluta: DEUS É O ÚNICO PODER! Enquanto sua mente não for aceita como sendo a Mente de Deus, você estará permitindo à “crença coletiva” a suposta atuação hipnótica em sua experiência. Tão logo você destitua esta “crença coletiva” deste seu “poder hipnótico”, que não passa de “sugestão mesmérica”, a Verdade da Onipotência será discernida.

“Temos a Mente de Cristo”, disse Paulo. Esta Mente é a Mente de Deus sendo a Mente real de todos nós! Identifique-se com ela! Não fique à mercê de “crenças coletivas”; assuma sua atitude e pratique a Verdade! Todos os supostos problemas, que aparentemente o aborrecem, têm o “poder do Alto” que a eles VOCÊ está atribuindo! Quando VOCÊ destituí-los deste “poder”, eles sumirão! Que eram? A arcaica “crença em dois poderes” atuando hipnoticamente sobre você,  e, atuando ILUSORIAMENTE!

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LIÇÕES DA BÍBLIA-2

LIÇÕES DA BÍBLIA
MARY BAKER EDDY
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PARTE II
Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes
o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais
não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, mas de Deus.
João, 1: 12,13
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João Batista tinha um discernimento claro da Ciência divina: não tendo nascido da carne nem da vontade humana, ele datava de antes de sua própria existência, começara espiritualmente, em vez de materialmente, a identificar-se de maneira lógica; daí a impossibilidade de fazê-lo morrer, exceto na crença, por meios violentos ou métodos materiais.

“Todos quantos o receberam”; quer dizer: todos quantos percebem a existência verdadeira do homem, que reside em seu Princípio divino e dele procede, recebem a Verdade da existência; e estes não têm nenhum outro Deus, nenhuma outra Mente, nenhuma outra origem; portanto, com o tempo eles perdem seu senso equivocado de existência e encontram sua adoção no Pai, isto é, a redenção do corpo. Por meio da Ciência divina o homem obtém o poder para tornar-se o filho de Deus, para reconhecer seu estado perfeito e eterno.

“Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne”. Essa passagem se refere à existência primeva e espiritual do homem, que não foi criada nem do pó nem do desejo carnal. “Nem da vontade do homem”. Nascido, não de alguma doutrina, nem de alguma fé humana, mas sim contemplando a verdade do ser; a própria compreensão de que o homem nunca se perdeu em Adão, pois é e sempre foi a “imagem e semelhança de Deus”, o bem. Mas nenhum mortal jamais viu o homem espiritual, assim como não viu o Pai. O apóstolo não indica nenhum plano pessoal de um Jeová pessoal, parcial e finito; mas sim a possibilidade de todos encontrarem seu lugar no grande amor de Deus, e eterna descendência do Eloim. Seus filhos e filhas. O texto é uma declaração metafísica da existência como Princípio e ideia, onde o homem e seu Criador são inseparáveis e eternos.

Quando o Verbo se fizer carne – isto é, quando for posto em prática, – essa Verdade eterna será compreendida; e a doença, o pecado e a morte cederão diante dela, assim como cederam há quase vinte séculos. A concupiscência da carne e a soberba da vida se extinguirão na Ciência divina do ser; no bem sempre presente, no Amor onipotente e na Vida eterna, que não conhecem morte. Na vasta eternidade, as verdades do ser existem e precisam ser reconhecidas e demonstradas. O homem tem de amar a seu próximo como a si mesmo e o poder da Verdade tem de ser visto e sentido em saúde, felicidade e santidade: então se constatará que a Mente é Tudo-em-tudo, e não existem matéria contra a qual contender.

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LIÇÕES DA BÍBLIA-1

LIÇÕES DA BÍBLIA
MARY BAKER EDDY
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PARTE I
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Mas a todos quantos o receberam,
deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome;
os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, mas de Deus.
João, 1: 12,13
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Aqui o apóstolo nos assegura que o homem tem poder para tornar-se o filho de Deus. No texto hebraico, a palavra “filho” é definida de várias formas: um mês é chamado o filho de um ano. Esse termo, aplicado ao homem, é usado tanto no sentido material quanto no espiritual. As Escrituras falam de Jesus como o Filho de Deus e como o Filho do homem; mas Jesus recomendou não chamar a ninguém de pai; “porque só um é vosso Pai”, ou seja, Deus.

Acaso a filiação espiritual é uma dádiva pessoal que foi outorgada ao homem? Ou é ela a realidade do seu ser, na Ciência divina? O conhecimento que o homem tem dessa grandiosa verdade lhe confere poder para demonstrar seu Princípio divino, o qual, por sua vez, é indispensável para que ele compreenda sua filiação, sua unidade com Deus, o bem. A exigência pessoal de obediência cega à lei do ser tenderia a obscurecer a ordem da Ciência, a menos que essa exigência expressasse as reivindicações do Princípio divino. O Princípio infinito e o Espírito infinito têm de ser uma e a mesma coisa. De que serve, então, discutir sobre o que é a pessoa do Espírito, – se reconhecemos a infinidade como personalidade, – pois, quem pode dizer qual é a forma da infinidade? Quando entendermos o verdadeiro direito inato do homem, ou seja, de que ele nasceu, não”…da vontade da carne, nem da vontade do homem mas de Deus”, compreenderemos que o homem descende do Espírito, não da carne, reconheceremos o homem por meio de leis espirituais, não materiais; e o consideraremos como espiritual, não material. A filiação do homem, mencionada no texto, é sua relação espiritual com a Divindade; não é, portanto, uma dádiva pessoal, mas é a ordem da Ciência divina. O apóstolo insta conosco a aceitarmos esse grande fato: “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”. Os mortais perderão seu senso de mortalidade – moléstia, doença, pecado e morte – na proporção em que adquirirem o senso de preexistência espiritual do homem como filho de Deus; como descendência do bem, e não do oposto de Deus, – ou seja, o mal, ou um homem decaído.

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“SENÃO, NÃO ESTARÍAMOS AQUI!

“SENÃO,
NÃO ESTARÍAMOS AQUI!”
Dárcio
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Enquanto Jesus se identificava como o “Eu” existente desde “antes que Abraão
existisse”, os fariseus da época viam-no como um ser humano com idade
inferior a 50 anos, nascido neste mundo e fadado a morrer. Esta passagem deveria servir como  bandeira a quem
realmente busca a fundo conhecer a Verdade! Nela encontramos o “Referencial da Luz”
e o falso referencial das aparências. Se os fariseus conhecessem a Verdade,
estariam também vendo a si mesmos como este “Eu absoluto”, uma vez que a Verdade é
universal, infinita e todo-abrangente. Mas não; eles estavam vivendo
puramente o “sonho de vida terrena”, e, em vista disso, fosse quem fosse
que estivesse frente a eles, seria considerado simplesmente como um simples
mortal a mais.

Vezes sem conta escutei alguém dizendo que, se estamos aqui, é porque  ainda não
somos perfeitos,
pois, do contrário, já estaríamos iluminados e em Deus. Aliás, já ouvi até de renomados metafísicos esta  fala ilusória! E
quando se responde que “já estamos em Deus” e que AQUI nunca foi “matéria”, mas unicamente o Reino de
Deus, sendo qualquer outra hipotética aceitação  uma ILUSÃO captada pelo sentido mortal, em vez de esta Verdade ser
acatada docilmente, para ser discernida e vivenciada, o que se ouve é a pergunta de
sempre: “Mas de onde veio esse “sentido mortal”? E o interesse fica mais voltado à ilusão do que à Verdade!

