“Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.”
Salmos, 139: 12
Para o Sol não há noite ou dia: há sua luz brilhando, constantemente. A Bíblia, citando a Realidade divina, diz que “noite e dia são iguais para Ti”. O Ser que somos é Luz constante! Não há vínculo com “aparências”, e todo apego a elas é fruto de uma ilusão. Por este motivo, nosso referencial de existência é o ILUMINADO e nunca o das “sombras mutáveis” supostamente captadas pela mente humana.
Os momentos de meditação contemplativa são aqueles especialmente destinados para nos posicionarmos corretamente diante de nosso Ser divino! É quando nos vemos sendo o Eu iluminado em sua manifestação esplendorosa e perfeita! Nada das “aparências” significa alguma coisa que nos diga respeito! É por isso que a aceitação radical de que DEUS é o EU QUE SOMOS, é vitalmente importante neste estudo! Quanto menos você se associar com “aparências visíveis”, mais estará no processo do “morrer diário” citado por Paulo, que culminou em sua declaração gloriosa de ser O CRISTO! Este processo de “renascimento” em nada altera o Eu que somos, e que é permanentemente o Cristo “oculto em Deus”; como ilustra a filosofia oriental, é um processo semelhante à remoção contínua das cascas de uma cebola – crenças falsas- que revela o Ser glorioso, que já está consumado, aparentemente oculto por todas elas.
O estudo absolutista nos conduz diretamente à Essência absoluta, ou seja, à cebola sem nenhuma casca! Por isso, não admite a “ilusão” como algo a ser removido, mas como o “nada” já ocupado pelo TUDO, que é Deus! Importa que nosso “ponto de partida” seja sempre a presença de Deus sendo o Eu que somos! “Eu Sou o Caminho”, disse Jesus, definindo com clareza que o foco ou referencial é divino e consumado!
Contemple-se como “cebola sem nenhuma pele”, concluindo que o que resta, em termos de percepção, é unicamente o “vazio” de crenças falsas, ou seja, Deus Se discernindo como seu o Eu!
Se o Universo está consumado e preenchido por Deus, esta permanência da Existência divina exclui a possibilidade de haver “outra substância” como matéria-prima de algo real. É por isso que os estudos apontam o Verbo divino como única Substância já evidenciada, aqui e agora! Não existe “outra matéria-prima”, senão a espiritual. “Sem o Verbo, nada do que foi feito se fez”, diz o Evangelho de João.
Qualquer suposto sentido que capte “outra Substância”, sem que esta seja divina e perfeita, é fictício! Assemelha-se a uma “substância” supostamente percebida por um sonhador nas imagens ilusórias de seu sonho! Tal “substância” jamais esteve presente como realidade, e apenas lhe dava a impressão de ser existência verdadeira em virtude de ele não estar desperto.
Enquanto alguém acreditar nas “imagens deste mundo”, estará dando realidade à ilusão de que “um sonho é realidade”. É por esse motivo que as meditações contemplativas jamais levam em conta as “aparências”, em termos de estarmos meditando para melhorá-las ou adequá-las a vontades pessoais de “sonhadores”. “Desperta, tu que dormes, e a luz de Cristo em ti brilhará”, diz a Bíblia. Quando “este mundo” for entendido como “sonho sem substância”, as crenças em nascimentos, mudanças e mortes ficarão sem a sua sustentação ilusória, Deus será discernido como TUDO, a Substância única será vista como Evidência onipresente, e a Verdade estará conhecida! Em outras palavras, “conhecer a Verdade” significa simplesmente “desconhecer a ilusão”.
Quando, inesperadamente, surge uma “aparência indesejável”, neste exato instante você deve evitar de se deixar levar por seus quadros, isolando-se deles internamente e ficando apenas de espectador. “Congele” a imagem ilusória internamente! É dessa forma que o “fluxo da ilusão” é cortado, e você fica em sintonia com a Harmonia da Realidade absoluta.
O apóstolo Paulo disse o seguinte: “O que se vê procede do que não se vê”. Por isso, se o que for “visto” for tirado de atenção, para ficarmos discernindo o “não visto”, as “aparências” não terão nutrientes fornecidos por nós para se conservarem desarmônicas! A visão nossa, tirada delas e posta na “perfeição invisível”, equivalerá a “cortarmos o mal pela raiz”.
Portanto, sejam quais forem as “miragens”, apenas remova delas toda a atenção, serenize a mente e contemple o que “não se vê”, ou seja, a “Perfeição absoluta”, invisível para a ilusória mente humana. É desse modo que “o que não é visto” passará a “ser visto”, mas, a partir de então, como “aparências” de harmonia.
