Verdade Divina Vibrante
Sempre os textos absolutos repetem que “conhecer a Verdade” significa “ser a Verdade” conhecida, e isto explica a afirmação de Jesus: “Eu Sou a Verdade”. Este “Eu Sou”, que, sabemos, é impessoal, universal e indivisível, é este exato “Eu Sou” que somos. Esta Verdade, quando assim reconhecida, é atividade divina vibrante, algo “acima deste mundo”, e que deve contagiar inteiramente a ilusória “mente deste mundo”, enquanto aparentemente dela fazemos uso em nossas atividades cotidianas. O que estou dizendo é que não podemos separar “momentos de contemplaçao” de nosso dia-a-dia, alimentando a falsa crença de que unicamente quando meditamos, estamos em nosso Êxtase divino.
Na postagem anterior, “Ponto de Vista”, Lillian DeWaters ressalta um aspecto importantíssimo deste estudo, quando diz:
Quando você vislumbra o real e verdadeiro estado do Ser, Corpo e Universo, não pense que poderá ficar quieto e descansado. Não! Este não é momento de letargia ou desleixo mental. Você terá de ser a chama viva…expressando, cada vez mais, as ideias e atividades divinas intrínsecas ao seu Ser; sempre recordando que o corpo expressa você, a Vida e o Ser perfeitos.Uma aceitação intelectual desta nova Ideia, sem a atividade espiritualmente jubilosa de nela permanecer, adorando, amando e continuamente se elevando às altitudes máximas de luz, poder e ação, pouquíssimo benefício lhe trará…talvez, até nenhum.A crescente tendência de se abolir a ideia de tratamento mental ou metafísico, sem nada colocar em seu lugar, limita e compromete a atividade espiritualmente progressiva e a luz de alguém. Uma vez face a face com o “Eu”, teremos de “provar todas as coisas e permanecer firmes”.
É nesse exato sentido que venho sempre enfatizando que a “Ciência Mental” precisa estar associada com este estudo: para que não ocorra esta “letargia ou desleixo mental”. É incomum autores absolutistas ou místicos admitirem esta necessidade; entretanto, ela é verdadeira, e mais ainda se mostra necessária quando estamos aparentemente envolvidos em atividades que não se relacionem diretamente com a espiritualidade. Evidentemente, se alguém é “praticista de cura espiritual”, sua própria atividade o ajudará a “permanecer firme”. O fato, entretanto, é que somos “deuses” e não “estudantes humanos da Verdade”, e devemos entender que “glorificar a Deus no NOSSO CORPO e no NOSSO ESPÍRITO” é o que nos propiciará “ser a Verdade” conscientemente, tanto espiritualmente quanto mentalmente.
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Ponto de Vista
A cura nada tem a ver com as aparentes formas materiais; tampouco tem a ver com o Corpo espiritual. Em nada se relaciona com condições ou sintomas físicos, nem com desarmonias de qualquer espécie. Ela somente tem a ver como o nosso ponto de vista.
Com frequência, a cura é simples como o é para alguém decidir se ele possui uma forma material desarmônica, portanto, necessitada de cura… ou um Corpo Espiritual perfeito, em que desarmonia alguma possa surgir.
Descartando toda alegação referente à forma material e tomando posse espontânea do Corpo Espiritual, que é nosso de Eternidade a Eternidade, não podemos deixar de experienciar a glória e a saúde que lhes são inerentes.
Declarando posse do Corpo espiritual, que não necessita de cura por sempre ser imaculado, perfeito e completo, nós provamos que nosso Eu é o Ser único, e nenhum outro. Verdadeiramente, nosso corpo é maravilhoso como a estrela da manhã, e radiante como o sol. Contudo, apenas crer que ele seja espiritual, perfeito e sempre harmonioso, não nos basta. Precisamos tomar posse dele como sendo o nosso próprio corpo.
“Como?” —você perguntaria. Através do amor e da devoção…tal como chama flamejante. Assim como alguém declara fidelidade ao seu País, com todo ardor, adoração, lealdade e fervor de seu ser, proclame seu EU como Espírito, Verdade, Inteligência; e seu corpo como perfeito, integral e todo-harmonioso.
As formas são múltiplas, e são proclamadas por aqueles que chamam a si mesmos de “pessoas” ou “indivíduos”. O Corpo é um, e pertence a todos que dele tomam posse como o corpo da Perfeição…o corpo de Vida, Verdade e Amor.
Quando você vislumbra o real e verdadeiro estado do Ser, Corpo e Universo, não pense que poderá ficar quieto e descansado. Não! Este não é momento de letargia ou desleixo mental. Você terá de ser a chama viva…expressando, cada vez mais, as ideias e atividades divinas intrínsecas ao seu Ser; sempre recordando que o corpo expressa você, a Vida e o Ser perfeitos.
