“Até Do Alto Serdes Revestidos de Poder!”

Deus é Onipotente, ou seja, é o ÚNICO Poder atuante como o Universo infinito! Nada há que se contraponha à Sua Onipotência. Aparências ilusórias nos mostram dois poderes, o bem e o mal; entretanto, no lugar destas imagens falsas, existe imutavelmente  a imagem verdadeira, a Realidade infinita em que brilha a Luz do Poder único.

Disse Jesus aos discípulos: “Eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do Alto sejais revestidos de poder” (Lucas; 24: 49). Em outras palavras, dizia-lhes que não precisariam sair de onde estivessem, uma vez que a Onipotência estava neles mesmos, meramente à espera de que ali se aquietassem e a discernissem!

A “promessa  de Deus” é a Verdade da Onipotência presente em cada Filho! Por mais que a suposta mente humana dê testemunho de dois poderes, como, por exemplo, o poder de alguma doença contra a saúde de alguém,  a “promessa de Deus” anula esta pretensão ilusória, não por “combater” a suposta doença, mas, sim, revelando a imagem verdadeira em lugar da falsa! Que significa  “do Alto sermos  revestidos de poder”? Significa substituirmos o “referencial da mente falsa” pelo “Referencial da Consciência Onipotente”. Enquanto a suposta “mente carnal” nos sugere a “imagem falsa”, em que uma condição maligna aparenta existir, a Consciência Crística, do Alto,  dá testemunho da “imagem verdadeira”, do fato real e permanente de que a Onipotência Se expressa como Harmonia incólume.

Não aceite “imagens doentias” como realidades a serem curadas por meio de oração ou por clamores a Deus! Não as fique rotulando em termos de escala de gravidade! A questão está em se entender que “aparências são sonhos mortais”, e nunca realidades com manifestações dignas de avaliações! Desperto de um pesadelo,  a “gravidade” maior ou menor da ILUSÃO, que ao sonhador atormentava, se mostra nula! A Consciência Crística é o seu estado já desperto! Nela, as “imagens falsas” não mais são reconhecidas! Eram “miragens” apenas vistas pela ilusória “mente humana”. Sem lutar contra “imagens falsas”, sem pretender “ajudar a Deus”, forçando a “mente ilusória” geradora das mesmas, única e simplesmente  “permaneça em Jerusalém”, confiante de que a Onipotência é a Verdade onde quer que VOCÊ ESTEJA! Contemple-se como Consciência Onipotente, como Consciência Onipresente, como Consciência Inteligente e Oniativa! Contemplando-se integralmente  “REVESTIDO DO PODER DO ALTO”, unicamente a PERFEIÇÃO DA IMAGEM VERDADEIRA estará sendo discernida, reconhecida,  e experienciada!

“Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças.”

Mateus 8: 17

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Ser Nada é Ser Tudo!

O reconhecimento da totalidade de Deus se dá pelo entendimento de que nada além de Sua Natureza encontra-se presente.  Por que  Jesus, de um lado, dizia “não ser nada de si mesmo”, mas que “o Pai em MIM fazia as obras”? Foi a maneira encontrada por ele para explicar que DEUS – ESPÍRITO – É TUDO, e que a Atividade universal, ou a Oniação, procede da Mente infinita e única! Por isso, ao mesmo tempo, afirmava: “Eu e o Pai somos um”.

Não há como conceber um Universo controlado por “várias e conflitantes mentes pessoais”, como ilusoriamente é visto e aceito pela mente humana! Desta aceitação falsa decorrem as comparações, a visão de desajustes sociais, e todas as demais questões julgadas difíceis de serem entendidas por esta mente ilusória! “Por que uns nascem pobres e outros ricos?”, “Por que uns nascem perfeitos e outros imperfeitos?” Estes questionamentos vêm assumindo inúmeras formas comparativas, e o mundo se acomodou em explicá-las como sendo “estágios de evolução”.  Nunca vimos Jesus dizendo se considerar “extremamente evoluído”, em termos humanos; pelo contrário, sempre deu a entender

que, humanamente, “de si mesmo”,  era nada!  Quem fazia as obras era “o Pai”. Mesmo assim, foi erroneamente julgado segundo as “aparências” e rotulado de  “nosso irmão maior”, alguém especial aos olhos de Deus , e até mesmo como o único Filho de Deus! Ele  próprio, porém, se via como UNIDADE, dizendo: “Eu e o Pai somos um, mas o Pai é maior do que eu”. Quando chamado de “bom mestre”, discordou na hora,  respondendo: “Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um só, que é Deus” (Marcos; 10: 17). Também não chegou a dizer: “ao Meu Pai agradou dar-vos o Seu Reino”, e sim, ‘”ao VOSSO Pai”. Via a si mesmo e a todos segundo a Visão divina, e, aos judeus, reiterou a Verdade contida nas Escrituras: “Sois deuses!” (João, 10: 34).

Não há Deus “neste mundo”, uma vez que “o Meu Reino não é deste mundo”; assim, não há vida de Deus em supostos seres humanos, sejam eles classificados pela “mente carnal”  como “pouco”  ou  como “muito” evoluídos! O cenário terreno inteiro é a ILUSÃO! Renascer é perder esta  “crença” em “homem natural”,  é saber lidar com “este mundo” sem pertencer-lhe,  para que cada um se redescubra “nova criatura em Cristo”.

Não somos as “imagens” captadas e mostradas pela suposta mente humana em seu “cenário hipnótico”! Para nos conhecermos, teremos, como disse Paulo,  de ”nos despir do velho homem e seus feitos”, que é a visão e postura exemplificadas por Jesus: “De mim mesmo, nada faço e nada sou; o Pai em Mim faz as obras”. Unicamente através da negação total das “aparências” é que discerniremos que “eu e o Pai somos um”.  Jesus não nos via como mortais em “estágios evolutivos”, e muito menos como seres apartados de Deus: via-nos como UNIDADE PERFEITA! “”E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um” (João, 17: 22).

Quem partir do “referencial humano” de existência, facilmente concordará com o que repetidamente o mundo costuma dizer: “Jesus falava muito difícil!” Porém, tal dificuldade existe apenas para a mente humana! Só a mente intelectual  de “sábios e entendidos” encontra barreiras enormes para entender o que significa “viver como os lírios do campo”, ou “viver como os pássaros no céu”.  E foram os exemplos dados por Jesus sobre como devemos encarar a vida: reconhecendo o Pai em nós fazendo as obras! E, ao mesmo tempo, discernindo, subjacente às “aparências”, a nossa  inquebrantável UNIDADE COM ELE!

O Evangelho se resume nestes dois pontos: vistos pelo “referencial humano”, nada somos; vistos pelo “Referencial iluminado”, tudo somos!

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A “Certeza” Que Ilude!

Se alguém erguer a voz para anunciar que vivemos num Universo de perfeição permanente e absoluta, ou será taxado de maluco, de prepotente ou de místico visionário. Por certo ouvirá algo do tipo: “Então você se julga perfeito?”, “Quer dizer que você, vendo alguém sendo assaltado, entende aquilo como perfeição?”, ou, ainda, “Isto é fuga! Você fecha os olhos para a realidade!” De onde saem estas colocações? Da “certeza” de que existe “mundo material”. Enquanto esta “certeza que ilude” não for quebrada, a PERFEIÇÃO ABSOLUTA será negada!

Uma “ilusão de massa” faz com que o “sonho de vida material” seja reconhecido como realidade! E, em vista disso, o que é REALIDADE sequer chega a ser considerado!

Krishna já dizia:”Escravos de desejos insaciáveis, cheios de vaidade, hipocrisia e arrogância, cegados pelas aparências, amam a ilusão e vivem o avesso da verdade. Chamam verdade à mentira e gostam das ilusões que levam à morte: ignoram a realidade e sacrificam sobre o altar dos  ídolos ao próprio ego nascido de miragens”.

Da “certeza” de que a vida carnal em planeta material é realidade, decorrem todas as demais ilusões! Como quebrar este “transe hipnótico”? Krishna disse: A verdadeira sabedoria, que vem da razão espiritual, está em reconhecer que há uma só Vida que vivifica todas as coisas; ela é o Uno, o Indivisível, que se revela em todos os Divisíveis. Quem conhece esse Uno conhece nele tudo que existe; quem conhece muitas coisas, mas desconhece o Uno, esse, na realidade, não conhece nada – e o seu saber é simples produto mental”.