A ilusão é a crença de que “se fôssemos perfeitos, não estaríamos aqui!” É a falsa suposição de que Deus não seja Tudo! E que, no caso, seríamos “outro” que não Ele!
Como pôr fim à ilusão? Exatamente como poríamos fim a uma nota de cem reais, achada na rua,
tão logo fôssemos informados de que ela é falsa! A ilusão some diante da Verdade! De onde havia vindo aquele
“dinheiro”? De lugar algum! Não havia, não há e nem haverá valor monetário
naquele papel! É falso! De modo análogo, a “vivência material” é ilusória!
Não veio de lugar algum! O “eu nascido”, encarnado ou reencarnado, não veio de lugar algum!” É falso! E isto será sabido pelo conhecimento da Verdade:
AQUI É O PARAÍSO! Sempre esteve sendo, é e será! A Verdade é eternamente
verdadeira, enquanto a ilusão é eternamente falsa, apenas se fazendo passar por realidade,
mas sem capacidade de ser! Enquanto você retiver em mente um “ego humano” como sendo sua identidade, será idêntico àquele, com a nota falsa em mãos, considerando-a como “dinheiro”; tudo depende de sua reação diante da Revelação! Se nela confiar, saberá que DEUS É SEU EU, e lançará fora todos os boatos ou crendices absurdas sobre quem VOCÊ É!

Jesus disse que “o REINO DE DEUS deve ser buscado em primeiro lugar”; e que
este REINO está dentro de nós! Aceite sua Consciência como o seu Reino,
descartando as aparências como falsidades! Atenha-se ao REINO ONIPRESENTE e
contemple-Se fazendo parte dele, exatamente aqui e agora! A “Prática do
Silêncio” deve ser realizada diretamente a partir desse Referencial Absoluto, onde
inexiste intelecto para nos bombardear com  argumentações da “ilusão de
massa”. E caso se sinta com dificuldade para partir diretamente deste
Referencial iluminado, use o próprio intelecto-crença para fazer a si mesmo as seguintes
indagações:
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“Eu existo como argumentações ou dúvidas? Sou o intelecto? Ou  a Onisciência é a
Realidade, exatamente aqui e agora, como a Consciência que EU SOU?”.
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Fique em
silêncio, mantendo esta pergunta na mente, e sem forjar respostas,  fique atento para discernir o que lhe for revelado!

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"PELOS FRUTOS OS CONHECEREIS"

“PELOS FRUTOS
OS CONHECEREIS”
Dárcio
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Jesus Cristo deixou-nos a receita infalível para realmente conhecermos as pessoas “por dentro”, sejam elas “profetas”,  “políticos”, ou quem forem!
“Pelos FRUTOS os conhecereis!”

Que são os frutos? São a ação espontânea  de “bondade e correção” aparecendo como benefícios à coletividade! Bondade e correção! Estes dois parâmetros, unidos, definem o caráter das pessoas neste mundo dos homens. Ser “bom” é ser “correto e bom”; ser “correto” é ser “bom e correto”. Isto porque a bondade, sem correção, é no mínimo hipocrisia, e não bondade! E a mera exibição de chamados “bons frutos”, sem a causa correta geradora da presença deles, é falsidade. Exemplificando, se eu ajudar 100 pessoas, estarei sendo “bom” até ser descoberto que esta  minha ajuda teve origem num negócio ilícito feito por mim, isto é, sem  nenhuma correção. Portanto, o que Jesus nos ensina é que, diante de “frutos”, e não de conversa fiada de alguém, verifiquemos se eles tiveram origem total dentro da correção, sem ficarmos presos unicamente à sua exibição! A mera exibição, aprovada pela ingenuidade de incautos, dará margem a maiores e infindáveis incorreções. Mas a aprovação dos frutos, tendo em vista a origem da bondade geradora dos mesmos, nos fará descobrir os “lobos em pele de cordeiro”, e isto em quaisquer segmentos da sociedade.

Quem quiser, portanto, fazer escolhas certas, terá de  avaliar os “frutos” dentro da bondade e da correção, pois o resto é folclore, enganação, ilusão!

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“PORQUE JÁ ESTAIS MORTOS,…"

“PORQUE JÁ ESTAIS
MORTOS, E VOSSA VIDA ESTÁ ESCONDIDA COM CRISTO EM DEUS”
Dárcio
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Há milênios que as revelações se repetem, no sentido de que não existe vida na matéria. Quando a Ciência Cristã foi apresentada ao mundo, através do livro-texto “Ciência e Saúde”, houve um reavivamento das Verdades absolutas contidas na Bíblia. Quando Paulo disse: “Porque já estais mortos, e vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Colossenses,3:3), revelou a inexistência de vida real em seres humanos, em corpos materiais ou mortais, enquanto a Verdade, discernida por ele, era a Verdade eterna de que “nossa vida” , estando oculta em Deus, não é esta ilusão de vida humana sujeita a nascimentos, mudanças e mortes.

Quando alguém diz passar por problemas de saúde, o que ocorre, de fato, é seu apego ao “corpo carnal”,  ao “morto” que ele julga ser “vivo”. Enquanto esta ilusão não for desfeita, lutará, este ser iludido, para recuperar sua suposta saúde que jamais deixou de estar perfeita. Este é o caminho material de vida: uma ilusão que gera as ilusões seguintes! As palavras de Paulo,  seguidas à risca, mostram o que realmente somos: a Vida ESPIRITUAL eterna! Não existe vida na matéria! Acreditar que o corpo físico tem vida equivale a acreditar que alguém, presente em um sonho, tem ali vida real. Não tem! Aquele “ser animado” do sonho é “morto”.

Certa vez, o Prof.Glenn Clark, renomado metafísico, atendeu a uma mãe desesperada por estar sua filha à morte no hospital. Os médicos tiraram dela os alimentos dos quais ela gostava, e, haviam tirado da mãe todas as esperanças de vida. Ouvindo isso, o Prof. Clark disse-lhe: “Considere sua filha como morta! Vá ao hospital e dê a ela os seus alimentos preferidos, mas sempre mantendo em mente que sua filha está morta!” A mãe ficou chocada e raivosa, diante desse aconselhamento, e, achando aquilo um absurdo, negou-se a praticá-lo. Porém, quando se refez do choque e voltou a pensar sobre o que ouvira, vendo-se sem qualquer outra alternativa, decidiu-se por fazer exatamente o recomendado. Desapegou-se do anseio de que a filha se restabelecesse, considerou-a morta, enfim, seguiu todas as instruções recebidas. E logo depois a filha ficou completamente curada. Há alguns anos, uma pessoa ligou-me, dizendo que uma cadelinha de estimação estava agonizando, deixando as pessoas da casa muito tristes. Eu disse a ela que visse unicamente a “ideia-divina” referente à cadelinha, pois a “ideia” é que era a “cadelinha-real”. No outro dia, ela voltou a ligar-me e, ao dar-me notícias, disse-me: “Ela piorou e muito”. Foi quando lembrei-me do Prof. Clark, e  disse à pessoa: “Deve haver muita gente sofrendo mentalmente por causa da cadelinha; conte a todos que estiverem com dó, com medo de que ela morra, etc, este caso, com o conselho dado pelo Prof. Glenn Clark. Logo depois, as pessoas atenderam, e a cadelinha saiu toda  saltitante e curada.

