“O Pai Sempre Me Ouve”
Por mais que a mente humana dê testemunho de suas formas materiais em mutação, a Realidade permanente, testemunhada por Deus, é Deus mesmo Se vendo como o Cristo-Luz em todos. E ao nos contemplarmos segundo esta visão correta, estaremos sendo o Cristo “dando testemunho da Verdade”.
Quando “extraímos” esta Verdade dentre o nevoeiro ilusório que aparenta ser a visão dos sentidos humanos , “ressuscitamos os Lázaros” envoltos em suas ataduras mortais de crenças coletivas. Este estudo é de “ressurreição de mortos”, quando partimos da totalidade e unicidade de Deus para contemplar que “Cristo é tudo em todos”, e não apenas em nós mesmos ou em alguns mais! Se o Cristo-Luz é a Vida de Deus sendo todos os seres, quando assim contemplarmos o fato em nossa suposta vida cotidiana, estaremos abrindo a porta do “sepulcro de falsidades” para “erguer os mortos” à vida eterna!
Quando mente humana registra aparências de doente, pecador, desonesto, injusto, viciado, etc., o que ali está presente, e permanentemente, é o Cristo-Luz em manifestação perfeita!Igualmente, quando ela registra “pedreiros”, “médicos”, professores”, “motoristas”, etc., o que ali está realmente presente, é o Cristo-Luz! Por isso, se a “aparência” for aceita como realidade, ela parecerá requerer enorme trabalho na reabilitação de suposto seres imperfeitos ou mortais!
“Eu sei que Tu sempre me ouves!” – disse Jesus, na “ressurreição de Lázaro”. O que estava dizendo é que “as obras de Deus são permanentes”, Deus não precisa nos ouvir! Tudo está feito! E dentro da perfeição absoluta! Porém, o que é preciso ficar claro, é que “ressuscitar mortos” não significa reerguer defuntos, mas, sim, contemplar o SER CRÍSTICO, eternamente presente, mas que, como disse Goldsmith, está “todo envolto nas camadas de ideologias humanas”. Tais camadas, como neblina, não têm poder algum quanto a tocar a Realidade que somos ou que todos são! Daí a importância das “contemplações absolutas”, em que descartamos a “mente carnal”, com suas crenças todas, por nos identificarmos com a “Mente de Cristo”. É com esta Mente que sabemos que “o Pai sempre nos ouve!” Mas nunca para “remendar aparências”, e sim para revelar que todo o “bem”, que supostamente alguém porventura Lhe fosse pedir, já É!
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Não Dê Ouvidos à Ilusão!
É comum alguém estudar a Verdade retendo consigo a crença de “tudo pelo que já passei”. Está em contato com os princípios verdadeiros, absolutos, que revelam DEUS sendo o CRISTO em SI MESMO; entretanto, bastou ver uma oportunidade, e começa a desfiar o “tudo pelo que já passei”. Esta identificação com a ILUSÃO o faz relatar sofrimentos, dores e frustrações de seu suposto “passado”, e aquilo tudo é contado com riqueza de detalhes e emoções! A pessoa acredita piamente que “passou por tudo aquilo” , e há, ainda por cima, ensinamentos ditos “espirituais” que mais ainda a associam com as “imagens hipnóticas”.
O ensinamento absolutista revela DEUS SENDO TUDO! O que significa dizer que somente é REAL , na experiência de cada um de nós, AQUILO QUE É EXPERIÊNCIA DE DEUS!
De nada valeria alguém ler um livro todo sobre O AGORA PERFEITO, em que DEUS É TUDO, concordar superficialmente com o lido, e, depois, não perder oportunidade de “puxar a ILUSÃO de volta”, com a conhecida frase: “Você nem imagina o que eu já passei nesta vida!”
Emmet Fox escreveu um artigo dizendo que as pessoas “marcam o boi que não desejam em seu curral”. Parecem sentir enorme prazer em relatar sobre “minha dor de cabeça”, “minha perna dolorida”, etc.. E isto vai puxando em foco toda a ILUSÃO de que DEUS NÃO SEJA TUDO!
“Se eu lhe contar o que já tive de passar na vida!!!” – marque bem esta frase da MENTE CARNAL! E corte-a pela raiz!Interrompa-a com veemência! Não ofereça ouvidos o tempo todo a falas ilusórias! Não acredite que “ouvir desabafos da mente carnal” seja amor verdadeiro! O amor verdadeiro é Deus reconhecido em TUDO! Portanto, corte logo frases com este teor, estejam elas aparentemente vindo de seus lábios, ou dos de outrem! Não escute ILUSÃO de quem diz “estudar a Verdade”! Corte na hora o assunto, e com toda a sua energia! A ÚNICA EXPERIÊNCIA PELA QUAL TODOS PASSAMOS, É DEUS EXPERIENCIANDO A SI MESMO COMO O EU QUE SOMOS! O resto , é palha!
Não dê corda a que lhe descrevam dramas, condições ou situações das “aparências”. AS APARÊNCIAS SÃO IRREALIDADES! Se, ao cortar a “fala da ILUSÃO”, a pessoa não concordar com o seu “corte”, deixe-a sozinha em sua identificação com o “nada”, sem que entre você junto no coletivo “esquema mesmérico”. Corte a ILUSÃO pela raiz, reconhecendo a DEUS como ÚNICO, e a EXPERIÊNCIA DE DEUS como ÚNICA! Quem se deixar a unicamente se identificar com a “Mente de Cristo”, verá, de si mesmo, o “sumiço das aparências” diante da Luz Onipresente reconhecida! Esta é a visão real do Universo! Só existe DEUS!
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A NEGAÇÃO QUE REVELA A GLÓRIA!
Jesus, negando a si mesmo como Jesus, disse: “Eu, de mim mesmo, nada faço; o Pai em MIM faz as obras’. Desse modo, livre da “crença em mais de um”, se viu sendo o TODO. E então, nesta “visão” do TODO, necessariamente teve de admitir “fazer parte DELE”, e, por sua vez, admitir SER ELE! “Aquele que me vê a MIM, vê O PAI”.
