COMENTÁRIOS
Dárcio
Quando alguém entra em contato com um ensinamento espiritual, logo o associa com seu mensageiro. Este texto,”Curando Feridas”, da Ciência Cristã, é muito bom; mas quero aproveitá-lo para fazer uns comentários. Ele é apenas um, dentre vários outros, em que a Sra. Eddy é citada como Líder, como “melhor seguidora de Jesus”, etc. A própria Sra Eddy se posicionou como Líder dessa forma, ao instituir as normas da Ciência Cristã. Entretanto, por mais que um mensageiro tenha valor, jamais deve ser glorificado ou enaltecido! Unicamente DEUS é Realidade; toda revelação é de origem divina, se for legítima. Sendo isto óbvio, não há motivo algum para desfocarmos a atenção da Fonte única para supostos líderes, mestres ou instrutores “deste mundo”.
Além desse lado, de deixarmos “toda glória com Deus”, devemos permanecer atentos ao Mestre verdadeiro, o “Cristo que somos”, pois, através dessa atenção, detetamos falhas possíveis de serem encontradas em cada ensinamento. Dificilmente há ensinamentos cem por cento perfeitos, e onde a opinião pessoal de algum mensageiro for exposta, aquilo deverá ser sempre muito bem avaliado pelo “Cristo que somos”, ou então, abraçaremos tais erros, confiando que “algum líder” esteja sempre certo em tudo o que diz.
Quando os princípios espirituais são colocados, é mais raro acharmos estes erros; mas, quando pontos de vista de um autor são também expostos, devem ser lidos com cuidado e não com cega aceitação. Já encontrei, por exemplo, falhas diversas na Ciência Cristã, na Seicho-No-Ie, e no Caminho Infinito, quando “opiniões pessoais” eram explicitadas ao lado dos princípios exatos da Verdade.
Podemos e devemos aceitar e confiar nos princípios absolutos ensinados, mas jamais devemos acreditar que algum suposto “mestre deste mundo” esteja certo em tudo o que diz. Por isso Jesus disse que “unicamente o Cristo” é Mestre, o Cristo que é DEUS em cada um de nós! Desse modo, se um autor errar, não seremos seguidores em seus erros. Huberto Rhoden, por exemplo, tirou de circulação várias de suas obras, desejando ainda fazê-lo com tantas outras, por ter tido, após publicá-las, um esclarecimento espiritual maior sobre os temas que havia abordado! E podemos imaginar quantos não foram seus seguidores, que cegamente se deixaram levar por tudo aquilo que havia sido publicado!
Quanto mais absoluto for um texto, menos condições de conter falhas ele terá! Esta é mais uma razão para adotarmos ensinamentos radicalmente absolutistas.
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