Uma aceitação intelectual desta nova Ideia, sem a atividade espiritualmente jubilosa de nela permanecer, adorando, amando e continuamente se elevando às altitudes máximas de luz, poder e ação, pouquíssimo benefício lhe trará…talvez, até nenhum.
A crescente tendência de se abolir a ideia de tratamento mental ou metafísico, sem nada colocar em seu lugar, limita e compromete a atividade espiritualmente progressiva e a luz de alguém. Uma vez face a face com o “Eu”, teremos de “provar todas as coisas e permanecer firmes”.
Que nos ajudará em nosso desvínculo com as desarmonias e limitações? Resposta: Nossa aceitação e nossa dependência à Consciência espiritual que somos…a Consciência que conhece o Eu, o Universo e o Corpo como sendo o Integral espiritual perfeito. Com efeito, nossa visão inteira deve ser espiritual.
Se o Céu está à mão, onde é que Ele está? Nos Estados Unidos? Noutro país? Jesus nos deixou bem claro: “O Reino de Deus está dentro de vós”. Quão distante está “você”? Está exatamente à mão, não está? Assim, se você parece estar nos Estados Unidos, aí é o Céu! Ou, em outro local qualquer, aí é o Céu!
Como pode ver, o Céu está em você; não é preciso que “caminhe até Ele”. A Consciência é Vida, é Ser, é Corpo, é Universo, é Céu. Ela está exatamente à mão…dentro de você…você.
Quanto mais permanecermos no verdadeiro estado e natureza de nosso Eu, Corpo e Universo, mais garantidas serão nossa segurança, nossa paz e nossa prosperidade. O reconhecimento de nossas atividades como espirituais e perfeitas, sem limites de qualquer espécie, à mão, e dentro de nossa Consciência, propicia nossa emancipação de um mundo-espectral chamado “existência humana”.
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A Mente Por Testemunha
Há um clássico de cinema chamado “O Sol por testemunha”; este título sugere a função correta do que significa “testemunhar algo”, ou seja, o que se passa seria “testemunhado pelo Sol”, ficando ele presente, mas neutro: não teria participação alguma além da citada: ser testemunha.
Quando meditamos e “contemplamos” Deus sendo TUDO, temos a “mente por testemunha”, ou seja, a suposta “mente humana” não terá outra função que não a de aparentar “estar presente” e “ser neutra”, testificando a Onipresença perfeita a Se evidenciar. Não tentará “ajudar Deus”, não tentará “forçar” para a perfeição vir a ser percebida”, nem terá “pressa” em ver resultados! A Verdade unicamente a terá por “testemunha”.
O Universo infinito está em operação perfeita, sem que dependa de “ajuda humana” de qualquer natureza. O Universo é ESPIRITUAL, e unicamente a Mente espiritual existe realmente como Oniação. Esta Mente, que é Deus, já sabe que o Universo É! Desse modo, quando meditamos e deixamos a suposta “mente humana” com a função única de ser “testemunha”, o Universo, independente dela, pode ser “contemplado” pela Perfeição imutável que sempre É! Desse modo, “ter a mente por testemunha” passa a ser um valioso artifício que podemos utilizar para anular as interferências hipnóticas sugeridas pela crença coletiva. Todas elas formam a ilusão chamada “mente humana”; e, sendo ela destituída de outra função, senão a de “testemunhar a Verdade”, ficará inerte, neutra e inoperante; em outras palavras, ficará atuando como o “nada” que sempre é…
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Deus, Sendo Tudo, Que Mais Sobra?
As “obras de cura de Cristo Jesus”, algumas citadas nesta última postagem do site, representam a aceitação, convicção e prática da Metafísica Absoluta. Que diz a premissa fundamental? DEUS É TUDO COMO TUDO! Desse modo, nada sobra para ser levado em consideração. A palavra “ilusão” quer dizer isto, ou seja, este “nada sobra”. Não é palavra que indique “algo a ser destruído”, mas “algo” que é ilusório, porquanto o que é TUDO jamais tem “o que sobra” para ser destruído!
As atitudes tomadas por Jesus devem ser vistas como atitudes que “já estamos tomando”, e isto precisa ser aceito incontestavelmente. Por quê? Porque “temos a Mente de Cristo”, disse Paulo em I Cor. 2: 16). Que é a Mente de Cristo? A Mente única de Deus Se expressando como nossa Mente individual! Portanto, não há “mente que sobra”, para ser chamada de “mente humana”; e não há “ser que sobra”, para usar mente inexistente! DEUS É TUDO COMO TUDO!
Quem vê algo a ser curado? Quem reclama que a Verdade não o ajudou? Quem estuda a Verdade para dar fim à ilusão? Quem vê ilusão como “algo a ser dissipado? Quem, além de Deus, está evidenciado? Quem é praticista de cura espiritual? Quem é “paciente” de praticista de cura espiritual? Quem nasce? Quem morre? Em quem a cura se deu? Em quem a cura não aconteceu? Quem vê “este mundo”? Quem “tem pai na Terra”?