O apóstolo Paulo, seguidor do mesmo princípio crístico, e negando a si mesmo como Paulo, disse: “Não sou mais eu quem vive, Cristo vive em MIM”. O “despertar espiritual” é, na verdade, esta “negação material”. Nada há para acontecer com o “Cristo que somos”; mas há, para aparentar ocorrer, o sumiço do ilusório “eu ao lado de MIM”, tenha este “eu” o nome de Jesus, de Paulo, de João, de Maria, de Pedro, ou outro qualquer! Cada suposta “presença temporal” não passa de “sombra” sem substância alguma, enquanto de fato, em “seu lugar”, o Absoluto permanece sendo, evidenciado como TUDO, e, portanto, como o CRISTO em TODOS!
Certa vez, conversando com alguém que estudou, por seus caminhos, explicações sobre a vida, a existência e a Verdade, eu lhe disse: “A mim, só interessa a Verdade Absoluta”. Ele respondeu-me: “Não existe nada absoluto; tudo é relativo!” Como um raio, saltou-me à percepção a pergunta que fiz a ele: “Tudo é relativo A QUÊ?” E ele emudeceu! Por partirem de um ilusório referencial, sentem as pessoas dificuldade em vivenciar a Verdade que já são!
Quando repetidamente os textos dizem que devemos partir do “Referencial Iluminado”, e jamais dos “relativos”, todos fugazes e ilusórios, o suposto “outro eu” se rebela! Quer permanecer como “presença” e não admite ser “ausência”. Por esse motivo foi Jesus apedrejado! “Sendo homem, tu te fazes Deus”, disseram a ele como justificativa para o apedrejamento! Que deveriam fazer? Se não tivessem “coração endurecido”, para poderem anular a si mesmos, mostrando-se humanamente “ausentes” , estariam aceitando a VERDADE e se vendo como “deuses”. Pois foi o que ouviram de Cristo: “Sois deuses!”
Unicamente a Verdade Se evidencia permanentemente como TUDO! Quando falamos que “a premissa básica” do estudo diz que DEUS É TUDO, o que está sendo dito, é que os supostos “Jesus”, “Paulo”, e TODAS AS DEMAIS SUPOSTAS PERSONALIDADES, JAMAIS TIVERAM REALIDADE! Aquele que se discerne LIVRE da aceitação de si mesmo como humano, “acha”, e em SI MESMO, o CRISTO DESPERTO que sempre foi, é e será! Viverá esta PRESENÇA como única, sem jamais se identificar com AUSÊNCIAS. “Quem perder sua vida por MIM, a achará”, disse Jesus para “ressuscitar os mortos”. A Ciência Cristã, há décadas, vem revelando “não haver vida, inteligência nem substância na matéria”, e com o mesmo objetivo: revelar que o Ser é DEUS! E não há “outros”. Esta “negação” revela a GLÓRIA!
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Rompendo Grilhões-14
– 14 –
Captar o significado da palavra “ilusão” nos conduz naturalmente à Verdade de que DEUS É TUDO! Não poderia deixar de ser jamais! Por esse motivo, a palavra “ilusão” é somente um indicativo da Onipresença de Deus como tudo e todos. “Aquieta-te, e sabe: Eu Sou Deus”, diz o Salmo 46. Esta é a revelação absoluta dita pelo “Eu” que VOCÊ É! Unicamente seu “Eu” é realidade! Toda crença, ideia ou hipótese em contrário, é “ilusão”.
A maioria deve recordar a passagem bíblica em que Jesus disse à mulher hemorrágica que, tocando-lhe as vestes, se viu curada: “Tua fé te salvou”. Que estava ele dizendo a ela? Que ela retinha como verdade a mentira! Que retinha a “ilusão” como fato; e que, ao acreditar “tocar o Cristo”, aparentemente externo a ela, havia, de fato, tocado o Cristo internamente nela! Sua confiança no “tocar-lhe as vestes”, a fez se deslocar da “crença ilusória” para o Cristo, a Verdade, a sua real identidade, que assim foi “tocado”. “Tua fé te salvou!” – assim disse Jesus a ela, para explicar que “tocar vestes” jamais curaria inexistências, e, sim, que a fé incondicional no Cristo a teria livrado da “crença ilusória”, que aparentava existir na forma de hemorragia, e que parecia ter tido anos de duração temporal!
A Revelação absoluta é direta,e, nas palavras de Paulo, encontramos que “Cristo é tudo em todos” (Col. 3:11). Mas esta revelação deve contar com o seu total endosso! É quando VOCÊ diz, e para si mesmo, “O Cristo é TUDO em MIM”. Esta é a “fé que o salva”, e que traduz o sentido absoluto de se “tocar as vestes do Cristo”. Sem se despojar da crença material, que supostamente vincula alguém com alguma coisa “deste mundo”, faria com que este alguém, diante de qualquer aparente dificuldade, imaginasse como seria bom se pudesse “tocar em Jesus” e ser salvo! Entretanto, a Bíblia diz: “Jesus Cristo está em vós” (II Cor 13: 5). Foi por isso que Jesus não disse à mulher: “Por ter-me tocado, eu a curei!”; antes, imediatamente ele atribuiu a “cura instantânea” à fé que ela havia demonstrado! “De MIM – da VERDADE – saiu poder”, havia também dito! Eis por que é fundamental cada um reconhecer o Poder “em MIM”, no CRISTO que é TUDO em SI MESMO!
Todos os problemas ou dificuldades são puramente a “ilusão”, pretendendo ou querendo ser algo ao lado de Deus! E a chamada “cura espiritual” é simplesmente estarmos conscientes de que, ao tirarmos da “ilusão” o foco de atenção, para “tocarmos as vestes do Cristo, que é TUDO em NÓS”, estaremos realmente vivenciando a Verdade conscientemente. Este estudo se resume nisto: extrairmos TODA a atenção do suposto problema – que é sempre ILUSÃO -, focalizando-a total e convictamente no CRISTO que somos! Por isso, sem resquícios de dualidade, sem divisão de nossa existência com “aparências humanas”, cada um deverá “contemplar”, em SI MESMO, o Cristo Eterno que É! “O Cristo é TUDO em MIM” – sua “permanência” nesta Verdade constitui a própria Verdade, o que lhe possibilita dizer: “Eu Sou a Verdade”, vivendo a “vida pela Graça”, a “vida que flui livremente”, e que desconhece “grilhões”.
Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu.
E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho.
Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.
Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus.
E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.
E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos.
1 João 5:10-15
F I M
Rompendo Grilhões-13
– 13 –
Diante de “aparências ilusórias”, o que devemos fazer, é o que temos aqui sempre repetido: começar as “contemplações” a partir da aceitação da UNICIDADE e TOTALIDADE de Deus. Este é o “ponto de partida”. Entretanto, há casos em que as “sensações” da suposta mente humana insistem em nos atrapalhar neste reconhecimento em que somente estaríamos voltados a considerar a DEUS como Realidade! Ou somos puxados ao “problema”, ou somos incomodados por algum “sintoma desagradável”, pelo “latido do cão do vizinho”, etc.. Como agir? Nestes casos, precisamos reconhecer que TUDO, aparentemente se mostrando como tais “sensações”, são “percepções inexistentes”, puras “sensações ilusórias” tidas pela igualmente ilusória “mente humana”; assim, JAMAIS são percebidas ou sentidas pela Consciência iluminada que somos. Por isso mesmo é que tais “sensações” são chamadas de “sugestões hipnóticas”: apenas APARENTAM estar presentes, mas JÁ SÃO AUSENTES!
Este reconhecimento equivale a nos discernirmos “acordados durante um sonho”. O cenário completo é descartado como irrealidade, enquanto, simultaneamente, reconhecemos que UNICAMENTE o que DEUS PERCEBE, É REAL, E ESTÁ SENDO POR NÓS DISCERNIDO! Esta é a Verdade absoluta: somente DEUS existe! Somente Deus dá parecer sobre a Realidade! E Deus é o Ser que SOMOS!
Treine isto agora! De olhos bem abertos, aceite estar sendo a Consciência iluminada discernindo a Perfeição infinita! Ao mesmo tempo, em vez de se entreter com o “mundo visível”, olhe-o como “SONHO”, enquanto VOCÊ, sendo DEUS SENDO VOCÊ, não encontra como “enxergar” esta ILUSÃO. E então, reconheça que “este mundo” é um cenário IRREAL somente aparentando existir, sem que, de fato, exista! Reconheça que a suposta “mente” que o possa estar captando, ou dando realidade às suas “sensações”, é a ILUSÃO querendo dar realidade a si mesma! E que isso tudo unicamente APARENTA existir, sem que esteja, de fato, manifesto ou presente. Puro HIPNOTISMO!
Em suas obras, Joel S. Goldsmith coloca sempre um “Poodle branco”, supostamente presente no palco de um hipnotizador que fazia, com sua “sugestão hipnótica”, que uma pessoa, diante da plateia, “VISSE AQUELE POODLE ILUSÓRIO”. Unicamente a pessoa no palco acreditava na presença daquele cão, e ficava a cercá-lo, a tratá-lo, como se realmente HOUVESSE um “Poodle branco” ali! Goldsmith disse ter usado isto em muitas “curas espirituais”, lembrando, quando alguém lhe pedia ajuda como “praticista”: “Um ‘Poodle branco”! “Um NADA!”
É desta maneira que lidamos com “sugestões hipnóticas”, e é preciso achar tempo para ficarmos treinados dentro destes princípios. A única coisa que realmente vale a pena, dentre tudo mais, é “permanecermos em MIM”, para que esta “permanência” constitua, realmente, a Verdade que nos revela livres!
Continua..>
Rompendo Grilhões-12
– 12 –
Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã, declarou o seguinte: “Esforcei-me por elevar o pensamento acima da personalidade física, ou a identidade na matéria, até alcançar a individualidade espiritual do homem em Deus, na mente verdadeira, onde o mal perceptível aos sentidos se perde no bem supersensível. Esse é o único modo de abandonar a falsa personalidade”. Desse modo, ela fala do cuidado que se tem de ter, quanto a nos identificarmos com o Cristo e com a Mente de Cristo. Cuidado que temos aqui comentado requerer oração e vigília, para detectarmos o “hipnotismo coletivo”, sempre que o notarmos querendo se passar pelo Eu que somos ou pela Mente que temos, e que são o próprio Deus.
Sem dedicação à prática, este estudo não revelará o “homem renascido” ou “crucificado”, para que o Cristo em Deus seja o foco vívido de nossa Identidade “acima da personalidade física”, como disse a Sra. Eddy. O estudo é absoluto: DEUS É TUDO! Precisamos realmente partir da nossa real identidade, que é unicamente Deus sendo, e não mais endossarmos a “falsa personalidade”, que, não apenas é falsa, mas irreal: uma ILUSÃO se fazendo passar por quem somos! Portanto, nossa “permanência” nos princípios revelados, pela expulsão das crenças no sentido de discernirmos o Ser que somos como JÁ ACIMA DELAS, na condição absoluta de SER O ABSOLUTO, nisto consiste a chamada “Ascensão”. Não deixaremos de notar as ideias e pensamentos do mundo; entretanto, estaremos ACIMA DELES, assim como o céu está acima dos oceanos, sem jamais se perturbar pelo constante agitar de suas águas.
Que é “elevar o pensamento acima da personalidade física”, a que se esforçou Mary Baker Eddy em fazer? É o reconhecimento radical e puro de que “somos o que Deus É”; e este reconhecimento precisa ser mantido com perseverança, com a profunda alegria de sabermos que não somos seres humanos, não somos dotados de mente humana, não acreditamos em “mente ilusória” e sempre somos “Aquele que era, é e está por vir”, ou seja, o permanente Eu Sou, que desconhece “algo” ou “alguém”, ao lado de SI MESMO, como realidade!