Não existe “vida na matéria”; E O APEGO À MATÉRIA TOLHE A LIVRE MANIFESTAÇÃO DA VIDA REAL, EM TERMOS DE SUA MANIFESTAÇÃO NO PLANO VISÍVEL.

Nossa “Vida” está escondida com Cristo em DEUS! É Vida de Deus, Vida eterna, Vida que não nasce, não adoece e não morre! Afirmar que “o ser humano é morto” é o que a Bíblia chama de “Renascimento”. Quanto mais nos acostumarmos com esta Verdade, mais a Vida divina será reconhecida como VIVA, PLENA E ILUMINADA! Quanto mais nos apegarmos ao ILUSÓRIO corpo material, mais endossaremos a arcaica ILUSÃO, a crença falsa de que “existe vida na matéria”, quando, na verdade, nem matéria existe! TUDO É ESPÍRITO! TUDO É DEUS!

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O MESTRE INFINITO

O
MESTRE INFINITO
Dárcio
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A Sabedoria infinita é um aspecto de Deus sendo o Eu individual que somos. Enquanto muitos ensinamentos relativos apontam um ser “aprendendo sem parar”, no ilusório mundo de aparências, e muitas vezes até justificando dores e sofrimentos como meios deste interminável aperfeiçoamento ou “aprendizado”, a Verdade de que Deus é a Sabedoria infinita e, portanto onipresente, permanece livre e sempre à espera de um “coração aberto” que atenda ao Seu chamado.

Não existem seres ignorantes para participar de uma maratona de aprendizado! Caso existisse um deles, Deus estaria sendo este ser ignorante, uma vez que Deus é a única Presença e Poder! Enquanto o referencial de vida se mantiver na ilusão, ficará o suposto ser humano nessa armadilha hipnótica que aparenta lhe encobrir  sua real identidade.

Nenhum “mestre” poderá ensinar a Verdade a “alguém”, pois, este “mestre”, se assim se julgasse, seria meramente uma “ilusão” enxergando outra. Realmente, há um Mestre infinito, chamado “Eu Sou”; este, sim, é o Mestre, o Cristo que, em unidade com o Pai, se revela como expressão ininterrupta da Sabedoria infinita. E este fato se dá no Absoluto, e não na aparência. Que é o suposto ser humano, se mostrando a cada dia mais sábio, mais evoluído, mais consciente?  Não é você! É simplesmente a “mente humana” alterando crenças e mais crenças, completamente fora da Realidade que permanece incólume e transcendente a ela. Portanto, em vez de se considerar “alguém em amplo aprendizado”, identifique-se com a Mente de Sabedoria infinita que está exatamente onde VOCÊ está! Quando confirmar Sua Presença por se contemplar “um com Ela”, terá a sua prova,  ou seja, esta Verdade também será vista como “sombra” neste suposto mundo de aparências. Vista como? Como a sabedoria necessária e requerida a cada situação que aparentemente possa lhe surgir! Deus é TUDO e a Sabedoria de Deus é a única em expressão! Confie nesta Verdade, e destrone a suposta “mente carnal” e suas crenças! Medite e reconheça o Mestre infinito sendo a sua Consciência! Faça isso; abra-se internamente ao “fluxo do saber divino”, porque o Caminho iluminado é este!

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A REVELAÇÃO DA SEICHO-NO-IE -14 (FINAL)

A REVELAÇÃO
DA SEICHO-NO-IE
DÁRCIO
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Parte XIV – Final
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“A Realidade transcende os cinco sentidos, transcende inclusive o
sexto sentido e não se projeta à percepção do homem”.

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O chamado “homem” faz parte da ilusão e não da Realidade. A Realidade é Deus, e, se vivemos, se existimos, se temos consciência de ser, é porque Deus é o ser que somos. Esta Verdade absoluta é denominada “Verdade vertical” pela Seicho-No-Ie. A real existência é Deus Se expressando. O Universo é a Perfeição infinita, onipresente e onipotente, a Existência única, o Fato verdadeiro. “As coisas que são reais são apenas a Mente de Deus e as manifestações da Mente de Deus”. O suposto “mundo fenomênico”, sendo irrealidade, não passa de uma espécie de “miragem” temporária, que aparenta existir, mas não existe.

Para explicar que este mundo falso é mera crença da mente em ilusão, a Seicho-No-Ie ensina que “o mundo fenomênico é projeção da mente”, dando a esse fenômeno transitório o nome de “Verdade horizontal”. Mas, como “a Realidade transcende os cinco sentidos, transcende inclusive o sexto sentido e não se projeta à percepção do homem”, deduzimos que esta “Verdade horizontal” é meramente colocação didática, por ser ilusória. Não há Verdade vertical e Verdade horizontal! A Verdade é única, e é Tudo! A Verdade é Deus sendo o Todo de tudo! Por que aparenta existir a “Verdade horizontal”? Por um único motivo: a “Verdade vertical” não foi aceita radicalmente, isto é, o Fato verdadeiro, de que unicamente a Mente de Deus é Realidade, não foi reconhecido em sua totalidade. Quanto mais nos identificarmos com a Mente divina, menos nos identificaremos com a ilusória mente humana, que nada capta do que seja real. O Fato permanente, absoluto e real é intocável pelas falsas crenças coletivas. O Eu único é Deus, é Desperto, é Tudo, e esta totalidade abrange o Eu que  somos.

A Seicho-No-Ie inclui, em seus ensinamentos, conhecimentos de terapias e ciências humanas, psicossomáticas, psicológicas, pedagógicas, etc. Por mais úteis que aparentem ser, atestam a ilusão de que somos seres humanos, e não fazem parte da Revelação divina. Por isso, escolhi para esta série o título “A Revelação da Seicho-No-Ie”, pois é na REVELAÇÃO DIVINA que devemos estar centrados, se realmente desejamos conhecer e ser a Verdade. O conhecimento absoluto, que nega por completo a veracidade de tudo quanto seja captado pelos sentidos humanos, é a “Verdade que nos liberta”.  Uma vez discernido o Fato de que Deus constitui a totalidade do ser que somos,  as aparências fenomênicas ficam todas reduzidas ao seu “nada originário”.

Através da meditação, das afirmações dos fatos verdadeiros e negações dos fatos ilusórios, é feita conscientemente a reinterpretação do Universo: os conceitos falsos são trocados pelos verdadeiros, e cada um acaba por se ver, realmente, como a própria Automanifestação de Deus, dotado da Vida de Deus, do Espírito de Deus, da Mente de Deus, do Corpo de Deus e já estando no Reino de Deus.