Muitas vezes ouvi as seguintes perguntas: “Por que “praticistas famosos”, que realizavam ‘curas instantâneas’, também morreram?”, ou “Você sabe se este autor é vivo ainda?”, ou ainda: Qual sua explicação para a ILUSÃO não ter cedido em tal e tal situação?” VOCÊ SABE RESPONDER? Claro que sabe!
Partir da Verdade, e não do que “poderia estar sobrando”, mas que não existe para sobrar, é a “Prática Absolutista”. Se concordamos com a convicção e atitudes demonstradas por Cristo Jesus, em suas chamadas “obras de cura”, é porque “temos a Mente da mesma natureza”. E isto se nos torna óbvio quando a Onipresença, a Onipotência, a Onisciência e a Oniação divinas são aceitas e devidamente “contempladas” como FATOS DESTE AGORA, e quando ESTE AGORA é aceito como PERFEIÇÃO PERMANENTE.
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Cristo Jesus e Suas Obras de Cura-3
3
Depois da ressurreição, Jesus apareceu diversas vezes a seus discípulos. Isso deve ter fortalecido grandemente a compreensão deles e lhes mostrado a validade de seus ensinamentos. Jesus não havia ensinado meras teorias, mas verdades que podiam destroçar qualquer falsidade apresentada pelo sentido material.
Quarenta dias após a ressurreição, Jesus teve um último encontro com seus estudantes e lhes deu sua instrução final: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. … Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome expelirão demônios, falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma cousa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados”. Após haver falado, desapareceu da vista deles, tendo abandonado de todo a crença numa mente separada de Deus. Assim nada restara que podia se manifestar como corpo material mortal. Esse acontecimento é chamado de ascensão.
Como já vimos, Jesus queria que suas obras tivessem continuação. Assim anteriormente, “tendo chamado seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir, e para curar toda sorte de doenças e enfermidades”. Deu-lhes também um encargo importante, dizendo: “Curai enfermos, ressuscitais mortos, purificai leprosos, expeli demônios”. Jesus sabia que o que havia feito nada tinha de misterioso. E ele não dependia de quaisquer fórmulas secretas.
As curas que havia realizado resultavam de sua profunda compreensão a respeito de Deus e do homem. Eram o produto natural de sua filiação consciente com Deus, de sua comunhão com Deus e de fazer a Sua vontade a cada minuto. Jesus sabia que quem estiver disposto a aprender de sua filiação com Deus – a inclinar-se para as coisas do Espírito, a amar a Deus e a compreendê-Lo – podia fazer obras similares. A Sra. Eddy diz: “Em latim. A palavra traduzida como discípulo significa estudante; e esse termo indica que o poder de curar não era um dom outorgado a esses alunos, e sim o resultado da cultivada compreensão espiritual deles acerca da Ciência divina que seu Mestre demonstrava, curando os doentes e os pecadores”.
Por isso, os setenta discípulos, a quem Jesus havia enviado após os doze discípulos originais, não podiam ter-lhe trazido maior alegria que a de retornarem com as novas de seu próprio trabalho de cura, dizendo: “Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome!” E a Bíblia consigna: “Naquela hora exultou Jesus”.
A obra de cura feita pelos discípulos de Jesus ainda é possível hoje em dia a todo estudante da vida e da obra de Jesus – a todo aquele que expressa a Mente que havia em Cristo Jesus e compreende a Ciência do Cristo.
F I M
(Transcrito de O Arauto da Ciência Cristâ – Julho 1982)
Cristo Jesus e Suas Obras de Cura-2
2
Certa ocasião, Jesus dirigia-se para uma cidade chamada Naim. Ao aproximar-se da porta, encontrou um féretro que deixava a cidade. O filho único de uma viúva havia falecido. Ora, nos dias de Jesus as mulheres dependiam do marido ou dos filhos para a subsistência, por isso a situação dessa viúva era desesperadora. Não tinha agora quem cuidasse dela.
Quão grande deve ter sido o anseio de Jesus por ajudá-la, e como seu coração se encheu de afeição por ela! Então, mediante sua compreensão da infindável natureza da Vida, Deus, Jesus ressuscitou o jovem e o devolveu à sua mãe.
Certa feita morreu um grande amigo de Jesus. Mas Jesus não se deixou perturbar. Simplesmente afirmou: “Nosso amigo Lázaro adormeceu”. Foi até a cidade onde Lázaro morava e devolveu-lhe a vida, embora seu amigo estivesse enterrado havia mais de três dias.