Outro cuidado que se deve ter, é quanto a leituras de ensinamentos com o “referencial na ilusão”. De que adiantaria alguém se dedicar em profundas “contemplações” de reconhecimento de que “Deus constitui sua real e única identidade”, para, em seguida, novamente voltar a oferecer “pulso a novos grilhões”? Voltar a se entulhar com ideias e pensamentos de autores que outra vez o coloquem de alguma maneira vinculado com a ilusória “vivência humana”? Esta “mania mesmérica” precisa ser detectada, ou a pessoa sempre estará anulando os próprios passos dados! Não será preciso ler quinhentas páginas de um “novo autor”, para verificar se o seu “referencial” é absoluto ou não! E, se não for, perder tempo com tais leituras seria dizer “amém” ao mesmerismo! DEUS É TUDO! “Eu Sou Consciência Iluminada!” Este é o “Referencial Iluminado”, o “ponto de partida” que é, também, nosso “ponto de chegada”. Diga a ele “Sim, Sim!”, e, ao fraudulento “Referencial da Ilusão”, diga imediatamente “Não! Não!”
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Rompendo Grilhões-11
– XI –
As recomendações das Escrituras são para que “permaneçamos em Mim”, na percepção de que “o Eu, que Eu Sou, é Deus”, razão pela qual é dito: “Orai e vigiai sem cessar”. Isto não significa que iremos nos tornar monges, afastados de tudo e de todos, mas, pelo contrário, que praticaremos efetivamente a Verdade que estudamos e que somos. Para isso, já vimos que a “Prática do Silêncio” é fundamental, pois, é através dela que nos dedicamos ao reconhecimento de que “estamos em Deus” e jamais em “mundo material”. É preciso haver uma clara dedicação à percepção destas Verdades, uma vez que elas são realmente verdadeiras. Não existe matéria! Toda aceitação de que o “mundo material existe”, fará com que alguém aparentemente se deixe influenciar por esta falsa “crença coletiva”, e ela o fará agir mecânica e hipnoticamente em busca de supostas “realizações materiais”, em vez de ser “testemunha” do fluir espontâneo e livre da Verdade que ele já É. Em outras palavras, terá se esquivado de “permanecer em MIM”.
“Trabalhai pela comida que não perece”, disse Jesus. E este “trabalho” é nossa dedicação em praticar a Verdade de que DEUS É TUDO! A “Prática do Silêncio” é a parte “orai sem cessar”, da recomendação bíblica; o “agir pelo não agir” é a parte “vigiai sem cessar”. As contemplações precisam encontrar endosso em nosso dia a dia, para que não ocorra, por exemplo, de alguém “contemplar SER tudo que Deus é”, para, logo em seguida, se achar habitante de “mundo material”, e correndo atrás de emprego, dinheiro, pessoa, condição, cura, progresso, realização e demais “formas” do NADA! Não existe mundo material!
Quando é revelado que DEUS É TUDO, deve ser entendido que DEUS É TUDO! Quem meditar e logo sair atrás da “comida que perece”, estará unicamente iludindo a si mesmo! O que não significa inatividade! A semente não corre atrás de frutos “deste mundo”; porém, ela “contempla” a árvore que essencialmente ela já É, e “vigia” para que haja o seu “desabrochar” a partir de si mesma! Desse modo, podemos dizer que “a semente permanece NELA MESMA”, sem se iludir em buscar “partes” de seu projeto no ilusório “mundo da materialidade”. Assim como a árvore que “ela deseja ser” já é a árvore pronta em si mesma, o Deus Absoluto, que supostamente “alguém deseja ser”, já é o DEUS PRONTO em Si mesmo! E se alguém somente se der conta disso após ler estas linhas, significa que, mesmo dizendo já ter lido e concordado com a premissa básica, de que DEUS É TUDO, não teria ERRADICADO a ilusória crença de que “tem alguma coisa a encontrar ou buscar no NADA MATERIAL! Não teria ainda acreditado, de fato, que “este mundo é do pai da mentira”, um tremendo “trote”, aceito coletivamente como se fosse realidade!
Enquanto você não desmantelar a “crença” em “mundo material”, não romperá os grilhões que hipnoticamente o levam a se apegar a NADAS!
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Rompendo Grilhões-10
– X –
“Deus está mais próximo do que nosso fôlego, mais perto do que nossas mãos e nossos pés” – escreveu um poeta místico. De fato, Deus é quem somos, a Consciência que temos de existir e de simplesmente “ser”. Esta noção de estarmos próximos mais de Deus do que de nosso “fôlego”, de fato, é mesmo um toque poético revelador de nossa real e única identidade. Há uma crença coletiva de que estamos separados, apartados e mesmo distantes de Deus, crença FALSA que veio sendo ampliada pelas próprias religiões, através de suas pregações a respeito de “pecados”, de “queda do homem”, de “salvação do homem” etc.. Entretanto, resumindo tudo, há uma ILUSÃO de que “DEUS NÃO SEJA TUDO”. Por isso, nossa premissa básica parte desta Verdade, descartando como possibilidade toda ideia que possa nos levar aos ilusórios pensamentos da suposta mente humana.
Os princípios que “impersonalizam” e “nadificam” a ILUSÃO nos auxiliam a entender esta nossa “proximidade com Deus” – UNIDADE – durante a “Prática do Silêncio”. Eles trabalham em conjunto com a direta percepção de que “somos Consciência iluminada”. Que fazemos, durante as contemplações da Verdade? Reconhecemos a natureza de Deus como sendo TUDO, incluímos nesta totalidade o Ser individual que somos, que é a nossa “proximidade” absoluta de Deus, enquanto descartamos todo envolvimento com a ILUSÃO, vendo-a “DISTANTE DE NÓS”, assim como distante do observador, em nossa analogia, estavam as “nuvens” que dele ocultavam a luz e o brilhar do Sol. Isto seria a “impersonalização”. E a “nadificação” seria reconhecermos que as “nuvens ilusórias” eram “miragens” e jamais “nuvens verdadeiras”, uma vez que, em Deus – que é TUDO – não há “trevas”, não há “nuvens” que Lhe encubram a Luz onipresente, e que, portanto, as supostas “nuvens ilusórias” jamais existiram! É desta maneira que estes princípios de O Caminho Infinito podem ser empregados em nossas “contemplações”. Por isso aqui vem sendo repetido que “Deus é o Observador, é o Observado, e é TUDO que há entre Observador e Observado”! DEUS É TUDO! ILUSÃO É NADA!