Que é a “sabedoria que vem da razão espiritual?”  É a sabedoria ativa como a Consciência iluminada que temos e que somos! Esta sabedoria, em Autorrevelação, é o que destrói a “certeza que ilude”, ou seja, faz com que cada Ser veja por si mesmo a INEXISTÊNCIA de vida humana, de ser humano, de existência terrena! “Não são do mundo, como eu, do mundo, não sou”, declarou Jesus. E Buda declarou: “Tudo já é iluminado! Os mundos fenomênicos  são Maya – pura ILUSÃO”.

“Vemos através de um espelho em enigma”, disse Paulo, para explicar que a suposta “mente carnal” não consegue traduzir a Existência tal como verdadeiramente  É, ou como Deus a mantém.  Portanto, de nada adianta alguém se intitular seguidor de Krishna, de Buda, de Jesus, de Paulo, ou de qualquer outro revelador da Verdade, se PERMANECER “NA CERTEZA QUE ILUDE!” Todo julgamento, segundo “aparências”, é integralmente falso! Portanto, caso você pretenda conhecer a Verdade, parta da PERFEIÇÃO ONIPRESENTE como já evidenciada, e com uma “outra certeza”, isto é, com a “CERTEZA” DE QUE TUDO O QUE OS SUPOSTOS SENTIDOS HUMANOS CAPTAM, É IRREALIDADE! ILUSÃO!

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“Eu Sou a Porta”

“Eu sou a porta, se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagem”.

João, 10: 9.

O cativeiro que supostamente aprisiona filhos e filhas de Deus, na Bíblia, chama-se “mente carnal”. É dela que surgem as sensações e imagens  hipnóticas que confundem a maioria, por desconhecerem sua natureza ilusória. “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição; e muitos são os que entram por ela (Mateus: 7: 13).

 A larga porta, ou o espaçoso caminho que conduz à perdição, é esta suposta “mente dualista”, mantenedora dos “pares de opostos” em que se alternam o bem e o mal das “aparências”. A humanidade, volta e meia, se deixa levar pelas flutuações contínuas destes “quadros fraudulentos”, sugeridos como reais pela ilusória “mente humana”.

 Paulo disse: “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai! O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Romanos, 8: 14: 17).

Partindo do “Referencial da Luz”, que reconhece a DEUS COMO TUDO, vemo-nos sem a suposta “mente carnal”, que é o espírito de escravidão sempre a tolher aqueles que se julgam pela carne. O Espírito de Deus é único, razão pela qual “o mesmo Espírito testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus”.

UNICAMENTE EXISTE A PORTA ESTREITA! Isto porque está revelado: “EU SOU A PORTA”(João, 10: 9). E este “EU” é DEUS sendo TUDO! Por quê há “muitos” que entram pela “porta larga”? Por  reconhecerem-na como real! Veem e reconhecem infinitas formas de “miragens” como fontes de felicidade, de prazer, de suprimento ou de plenitude!  Veem e reconhecem “as coisas de César”, sem ter olhos para as de Deus. Mas o Caminho é “estreito”: passa por ele apenas UM! E este Um, é o Eu Sou que VOCÊ É!

A “porta larga” da dualidade aparenta fazer de tudo para impedir sua “troca de referencial”, ou “renascimento”;  está sempre buscando mantê-lo cativo de uma ilusória  personalidade humana! Por isso, as “contemplações da Verdade” precisam ser absolutas! Parta da UNIDADE PERFEITA, ou seja, da Presença do Espírito de Deus testificando, com o “seu Espírito”, que VOCÊ É FILHO DE DEUS, E QUE, PORTANTO, VOCÊ É HERDEIRO DE DEUS, POSSUIDOR DE TUDO O QUE DEUS POSSUI! Dessa forma, jamais poderá crer em “príncipes deste mundo”, esperando deles algo que o possa atender, satisfazer ou completar!

EU SOU A PORTA!  ENTRE “POR MIM” E SE VEJA LIVRE! VOCÊ “ENTRARÁ, SAIRÁ, E ACHARÁ PASTAGENS”.  A “PORTA” É SUA  CONSCIÊNCIA ILUMINADA! INFINITA! ONIPRESENTE! AUTOSSUPRIDA!

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“Quem Será Contra Nós?”

A magnanimidade não é meramente um dom humano, mas expressão da Consciência Crística que somos. Ao ouvir de João que ele e os demais discípulos tinham visto alguém expulsando demônios em seu nome, e o proibiram, Jesus respondeu: “Não o proibais, porque quem não é contra nós, é por nós”. Este  é o espírito magnânimo de quem conhece a Verdade e anula o fanatismo religioso, deixando cada um livre para fazer o bem que julga deva ser feito, sem ser discriminado ou rotulado segundo as “aparências”.

Certa vez, um conhecido me falou: “Eu sou budista! Jesus veio aqui muito tempo depois de Buda e repetiu os seus ensinamentos; por isso, eu fico com o Mestre original! Até a “parábola do filho pródigo” já constava do Budismo!”  A quê estava ele preso? Às “aparências”, e não à Verdade pregada por ambos! Eu poderia ter-lhe dito que Krishna havia estado aqui “muito tempo antes de Buda”, revelando a mesma Verdade eterna! Será que adiantaria?

Por outro lado, um jornalista escreveu certa vez, em sua coluna, que “tinha pena dos budistas, por desconhecerem as maravilhas reveladas por Cristo, e tinha pena dos cristãos, por desconhecerem as maravilhas reveladas por Buda”. O ensinamento absoluto, como não poderia deixar de ser, parte da Verdade Absoluta de que unicamente existe Deus; e então, qualquer tipo de ideia ou aceitação, contrária a esta premissa fundamental, é descartada como “crença falsa”, ou INVERDADE!

Quando isto é posto, há quem julgue ser esta colocação rigorosa e radical uma “intolerância”, ou, na melhor das hipóteses,  um simples “ponto de vista a mais”, de valor idêntico a quaisquer outros!

Compreender o “Referencial Absoluto”  requer, a princípio, o discernimento de que o ensinamento absoluto, se  comparado com qualquer outro, dualista ou relativo, se mostrará contendo os princípios essencialmente comuns a todos; desse modo, claro irá ficar que,  ao serem descartadas, uma a uma, as falsas crenças ali incorporadas, o que sempre incólume se conservará, será  o próprio Absoluto, a exemplo de um diamante, que se mostra ostentando todo o seu brilho, ao serem removidas todas as impurezas que, aparentemente, faziam parte dele!

Jesus, ao repreender aos discípulos, sabia que, caso houvesse “alguém” agindo em seu nome e segundo suas instruções, mesmo que não o estivesse seguindo fisicamente, ainda assim,  estaria sendo seu legítimo seguidor  “em consciência”. Além disso, sabia que as “crenças falsas”, meras aceitações ilusórias coletivas, estariam todas fadadas ao desaparecimento, pela própria ação da Consciência iluminada, ou seja, pelo “Pai em Mim”, sendo, este “Mim”, o CRISTO EM TODOS!

Mas, acima disso tudo,  há uma tremenda Verdade Absoluta contida nesta advertência de Jesus a João: a Consciência ILUMINADA, sendo ÚNICA,  desconhece a presença de algo ou alguém CONTRA ELA! Esta é a Visão absoluta revelada também pelo apóstolo Paulo, quando disse: “Se Deus é por nós, QUEM SERÁ CONTRA NÓS?” (Romanos, 8:31). Em outras palavras, O UNIVERSO INFINITO, DA REALIDADE, É POR NÓS! Isto porque DEUS É TUDO! Assim, ao deixarmos de lado o ilusório “julgamento pelas aparências”, teremos, intuitivamente, a resposta àquela indagação feita por Paulo: SE DEUS É POR NÓS, INEXISTE QUEM POSSA SER CONTRA NÓS, UMA VEZ QUE TUDO É UM!

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O Amor Divino “Dissolve” o Vazio Hipnótico

 

 O “Reino de Deus” é a Realidade onipresente e permanente, razão pela qual Cristo disse: “Em primeiro lugar, buscai o Reino de Deus!”  Esta “busca” equivale a nos vermos imersos em Deus e totalmente integrados a esta realidade espiritual. Deus é Espírito, e, para sermos “um com Deus”, como Jesus revelou que somos, necessariamente temos de ser o mesmo Espírito. Por esse motivo, o apóstolo Paulo disse que “temos a mente de Cristo”, uma vez que esta Mente divina,  sendo a nossa Mente genuína,  discerne espiritualmente o que sempre somos em Deus.