Jesus curou muitas mulheres. Em dada ocasião, encontrou “uma mulher possessa de um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos”. Andava encurvada e não conseguia endireitar-se. Jesus, vendo-a como Filha de Deus, percebeu a identidade real dela, para sempre intata, sem falha, imaculada e perfeita. O fato de Jesus a ter visto perfeita, curou-a. “Impondo-lhe as mãos, ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus”.
Sua maior cura, e a última feita por ele, começou com a traição a Jesus no Jardim de Getsêmane. Seus inimigos o capturaram e queriam que fosse crucificado. Aqueles que estavam investidos de autoridade consentiram em sua morte. Os soldados, antes de o pregarem à cruz, ofereceram-lhe um sedativo paras atordoar os sentidos. Mas Jesus recusou-o.
O relato bíblico da crucificação prossegue, dizendo: “Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito”. E a Sra Eddy escreve: “O que Jesus de fato exalou foi ar, uma forma etérea de matéria, pois que nunca exalou o Espírito, a Alma”. Depois, ao cair da tarde ou no início da noite, um homem rico, chamado José de Arimatéia, pediu que lhe fosse entregue o corpo de Jesus. Colocou-o em seu próprio túmulo novo. “E rolando uma grande pedra para a entrada do sepulcro, se retirou”.
Na quietude do túmulo Jesus pôde encontrar refúgio contra o ódio que o mundo tinha por sua espiritualidade. Ali, provou que a Vida divina não conhece a morte e que o homem reflete eternamente essa vida. No terceiro dia após a crucificação, Jesus apareceu a Maria |Madalena. Ele havia triunfado sobre a morte, não aceitando, mas sobrepujando o último inimigo. Havia provado que a morte não tinha poder sobre o homem.
Continua..>
COMENTÁRIOS
Dárcio
O texto postado, sobre as curas de Jesus, deve ser lido no sentido de exemplo de como nós devemos nos comportar, diante das situações deste mundo, no que diz respeito à nossa ” prática da Verdade”, através dos princípios espirituais que temos estudado e conhecido. “Fazer as obras de Jesus” não significa, necessariamente, que a humanidade toda irá sair pelo mundo “multiplicando pães e peixes”, uma vez que esta foi a necessidade que havia em dado instante, e não em todo instante. O que deve ser entendido, é que seja qual for a ILUSÃO de carência, estes princípios utilizados por Jesus é o que iremos empregar, seja pela necessidade de um alfinete, de uma indicação de rua, de uma cura, ou de qualquer outra condição que a aparência nos sugerir! E este “princípio” é estarmos com “olhos ao céu”, certos e convictos de que TUDO ESTÁ PRONTO, e que, ao reconhecermos a presença de TUDO, não haverá como não “aparecer”, visivelmente o suprimento condizente com a suposta necessidade.
Tudo está fundamentado neste ponto, ou seja, “em Deus e Sua PLENITUDE vivemos”, e não neste ilusório “mundo de carências”. A forma descrita na Bíblia, sobre como Jesus se comportava, é no que devemos nos ater, lendo este artigo, e não apenas ficarmos lendo e apreciando a sua fé e a sua convicção. É óbvio que Jesus não veio para se exibir! Veio revelar o que nós somos capazes de ser e de fazer! Este é o detalhe!
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Cristo Jesus e Suas Obras de Cura-1

Curas, curas, curas. Era esse o resultado da compreensão que Jesus tinha de Deus e do homem, a qual ele exercia a favor do povo que a ele vinha em busca de ajuda. Cegos receberam sua visão, coxos andaram, leprosos foram restabelecidos, surdos puderam ouvir, mortos foram ressuscitados. A Sra. Eddy diz em Ciência e Saúde: “A era cristã iniciou-se com sinais e maravilhas”. Jamais viveu maior sanador do que Jesus. Mas ele não permitia que suas realizações limitassem seus leais seguidores dos dias por vir, pois disse: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço”.
A vida que Jesus levava era progressista. A Bíblia diz a respeito dos seus primeiros anos: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”, e, por certo, podemos aplicar esse mesmo dito com relação aos seus dias posteriores. Jesus deu início redentor por ocasião das bodas de Caná, onde transformou água em vinho, e terminou três anos mais tarde com sua própria ressurreição e ascensão.
Os Evangelhos contam-nos apenas parte de suas obras de cura feitas no intervalo entre esses dois acontecimentos. Como João nos diz: “Há, porém, ainda muitas outras cousas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos”.
Certa ocasião Jesus curou dez leprosos. Nessa época constituíam eles os proscritos da sociedade. Jesus nunca teve receio de se tornar impuro pelo contato com eles – como bem pode se concluir de outra ocasião em que, tomado de compaixão, tocou num leproso, mostrando assim desdém por essa enfermidade. No entanto, Jesus respeitava a lei mosaica e era um cidadão cumpridor da lei. Ordenou aos dez leprosos, a quem havia curado: “Ide e mostrai aos sacerdotes”. Naqueles tempos os sacerdotes eram os protetores das leis sanitárias. Decidiam se uma pessoa era limpa ou impura. Isto mostra que Jesus honrava as leis de seus dias.