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Rompendo Grilhões-9
– IX –
Todo este estudo está fundamentado na “Prática do Silêncio”. Já foi dito que o tempo livre que dispusermos, afora as atividades cotidianas comuns, deverá ser empregado na “contemplação dos princípios absolutos”, caso alguém realmente deseje vivenciar o Absoluto. Jesus disse: “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus”, e, aquele que assim fizer, em dedicadas contemplações daquilo que sempre É, notará que sempre disporá de tempo para se dedicar ao estudo, pois, verá refletido, em suas atividades comuns, a ordem e a harmonia como “bens acrescentados”, que substituirão os atropelos e confusões mostrados na “ vida das aparências” daqueles que pouco meditam.
Nas contemplações, o ponto de partida é nosso reconhecimento da unicidade e totalidade de Deus. E também a aceitação plena de que “tudo que Deus É, é permanente”. Em vista disso, vale reconhecer, logo de início, que estaremos começando a meditar já estando em Deus, e nunca “saindo do mundo” para “entrarmos em Seu Reino”. Tão logo iniciemos as contemplações, devemos reconhecer que “estamos no Reino de Deus e que, por esse motivo, o início e o término da “Prática do Silêncio” contam com Deus sendo a nossa Presença, sem que nada se altere, cure ou se modifique! Em outras palavras, não meditaremos a partir de alguma “condição imperfeita” para encerrarmos a meditação acreditando em “outra condição” supostamente “corrigida”. Somente existe Deus! E isto significa dizer que “somente existe a Perfeição permanente! Partimos da Perfeição e unicamente a contemplamos, chegando ao final da contemplação entendendo que unicamente esta Realidade existe e está presente sempre.
Como Deus é TUDO, temos visto que “somos Consciência iluminada”. Consciência é Substância concreta, ou seja, a Consciência, sendo a Substância perfeita onipresente, discerne a Si mesma como Perfeição absoluta em toda parte. Isto precisa ser reconhecido! Não nos basta apenas afirmar que “Eu Sou Consciência Iluminada”; por outro lado, como já vimos anteriormente, também não há sentido em dizer que “algo precisa acontecer” para que esta afirmação seja verdadeira! Já É! Porém, precisamos reconhecer os fatos presentes, sem nos prendermos ao que a ILUSÃO chama de “acontecimentos”. Só dando um exemplo, já me perguntaram se eu acreditava “haver vida em outros planetas”. E a pergunta vinha de quem já tinha conhecimento de que a Vida é Deus, e, portanto, onipresente! Mas o “fato ilusório” de que há “mundo material” prevaleceu, dando origem à descabida pergunta! Consciência é Vida onipresente! Onde quer que nossa atenção se fixe, em termos de Realidade espiritual, ali há Deus, a Substância inteligente VIVA, perfeita e permanente! Portanto, tal pergunta é totalmente absurda, e revela que a sua autora somente poderia ser a “mente ilusória”.
“Eu Sou Consciência iluminada” – eis o “ponto de partida” nas contemplações absolutas, fundamentado na unicidade e totalidade de Deus! Iremos contemplar que a Consciência é a Substância universal infinita, que é a Substância inteligente de todas as Formas espirituais e permanentemente perfeitas; e, em caso de nossa analogia do “Sol em dia nublado”, seria reconhecermos que a Consciência iluminada que somos, é a Substância inteligente que imutavelmente Se contempla como Observador, como o Observado e como o “espaço” entre os dois. É desse modo que descartamos a “nuvem de ilusão” que aparenta existir na forma de “condição imperfeita”. Não há divisão na Consciência iluminada infinita! Esta Consciência é Deus sendo Tudo! Está sendo seu Eu, está sendo o Eu que aparentemente “lhe pediu ajuda”, e está sendo o que há “entre os dois”, uma vez que TUDO, DE FATO, É INDIVISIVELMENTE UM!
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Rompendo Grilhões-8
– VIII –
Apesar de não existir uma fórmula ou receita para a “Prática do Silêncio”, o que podemos considerar é como dar início a elas, a partir de princípios absolutos que nos auxiliem a cortar o suposto envolvimento com o “mundo de aparências”, que é uma ILUSÃO. Desse modo, ficamos livres para nos ater à Realidade eterna através de uma identificação total com Deus. A Bíblia explica que “vivemos com o Cristo oculto em Deus”, isto é,sempre somos “expressões individuais” de Deus no próprio Deus, como cada gota é “expressão individual” do oceano no próprio oceano.
Somos Consciência iluminada, por sermos “o Cristo oculto em Deus”. A Consciência Crística, portanto, não é outra, senão a própria Consciência divina, única e infinita, discernida como Oniação em cada Ser individual. Quem acha difícil afirmar “Eu Sou a Consciência iluminada”, pode afirmar esta Verdade de outra maneira: “O Pai em MIM é a Consciência iluminada que Eu Sou”. Este é um artifício para driblar a “mente ilusória”, que resiste à Verdade e nos apresenta sua “lógica mesmérica” de que “afirmações mentais” são sem valor, sem que “algo aconteça em nosso interior”. TUDO JÁ ESTÁ ACONTECENDO EM NOSSO INTERIOR! DEUS É TUDO!
Como já escutei esse tipo de argumento! “Não afirme uma Verdade sem a ter experienciado!”, ou, “De nada adianta você afirmar que é Deus, sem ter tido esta experiência!” De inúmeras formas já ouvi esta “fala da ilusão”, e, infelizmente, ela aparece inclusive na voz de muitos autores renomados! Autores que dizem que “Deus é Tudo”, mas que não adianta afirmarmos que “Eu Sou Deus” sem experienciar o fato! A pergunta é: Se Deus é Tudo, QUEM não está experienciando o fato? Jesus disse; “Aquele que me negar diante dos homens, eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus”. Estava nos prevenindo justamente quanto a isto! Quanto ao falso julgamento pelas aparências, onde “sugestões hipnóticas” acabam sendo aceitas como fatos verdadeiros, enquanto o tempo inteiro, unicamente DEUS estaria sendo a Atividade onipresente!