“Quando todas as vidas do Universo virem esta Verdade e destruírem todas as ilusões mentais, as quais constituem a causa de todos os sofrimentos, os deuses do céu farão chover coros da Verdade, os seres vivos todos deste mundo verão a Luz, desaparecerão todos os embaraços, e este mundo, assim mesmo como é, será o Reino da Luz.”
(Sutra Chuva de Néctar da Verdade)
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F I M

A REVELAÇÃO DA SEICHO-NO-IE -13

A REVELAÇÃO
DA SEICHO-NO-IE
Dárcio
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Parte XIII
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“A Realidade
é Verdade, a ilusão é falsidade”.
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A ilusão é uma “sugestão hipnótica” que aparenta encobrir a Realidade. A uma pessoa hipnotizada, a sua “realidade” passa a ser  meramente a “sugestão hipnótica” que lhe é enviada pelo hipnotizador. Desse modo, ela está numa situação “X”, mas imagina e acredita estar em outra situação “Y”. Sua imaginação infundada alteraria a realidade? Não. Mesmo que ela diga estar vendo, sentindo e vivenciando a situação “Y”, aquilo tudo é ilusão, e, a realidade permaneceria sendo a situação “X”, da qual ela jamais teria se ausentado, a não ser ilusoriamente. E é este o sentido desta Revelação: “A Realidade é Verdade, a ilusão é falsidade”.

“A matéria é sinônimo de vazio” – certo dia, em meditação, vindo-lhe esta frase budista à mente, relata o Dr. Taniguchi que uma “voz suave e misteriosa” fez ecoar em seu ouvido: “A matéria não existe”. A seguir, veio à sua mente outra frase budista: “O vazio é sinônimo de todas as coisas do mundo fenomênico”, quando a “voz misteriosa” prosseguiu: “Todas as coisas evoluem do nada e tomam forma, conforme os padrões do pensamento. Sofre-se porque se acredita que a matéria é real e sólida. Sua alma será emancipada de toda restrição e obterá a liberdade se você não aderir à matéria, acreditando que ela seja real. Veja-a como ela é! A Infinita Provisão virá. Cinco pães podem ser divididos entre cinco mil pessoas e ainda sobrarão alguns. O mundo fenomênico é meramente uma manifestação temporal de um retrato mental ilusório visto através da lente da mente. Embora pareça estar diante de você, ele não está realmente lá. Não tem existência própria. O seu corpo físico também não tem existência própria!” – “Mas a mente existe!”, pensou o Dr. Taniguchi. A “voz” veio instantaneamente:
“Também não há a mente. Só há a Realidade! O estado de inexistência não é o Aspecto Verdadeiro da Realidade. O vazio não é o Estado Verdadeiro da Realidade. As coisas do mundo fenomênico são todas “inexistências”, as coisas materiais e as fases mentais são todas vãs. A vontade e a consciência (humana) são todas inúteis! Você tropeça porque ainda não sabe que todos os cinco princípios são ilusão. As coisas se manifestam como reais quando você as reconhece. A verdadeira essência da Realidade é Deus. Somente Deus existe. As coisas que são reais são apenas a Mente de Deus e as manifestações da Mente de Deus. Esta é a Verdade da Realidade. A mente fenomênica não tem nenhuma existência real própria. Denegando todas as manifestações ilusórias do plano físico, você pode conhecer Deus, o verdadeiro Deus (ou Buda). Compreenda esta verdade! A vida imortal será restaurada, aqui e agora! O eterno agora! Viva o agora!”

Esta Revelação divina deu origem à Seicho-no-Ie. As revelações não se destinam à mente fenomênica! Antes, elas claramente revelam que esta suposta mente humana é inexistente. Por isso, para vivenciarmos a Verdade absoluta, basta meditarmos corretamente e, com “coração de criança”, aceitarmos como Realidade unicamente o que a Revelação diz ser real, e aceitarmos como irrealidade tudo que a Revelação diz ser irreal. Eis por que está escrito que
“A Realidade é Verdade, a ilusão é falsidade”.


Continua..>

A REVELAÇÃO DA SEICHO-NO-IE -12

A REVELAÇÃO
DA SEICHO-NO-IE
Dárcio
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Parte XII
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A Realidade, porque é livre,
não conhece sofrimentos; a ilusão, porque é uma forma de apego, é farta de dores.”
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A Realidade é livre, porque Deus é a Realidade; e, como Deus é o Todo de tudo, estar apegado à ilusão, ou à existência humana, é vivenciar as crenças falsas semelhantes aos problemas sofridos por um sonhador em seus pesadelos. Não existem sofrimentos! Eles parecem existir porque a ilusão se faz passar por realidade! Qualquer justificativa para dores e sofrimentos é ilusória! O mal não tem objetivos na vida de um Filho de Deus! Como diz a Revelação divina, ver “matéria” e considerá-la Realidade, é ilusão. Por isso, a reinterpretação dos fatos precisa ser feita, se quisermos permanecer na Verdade. O fato é sempre Deus Se revelando! Se este fato for reconhecido, a Verdade estará sendo vivificada; porém, se fatos errôneos, imperfeitos e estranhos à totalidade de Deus estiverem sendo aceitos, a pessoa estará dando crédito ao testemunho dos sentidos humanos, todos eles falsos, fantasiosos, ilusórios. Vale ressaltar aqui uma questão levantada pela Seicho-no-Ie: “Você acredita em Deus ou nos cinco sentidos? Aquele cujo espírito oscila, ora contente, ora triste, conforme as situações que vê através dos cinco sentidos, acredita nos cinco sentidos e não em Deus”.

Como temos visto, “estudar a Verdade” significa basicamente nos dedicarmos a reconhecer estes dois pontos: (1) a totalidade de Deus, e (2) a nulidade da ilusão. Como os fatos verdadeiros ocorrem em Deus, na Mente divina, que é a nossa Mente verdadeira, todos os supostos acontecimentos captados pela ilusória mente humana são falsidades. Por isso precisam ser reinterpretados à Luz da Verdade, e não mudados! Vimos antes  a ilustração dos dois veículos, onde o fato real era um, enquanto a ilusão mostrava “outro fato” em seu lugar. O fato não havia mudado! Quando a pessoa percebeu que era o outro veículo que se movimentava, e não o dela, a ilusão se desfez, e sem que  fato algum se alterasse! Todas as infelicidades, problemas e sofrimentos são falsas interpretações, geradas pela mente em ilusão, dos fatos reais que são sempre perfeitos e mantidos por Deus. Por isso, seja qual for  a avaliação fenomênica do ser que somos, o fato real e imutável é a Verdade:
O homem é Filho de Deus, perfeito e harmonioso!

Para reinterpretar os fatos, e captá-los corretamente, a Seicho-no-Ie nos ensina a meditar e  aplicar os chamados “golpes verbais”. Que são eles? Frases de efeito, que correspondem à Verdade ou aos fatos espirituais verdadeiros. Estas frases buscam fazer com que nos desapeguemos da ilusão. Por exemplo, se a pessoa diz estar doente, a Seicho-no-Ie lhe diz: “A doença não existe!” Se ela insiste e diz: “Mas meu corpo está doendo!, a Seicho-no-Ie lhe diz: “O corpo carnal não existe!” “O mal não existe!”, “O fenômeno não existe!” Nesse campo das contrargumentações é que entram positivamente as afirmações da Verdade e as negações da ilusão. Não são práticas que tentam provar “poder da mente humana”, como erroneamente muitos creem! Os “choques verbais” são úteis como artifícios para quebrar o “estado hipnótico” que fazia com que ficássemos apegados à ilusão!