Em outra ocasião, Jesus e seus discípulos careciam de alimento para a multidão que o viera ouvir. Grato pelo que existia à mão – cinco pães e dois peixes – fez prevalecer sobre a situação a compreensão de que o Pai supre incessantemente do bem os Seus filhos e filhas. “Todos comeram”. Não só isto, mas houve também sobras.
Neste caso, percebemos que Jesus estava consciente da grande solicitude de Deus e de Sua bondade continuamente demonstrada para com Sua criação. Para o Mestre, a gratidão deve ter sido natural. Esse reconhecimento do bem já presente, embora ainda não percebido pelos sentidos humanos, era inspirado por sua confiança em Deus, o bem.
Continua..>
O “Jogo da Verdade”
Estudar a Verdade Absoluta assemelha-se a participar de um “jogo” em que o desafio consiste em se adotar esta Verdade e nela permanecer, a despeito de todas as imagens contrárias sugeridas pela suposta “mente humana”. Deus é a única Presença em evidência; portanto, a Harmonia absoluta é o que sempre É! Que nos mostram as imagens “deste mundo”? Conflitos, desavenças, atritos, confusões! Se você estiver disposto a entrar neste “Jogo da Verdade”, deverá participar estando plenamente convicto de que a Harmonia É, e, nesta convicção permanecer, seja o que que for que lhe surja à frente em termos de “aparências visíveis”. Que mais terá de saber, para que sua “permanência” fique estável? Deverá saber que “aparências são miragens”. Estas são as regras levadas em conta, para que você comece o “jogo” e dele participe com reais condições de vencê-lo.
Quando Jesus garantiu que “o Reino de Deus não vem visivelmente”, explicava que jamais “aparências” são ou serão realidade! E completou, dizendo: “O Reino de Deus está dentro de vós”.
“Se o mundo vos aborrece, aborreceu também a mim; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”, disse Jesus. O “Jogo da Verdade”, em outras palavras, está em se “vencer o mundo das aparências”, ou seja, você não se deixar levar por seus quadros falsos e fantasiosos! Como são “miragens”, e como o “Reino de Deus” é realidade, cada vez que você, diante das “miragens”, SOUBER INTERNAMENTE que A VERDADE É A VERDADE – o Reino de Deus é Presença única – e A MENTIRA É A MENTIRA – as “aparências” são ausências – , você marcará um ponto a seu favor!
A cada dia, marque quantos pontos positivos você marcou, neste “Jogo”, fazendo ao final de período uma “contagem”. Desse modo, poderá avaliar se, de fato, você “venceu o mundo”, ou se foi “o mundo que o venceu”.
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Dê a Cada Dia o Seu Cuidado
Uma das instruções mais práticas e eficazes, dadas por Jesus, diz o seguinte: “Basta a cada dia o seu cuidado; o amanhã cuidará dele mesmo”. Aqui podemos notar, além da visão da permanência do “Agora perfeito”, a noção de que devemos estar concentrados no momento presente, fazendo o que nos cabe fazer, sem pressa e sem deixarmos para o amanhã. Há um ditado que diz: “Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”, e há também este outro: “O que está feito não está por fazer”. Quando alguém reclama de “não ter tido tempo” para fazer o que deveria ter feito, certamente não praticou estes ditados. Da negligência surge a pressa, a pressa “inimiga da perfeição”, sobre o que já comentei aqui recentemente.
O importante, nesta frase de Jesus, “basta a cada dia o seu cuidado”, é estarmos conscientes dos dois pontos principais que ela abrange: o primeiro, que não devemos estar com a mente voltada ao futuro, mas sim focalizada fundamentalmente no dia de hoje, em termos de o estarmos utilizando para efetivamente deixarmos tudo “em dia”; o segundo, é realmente executarmos, sem atraso e sem pressa, e da melhor forma possível, o que este dia “de hoje” está requerendo de nós. Para este mecanismo de vida harmoniosa acontecer na vida prática, devemos, em primeiro lugar, meditar e discernir que “somos um com Deus”; e, um parâmetro para avaliarmos esta percepção, está em constatarmos, durante a “Prática do Silêncio”, se estamos nos vendo “um com Deus” realmente, ou se estamos “sendo dois”. A Mente de Deus, consciente de ser a nossa, é a nossa Mente, consciente de ser Deus! Esta percepção, consciente, é “ser um com Deus”.
São estes princípios simples, mas que nos exigem dedicação e prece, o que nos possibilita viver a Verdade na prática, ou viver a “vida pela graça”.