Aquele que parte do “Referencial da Ilusão” , realmente, achará um absurdo afirmar “Eu Sou Consciência Iluminada”; mas aquele que parte do “Referencial Iluminado”, por sua vez, achará uma blasfêmia alguém afirmar não ter a Consciência de Deus! Seria uma negação da Onipresença da Consciência perfeita! Por isso, é de vital importância conhecer os princípios absolutos e neles nos firmarmos, sem jamais darmos ouvidos à “voz da ilusão”. Quando Jesus disse: “Eu, pela carne, a ninguém julgo”, expunha um princípio universal, isto é, “se alguém o avalia segundo a mente carnal, fuja de sua avaliação!” Este “alguém” é a ILUSÃO!
DEUS É TUDO, razão pela qual está revelado que “o Pai a ninguém julga!”. A “quem” julgaria? Cabe, àquele que estuda a Verdade, partir da totalidade de Deus, partir da Consciência infinita sendo a dele, e partir do “julgamento justo”, honrando a SI MESMO como honra o Pai. Este é o enfoque absolutista empregado por Jesus, ao afirmar taxativamente: “Aquele que me vê a MIM, vê o Pai”. Desse modo, a primeira coisa a ser feita, em suas “contemplações, é VOCÊ dizer a si mesmo: “Aquele que me vê, vê o Pai! Desse modo, vê em MIM a Consciência iluminada que EU SOU! E não existe NINGUÉM que não me veja assim!”.
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Rompendo Grilhões-7
– VII –
O nosso cenário real e permanente é sempre o Reino de Deus. Não existe “mundo material”. Por isso, é muito importante que todos os passos da analogia do Sol sejam profundamente compreendidos. E que também você disponha de tempo suficiente para dedicar à “transferência” dos elementos da analogia para os ilusórios problemas da “aparência”. Não poderá fazer isso em segundos, a não ser que seja um dedicado “praticista de cura espiritual” , já conscientemente vivendo ininterruptamente no “Referencial iluminado”. Nesse caso, a solução poderá até ser instantânea! Porém, se sua vida for dividida entre estes estudos e demais atividades profissionais comuns, certamente as várias concessões obrigatoriamente feitas ao mundo novamente o envolverão com suas “nuvens ilusórias”. Daí a importância de aproveitarmos ao máximo o tempo livre que tivermos, e também a importância de bem sabermos o conteúdo dos princípios a serem usados, pois, desse modo, tão logo entremos na “Prática do Silêncio”, já nos lembraremos de “subir de cima para baixo”, isto é, de partir de DEUS como TUDO e da Verdade suprema de que SOMOS CONSCIÊNCIA ILUMINADA! Esta Verdade é nosso “ponto de partida”: “EU SOU CONSCIÊNCIA ILUMINADA!”
Continua..>
Rompendo Grilhões-6
– VI –
Já vimos a diferença entre as “nuvens” da ilustração, que surgiram entre o observador e o sol por ele observado, em dia ensolarado, e as “nuvens ilusórias”, que somente aparentam surgir e nublar a visão da Realidade divina resplandecente. Foi dito que, se na ilustração, as nuvens eram presenças, no caso real, em que elas “aparentam existir”, tais “nuvens” são, de fato, “ausências”, uma “ilusão”, uma vez que Deus é TUDO e, por instante algum, deixaria de ser TUDO. Esta percepção, de que a “ilusão é nada”, praticada durante as “contemplações”, é o que Goldsmith chama de “Princípio de nadificação do erro”. Ele atua juntamente com o “Princípio de impersonalização do erro”, e o entendimento pleno desta analogia do Sol em dia nublado faz com que estes princípios possam realmente ser empregados eficazmente, deixando de apenas serem lidos teórica e intelectualmente, o que, no caso, não teriam valor algum!
Há autores absolutistas que não aceitam estes princípios, afirmando que “não existe erro”, e, portanto, nada há para se “impersonalizar” ou “nadificar”. No meu entender, apesar de estarem eles corretos, uma vez que DEUS É REALMENTE TUDO, estes princípios somente endossam o Absoluto, pois, em instante algum dão a entender que “ilusão” não seja “ilusão”. Pelo contrário, diante da “ilusão” – e que é ilusão mesmo – eles facilitam-nos a fazer este reconhecimento, conduzindo-nos serenamente à prática da Verdade Absoluta de que “somente existe Deus”. É evidente que, se alguém encontra facilidade em descartar a “ilusão” sem precisar destes princípios, não haverá razão alguma para utilizá-los. Mas, em minha opinião, acho fundamental conhecê-los e entendê-los a fundo, principalmente quando estamos realmente decididos a resolver as questões da vida por meios espirituais.
Voltando à nossa analogia, se as “nuvens” deste mundo deixam o “dia nublado”, as “nuvens da ilusão” não têm o mesmo efeito, no que diz respeito ao “Dia Absoluto”, que é eterna e constantemente LUZ! Nós vivemos sempre o “Dia absoluto”, invisível aos supostos sentidos humanos. Que faz “parecer” que as “nuvens da ilusão” escondam-nos a Perfeição permanente, levando-nos a crer que “imperfeições existam”? NADA! Esta é a resposta! Por que O Caminho Infinito diz para jamais levarmos às meditações nomes de pessoas, de supostas doenças ou de problemas? Porque seria “arrastar nuvens inexistentes” à nossa percepção, enquanto o que deveríamos fazer seria “contemplar” a presença de DEUS sendo o Eu que somos, o Eu que o suposto “outro” igualmente é, e o que existe” entre os dois – que na verdade são um – como temos visto aqui. Em outras palavras, deveríamos contemplar a ONIPRESENÇA DIVINA, a UNIDADE , única Realidade permanente em expressão indivisível, iluminada e infinita!