A suposta “mente carnal” jamais discernirá o que “Deus perpetuamente faz”;  e as Obras divinas não são as “coisas do homem”, todas mutáveis, temporais  e imperfeitas! Assim disse o apóstolo Paulo: “Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? ASSIM TAMBÉM NINGUÉM SABE AS COISAS DE DEUS, SENÃO O ESPÍRITO DE DEUS. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o ESPÍRITO QUE PROVÉM DE DEUS, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus” (I Cor. 2: 11-12).

Este “homem natural”, que supostamente sabe “as coisas do homem”, não tem realidade em Deus!  Esta suposta criatura em nada se relaciona com o Ser verdadeiro que somos! É um “vazio hipnótico” gerado pela ilusória “mente carnal”. Paulo diz que “ o espírito do homem sabe as coisas do homem”, ou seja, somente a “mente carnal” reconhece este “mundo do pai da mentira”; portanto, “buscamos o Reino de Deus” unicamente descartando  o “espírito do mundo” – que não recebemos de Deus -,e  assumindo O ESPÍRITO QUE  PROVÉM DE DEUS, este, sim, revela Paulo, RECEBEMOS DE DEUS PARA QUE CONHECÊSSEMOS O QUE NOS É DADO GRATUITAMENTE POR DEUS!

Por isso, Jesus disse, aos que desejassem segui-lo: “Negue-se a si mesmo!” Falava deste “renascimento”, desta “troca de referencial”, de uma radical mudança de aceitação, de que “temos o espírito do mundo” para a VERDADE de que “TEMOS O ESPÍRITO PROVENIENTE DE DEUS”!  Deus é Amor! O Espírito que somos, é Amor! Em vista disso, quando contemplamos a Verdade de que SOMOS O ESPÍRITO DIVINO, que é AMOR, todo o “vazio hipnótico”, captado pela ilusória “mente carnal” sob a forma de “imagens de imperfeições”, se desvanece tanto quanto se dissipam as trevas diante da luz!

DEUS É TUDO! O ESPÍRITO DIVINO É TUDO! O ESPÍRITO QUE SOMOS, É DEUS! Por isso Jesus orou para que “fôssemos UM”: sabia que já éramos, e que nos bastaria “um certo batismo”, que se constitui da percepção ou entendimento iluminados decorrentes deste “renascimento”.

“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus; porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo? MAS NÓS TEMOS A MENTE DE CRISTO” (I Cor. 14-16).

Não temos de aprimorar “mente carnal”; nós não a recebemos! Enquanto esta VERDADE não for entendida, as pessoas ficarão no patamar das crenças “deste mundo”. Porém, tão logo alguém aceite a revelação de  que “TEM A MENTE DE CRISTO”, uma vez que, a partir do “novo nascimento”,  “CRISTO É TUDO EM TODOS” (Col. 3-11), se verá dotado do ESPÍRITO DE DEUS! Esta é a Graça suprema!  Ver-se dotado do Espírito de Deus! Com ela, discernimos TUDO QUE GRATUITAMENTE RECEBEMOS DE DEUS, ou seja, O REINO INTEIRO! “Não temas, ó pequenino rebanho, porque a vosso Pai agradou DAR-VOS O REINO” (Lucas, 12: 32).

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O Infinito É a Sua Consciência Iluminada!

 

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa  que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”.

João, 4: 23; 24.

A Bíblia revela que “Deus é Espírito”, e que o importante é ser Ele adorado em espírito e em verdade; além disso, explica que esta adoração é feita em nosso Corpo e em nosso Espírito, pois, “pertencem a Deus”. Assim nos revelou o apóstolo Paulo, em I Cor. 6: 20): “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus”.

Estas revelações encerram a Verdade absoluta de que SOMENTE EXISTE DEUS! Quando “contemplamos Deus”, nós o fazemos “contemplando a nós mesmos”  como sendo Deus, encarando o Fato de que “não existe matéria” e que, o que somos, é Espírito, e Espírito de Deus.

As “contemplações” precisam partir destas revelações da Verdade, sem que um suposto “homem feito de barro” entre dualisticamente como participante da Realidade! As contemplações são simples constatações de que UNICAMENTE SOMOS ESPÍRITO DE DEUS! Nada mais tem realidade!Não existe “matéria” para ser consertada! Não existe “mente errada” para  evoluir ou ser aprimorada! EXISTE UNICAMENTE DEUS! Por esse motivo, Jesus disse que “os verdadeiros adoradores O adoram em Espírito e em Verdade!

Que é “adorar em Espírito”? Significa glorificarmos a Deus em nossa própria existência! O que somos, é o que Deus É!  “Sem o Verbo – Deus -, nada do que foi feito se fez”. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (João 1: 3; 4). A nossa glória é a glória do Um Onipresente! Isto precisa ser contemplado com a Mente divina que temos! Jamais a suposta “mente carnal” tem ou terá aptidão para opinar sobre o que somos! Seria meramente uma “mentira” dando testemunho “dela própria”.

Que é “adorar em Verdade”? Significa partirmos da UNIDADE PERFEITA que Se constitui da Consciência Iluminada estando cônscia de SER TUDO e de SER TODOS!

As “contemplações” são, portanto, atividades de nossa Consciência crística, razão pela qual o “nosso Universo” é a nossa própria Consciência! Jamais estamos aqui ou acolá! TUDO ESTÁ EM NÓS! E, este “TUDO”, é DEUS! Por esse motivo, disse Jesus: “O Reino de Deus está dentro de vós”, e não vem visivelmente”.

Medite e reconheça que O INFINITO está em Sua Consciência! Isto barrará a ilusória crença de que possa haver “algo” a ser buscado externamente! O INFINITO É SUA CONSCIÊNCIA ILUMINADA! AQUI E AGORA!

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Eu Rogo Por Eles; Não Rogo Pelo Mundo!


Se a revelação “SOIS DEUSES”, dada pelo Antigo Testamente, e confirmada posteriormente por Jesus, tivesse se tornado o “foco de percepção”, este “Referencial iluminado” já teria destronado o falso referencial da existência, que  faz “deste mundo” uma suposta realidade  “habitada”! Jesus se separava integralmente desta crença mentirosa: “Eu já não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo”, orava Jesus, para que os supostos “eles” percebessem que “ESTE MUNDO” É ILUSÃO!

Aos judeus, que diziam apedrejá-lo pela  blasfêmia , por ser “homem”  e se “fazer Deus”, Jesus respondeu: “Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Pois se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavras de Deus é dirigida ( a Escritura não pode ser anulada), àquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus?”(João, 10: 34-36).

Nem vale a pena  enumerar aqui,  a quantidade de “explicações” que sempre ouvi, ao colocar esta frase de Jesus! Sempre vinham frases tentando  “elucidar” que ele não estava, de forma alguma,  dizendo que “todos somos Deus”,  como ele próprio disse ser. A humanidade foi tão saturada de inverdades que, quando colocada diante da Verdade, se sente completamente fora dela! Basta  somar quantas vezes ouviu  alguém dizer: “Sois deuses!”,  e, em seguida, comparar com quantas vezes ouviu alguém  dizer: “Sois pecadores!”  O motivo? O FALSO REFERENCIAL ADOTADO!  Enquanto Jesus nos reconhecia pelo “Referencial divino”, o “mundo” nos julgava pelas “aparências materiais”, pela cegueira dos supostos sentidos humanos, ou seja, segundo a  “mente carnal”.

Consta, em João 17: 9, o seguinte: “Eu rogo por eles, não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus”.  Por que disse “não rogar pelo mundo?” Pelo seguinte motivo: NÃO EXISTE MUNDO MATERIAL! E por que disse “rogar por aqueles que são de Deus”? Para que aceitem, assimilem, vivam e TENHAM A EXPERIÊNCIA DE SER DEUS! Quem tem a Experiência de Deus “vence o mundo”, ou seja,  CONTEMPLA O REINO DE DEUS COMO REALIDADE PERFEITA ONIPRESENTE! Não mais verá “mundo material” necessitado de oração! Nem tampouco se verá “no mundo”, revelado como “o mundo do pai da mentira”.