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Universo Inteligente
Como a “crença coletiva” leva em conta um suposto universo feito de matéria, a ILUSÃO de que vivemos em algo”sem inteligência” impera. As pessoas, pelas ruas, pela sugestão subliminar desta crença fraudulenta, acreditam, por exemplo, que pisam em matéria sólida, sem inteligência, e acreditam que a mente humana, que aparentam usar, é um “ponto inteligente isolado”, dentre quase tudo que veem ou percebem. Em outras palavras, impera, neste mundo, a ilusão de que apenas em “pontos de vida localizada”, como em humanos, animais ou vegetais, existe inteligência! Não poderia haver inverdade maior!
Deus é Tudo, Tudo é Deus! Não existe matéria em parte alguma, mesmo que todos os supostos ” cérebros pensantes” deste ilusório mundo endossem esta mentira! “Vivemos em Deus”, vivemos na Harmonia Inteligente! Vivemos na Inteligência em Si! O Universo é a Inteligência divina expressa em cada “ponto” de Si mesmo! E, se em nossas “contemplações” focalizarmos esta Verdade, perceberemos o seu Poder!
Meditamos para reconhecer a Presença de Deus em nós; mas devemos, também, reconhecer que o Universo tem Inteligência infinita para saber que estamos unicamente NELE, e não na matéria! Por isso, durante suas “contemplações”, após reconhecer que “tem a Mente de Cristo”, que com ela você sabe que “está em Deus”, e que está “sendo Deus”, inclua também o fato de que o “Universo é inteligente”, e que, em Sua inteligência, O UNIVERSO SABE QUE VOCÊ É UM COM ELE!
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“Negue-se a Si Mesmo”
A maioria das pessoas prefere ensinamentos relativos em que, mediante estudos espirituais, se permitem dizer que “cresceram e crescem espiritualmente”, que são hoje melhores do que antes eram, que estão evoluindo a passos largos, etc.. Este enfoque dualista acaba se tornando uma glorificação do ego, onde é criado o “orgulho espiritual” que em nada condiz com o real estado de cada Ser. Em vez de a “unidade perfeita”, formada por todos os Filhos de Deus, ser conscientizada, o que se nota é a perpetuação da crença em estágios de consciência, em que o julgamento pela carne se torna dominante. O ensinamento absoluto não nos julga pelas aparências! Julga-nos pelo juízo justo, em que a igualdade essencial entre todos os Filhos de Deus é reconhecida. Desse modo, cada um nunca é avaliado segundo estados mentais humanos, mas tão somente como integrantes da totalidade absoluta de Deus.
Por isso mesmo, Jesus disse: “negue-se a si mesmo, e me siga”; nunca disse para cada um se empenhar em evoluir mente humana, mas sim negá-la, pois é ilegítima! “Temos a Mente de Cristo” (I Cor 2: 16) – esta Mente divina, em todos nós, é a que reconhecemos e com que nos identificamos, durante as “contemplações da Verdade”. Esteja, diante de alguém, uma pessoa considerada evoluída ao lado de outra considerada atrasada, ambas são ficções sem vida, miragens projetadas na tela da suposta mente humana! Nenhuma tem realidade! A Realidade é Deus, a totalidade subjacente aos quadros hipnóticos enganadores! Quando toda a atenção estiver neste enfoque, a Verdade estará sendo reconhecida.
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“Orai Uns Pelos Outros”
“Orai uns pelos outros”
Tiago, 5: 16
Assim como alguém preocupado consigo mesmo sente alívio, quando se vê ocupado em ajudar alguém, as orações pelo próximo também se mostram eficazes àquele que, até então, orava obstinadamente na tentativa de solucionar o seu suposto “problema pessoal”. A explicação é simples: ao pensar nos outros, a mente presa ao problema pessoal fica sem focalizá-lo! E o desejo de ajudar o próximo abre as comportas da mente para que flua a Verdade divina, em que a perfeição é fato permanente.
No estudo da Verdade Absoluta, não há “outros”; há somente DEUS! Paradoxalmente, esta visão absoluta, discernida espiritualmente, faz com que “os outros”, que aparentam existir, se sintam “ajudados”. Quando as “contemplações” são feitas, não levam em conta “seres humanos carentes de oração”; entretanto, até esta condição de prece ser atingida, ou seja, até pararmos com nossas atividades cotidianas para nos dedicarmos às orações, nossa intenção de “orar pelos outros” atuará em nós mesmos, no sentido de nos desvencilharmos da ILUSÃO de problema pessoal, uma vez que, como já foi dito, tirando a atenção de nós mesmos para a depositarmos na intenção de ajudar a outrem, fazemos diluir a hipnótica preocupação “pessoal” que aparentava nos acometer.