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Livro Relançado
Rompendo Grilhões-5
– V –
Passemos a um exemplo prático de aplicação da Verdade de que “o erro é impessoal”. Vamos supor que, aparentemente, víssemos alguém levando um tombo e, por causa dele, estivesse a gemer e a reclamar sentir dores por todo o corpo. Estudamos a Verdade de que DEUS É TUDO! Que seria esta imagem em três dimensões em que figura a pessoa naquela situação? Esta imagem, em nossa analogia, seria a “nuvem”. Quem estaria sendo o EU em nós, naquele momento? DEUS! Quem estaria sendo o EU naquela pessoa, aparentemente levando um tombo? DEUS! Que estaria existindo entre o EU que somos e o EU observado? DEUS! Este é o sentido de que “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”. DEUS É TUDO! Este reconhecimento de que nós, como observadores, somos a Onipresença manifesta como Observador, de que o suposto “outro”, por nós observado, é a Onipresença manifesta como observado, de que o que há, entre “quem observa” e “quem é observado” é a Onipresença em que todas as Formas eternas e perfeitas Se manifestam, é o “permanecer em MIM”, citado por Jesus, ao afirmar: “Aquele que permanecer em MIM – em DEUS COMO TUDO – conhecerá a Verdade e Ela o libertará”.
Quando nos volvemos radicalmente da “nuvem com o problema” – aparência – para a Realidade da percepção correta e permanente de que “a nuvem a é impessoal”, uma vez que Deus é TUDO – quem observa , quem é observado e o que há “entre os dois” -, deixamos de associar qualquer Ser em existência com a ILUSÃO! Desse modo, teremos praticado o “Princípio da impersonalização do erro”, pelo entendimento de que a ilusão aparece como pessoa , mas é impessoal. Como na analogia do Sol, a ilusão, como a “nuvem”, jamais afeta quem observa ou quem é observado! Ao mesmo tempo, aplicamos o “Principio de nadificação do erro”, desprezando a “nuvem formada de nadas” pelo reconhecimento da real presença divina em seu lugar. Assim, a contemplação se torna absoluta: Deus Se contemplando como “observador”, como “observado” e como “o que há entre os dois”.
De fato, tudo é UM, tudo é DEUS! E isto é permanente! Em vista disso, se houver a pretensão de “curar quem levou o tombo”, isto será pretender “mexer com a nuvem”, ou seja, acreditar ser ela real; e, nesse caso, não estará sendo praticado princípio absoluto algum!
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Rompendo Grilhões-4
– IV –
Quem se detiver em praticar o que está aqui sendo dito, entenderá o significado do “princípio de impersonalização da ilusão” , tão repetido por Joel. S. Goldsmith nas obras de O Caminho Infinito. O erro é impessoal, diz a Ciência Cristã; e Joel S. Goldsmith, após deixar a Ciência Cristã e passar a apresentar independentemente as suas obras, destacou sobremaneira esta Verdade, chamando-a de “Princípio de impersonalização do erro”. E como o “erro é ilusão”, o Caminho Infinito simultaneamente o desmascara como sendo “nada”, dando a este segundo princípio o nome de “Princípio de nadificação do erro”.
Estes princípios são exaustivamente repetidos em suas obras, mas, o entendimento sobre como empregá-los parece não ter ficado bem claro para muitos de seus leitores. Constantemente me perguntam sobre o sentido pleno de se “impersonalizar e nadificar o erro”. No meu entender, esta dificuldade de compreensão vem do fato de O Caminho Infinito não ser absolutista e, portanto, não partir unicamente do “Referencial Iluminado”. Como ele parte da “existência humana”, quando expõe princípios que são absolutos, a pessoa, que deveria estar sendo vista “como Deus”, e não como “praticista”, se sente sem base para a prática dos mesmos.
Para que a utilização destes princípios fique bem esclarecida, passemos a focalizá-los em associação com o estudo absolutista. Para isto, voltemos à analogia do “Sol em dia nublado”. Já vimos que esta ilustração retrata a imutabilidade do observador e do observado, ou seja, o que se altera, no “dia nublado”, é o surgimento de nuvens! O mesmo Sol e o mesmo observador, presentes no “dia ensolarado”, são aqueles igualmente presentes no “dia nublado”. Portanto, se desconsiderarmos as “nuvens”, a situação será vista como imutável ou permanente. Que seria “impersonalizar as nuvens”? Seria ter a seguinte percepção: As nuvens nada têm a ver comigo, o “observador”, nem com o Sol, o “observado”. É este o significado deste princípio, que garante ser “o erro impessoal”. De nada adiantaria alguém ficar lendo cinquenta livros de Goldsmith, sem entender, e com muita clareza, como praticar os princípios que tanto ele enfatiza, e por falta de entendimento do seu significado!
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Rompendo Grilhões-3
– III –
Quem já viu o Sol brilhando no céu não terá dificuldades em “intuí-lo” como estando de igual maneira em dia nublado. Que seria “contemplar o Sol” em tal condição? Seria o observador reconhecer que não houve alterações nem no Sol nem tampouco nele próprio! Apenas apareceram “nuvens” entre os dois!
Analogamente, enquanto a Luz da Realidade aparentemente é vista como ausente, devido às “nuvens da ilusão”, tanto o Universo de Luz como a sua Consciência iluminada, que o discerne permanentemente, jamais se alteram! Tudo É! E esta constância é eterna. Esta Verdade precisa ficar bem marcada e da seguinte maneira: Deus e as obras de Deus são permanentes! Isto lhe garante estar VOCÊ SEM ILUSÃO; e igualmente, garante que AQUILO que VOCÊ estiver observando, é SEM ILUSÃO! Como TUDO É UM, isto garante, ainda, que VOCÊ E O OBSERVADO SÃO UM!
Esta é a Realidade discernida constantemente pela Mente divina SENDO a “sua”. E é a Verdade revelada por Jesus, quando disse: “Dei-lhes a glória para serem um, perfeitos em unidade” (João 17: 22).