 Este suposto “mundo material” é uma ILUSÃO COLETIVA! Enquanto alguém estiver “rogando pelo mundo”, coisa que Jesus disse não fazer, estará, de fato, se mostrando necessitado de “oração”. Por quê? Por empregar a “mente carnal”, quando nos está revelado que “temos a Mente de Cristo” (I Cor 2: 16). Portanto, esta rogativa de Jesus inclui, principalmente, dois aspectos vitais:

1-) PRECISAMOS NOS POSICIONAR NO “REFERENCIAL DOS DEUSES”, E JAMAIS SEGUNDO O JULGAMENTO PELAS  “APARÊNCIAS”;

2-) PRECISAMOS PARAR DE ORAR PELO MUNDO, PARA SERMOS A PRECE DE JESUS ATENDIDA,  AQUELES NÃO MAIS NO MUNDO, POR ESTARMOS CONTEMPLANDO E  VIVENCIANDO NOSSA UNIDADE PLENA COM DEUS, AQUI E AGORA.

 “E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para Ti, Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós” (João ,  17: 11).

Você jamais será “um com o Pai” se vendo pelas “aparências”; jamais será DEUS, avaliando-se como “homem natural” e  pela “mente carnal” .  DEUS É TUDO!  VOCÊ JÁ É UM COM DEUS AGORA, desde que o saiba com a “Mente de Cristo”, e se contemple ESTANDO GUARDADO NO NOME DE DEUS! Em razão disso, “EU SOU” é o seu nome!  Este é o sentido do que diz o SALMO 46, 1: “AQUIETA-TE, E SABE: EU SOU DEUS!

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A Verdade Ativa na Consciência…

 

A atividade do Cristo é possível a você e a mim, na medida em que podemos captá-la e vivenciá-la, mas só é proveitosa àquele que, no mundo, está decidido a devotar tempo, esforço, pensamento e dinheiro a esta Meta. São necessários todos estes requisitos. Exige-se a consagração, porque a Consciência Crística não é apenas uma conquista de conhecimento, senão o desabrochar de um estado de consciência.

A compreensão da Verdade é a única base para o desenvolvimento dessa consciência. Embora fosse possível reduzir esse ensinamento a mais ou menos doze princípios, o mero conhecimento deles nada resolveria, porque também conhecemos outras setenta e cinco coisas que absorvemos da vida e às quais damos crédito, concedendo-lhes poder de influenciar-nos. Por isso é necessário um período de autodisciplina e treinamento, para chegar ao ponto em que não apenas conheçamos tais princípios reais, senão que também rejeitemos os falsos. Temos de alijar de nossa consciência todas as crenças e superstições relacionadas com poderes físicos e mentais. É preciso superá-los para chegar-se a este alto nível de consciência. Ainda que seja verdade que o poder de Deus seja manifestado como consciência individual – como o Filho – também é certo que, para manifestar-se, é preciso que Ele seja primeiramente concebido em nossa consciência.

Esta revelação do Cristo, o Filho e o Pai feitos UM, foi dada a todos os povos, através do mundo inteiro. Com a propagação da doutrina cristã a todas as terras e raças, o mundo deverá chegar a um ponto em que a revelação do Cristo não mais se confinará a nenhuma denominação ou seita. Ela não mais será rotulada e nem apresentará qualquer sentido sectário, admitindo, pois, todas as pessoas que aceitem a idéia da integralidade, ou seja, Deus expresso individualmente em cada indivíduo.

O que conta é a aceitação do poder espiritual na consciência individual. E essa consciência é o Cristo. E o que é esse poder espiritual? Será um poder acima de outros poderes? Não: é o reconhecimento de um só poder! A menos que reconheçamos Deus como Poder único, estaremos continuamente combatendo germes, aqui, carência e resfriados, ali. O ser impregnado da Cristo-consciência não se debate nas lutas com o mundo. Simplesmente deixa que a Luz nele brilhe, de tal modo que, aquele que a perceber e se aproximar e pedir um pouco dela, recebê-la-á;

A Bíblia é uma revelação do Cristo; uma revelação da natureza infinita de Deus. Individualmente demonstrada. Essa demonstração individual depende apenas de ativar-se a verdade na consciência individual, para que ela, latente que era, se torne dinâmica e possa expressar-se em nossa experiência. Então compreendemos que Deus não está sentado lá em cima, no céu, e o homem aqui em baixo, esperando que mande paz à Terra. A paz na Terra advirá como conseqüência da atividade da verdade e do amor na consciência. Começa na consciência de um indivíduo que a espalha num grupo de pessoas. Esse grupo a espalha a uma comunidade e esta, por sua vez, a espalha ao mundo.

Quando as pessoas superam as desinteligências nas relações humanas (não só porque acham os outros bons ou incapazes de prejudicar os demais, mas porque compreendem e aceitam-lhes a parte humana, realizando também que o Cristo é o verdadeiro ser individual), a paz é estabelecida. Sim, só quando os indivíduos, em escala mais ampla, começam a reconhecer Deus como a Fonte de todos os seres, é que podem estabelecer a paz em sua consciência. Então poderão exteriorizá-la, tornando-a realidade numa sala cheia de pessoas. Deste modo, em progressão geométrica, esta paz se espalhará, para que o mundo inteiro a expresse.

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A Grande Mentira!

“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira”

(João 8:44).

O suposto “mundo material”   já teria sido entendido como a “grande mentira” aceita coletivamente, e há muito tempo,  caso a recomendação prioritária de Jesus tivesse sido cumprida por aqueles que aderiram aos seus ensinamentos.  Que disse ele para ser o objeto inicial de busca? “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça…” (Mateus, 6: 33). Por quê “em primeiro lugar”? Porque seria discernido, e espiritualmente discernido, caso a “busca” fosse feita segundo suas instruções, que Deus é TUDO! A CRENÇA EM DOIS PODERES seria evaporada de percepção! Isto porque a “BUSCA” seria a Mente de Cristo sendo reconhecida e revelada como sendo a NOSSA, e a ILUSÃO de existência de “outra mente”, chamada de “mente humana”, ou “MENTE CARNAL” , simplesmente desapareceria à Luz da Revelação!

Diante daqueles a quem Jesus percebeu estarem aparentemente subjugados pela “mente carnal”, ou pela “sabedoria da serpente”, a suposta sabedoria que erroneamente dá crédito ao bem e ao mal, Jesus declarou: “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira” (João 8:44). “Ter por pai ao diabo” tinha o sentido de que as pessoas eram aparentemente dirigidas pela “crença dualista” e não pelo Deus onipotente! Sendo levadas pelas “aparências materiais”, todas ILUSÓRIAS, deixavam as pessoas de discernirem a Onipresença e a Totalidade de Deus como Verdade única, perfeita e permanente!

Não houve a “busca recomendada”, e, em vista disso, o “diabo”  passou a ser uma “presença a mais” na ILUSÃO dualista! Em vez de “o mundo ser discernido como a grande mentira”, passaram a acreditar que, além de estarem no mundo,  ainda tinham nele um astucioso “inimigo” chamado “diabo”, razão pela qual deveriam viver atentos para não serem tragados por ele! Em outras palavras, em vez de entenderem que Jesus revelava o Reino do Poder Único, acreditaram estar no “mundo de dois poderes” da mesma forma, apenas acreditando que Jesus endossava a presença do “diabo” como integrante do mundo. As palavras de Jesus foram: “Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele”.  Como não buscaram o “Reino da Verdade”,  tornaram “verdadeiro” o que “não se firma na verdade, por não haver verdade nele”. Em outras palavras, endossaram “o mundo do pai da mentira” , endossaram a “mente carnal”, endossaram a si mesmos como “humanos apartados de Deus”, somente adotando uma denominação religiosa terrena, onde sempre ficaram aprendendo  a se precaver e se defender do “diabo”.