As afirmações da Verdade e as negações da ilusão, ensinadas pela Seicho-no-Ie, não são, portanto, recomendadas por terem, em si mesmas, qualquer poder; antes, elas são “choques verbais” objetivando “aclarar a mente”,  para que a PERFEIÇÃO PERMANENTE possa ser espiritualmente discernida como já presente; e exatamente onde fatos imperfeitos, ilusoriamente captados pelos sentidos humanos, pareciam encobrir a Realidade divina. São expedientes indispensáveis que nos auxiliam na reinterpretação dos fatos! E como eles precisam ser reinterpretados! Isto porque a “ilusão de massa” constantemente avalia tudo segundo o que captam os sentidos humanos, e, fazendo a reinterpretação, mudamos o rumo da mente, reconhecemos a Mente de Cristo como sendo o real e confiável instrumento de captação da Realidade, e, dessa maneira, as Revelações são postas em prática de modo correto. “A Realidade, por ser livre, desconhece sofrimentos”, ou seja, os chamados sofrimentos não passam de interpretações falsas dos fatos reais divinos; não passam de ilusão.

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DIANTE DE UM PEDIDO DE AJUDA

DIANTE
DE UM PEDIDO DE AJUDA
JOEL S. GOLDSMITH
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Quando alguém nos solicita ajuda, não devemos reter a noção de um paciente ou de um praticista contatando Deus. Há somente Deus, e a cura decorre desta realização. Não há paciente e não há praticista: há apenas Deus; há o único “Eu”, uma Consciência, uma Alma, um Espírito.

Nossos problemas surgem quando declaramos a Verdade e tentamos, de alguma forma, interferir. E é quando perdemos a demonstração, pois aquilo não pode ser feito. O que é mortal constitui a “ilusão”, constitui aquilo que não tem existência. Como  seria possível vincular uma Verdade espiritual com algo que não existe? Isto é impossível! Não tente fazê-lo! Como um ser humano, você não pode realizar uma cura espiritual. A substância do trabalho de cura é a realização de que não há existência humana, mas que há apenas Deus, o único ser infinito.

Se, após termos conhecido esta Verdade, imaginarmos: “Bem, por que o paciente não está reagindo?” – saiba que “nós não temos um paciente!” Se estamos com o pensamento de que temos um paciente, não temos o direito de ser praticistas,

pois não estaremos munidos da compreensão de que existe um único “Eu”.
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A REVELAÇÃO DA SEICHO-NO-IE -11

A REVELAÇÃO
DA SEICHO-NO-IE
Dárcio
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Parte XI
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“A Realidade é Eterna,
por isso não perece. A ilusão é efêmera e em breve
se desfaz”.
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Nossa firme permanência na Revelação divina, a despeito das aparências  em contrário, é a atitude que nos mostra livres. Para isso, de início deve ser discernido que todas as manifestações discernidas pela suposta mente humana são o “vazio”, ou seja, “o fenômeno não existe”. Em seu lugar, de modo perene, existe, e ocupa o espaço infinito, unicamente Deus, a Mente de Deus, a Realidade. Assim é revelado que “A Realidade é eterna, por isso não perece”. Ao meditar, nunca parta de “algo que é vazio”, mas sim da Mente que está substancialmente presente e manifesta como Perfeição onipresente. Fazendo uma analogia grosseira, seria enxergarmos uma calçada, primeiro iluminada,  depois com alguma sombra sobre ela, e permanecermos reconhecendo unicamente a calçada em si, sem levar em conta se há nela luz ou sombra.  Que é o “mundo fenomênico”? É ilusão; “a ilusão é efêmera e em breve se desfaz”. Subjacente à ilusão, a Realidade resplandece!

Que significa dizer que “a ilusão é efêmera e em breve se desfaz”? A maioria das pessoas já passou pela experiência de, estando num veículo parado e próximo a outro, acreditar, pela movimentação do veículo ao lado, que fosse o seu veículo que estivesse se movendo. Quando a verdade foi percebida, ou seja, quando os fatos reais foram discernidos, a “ilusão se desfez”. Qual era o fato? O próprio veículo parado e o outro se movendo. Qual era a ilusão? A crença  em fato inverídico, isto é, a aceitação de que o próprio veículo se movia, enquanto o outro permanecia parado. Tão logo a ilusão seja percebida como falsidade, ela “se desfaz” e a verdade é reconhecida. Por isso “a ilusão é efêmera e e, breve se desfaz”. A Realidade é a perfeição espiritual, incólume e onipresente! A ilusão é a crença na matéria, no bem e no mal, em imperfeição. Quem captar corretamente este mecanismo, deixará de lutar contra a ilusão e unicamente ficará alerta para poder  reinterpretar o cenário de forma correta e verdadeira. Assim como o próprio veículo não havia se movido, o nosso corpo jamais nasce, adoece, envelhece ou morre. Assim como era ilusão que o próprio veículo havia se movido, igualmente é ilusão que o homem esteja vivendo na matéria, sujeito a problemas,  pecados, doenças e mortes. Como acabar com a ilusão? Reinterpretando o cenário à luz da permanência dos fatos espirituais ou divinos. Isso, em outras palavras, é levarmos em conta as revelações e não mais as aparências, meras imagens fraudulentas captadas pela mente humana em ilusão. “Quando se aproxima a Luz, desaparecem as trevas. Quando se aproxima a Verdade, extinguem-se as ilusões. Extintas as ilusões, desaparecem seus frutos: pecado, doença e morte. Recebe Minha Luz sem duvidar. Sou Aquele que acende a luz nos Sete Candeeiros”; assim diz uma das Revelações divinas da Seicho-no-Ie. “Receber a Luz sem duvidar” é dar crédito unicamente à Verdade, sem “se apegar à ilusão”.

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A REVELAÇÃO DA SEICHO-NO-IE -10

A REVELAÇÃO
DA SEICHO-NO-IE
Dárcio
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Parte X
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“A matéria é apenas sombra da mente;
ver a sombra e considerá-la Realidade é ilusão.
Cuidai para que não vos
apegueis à ilusão”.

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Enquanto para a mente coletiva e ilusória da humanidade a realidade concreta se mostra como sendo “matéria”, temos aqui a revelação de que “matéria é apenas sombra da mente”. Se alguém sonhar e no seu sonho estiver vendo a si mesmo participando de uma aula de ginástica, o “corpo material” assim visto teria realmente natureza material? Ou seria uma simples imagem mental em seu sonho? Sabemos a resposta: seria um corpo mental, sem qualquer substância ou realidade, somente parecendo existir e, ainda por cima, se passando por material enquanto o sonho perdurar. Que ocorreria se ele, durante a ginástica, sofresse uma lesão muscular grave? Este seu “corpo-sonho”, além de lhe parecer material, ainda o faria crer estar padecendo por causa daquela lesão. Enquanto isso, que estaria acontecendo com o corpo do sonhador, deitado na cama? Nada! Mas ele, iludido pela “sombra da mente”, ou seja, pelo seu “corpo-sonho”, sequer teria atenção para este corpo saudável em sua cama. Enquanto o sonho durasse, ele ficaria desejoso de recuperar sua saúde perfeita que, aparentemente, viu como estando perdida por causa da suposta lesão muscular grave. “Ver a sombra e considerá-la Realidade é ilusão. Cuidai para que não vos apegueis à ilusão”.