Que poderíamos ouvir, após a exposição desta analogia? Que ela não é perfeita, uma vez que a “mente” que já tinha visto o Sol em dias sem nuvens saberia, de fato, intuí-lo em dia nublado; porém, como intuiríamos aqui e agora o Reino de Deus, ou a Realidade iluminada, “encoberto pela ilusão”, se não a temos registrado tal como era, “antes do surgimento da ilusão”? Com efeito, a questão assim levantada pode nos parecer bastante lógica; mas, o importante e o que deve ser entendido, é o seguinte: as “nuvens”, da ilustração, eram “presenças” que atuavam como “barreiras” a impedir a visão plena do Sol em dias nublados; mas as “nuvens da ilusão” são “ausências”, e não “presenças, não existindo, portanto, “barreira alguma” que realmente impeça alguém de “contemplar” a Verdade. Esta é a sutil diferença entre a situação apresentada pela ilustração e a situação real que ela representa! E é uma diferença que, entendida, “desfaz a ilusão”.
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Rompendo Grilhões-2
– II –
O que a suposta “mente humana” capta é inteiramente ilusório! Não há sentido algum em alguém dizer que “estuda a Verdade” e se posicionar no suposto “referencial da mentira”. Sua Consciência já é DEUS! Ninguém é “mais Deus” do que seu “EU”. Cale toda CRENÇA em contrário para sempre! Diga a ela: “Cala-te, Satanás!” E entenda que, de fato, a calou definitivamente! O que a Consciência capta é Luz onipresente, e esta LUZ é que, SENDO VOCÊ, ESTÁ CAPTANDO A SI MESMA AGORA! É por isso que “VOCÊ É A LUZ”. Alguém poderia dizer: “Sim? Então por que eu não vejo isto?” A resposta é: “Porque você acredita ver o que a “mente humana” vê. Mas a Verdade é que VOCÊ VÊ O QUE A MENTE DE CRISTO, EM VOCÊ, VÊ!”
Enquanto este REFERENCIAL não for trocado, você estará entre aqueles a quem Jesus se dirigiu, dizendo: “Tendes olhos, mas não vedes!”
Quando isto é posto desta maneira, é comum ouvirmos a seguinte pergunta: “Mas, de que adianta eu” mudar de referencial” , afirmar que “tenho a Mente de Cristo”, se continuo vendo a mesma coisa? Um mundo material?” Esta “mudança de referencial” não significa meramente usar um “sinônimo” para a ILUSÓRIA mente humana! É você ACEITAR que, tendo em vista o FATO de que a MENTE DE DEUS é onipresente, que ELA é a SUA ÚNICA MENTE em expressão, ao “trocar o referencial” o que estará fazendo será “DEIXAR DEUS VER A VERDADE” COM A MENTE DELE SENDO A SUA! Jamais mente ilusória discernirá a Realidade! Por outro lado, por ser ela ILUSÓRIA, o que EXISTE, aqui e agora, é unicamente a Mente REAL! E QUE JÁ É A SUA E A DE TODOS! Este “estudo” é VOCÊ PARTIR DISSO, e não da cega MENTE QUE NÃO EXISTE!
“Trocar de referencial”, portanto, é VOCÊ PARTIR DA VERDADE; MEDITAR COM A ADOÇÃO PLENA DESTE PRINCÍPIO: “A MENTE DE DEUS, SENDO A ÚNICA, É DEUS DISCERNINDO A SI MESMO COMO A MENTE QUE “EU SOU”, AQUI E AGORA!
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Rompendo Grilhões-1
– I –
Como as pessoas se julgam “mente humana” percebendo algo, em vez de se julgarem “Mente divina” consciente da Verdade, quando dizem “estudar a Verdade” , acabam incluindo este estudo na ilusória “programação humana”. Desse modo, em vez de romperem com os “grilhões de crenças falsas”, neles incluem também o estudo! E é quando escutamos que “o estudo é feito por etapas”, que algum “mestre” nos abre a consciência, que esta consciência é aos poucos desenvolvida, etc.. Que está por trás disso tudo? A ILUSÃO! A crença mesmérica de que somos “mente humana” e não a Consciência iluminada!
Quando os discípulos de Jesus lhe manifestavam parecer humano, dele escutavam:”Cala-te, Satanás!” Via neles unicamente a Consciência iluminada, considerando-os já em Deus, e sendo Deus! E este procedimento deve ser o procedimento do CRISTO QUE VOCÊ É, diante de pontos de vista ILUSÓRIOS sobre a Existência, sobre o mundo, sobre você ou sobre quem quer que seja, lançados pela suposta “mente humana” em sua direção. Tão logo você adote a premissa de que DEUS É TUDO , o que deverá fazer é adotar igualmente o “Cala-te, Satanás” como bandeira, ordenando, realmente, que sejam imediatamente caladas as crenças fraudulentas “deste mundo”.
Caso lhe chegue, por exemplo, um pensamento: “Estou me sentindo mal”, é óbvio que ele não tem origem na Verdade! Que fará com ele? Dirá o que diz o Cristo, frente à ILUSÃO: “Cala-te, Satanás!” E muito consciente, com isto, de que não estará calando “demônio” nenhum, mas tão somente anulando uma SUGESTÃO HIPNÓTICA ! DEUS É TUDO!
Mas é principalmente neste estudo que esta atitude radical precisa ser tomada! E isto quando lhe vem a SUGESTÃO de que “você está apenas começando a estudar a Verdade”, que os “mestres” estão muito adiantados à sua frente, neste estudo, ou que, se você for ao Oriente meditar com o “Swami Qualquer Coisa”, você se iluminará, etc.. É impressionante como há pessoas que dizem “estudar a Verdade” e ficam somente alimentando crendices ilusórias como estas, e que unicamente lhes ocultam conhecer o que JÁ SÃO!
Enquanto você endossar estas CRENÇAS COLETIVAS, a premissa DEUS É TUDO ficará somente na teoria! Esta premissa é a VERDADE EVIDENCIADA JÁ! DEUS É TUDO! E, PORTANTO, É TUDO COMO VOCÊ!
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