Por Jesus foi declarado, com todas as letras, que “não há verdade nele”, mas, por incrível que possa parecer, foi dado à MENTIRA um “poder opositor à Onipotência”.  Poder que supostamente até conseguiu “mudar as obras permanentes de Deus”, fazendo de seus Filhos, criados “à Sua Imagem e Semelhança”, seres pecadores, imperfeitos, carentes de salvação, etc.. Qual é a GRANDE MENTIRA? É  alguém acreditar “estar neste mundo”, adorando um Deus apartado de Si mesmo, louvando-O como Deus TODO-PODEROSO, mas aceitando  que este Deus tem,  à frente do seu TODO-PODER, o suposto  “poder do diabo”, o “poder do maligno”, o “poder do inimigo”. Em vez de buscarem EM SI MESMOS o REINO DA ONIPOTÊNCIA, permaneceram na “crença em DOIS poderes”,  completamente alheios à Verdade de que “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” (Atos, 17: 28). Por este motivo, o ensinamento absolutista explica que DEUS É TUDO, e que AS APARÊNCIAS MATERIAIS  SÃO ILUSÃO!

 “Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo”  (Apocalipse 12:12). Esta passagem revela a alegria daqueles que compreendem a Verdade absoluta, tanto por se discernirem nos “céus” quanto por tirarem do diabo o “pouco tempo” que aparentava ter! Na realidade, o “tempo da mentira” dura unicamente o “tempo” levado para conhecermos a VERDADE!

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Orar é Atestar a Perfeição Já Presente!

“Por isso, vos digo: tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido e ser-vos-á dado”.

Marcos 11; 24

Antes de qualquer outra coisa, quando “contemplamos a Verdade” partimos da aceitação incondicional de que DEUS É TUDO! O Universo da Realidade divina está consumado, e NELE, realmente,  “tudo está feito” (Apoc. 21: 6).

Estando “tudo feito”, que sentido tem a oração? Toda oração correta é nosso “atestado” de que as obras de Deus são permanentes, e perfeitas sempre! Se formos dar crédito aos “sentidos humanos”,  esta Verdade gloriosa parecerá utópica, ou mero “sonho” de visionário! A suposta “mente humana” unicamente capta “miragens”, em que se alternam cenas agradáveis e cenas desagradáveis. Orar é estarmos conscientes da natureza ilusória de AMBAS, dos quadros bons e dos quadros maus, para nos vermos livres para “contemplar” o permanente, o “tudo que já está feito”, a Verdade imutável!

Se isto for logo percebido, desaparecerá a tendência comum de se acreditar que “oração é petição”, ou no sentido de que Deus nos ouça para “corrigir” uma situação maligna, ou no sentido de que nos conservemos “esperançosos” de que nosso pedido “seja ouvido”. DEUS não muda; e não há, em Deus, nenhuma situação que requeira mudança, cura ou melhoria! Desse modo, partir de DEUS COMO TUDO, contemplando a Verdade de que TUDO ESTÁ FEITO,  discernindo a Existência acima das “miragens do bem e do mal”, nisto consiste a oração verdadeira! Este é o sentido das palavras de Jesus, ao  dizer: “Tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido e ser-vos-á dado”.  Sempre nos esteve sendo dado, e isto é constatável mediante o nosso integral reconhecimento.

Assim como jamais esteve faltando “parte da montanha”, em dias de neblina, jamais está nos faltando algo, em “dias das aparências”! Estar certo da “presença da montanha incólume”, apesar do nevoeiro, é “atestar a verdade sobre ela”. Quando você compreender que “as aparências” são meramente  “aparências”, como era a  aparência de “montanha incompleta”, nunca mais orará para que “elas se tornem completas”; saberá que  ILUSÃO não afeta a REALIDADE. Saberá, em vista disso, que  ORAR É ATESTAR AS OBRAS PERFEITAS DE DEUS!

 Em vez de “orar para Deus consertar a montanha”, contemple-a INTEIRA no âmago da “neblina”; assim estará crendo que “já a recebeu”. Em vez de “orar para Deus consertar sua saúde”, contemple-a INTEIRA no âmago da “aparência”; assim estará crendo que “já a recebeu”.  Este é o mecanismo da prece verdadeira! Empregue-o  frente a quaisquer que possam ser as “aparências” de imperfeição!

ORAR É NÃO SE DEIXAR ARRASTAR PELAS APARÊNCIAS; É ATESTAR A PERFEIÇÃO PERMANENTE E JÁ PRESENTE DE TUDO QUANTO DEUS FAZ!

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Como Gerar o Suprimento Visível

“Ele supre todas as necessidades”.

Filipenses, 4: 9.

A “Prática do Silêncio” é a base de todas as atividades espirituais. Através do Silêncio é que realizamos o que chamamos de “troca de referencial”, ou seja, com a suposta mente humana serena, tranquila e aquietada, reconhecemos que, de fato,  “temos a Mente de Cristo” e que somos seres espirituais, e não carnais enfrentando dissabores de toda espécie.

No Universo do Espírito, estamos supridos de tudo. Resta-nos saber de que maneira tornaremos visível o que aparenta nos estar faltando.

Precisamos reconhecer que Deus é Espírito, e que somos seres “à Sua imagem e semelhança”. Isto significa que Deus desconhece seres humanos. Eis por que os sentidos humanos captam multidões passando por necessidades. Deus vê unicamente as obras de Suas mãos. Permanentes e perfeitas! Neste caso, poderíamos nos sentir  abandonados? Pelo contrário! Todos  estaríamos SUPRIDOS POR DEUS, desde que nos reconhecêssemos como Seus FILHOS ESPIRITUAIS E COM TODAS AS SUAS RIQUEZAS CREDITADAS EM NOSSO NOME! Tal reconhecimento não é algo feito “da boca para fora”, uma vez que requer  a TROCA ESSENCIAL, ou seja, um RENASCIMENTO. Exige que deixemos de lado a matéria e seus aspectos imperfeitos,  para que comunguemos internamente com o Pai, que, de fato, é o nosso próprio Espírito.

Nestes momentos, recorremos à “Prática do Silêncio”. Gastemos o tempo que nos for requerido para, internamente, discernirmos que somos, de fato, SERES ESPIRITUAIS, UM COM O PAI. Sejam quais forem as necessidades humanas, não será preciso que as levemos às meditações ou a Deus. Cristo disse: “O Pai  já sabe do que necessitamos”.

A Bíblia diz, em Filipenses, 4: 19: “Ele supre todas as necessidades”. Assim, feche os olhos para o mundo, e permaneça no Silêncio. Contemple o Infinito em Atividade constante! Observe que TUDO JÁ ESTÁ ACONTECENDO! Não crie resistências! Não se debata com míseras aparências ilusórias!  DEUS É TUDO! Por causa da totalidade de Deus, a “Prática do Silêncio” sempre se mostra eficaz! A ilusória mente humana é deixada de lado. A Mente Suprema, Onipresente, é vista como cuidando de tudo e de todos. Persista nestas meditações contemplativas,  e habitue-se com a Realidade: AQUI E AGORA, DEUS É TUDO, E VOCÊ É UM COM ELE.

Deixemos em destaque os dois pontos principais referentes à “geração visível de suprimento”, que invisivelmente já é nosso:

1-) Identifique-se como um Filho de Deus, um Ser ESPIRITUAL, uno com o Pai;

2-) assuma a Verdade de que toda a herança divina já está creditada em SEU NOME.

Feito isso, viva com naturalidade o seu dia a dia, até seu próximo período no Silêncio. TODOS OS BENS NECESSÁRIOS LHE VIRÃO POR ACRÉSCIMO! NÃO DUVIDE DISSO!

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“Não Saiba a Tua Mão Esquerda…”

“Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus.

Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.

Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita,
para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente.
Mateus 6:1-4

A crença de que a existência humana coexiste com a Realidade divina é o dualismo ilusório a ocultar  DEUS como única presença e único poder! O suposto “ser humano” quer se achar sábio, caridoso, e exibir de alguma forma estas “suas”qualidades ao mundo; e enquanto este “ser genial e bondoso” se fizer presente como sendo a verdade sobre alguém,  a mentira estará ocupando o lugar da Verdade.

Jesus disse: “Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita” . Explicava a Fonte IMPESSOAL e ÚNICA atuando como cada um de nós, sem ter origem em supostos “seres humanos”.  Evidentemente, o interesse de Jesus estava  em fazer com que o povo entendesse a Oniação divina, deixando cada um de se achar “autor do bem”, a ponto de “fazer tocar trombetas”  toda vez que se sentisse beneficiando alguém. “Para que a tua esmola seja dada em secreto, e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente”.  DEUS É TUDO!