A Seicho-no-Ie revela que “Deus é o Todo de tudo”, e que “todas as coisas são Mente de Deus”.  Uma destas “coisas” é o nosso Corpo real, sendo, pois, a Mente aparecendo na Forma “Corpo”. Assim como jamais um sonhador entra em seu sonho para ocupar verdadeiramente o corpo ali “visto”, e que é irreal, jamais um Filho de Deus entra no “mundo fenomênico” para poder afirmar que “possui um corpo material”. “O fenômeno não existe”.”O corpo carnal não existe!” Estas revelações equivalem a se dizer que “o sonho não existe”. Portanto, quem olhar para a “sombra” chamada “mundo material” e a considerar Realidade, não estará atendendo à radical e iluminada recomendação: “Cuidai para que não vos apegueis à ilusão”. E, para fazer isto, teremos de ver o “fenômeno” como “nada”, enquanto contemplamos Deus, a Mente, como a Substância do Universo infinito e como a Substância de nosso corpo real, inadoecível, indestrutível e de perene perfeição. “Glorificai a Deus no vosso corpo e no vosso espírito”, disse Paulo, “os quais pertencem a Deus” (I Cor. 6: 20). Se “nosso corpo e nosso espírito” são nossos e, ao mesmo tempo, pertencentes a Deus, o que Paulo  revela coincide com a Verdade absoluta pregada pela Seicho-no-Ie: Deus é o Aspecto Verdadeiro do homem.

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A REVELAÇÃO DA SEICHO-NO-IE -9

A REVELAÇÃO
DA SEICHO-NO-IE

Dárcio
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Parte  IX
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“Todas as coisas são Mente de Deus,
tudo é Palavra de Deus, tudo é Espírito, tudo é Mente;
nada há que seja feito de matéria”.
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As palavras variam, mas a Revelação permanece, quando vemos seguidamente  ser enfatizado o fato eterno de que não poderia existir a chamada “matéria” num Universo compreendido pela totalidade divina, que é Espírito. Quanto mais esta Verdade for aceita e discernida diretamente, menos as crenças falsas terão campo de atuar hipnoticamente sobre alguém. A Seicho-no-Ie possui inúmeros relatos de experiências que comprovam a veracidade destas revelações. Muitas vezes são rotuladas de “curas”, mas, o que realmente ocorre, é a soltura da crença falsa que nos vê como seres carnais, aliada a uma compreensão de que, assim como do mar são emanadas as ondas, de Deus somos nós emanados como seres individuais. A ação é de Deus é não de “conscientização humana”. Já vimos que o “Canto Evocativo” traz a seguinte frase: “As minhas obras, não sou eu quem as realiza, mas a força de Deus-Pai, que permeia os céus e a terra”. Qual o seu propósito? Eliminar a ideia errônea de participação da suposta “mente humana” na livre manifestação da perfeição divina que é expressada como o nosso EU. Jesus já havia deixado este processo bem explicado, quando disse: “Eu, de mim mesmo, nada faço; o Pai em mim faz as obras”.

É comum alguém entrar em contato com as revelações absolutas e passar a dar poder à chamada “conscientização da Verdade” . Para evitar esse tipo de crença falsa, a pessoa deve conhecer a fundo o que realmente lhe está sendo revelado! Nas meditações, toda suposta “responsabilidade humana” deve ser vista como “fenômeno”; e, imediatamente em seguida, deve ser feita a negação ensinada: “O fenômeno não existe!” A Seicho-no-Ie insiste à exaustão quanto à irrealidade do “mundo fenomênico”. Assim, em suas obras, vezes e mais vezes é dito: “O fenômeno, por mais que pareça existir, não existe!” São colocações destinadas a criar um impacto inicial,   e destruir a falsa base “material” da ilusão. “Todas as coisas são Mente de Deus, tudo é Palavra de Deus, tudo é Espírito, tudo é Mente; nada há que seja feito de matéria”. Uma total entrega a estas verdades provoca o surgimento das chamadas “curas” ou “melhorias” nas imagens fenomênicas. Isto porque as imagens, até então presentes, eram representações mentais contendo luz e treva, razão pela qual o “mal” aparentava existir. Pela negação do “fenômeno”, a Mente divina, que é TUDO, Se revela como TUDO, e a suposta “matéria” simplesmente desaparece! “Nada há que seja feito de matéria”. Esta Verdade, assim aceita e reconhecida, deu origem à quantidade incrível de relatos e testemunhos de “cura” que foram coletados e publicados pela Seicho-no-Ie em todo o mundo. Já vimos que a palavra “cura” é inapropriada, uma vez que não somos a “imagem fenomênica” e sim a Emanação de Deus, eternamente perfeita; mas, como o “mundo fenomênico” é uma ilusão mental, mera projeção na mente humana, a exemplo de uma “miragem”, nossa total identificação como “Emanação perfeita de Deus” aparece também como “imagens tridimensionais” refletidas na mente ilusória coletiva,  na forma de “imagens corrigidas”. Por esse motivo, a Seicho-no-Ie dá-lhes o nome de “fenômeno verdadeiro”, mesmo ciente de serem uma ilusão! Estarão sendo imagens finitas, geradas temporariamente como “sombras”, por estarmos reconhecendo unicamente a totalidade de Deus na constituição do “Eu” que somos.

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A REVELAÇÃO DA SEICHO-NO-IE -8

A REVELAÇÃO
DA SEICHO-NO-IE
Dárcio

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Parte  VIII
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“Quando a Mente deste Deus onipotente,
deste Deus perfeito, entra em vibração e se torna Palavra, desenvolve-se todo
Fenômeno e todas as coisas passam a ser.”

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Toda revelação absoluta que contiver a palavra “Quando”, ela estará sempre significando o Agora Eterno, onde “tudo está feito”. “Fenômeno”, aqui, quer dizer “Imagem Verdadeira”, onde a Mente, em vibração perfeita, se torna Palavra e a Palavra é reconhecida como Manifestação. Causa e Efeito são um, e, esta UNIDADE, reconhecida, Se manifesta como o Eu que somos e também como tudo aquilo que Deus É, o que equivale a dizer que a Mente é Autossuprida e, por estar manifestada como Mente individual, o “Eu individual” que somos, em virtude dessa Unidade plena, é sempre Autossuprido.