O Universo é Deus sendo! Nada mais é realidade! Assim, nem oramos por nós mesmos nem pelo próximo, se formos analisar os fatos em termos absolutos! E nossa meta, nestas “contemplações”, deve ser esta: percebermos Deus sendo TUDO, discernirmos nossa Unidade com Ele, e discernirmos que “ninguém necessita de oração”. Aos olhos do mundo, que acredita nas “aparências”, esta prática absoluta será vista como “oração feita para nós mesmos” e, igualmente, “para o próximo”.
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Não Há Propósito em Vida Terrena
Unicamente o ensinamento absolutista revela o propósito real e único da Existência: ser expressão da glória e perfeição de Deus! Quando ensinamentos relativos são abraçados, é comum ali serem mencionados objetivos humanos, todos ilusórios, que acabam atraindo a atenção das pessoas e as desviando da percepção do propósito único. Desse modo, em vez de alguém estar atento à própria Consciência iluminada e divina, vendo-a Se expressar no AGORA, passa a estar atento a supostos propósitos “deste mundo”, duvidando que seja possível não haver nele propósito algum! Em outras palavras, este alguém deixa de entender e de reconhecer que DEUS É TUDO!
Cada um que desperta para a Verdade da presença única de Deus vê ali o término da crença em objetivos pessoais terrenos! Deixa de endossar a “ilusão”, e, mesmo sendo visto pelos demais como “alguém deste mundo”, contempla-se corretamente através da “Mente de Cristo”, quando, então, se discerne espiritualmente como Luz divina e não como um ser “deste mundo”. Esta visão é a revelada sobre nós por Jesus, ao dizer taxativamente: “vós, deste mundo, não sois”. Evidentemente, se deste mundo não somos, não poderíamos ter objetivos a nele cumprir!
E quando vemos algum suposto “iluminado” dizer ter vindo “ao mundo” para este ou para aquele motivo? Este é o ponto! Quando você ouve algo a esse respeito, é sinal de que VOCÊ ESTÁ ACREDITANDO NUMA ILUSÃO! E NÃO ESTÁ ACREDITANDO QUE DEUS É TUDO! Somente a “mente ilusória” diz frases que levam em conta “este mundo”. Quando VOCÊ assumir radicalmente a “Mente divina” como sendo única e, portanto, a SUA, nunca mais verá “alguém” neste mundo: seja “iluminado” ou seja “iludido”. O cenário inteiro, que mostra DEUS sendo FILHO, mas contendo “iluminados e iludidos” é a arcaica ILUSÃO DUALISTA! E é ela própria a “crença falsa” que continua a iludir com suas exposições de “objetivos terrenos” e de supostas vindas de “iluminados” para “salvar” humanidade!
“Vença o mundo”, evitando de se permitir enredar por tais mentiras, mascaradas de “verdades relativas”… “O Filho faz o que vê o Pai fazer”, disse Jesus!
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Curar o Quê?
O suposto “mundo material” é a ILUSÃO captada unicamente pela suposta mente humana, instrumento incapaz de nos mostrar o que realmente existe, e que é sempre a imutável perfeição absoluta. Esta “crença coletiva” aparece como “imagens hipnóticas” e, como num filme de cinema, mostra uma sequência ilusória em que entram e saem de cena diversos personagens, com as mais diversas característica; contudo, todos eles tão irreais quanto um oásis no deserto! Quando um deles é aceito como verdadeiro, e se mostrando vitimado por algum tipo de problema, seja de saúde, de finanças, de relacionamentos, ou qualquer outro, a primeira coisa que devemos fazer é nos volver à TOTALIDADE DE DEUS. Isto porque o “cenário de aparências”, com TODOS os seus figurantes, é pura ILUSÃO!
Quando os ensinamentos de O Caminho Infinito explicam que jamais são levados “pacientes ou condições” às meditações de “cura espiritual”, o motivo é este: DEUS É TUDO! Enquanto você mantiver a “crença falsa” de que haja algo ou alguém “a ser curado”, – o que é ILUSÃO – a totalidade de Deus estará fugindo de sua percepção. Portanto, tire da lembrança “problema a ser resolvido”, vendo em seu lugar o que SEMPRE ali esteve e continua presente: a perfeição da Onipresença.
Se uma dor, por exemplo, aparentar existir, não medite para “tirar a dor”, ou estará reconhecendo a presença dela como realidade! Compenetre-se de que “não existe dor”, uma vez que, caso existisse, haveria uma lacuna na Onipresença da Perfeição absoluta, onde esta dor pudesse realmente se manifestar!Entenda que esta “lacuna” jamais existe!
Os “tratamentos metafísicos” não são, de fato, “tratamentos”, no sentido de que haja uma condição que requeira “ser tratada”; eles são, na verdade, uma oportunidade para treinarmos o nosso desapego ao ilusório MUNDO-MIRAGEM, devido à nossa aceitação da Verdade Absoluta de que “deste mundo não somos”, e de que, realmente acreditamos que “em Deus vivemos, nos movemos e existimos”. Se acreditamos mesmo que esta é a Verdade, iríamos curar o quê?