Não existe “ser humano” fazendo algo a “outro”, nem de bom nem de mau! Tais ilusórias  atividades são meramente a “mente carnal”, ações hipnóticas da “crença no bem e no mal” que, aparentemente, teria “expulso o homem do paraíso”. É quando a ilusória “mente carnal”, dualista e exibida, quer se fazer Deus! Quando as supostas “ações deste mundo” forem  doações, explica Jesus, que sejam feitas “em secreto”, isto é, com a pessoa entendendo que o “bem que sempre faz”, é simples reflexo visível da Atividade única do Deus único e onipresente, e, portanto, presente tanto em quem dá como em quem recebe!

Em outras palavras, o que existe, como Verdade, é unicamente Deus em Autossuprimento! Por isso, enquanto a visão for pelas aparências, com “alguém”  se julgando autor de benefícios feitos a “outro”, esta visão turva somente lhe bloqueará discernir o FATO REAL, que é de natureza divina! Esteja um suposto ser humano fazendo algo a alguém, ou, de outro lado,  recebendo benefícios de alguém, esta atividade, avaliada espiritualmente, é pura “sombra visível” da Atividade de Deus sendo TUDO e sendo TODOS, não havendo, portanto, nenhum doador humano e nenhum ganhador humano!

Compreender com clareza a Oniatividade divina é, portanto, “não saber a mão esquerda o que faz a direita!  Unicamente a “mente carnal” acredita ter este conhecimento! Mas, “temos a Mente de Cristo” (I Cor, 2: 16)). Com ela, há o discernimento ou compreensão de que  “somos todos Um”, e que, evidentemente, este “Um” é DEUS!

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O Eu Que Venceu o Mundo!

“Nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus”.

I Coríntios 2: 12

“Olhos não veem, ouvidos não ouvem, e não sobe ao coração dos homens o que Deus faz àqueles que O amam”, e estas “obras divinas são permanentes”. Assim a Bíblia descreve o que é a Realidade subjacente a este “mundo de crenças”,  a que  denominamos “mundo material”. Quando Jesus revela que este “Reino mantido por Deus” é o que nos foi dado, e que devemos “vencer”  este suposto “mundo de tribulações”, para desfrutarmos da “vida com abundância”, está, de fato, simplesmente nos dizendo que “unicamente existe a Realidade perfeita”, e que, deixando de “ver aparências” como fatos reais, abrimo-nos internamente para discernir espiritualmente “o que Deus faz”,  tudo AQUI presente, mas  que os supostos “sentidos humanos” não conseguem ver!

Apesar de Jesus ter declarado que “o príncipe deste mundo é o pai da mentira”, e que as pessoas deste mundo “têm olhos, mas não veem”,  ainda hoje a maioria acredita e a tudo avalia segundo as “aparências”, como se realmente elas fossem realidades e  fizessem parte das “obras de Deus”. “O meu Reino não é deste mundo”, disse taxativamente Jesus! Mesmo assim, o suposto ser humano, de fato, se deixa impressionar pelas imagens mentirosas sugeridas pela “mente carnal”, e padece sob o jugo ilusório de suas “sugestões hipnóticas”, acreditando em todo tipo possível e imaginável de “tribulação”. Jesus disse: “No mundo, tereis tribulações; mas tende bom ânimo: eu venci o mundo”. Estava nos dizendo que “tribulações” não fazem parte das “obras de Deus”, sendo meramente fantasias da “mente carnal”, ilusões geradas pelo “pai da mentira”. E, DIZENDO O PRINCIPAL: EU VENCI O MUNDO!

Você VENCE o mundo simplesmente se vendo FORA DELE! Estar “fora dele” significa ESTAR EM MIM – no “EU” único em expressão, que é DEUS. Por isso o chamado libertador de Jesus: “Vinde a MIM,  vós que estais cansados e oprimidos – e EU VOS ALIVIAREI!”  Este chamado seria para “irmos a Jesus”? Não! Ele também disse: “Quem crê em mim, crê não em mim, mas NAQUELE que me enviou!” Para Jesus, consciente de ser UM COM O PAI, o sentido de “vir a Mim” jamais poderia ser pessoal! Por isso, sabendo que o chamado poderia ser  levado  para  lado pessoal, como infelizmente ocorreu e ainda ocorre com diversas religiões, tomou este cuidado de deixar bem claro que “ir a Mim” significa cada um de nós “ir ao Pai em nós”, que é o Cristo em nós, nosso “elo eterno” com o Infinito! O apóstolo Paulo reforçou ainda mais esta natureza impessoal de “ir a Mim”, dizendo: “Glorificai a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus”.

Viver orando para “resolver problemas do mundo” é atitude louvável e muitas vezes eficaz; entretanto, o que Jesus realmente nos revelou, é que SOMOS DEUSES,  seres unicamente participantes das permanentes “obras divinas”. Por isso, se você vinha apenas orando para “resolver questões do mundo”, passe a orar para se discernir UNICAMENTE EM DEUS,  desacreditando mais e mais deste ILUSÓRIO “mundo de tribulações”. “Vós, deste mundo, não sois”, disse Jesus! Orar para resolver “tribulações” é acreditar no “sonho de vida terrena”; orar para “se discernir em Deus” é acreditar que DEUS É TUDO! Portanto, ORE PARA SE VER ONDE VOCÊ AGORA ESTÁ – NO REINO DE DEUS! O REINO SEM PROBLEMAS E SEM A MENTE CARNAL GERADORA DE IMAGENS FALSAS DE PROBLEMAS.

Para “se ver em Deus”, disse Paulo, VOCÊ TEM A MENTE DE CRISTO! Portanto, em vez de orar com “mente carnal”, em  sua ansiedade habitual de “querer soluções para problemas”, ORE COM A MENTE DE CRISTO! E, com ela, reconheça as VERDADES IMPESSOAIS  reveladas por Jesus! ASSIM, VOCÊ ESTARÁ COM “O MUNDO VENCIDO”, POIS O “EU ÚNICO”, DEUS SENDO VOCÊ, JÁ VENCEU O MUNDO!

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“Segue-me Tu”

“Vendo Pedro a este, disse a Jesus: Senhor, e deste que será? Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu!”

João 21.22

Acreditar que “o mundo material não tem existência real” é algo imediato a quem tem esta informação pela via direta da revelação divina! O “sólido e incontestável mundo”, como ele se apresenta aos sentidos humanos, simplesmente some de cena, diante do esplendor e glória da Realidade divina e infinita! Não há como esta experiência ser descrita e ser entendida pelo intelecto. E nem isto precisaria ser feito, uma vez que esta “experiência de Deus” já é uma constância eterna na Consciência verdadeira de todos os seres, aqui  e agora! “Batei e abrir-se-vos-á”, disse Jesus, garantindo acesso à Realidade divina a todo aquele que o priorizar, buscando efetivamente o Reino de Deus em PRIMEIRO LUGAR.

A “vinda do Cristo” é o que podemos chamar de “Percepção mediante a Onivisão”. É a Visão do “Olho Simples”, a Visão divina onipresente,  portanto, já presente em todo Filho Deus, mesmo enquanto, aparentemente, alguém se julgue “homem natural” e distante de vislumbrar esta Verdade! Se formos tentar “convencer alguém” de que “este mundo é irrealidade”, veremos a “resistência” que as “crenças coletivas” aparentam  exercer, seja no sentido de que “isso é absurdo”,  que “é melhor não nos envolvermos com ensinamentos que pregam isto”, ou simplesmente estarmos diante de alguém a nos ouvir, mas sem dar crédito algum ao que estivermos lhe dizendo. Isso tudo pode ser resumido nas palavras do  apóstolo Paulo: “as coisas de Deus são loucuras para os homens”.

A Luz divina não brilha pessoalmente, no sentido de ser faltante em qualquer Filho de Deus! Antes, é a Luz infinita e indivisível, presente e resplandecente de modo onipresente, de forma que, quando aceitamos que “Eu Sou a Luz do mundo”, damos o testemunho imediato desta Luz estando presente como a nossa Consciência iluminada; ao mesmo tempo,  damos o testemunho da mesma Luz já Se evidenciando como toda a Existência. Por isso, encontramos Jesus declarando: “Eu sou a Luz do mundo” e, igualmente, “Vós sois a Luz do mundo”. Não julgava “pela carne”.