Como o Fenômeno, com “F” maiúsculo, é o próprio Deus infinito em Auto-manifestação, nada há que possa deixar de ser este próprio Deus consciente de ser o Todo de tudo. Por esse motivo, todas as “imagens fenomênicas” são falsas, meras representações ilusórias da crença infundada em “existência material ou finita, enquanto temos, por revelação, a Verdade de que é a Realidade compreende somente Deus. Por esse motivo, a negação radical do “fenômeno”, que apresenta imagens ora boas e ora más, é imprescindível! Sem o “fenômeno”, a Mente divina, que permanece incólume, recebe toda a nossa atenção, identificação e “unificação”. Se a Mente “entra em vibração e faz desenvolver o Fenômeno”, na Realidade infinita, isto significa a Onipotência estando aqui-agora disponível a cada um de nós, pois esta Mente, como não poderia deixar de ser, é a Mente real e única de todo “Filho de Deus”. Em outras palavras, quando reconhecemos algo de que necessitamos, já o vemos espiritualmente em unidade conosco, e é “quando o Fenômeno passa a ser”, ou seja, nossa identificação com a Presença de Deus, que é TUDO, faz a nossa atenção, focalizada em qualquer dos aspectos da Realidade, torna-lo manifesto. Tudo se dá no plano absoluto, que é a Verdade espiritual onipresente. Somente o “Plano Absoluto” é Realidade!

Quem parte do ilusório mundo visível, parte sempre da crença nos pares de opostos: bem e mal, saúde e doença, alegria e tristeza, etc. Mas este “mundo fenomênico” é irrealidade! Não tem Mente divina a sustentá-lo, e não tem Substância divina! Por esse motivo, logo após o “Canto Evocativo de Deus”, na Meditação Shinsokan, a Seicho-no-Ie nos ensina a mentalizar: “Neste momento, deixo o mundo dos cinco sentidos e entro no mundo da Imagem Verdadeira.(Visualizar e contemplar um mundo infinitamente vasto e esplendoroso”. O sentido é o seguinte: “Tiro toda a atenção da Ilusão, do “fenômeno” e da “mente fenomênica” e concentro-a na Realidade divina da qual faço parte neste Agora que é Eterno, isto é, concentro-a integralmente em Mim”.

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A REVELAÇÃO DA SEICHO-NO-IE -7

A REVELAÇÃO
DA SEICHO-NO-IE
Dárcio
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Parte VII
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“A Mente é o Criador de tudo,
a Mente é a Substância que preenche o Universo,
a Mente é Deus onipotente e onipresente.”
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Sendo a Mente onipotente e onipresente, de fato, a Mente constitui a Substância única que preenche o Universo. Já está sendo assim! E a revelação é a informação deste fato espiritual. A Substância do ser que somos é Mente divina, e esta é onipresente, ou seja, somos o Ser universal e, ao mesmo tempo, o Ser individual, que é a Mente onipresente Se expressando como a Mente individual que somos. Na Bíblia, Paulo revela esta mesma Verdade, quando afirma categoricamente que “temos a Mente de Cristo” (I Cor. 2: 15). A Seicho-no-Ie explica que a chamada “mente humana” não existe, assim como não existem, com Substância,  as imagens mostradas por ela. Uma analogia seria a seguinte: Uma cena refletida no espelho mostra, refletida nele, uma pessoa correndo, executando algo, enfim, parecendo existir; entretanto, não existe, naquela imagem, pessoa alguma! Nem tampouco a “mente dela” agindo ou fazendo algo! Aquela imagem, sem Substância,  reflete algo sempre fora do espelho! As imagens fenomênicas, de modo semelhante, são imagens refletidas no “espelho” denominado “mente humana”. Assim como jamais alguém esteve, realmente, vivendo “no espelho”, jamais um Filho de Deus esteve, está ou estará vivendo na suposta “matéria”. Afirmar que somos Mente, e não matéria, equivale a afirmar, no caso da ilustração, que “a pessoa não é espelho”. Extrapolando esta percepção ao patamar da revelação, podemos afirmar que o nosso “Eu” não é matéria, e nunca vive na matéria!

Enquanto alguém estiver olhando “mundo material”, para nele acreditar estar VIVENDO, a ILUSÃO estará aparentando existir. Mas assim que ele descartar as imagens refletidas na suposta mente humana (espelho), reconhecendo em todas elas a ILUSÃO SEM SUBSTÂNCIA, o que “sobrará”, será seu EU REAL E ÚNICO, o perfeito, harmonioso e indestrutível FILHO DE DEUS que a Seicho-no-Ie está revelando. Portanto, sem que você crie nada, sem que você mude nada ou cure alguma coisa, a Mente já é a Substância única “formadora” de sua identidade. Quando meditar, vá testemunhar unicamente a Verdade: DEUS ESTÁ EMANANDO, AQUI E AGORA, DE SUA MENTE ABSOLUTA, A SUA EXPRESSÃO INDIVIDUAL: O FILHO DE DEUS PERFEITO, QUE VOCÊ É! Afirme isto, negue o contrário disso e, tranquilamente, contemple DEUS SENDO VOCÊ!  Esta é a meditação correta, durante a qual a Seicho-no-Ie nos ensina a repetir várias vezes as seguintes frases:

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“Aqui, onde eu estou, é o Mundo da
Imagem Verdadeira.
É oceano de infinita Sabedoria de Deus, é oceano de infinito Amor de Deus, é oceano de infinita Vida de Deus, é oceano de infinita Provisão de Deus, é oceano de infinita alegria de Deus, é oceano de infinita Harmonia de Deus”.
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A REVELAÇÃO DA SEICHO-NO-IE -6

A REVELAÇÃO
DA SEICHO-NO-IE
Dárcio
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Parte VI
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“Deus, ao criar todas as coisas, não usa barro,não usa madeira, não usa martelo, não usa cinzel, não usa ferramenta nem matéria-prima de espécie alguma; cria unicamente com a Mente”.

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Como DEUS É O TODO DE TUDO, tudo somente poderia ser Auto-expressão de Deus, ou seja, Deus é a única “matéria-prima” que tem Realidade. Cada ideia na Mente divina é emanada como expressão eterna, e tudo e todos coexistimos nessa Unidade, que é Deus mesmo. Assim como revela a Bíblia, que “homem e mulher são criados à imagem e semelhança de Deus”, a Seicho-no-Ie também o confirma, empregando palavras  ainda mais fortes, por afirmar que “o homem real  é a “suprema Autorrealização de Deus”.

Aquele que se dedicar a contemplar em SI MESMO esta Revelação, tomando-a literal e radicalmente, poderá intuir espiritualmente que a “matéria não existe”, o que explica a sua própria natureza como puramente divina, fruto da Mente, uma existência atemporal que jamais nasce, jamais adoece, jamais envelhece e jamais morre. Nenhuma destas crenças faz parte da Verdade ou do “Eu divino” que constitui o “Filho de Deus perfeito” que somos.

Consta, na abertura da Meditação Shinsokan, um “Canto Evocativo de Deus” que, em sua tradução para o português,  diz o seguinte:

Ó Deus-Pai, que dais vida a todos os seres viventes, abençoai-me com Vosso Espírito.

Eu vivo, não pela minha própria força, mas pela Vida de Deus-Pai, que permeia os céus e a terra.