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“Eu Sou Deus, e Não Homem”
Enquanto o “Referencial da Luz” não for empregado, a existência será vista como material, e com cada um lendo as Escrituras e se identificando com um mortal ou humano, achando que Deus seja um”outro”, e nunca ele próprio. Por exemplo, se for lido o livro de Oséias, 11: 9: “Não executarei o furor de minha ira, não voltarei para destruir Efraim, porque eu sou Deus, e não homem, o Santo no meio de ti; eu não entrarei na cidade”, que seria entendido? O leitor pensaria que fosse um ser humano escutando Deus a lhe dizer não ser homem, mas Deus! De que adiantaria uma revelação desse tipo a um humano? Haveria sentido em Deus dizer ser Deus e não homem? E dizer isto a um homem?
O sentido absoluto está em adotarmos o “Referencial da Luz”, o referencial da UNIDADE, aquele que parte de Deus sendo TUDO, quando, então, nos vemos discernindo a Verdade Absoluta de que “somos Deus e não homem”. Por isso é dito: “Eu sou o Santo no meio de ti”. Esta é a revelação de que nossa Consciência é iluminada! O versículo 12 diz: “Efraim me cercou com mentira, e a casa de Israel, com engano; mas Judá ainda domina com Deus, e com o Santo está fiel”. Em outras palavras, o que é REALIDADE está no domínio de tudo, enquanto o que “cerca com a mentira, com engano”, em nada influencia o que é real: não passa de ILUSÃO!
Mediante o “Referencial da Luz” deixamos de considerar mentira ou engano! Não precisam ser combatidos! “Não voltarei para destruir Efraim!” Toda luta contra “ilusão” é ilusão maior do que ela própria! Como combater o que nada é? A revelação não é dualista, com um Deus falando a um homem! É Deus dizendo que Deus é DEUS como Homem! Enquanto a dualidade não for extinta de sua aceitação, haverá resquícios da mentira em sua percepção. Deus, sendo VOCÊ, Se revela e diz: “Eu Sou Deus, e não homem”. E não há como isto ser aceito pela metade!
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A Verdadeira Cura
Por mais que alguém aparentemente relate “curas” advindas da “prática da Verdade”, estes “sinais” não são a cura verdadeira. A Verdade não divide espaço com “aparências”, pois a Verdade é TUDO! Desse modo, quando alguém diz , por exemplo, que “estava com gripe, meditou e se viu curado”, esta “cura” não é a cura verdadeira, por mais que, aos olhos do mundo, este resultado seja considerado como excelente.
“O Meu Reino não é deste mundo”, disse Jesus. Que estava nos revelando? Que a verdadeira “cura” é estarmos livres “deste mundo”, e não somente de suas imagens desagradáveis! Enquanto a “casa estiver dividida”, isto é, enquanto alguém acreditar em “dois universos”, um espiritual e outro material, acreditando que “praticar a Verdade” significa viver “ilusão agradável”, não terá entendido nada da Revelação Absoluta, que já parte da premissa incondicional de que “somente existe Deus”.
O único “mal” que existe se chama “crença em universo material”; por isso, os textos e as contemplações da Verdade lidam fundamentalmente com o desmantelamento desta crença falsa. “A ninguém na terra chameis vosso pai”, disse Jesus, para que o “eu” ilusório fosse entendido como “sem criador”. Por diversas vezes, quando eu repeti esta frase de Jesus a pessoas, ouvi, como resposta, o seguinte: “E como devemos chamá-lo, então?” Ou seja: não entenderam a revelação! Continuaram crendo em “pai humano”, apenas aguardando outro nome para atribuir a ele! Este apego tremendo à ILUSÃO é o que os princípios da Verdade buscam exterminar! “O Meu REINO não é DESTE MUNDO” – desse modo, estudar a Verdade é você estar em DEUS, estar consciente de SER DEUS, estar desfrutando sua presença NA PERFEIÇÃO, estar totalmente desvinculado de “outro universo”, temporal, material e imperfeito, que, para VOCÊ, é integralmente NADA! Estas é a visão absoluta do que é a “cura espiritual”: você estar “curado” da crença materialista falsa ou mentirosa! Você estar livre da ilusão chamada “mente humana”; você estar consciente de que “tem a glória de ser UM COM DEUS”, e de saber que a Onipresença é, de fato, TUDO!
Em outras palavras, “estar curado” significa você ter olhos unicamente para o CRISTO sendo VOCÊ, sem dividir a atenção com suposto “eu” da aparência, quer ele se mostre “doente” , “curado”, ou “remendado”: este “eu”, que tanta atenção recebe da humanidade, é SEM PAI! SEM CRIADOR! PURA ILUSÃO! JAMAIS ESTEVE SENDO SEU “EU”.
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