Em João, 21: 20-22, encontramos o seguinte: “E Pedro, voltando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, e que na ceia se recostara também sobre o seu peito, e que dissera: Senhor, quem é que te há de trair? Vendo Pedro a este, disse a Jesus: Senhor, e deste que será? Disse-lhe Jesus: “Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu”.  Cabe a cada um permanecer “em Mim”, ocupar-se mais e mais com esta sua própria permanência na Verdade, contemplando a Luz em Si mesmo e em toda a Existência. Este é o sentido de “Segue-me tu”.  Se, aparentemente, vemos “alguém”  sendo “traído pelo seu Judas” (personalidade),  e passamos a julgá-lo pelas “aparências”,  estaremos sendo a ILUSÃO:  “Pedro enxergando Judas”; mas, se estivermos aderindo ao “Segue-me tu”, estaremos sendo a Luz contemplando a Luz, isto é, estaremos discernindo e sendo a VERDADE. Para isso, partimos do “Referencial Iluminado”, o referencial empregado por Paulo, aos nos revelar que: “Cristo é tudo em todos” (Col. 3: 11).

“Segue-me tu”, disse Jesus! Veja unicamente a sua Luz, contemplando-a como Verdade impessoal e onipresente!  DEUS É LUZ! DEUS É TUDO! A LUZ É TUDO!

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“Sede Perfeitos Como o Vosso Pai”

“Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai Celestial”

Mateus 5:48

Toda pregação da Verdade se fundamenta no ponto de vista divino sobre a Existência. Por isso Jesus disse que o Reino de Deus fosse discernido em primeiro lugar e que não julgássemos segundo as aparências! Não são conselhos, e sim REFERÊNCIAS, ou seja, aquele que se avaliar ou avaliar o mundo a partir do que as “aparências” lhe mostram, estará simplesmente lidando com “miragens”, imagens absurdas de imperfeições sem fim, sem contar com as orações mais absurdas ainda, daqueles que imploram a Deus para que Ele conserte alguma ILUSÃO!

“Sede perfeitos como é perfeito  o vosso Pai celestial”, disse Jesus! Que foram entender? Que somos todos imperfeitos, ou que somos “perfectíveis”, tendo por obrigação  “nos tornarmos perfeitos” o quanto antes, caso desejemos “ser cristãos exemplares”. Seria este o ensinamento? Não! As REFERÊNCIAS BÁSICAS foram desconsideradas, e as “imperfeições” foram salientadas! Assim o mundo, uma vez mais, se viu na contingência de partir para a “missão impossível”: tornar perfeita uma “miragem” chamada “homem natural” ou “ser humano”.

A Bíblia, em Lucas 2: 52,  diz que Jesus foi crescendo em sabedoria diante de Deus e diante dos homens! Que entenderam desta informação dada pelas Escrituras? Nada de valor espiritual ou universal, ou seja, a frase  apenas veio sendo lida como se dissesse simplesmente um detalhe  a mais sobre a vida de Jesus! Entretanto, o que ela diz, é de suprema importância! Explica que “crescer em sabedoria diante de Deus” nos faz “crescer em sabedoria diante dos homens”. Isto porque este “crescimento diante de Deus” é obtido pela “oração contemplativa”, quando reconhecemos nossa condição permanente como “obras perfeitas de Deus”, em unidade com Deus, desvinculando-nos “deste mundo” e, portanto, das “aparências” deste mundo”. Cada oração assim feita, remove nosso endosso ilusório das “falsas crenças” sobre nós mesmos;  e, ao mundo,  o “efeito” disso  nas “aparências” é visto como “crescimento diante dos homens”.  Este é o “processo” de “sermos perfeitos como Deus é perfeito”, ou seja, não conta com “reformas interiores” de um ilusório ser humano, não conta com “nobres intenções” deste ser-miragem, no sentido de “se aperfeiçoar” ou de se “aprimorar”, mas conta única e exclusivamente com CADA UM SE CONTEMPLANDO, exatamente como JÁ É, em sua PERFEIÇÃO ORIGINÁRIA ABSOLUTA,  na “Unidade Perfeita”, empregando a “Mente de Cristo”, revelada como a SUA, e naturalmente consciente de que DEUS, SENDO PERFEITO, E SENDO TUDO, ESTÁ SENDO PERFEITO E SENDO  TUDO COMO O EU QUE ELE É!

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Radicalismo Versus Fanatismo

O estudo da Verdade exige total atenção e dedicação, ou seja, uma adoção radical do princípio absoluto: DEUS É TUDO!  “Orar e vigiar sem cessar” são as recomendações de quem pôde discernir a totalidade do Espírito divino e a nulidade do suposto mundo material. Este radicalismo requerido nada tem a ver com fanatismo! Fanatismo é alguém, dentre inúmeras coisas que julga serem reais ou existentes, ficar com a mente presa  obsessivamente a alguma delas, enquanto radicalismo é a alguém preso à ÚNICA presença real, ciente de que,  sair dali, seria dar crédito ao que é NADA!

DEUS, ESPÍRITO, É TUDO! Quando Jesus explicava que “não podemos servir a dois senhores”, falava do radicalismo iluminado! A mente totalmente consciente do que é REALIDADE! E, quando alguém, nesta ilusão de mundo, acha que este radicalismo é fanatismo, mostra-nos, com este seu “julgamento pelas aparências”, o que de fato o fanatismo é: alguém  acreditar erroneamente que há Espírito e matéria, e, em vista disso, ficar preso  à “matéria”, que é inexistente! E não apenas às “formas materiais” propriamente ditas, mas também preso às emoções infundadas da suposta “mente carnal”, deixando-se mover internamente em função de sentimentos vãos, ilusórios, e completamente desconhecidos da Verdade.

No radicalismo vemos DEUS como TUDO!  No fanatismo, vemos a ILUSÃO: um suposto ser na matéria,  vendo outro também na matéria, com ele se achando “normal” enquanto julga o “outro” como fanático! Por quê? Porque a ILUSÃO é a crença de que DEUS NÃO SEJA TUDO! MAS DEUS É TUDO! Desse modo, quem não adota o radicalismo requerido pelos princípios absolutos, apenas se mostra vítima do ilusionismo de massa!

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“Ainda Tenho Muito a Vos Dizer!”

“Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não podeis suportar agora. Mas quando vier aquele Espírito da Verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso, vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. Um pouco, e não me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis, porquanto vou para o Pai” (João, 16: 12-16).

O desmantelamento da “crença coletiva”, que nos diz “existir nascimento humano”, não ocorre  por “declarações da Verdade”, mesmo sendo elas feitas por Krishna, Buda, Jesus ou algum outro que porventura tenha revelado à humanidade esta Verdade lapidar, considerada a “pedra angular” da revelação absoluta. Ao dizer que “muito tinha que nos dizer”, Jesus explicava que ir “além do que a mente humana pode suportar”  é  puríssima perda de tempo! Eu perdi a conta de quantas vezes pude constatar esta Verdade! A pessoa aparece, mostra-se- curiosa diante de algum tema espiritual, confunde aquela curiosidade com interesse verdadeiro, e, sem parar, faz indagações “profundas”,  esperando que lhe demos respostas! Mesmo percebendo as  respostas fluindo a partir de nós mesmos, se as começarmos expor a ela, sentiremos  nossas palavras sendo “ditas às paredes”, porque, em lugar de elas encontrarem total receptividade, encontram apenas uma “curiosidade” que retém ou conserva  a “barreira” do que ela pode mentalmente suportar! Qualquer letra a mais que for dita, “além daquele limite”, será desconsiderada! E é quando ouvimos frases do seguinte tipo: “Ah, disso eu já tinha conhecimento, o que estava lhe perguntando era outra coisa”, ou,  “Eu só queria mesmo saber a sua opinião, porque eu já tenho uma ideia formada sobre o assunto!”, e assim por diante!

A Bíblia não diz: “Indagai sem cessar”, mas sim, “Orai e vigiai sem cessar”. Unicamente por revelação direta cada um terá o conhecimento do “muito que a Verdade tem que lhe dizer”. Por isso Jesus aqui disse: “Mas quando vier aquele Espírito da Verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir”. E então, a pessoa realmente sincera e interessada em ter as respostas completas, com  abertura ou receptividade total a elas, e não apenas como aquelas que apenas as formulam por curiosidade, fechadas em suas limitadas aceitações religiosas, irá “recebê-las em si mesma”, diretamente da Fonte Crística, sempre a jorrar “do seu próprio ventre”.