As minhas obras, não sou eu quem as realiza, mas a força de Deus-Pai, que permeia os céus e a terra.
Ó Deus, que Vos manifestastes através da Seicho-no-Ie para indicar o caminho dos céus e da terra, protegei-me”.
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A Seicho-no-Ie se define como “Movimento de Iluminação da Humanidade”, ou seja, não divulga uma revelação somente para supostos “escolhidos de Deus”, e sim para todo aquele que se mostrar interessado na Verdade. Desse modo, este “Canto Evocativo”, que a princípio dá a entender que existe um meditante e, ao lado dele, a Vida de Deus, na verdade atua como “ponte” com o objetivo de conduzir qualquer pessoa comum, que vem das ocupações do seu dia-a-dia, ao interior dela mesma, através de dois períodos contemplativos de meia hora por dia, quando então, pela prática completa da meditação proposta,  ela radicalmente descarta a ilusão de vida humana, anula este dualismo didático, e realmente discerne a Verdade absoluta de que Deus e Homem são um. Assim, cada prática meditativa é encerrada com ela  declarando ser a própria Vida de Deus.
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A REVELAÇÃO DA SEICHO-NO-IE -5

A REVELAÇÃO
DA SEICHO-NO-IE
Dárcio
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Parte  V
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“Sendo Deus o Todo e o Absoluto, nada há além
de Deus. Deus cobre toda a realidade. De tudo aquilo que há, nada há
que não tenha sido criado por Deus.”

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Já vimos que a revelação exclui o que os chamados “seis sentidos humanos” captam. A grande negação do mundo fenomênico atua como “desapego à ilusão”, enquanto meditamos e nos ocupamos em experienciar a Realidade divina. Desse modo é que discerniremos que “sendo Deus o Todo e o Absoluto, nada há além de Deus”. O que é revelado é a existências única do Absoluto; e esta visão correta é a nossa Visão Iluminada, que  existe já agora, aberta e conscientemente discernindo a presença ÚNICA de Deus. De fato, esta “nossa Visão iluminada” é a própria Visão divina onipresente, e que está sendo a Visão individual e absoluta de todos nós, enquanto “cobre toda a Realidade”. “Deus cobre toda a Realidade”; portanto, toda a Realidade é Deus sendo. Por isso dizemos que Deus É! Onde estamos, nós somos agora a prova irrefutável da presença divina, que é o fato inegável de estarmos conscientes e vivos! Não existe consciência nem vida na matéria! Isto porque “matéria é nada”.

“De tudo aquilo que há, nada há que não tenha sido criado por Deus”. A crença em existência material é desfeita através da prática assídua   da meditação correta. Será meditando que a pessoa se verá una com a própria Revelação. A Seicho-no-Ie explica que não devemos meditar para solucionar problemas do mundo fenomênico, mas para discernirmos que “o fenômeno não existe”. Por isso, faz parte do ensinamento que, se alguém visitar um suposto “doente” e deixá-lo  saudável com a prática da revelação, caso deixe com ele a ideia de que ele “foi curado”, esta orientação será errônea e não  de acordo com a revelação da Seicho-no-ie. “A doença não existe”, e o homem é “Filho de Deus perfeito”! Se, até então, a pessoa se mostrava doente, passando a se mostrar saudável, o que houve foi o sumiço da ILUSÃO da mente, pela manifestação de seu “Aspecto Verdadeiro”,  que sempre e eternamente é imutavelmente saudável. “O homem é Filho de Deus – perfeito e harmonioso”. Esta Verdade, afirmada e contemplada, faz com que as nuvens da Ilusão, que encobriam este fato perene, sejam dissipadas pelo “Sol da Verdade”. Quem entender este ponto, saberá o motivo pelo qual a Seicho-no-Ie revela que “milagre seria ficar doente”. O mesmo se aplica a todas as chamadas imperfeições do “fenômeno”, ou seja, do suposto “mundo visível”. A Seicho-no-Ie, em sua Revelação, faz com que este mundo de aparências ilusórias seja negado, faz com que a pessoa mentalize já estar, realmente, vivendo no Mundo da Imagem Verdadeira, onde não existe “nada além de Deus”. E a Meditação Shinsokan constitui o meio recomendado para  esta convicção absoluta ser obtida.

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A REVELAÇÃO DA SEICHO-NO-IE -4

A REVELAÇÃO
DA SEICHO-NO-IE
Dárcio
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Parte  IV
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“Sendo esta a natureza verdadeira de Deus absoluto, quando Deus Se revela, realizam-se o bem, a justiça, a misericórdia; por si se instala a harmonia, ajusta-se cada um em seu respectivo lugar e não há dissensões, não há quem lese o próximo, não há quem adoeça, não há quem seja miserável”. Para alguém captar o sentido pleno desta revelação, terá de conscientemente “ser Deus”, isto é, terá de intuir e se identificar com o que a Seicho-no-Ie denomina “Filosofia do Jisso”. A palavra “Jisso” (pronuncia-se Djissô) não tem um equivalente completo na língua portuguesa; por isso, ora é traduzida como “Imagem Verdadeira”, ora como “Essência”, ora como “Realidade”; entretanto, todos estes vocábulos nos transportam diretamente ao Absoluto, por descartarem de vez a crença em existência humana com todas as suas supostas consequências lógicas dentro no chamado “inconsciente coletivo”, que é puramente “Ilusão”.

À primeira vista, alguém poderia deduzir que “Deus ainda não estivesse Se revelando”, por estar escrito: “Sendo esta a natureza verdadeira de Deus absoluto, QUANDO DEUS SE REVELA, realizam-se o bem, a justiça, a misericórdia…”.O sentido real, entretanto, será discernido unicamente pelo nosso posicionamento no referencial divino, ou seja, “Deus Se revela”, para mim ou para você, quando for aceito como TUDO, pois graças à totalidade de Deus,  a Verdade absoluta de que nossa natureza é puramente espiritual, absoluta, perfeita e divina automaticamente é percebida. Quem permanecer no patamar ilusório da percepção humana, poderá ver imagens fenomênicas se alterando, que parecerão ser “Deus Se revelando” e fazendo a harmonia se instalar por si, mas quem estiver identificado com seu “Eu divino” não incidirá nesse erro. Avaliar “acontecimentos” pelas aparências seria retornar ao ilusório referencial humano, em que ora realiza-se o bem, ora realiza-se o mal. Onde é que “não há dissensões, não há quem  lese o próximo, não há quem  adoeça e  não há quem seja miserável? Unicamente no “Jisso”, isto é, em Deus, na Realidade, na Imagem Verdadeira, no Absoluto, que é Deus sendo o Todo de tudo. Enquanto alguém estiver de olhos em aparências, buscando vê-las melhores, buscando ver curas, em suma,  “esperando que Deus Se revele”, estará unicamente sendo mais um iludido pela suposta mente humana. Como são poucos os que captaram esta Revelação da Seicho-no-Ie! E que é a mesma da Ciência Cristã! Cansei de ver artigos comentando esta Verdade pregada pela Seicho-no-Ie; a maioria dos seus autores sequer relou na profundidade que ela encerra! Enquanto o “mundo visível” for visto como existente, mesmo que temporariamente, a pessoa estará com a “ilusão” e não com a Revelação. É por isso que eu sempre enfatizei que “trabalhamos com princípios e não com a aparências”. E este “trabalhar” significa meditar e permanecer na Verdade: Deus é, de fato, o Todo de tudo.

Continua..>
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