“Um pouco, e não me vereis”, isto é, sua atenção estará sendo retirada de supostos “mestres externos”; e “outra vez um pouco, e ver-me-eis”, ou seja, sua atenção estará integralmente voltada ao “Mestre interno” – e então, o “Eu”, o Cristo em VOCÊ, lhe será revelado, por ser o seu “Eu” em unidade com o Pai – “porquanto vou para o Pai”.

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A “Notificação do Alto”

“Não temais, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino”.

Lucas, 12: 32

Toda aparente dificuldade que alguém diz sentir, para vivenciar a Realidade Absoluta, se deve unicamente ao errôneo referencial adotado, o “referencial das aparências”, que além de mentiroso, transforma Fatos espirituais permanentes em “objetivos a serem alcançados”. Dá-se crédito à mente humana, como se ela realmente fosse real e confiável, e deixa-se de “vivenciar o que É”, ou seja, o Reino de Deus,  que é a Verdade evidenciada  e testemunhada pelo Eu infinito que somos, que é Deus!

Em Lucas 12: 32, encontramos: “Não temais, ó pequenino rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino”. Que teriam pensado aqueles que tinham acabado de ouvir estas palavras de Jesus?  Ou aqueles que as vieram lendo através dos tempos?  Se  ouvidas pela mente humana, no máximo teriam exercido a função de “dar conforto” às pessoas oprimidas e sofredoras mostradas pelas “aparências”.  Mas, e se fossem levadas à percepção espiritual?  Sendo interpretadas diretamente pela “Mente de Cristo” que, sabemos, é a Mente verdadeira que Se manifesta como a Mente de cada um de nós? Certamente, as pessoas “se entenderiam” estando no REINO DE DEUS! E, NAQUELE EXATO INSTANTE! 

A intenção básica de Jesus, ao fazer a tremenda revelação de que DEUS SE AGRADOU EM DAR-NOS O REINO, era de promover a “troca de referencial”, e não  meramente dar “esperança de conforto” a “fictícios cidadãos do mundo”. Em outras palavras, a ideia era a de exterminar a crença em “pequeno rebanho” para que cada ouvinte passasse a se identificar como Filho espiritual de Deus para se discernir “vivendo em Deus”.

Jamais alguém “buscará” o Reino de Deus, uma vez que “o Pai SE AGRADOU em dar-lhe o REINO! E por que está na Bíblia, em Mateus 6: 33, para “buscarmos em primeiro lugar” o Reino de Deus? Quando alguém recebe uma notificação de que deve ir aos Correios “buscar uma encomenda”, e que ela lhe fora dada com agrado pelo remetente, que teria a fazer? Ficaria de joelhos meditando anos a fio, ansioso por ver o presente? Ou já se veria dono dele e correria ao local indicado para tê-lo “em mãos”? Sabemos a resposta! Quem ficasse somente a meditar e orar, sem tomar a atitude cabível,  estaria desprezando  as instruções da notificação recebida! Assim ocorre com a maioria! Em Lucas, 17: 21, é dada a “Notificação do Alto” sobre “onde” e “como” cada um terá “em mãos” o Reino já ganho de Deus: “EM SI MESMO!  Ao ser interrogado sobre “quando” viria o Reino de Deus, Jesus respondeu aos fariseus: “O Reino de Deus não vem com aparência exterior; nem dirão: “Ei-lo aqui! ou Ei-lo ali! Pois o Reino de Deus está dentro de vós”.

Enquanto não for aceito que “buscar o Reino de Deus em primeiro lugar” é, simplesmente,  “VER-SE  ESPIRITUALMENTE JÁ NELE”, ficará a humanidade clamando a Deus por melhorias de vida TERRENA, sempre se vendo pelo “referencial de inexistências”, acreditando num “Cristo” que não seja DEUS SENDO TUDO EM TODOS, e, aparentemente, amargando a ILUSÃO do “mundo do pai da mentira”.  Por outro lado, tão logo a “Notificação do Alto” seja levada em consideração, cada um se verá repetindo Paulo, exatamente aqui e agora, confirmando por si mesmo: “Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” (Atos. 17: 28).

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“E Eu Lhes Dei a Glória”

Das revelações de Jesus, uma das mais importantes é esta: “E eu lhes dei a glória para serem um”. Revela a divindade de cada Ser em Deus, livre das doutrinas, religiões, teologias e teorias humanas sobre a nossa  real identidade! Como a “mente carnal” inventou mentiras! Inclusive a principal; a de que ela é mente verdadeira! E, aparentemente “imersa” nesta falsidade saturada de invencionices, veio a humanidade tentando viver o melhor que pôde conseguir!

O Cristo, o Ser que somos, é quem “nos dá a glória” para sermos “um com Deus”. Jesus, bem como diversos outros mestres, mostrou-nos o caminho a seguir, para que esta glória fosse aceita, reconhecida, vivenciada e discernida como a real experiência de viver! O Cristo revelador é distinto em cada um de nós! Não é pessoal nem separado do Todo, mas, é o Todo Se evidenciando como cada um de nós, razão pelas qual Jesus citou “a videira e os ramos tendo o Pai como Agricultor”! A natureza do Todo Se distribui igualmente pelos “ramos”, e é quando nos reconhecemos, não como humanos imperfeitos, carentes ou necessitados, mas como “deuses”, Seres que em expressões distintas de Deus, evidenciam pela graça e pela verdade toda a glória do Criador.

Para esta glória ser discernida, um passo radical lhe será requerido: trocar a mente povoada de mentiras de todo tipo e tamanho, pela Mente de Deus, onipresente, real e presente em VOCÊ. Paulo a chamou de Mente de Cristo. Se, de um lado, isto colaborou, por eliminar todo vínculo com a suposta “mente carnal”, de outro, gerou um desentendimento comum, ou seja, a pessoa ouvia esta revelação e logo perguntava: “Mas como eu posso ter a Mente de Jesus?”  Por que esta dúvida sempre surgia? Pela incompetência dos instrutores espirituais “deste mundo” que, em vez de pregarem “a glória dada a nós todos, para sermos um com Deus”, pregaram que somente Jesus era o Cristo, enquanto todos os demais filhos de Deus eram “criaturas”, míseros mortais decaídos, e isto por causa de um “Adão” que ninguém jamais pôde conhecer! E estas lendas diabólicas conseguiram se  fazer  passar por realidades!

Quem poderia conhecer este Adão decaído? Ninguém! Deus não poderia, uma vez que, está revelado, as Suas obras  são permanentes! A mente carnal também não poderia, pois tudo que ela conhece, ou nos dá a conhecer, é ILUSÃO! Mas, sem mesmo conhecer Adão, esta mente ilusória o desenhou e impregnou-se desta sua criação fictícia, com o que fundamentou todo o “ilusionismo de massa” que nos mostra sendo “dois com Deus”. Que veio Jesus fazer? Dar o testemunho da Verdade: somos UM COM DEUS! A crença de que “somos DOIS com Deus” é FALSA! É por esse motivo que não há “etapas de iluminação” e sim “desmantelamento de ilusão”, pela IDENTIFICAÇÃO TOTAL com a Verdade, como prega o  ensinamento absolutista. .

A “glória” para SER UM COM DEUS  lhe está dada, e permanentemente, pelo Cristo em VOCÊ”! Não será “glória a ser conquistada”, não será “glória a ser merecida”, e não será “glória a ser teorizada e compreendida pela mente ilusória”. Esta “glória”, que já é SUA GLÓRIA, é simplesmente O PAI GLORIOSO Se manifestando COMO SUA VIDA, COMO O CRISTO “EM VOCÊ”. Portanto, jamais pense em “se tornar um com Deus”; antes, contemple esta  sua condição gloriosa de JÁ SER UM!

E eu lhes dei a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um;

eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, a fim de que o mundo conheça que tu me enviaste, e que os amaste a eles, assim como me amaste a mim.

Pai, desejo que onde eu estou, estejam comigo também aqueles que me tens dado, para verem a minha glória, a qual me deste; pois que me amaste antes da fundação do mundo.

~Mateus 17: 22-24