Lutar contra as imperfeições captadas pela chamada “mente humana” seria o mesmo que endossá-las. Por isso é necessário conhecer os princípios espirituais da Verdade absoluta, para que esta batalha empreendida contra o erro deixe de ser vista como real, quando o real é unicamente Deus e Sua perfeição onipresente.
“As concepções do pensamento mortal, que erra, têm de ceder ao ideal de tudo o que é perfeito e eterno. Através de muitas gerações as crenças humanas alcançarão concepções mais divinas, e o modelo imortal e perfeito da criação de Deus será finalmente reconhecido como a única concepção verdadeira do ser”, disse Mary Baker Eddy em Ciência e Saúde. Cada um que estuda o Absoluto já parte desta “única concepção verdadeira do ser”, pois, partir de quaisquer outras concepções será admitir o erro e nele permanecer!
A Verdade é a Evidência da Perfeição infinita exatamente agora, e esta é a “concepção de Deus” sobre o que Ele próprio É como TUDO! Quando repudiamos as “imagens ilusórias” de modo radical, contemplando a perfeição perene evidenciada no lugar das “aparências”, obrigamos o pensamento mortal errôneo a “ceder ao ideal de tudo o que é perfeito e eterno”, que é o que nos diz a citação sobre o que precisa ser feito.
Para colocarmos em prática o que dizem os princípios, precisamos ter a certeza de que A PERFEIÇÃO já está evidenciada e assim mantida por Deus. É quando olhamos as “aparências” de frente, munidos da seguinte certeza:
“Isto não é o que a “aparência” diz ser; isto é Deus evidenciado como permanente perfeição absoluta”.
Desse modo, removendo todo poder das “imagens ilusórias”, contemplamos a Onipotência já evidenciada – a única concepção verdadeira do ser.
As Verdades que contemplamos e reconhecemos durante a “Prática do Silêncio”, obviamente, continuam plenamente válidas em nosso dia-a-dia, apesar de a mente humana nos sugerir o contrário, ou que “estamos na matéria”. Jamais estivemos, estamos ou estaremos em “mundo material”, uma vez que a Onipresença é ESPÍRITO em Autoexpressão permanente.
Entender que “vivemos num Universo espiritual” é a prática da mensagem de Jesus revelada no Sermão da Montanha. Em outras palavras, este estudo se reduz a aceitarmos que vivemos permanentemente no Paraíso. Ficando este ponto bem compreendido, ficaremos aptos a olhar as “aparências” como ilusórias, sempre que elas aparecerem dando ares de serem verdadeiras! Por esse motivo, durante as meditações contemplativas, precisamos ser extremamente radicais!
“EU ESTOU NO PARAÍSO!” – esta admissão sem esforço, com “coração de menino”, é a admissão da Verdade absoluta! A partir disso, sejam quais forem as “aparências” dissonantes da perfeição imutável, estando você convicto de “estar no Paraíso”, saberá lidar com elas com total desprezo e não envolvimento! Mesmo com os sentidos humanos dando testemunho da mentira, a Consciência divina, reconhecida como a sua, permanecerá impassível em Si mesma, testemunhando a Oniação da Realidade Perfeita, sem se deixar mover pelas “sugestões ilusórias” deste mundo.
Nossa permanência no “Referencial Verdadeiro” se compara a alguém que, olhando um lago com as águas agitadas pelo vento, vê-se em terra firme, sem permitir que a agitação o inclua como se do lago ele participasse. Ele poderá até “ver” a agitação, mas, saberá que não faz parte dela!
Todas as “aparências” de imperfeição, problemas ou conflitos são “o lago agitado”, com você fora dele! Este é também o sentido da “Arca de Noé, quando o “dilúvio” das aparências não a consegue inundar! A “Arca” representa o Paraíso em que vivemos como “Consciência iluminada”, enquanto o “dilúvio” representa o amontoado de agitações ilusórias supostamente vivenciadas pela “mente em ilusão”. Desse modo, saber que estamos sempre em Deus, e jamais na matéria – que não existe – é “praticar” a Verdade de que o Paraíso é AQUI!
Quando Jesus disse que “o Pai conhece nossas necessidades antes que Lho peçamos”, esta revelação tem seu valor e importância suprema em termos de “conhecermos a Verdade”. Em geral, a frase é vista como Deus sabendo do que precisamos como meios de sobrevivência pessoal “neste mundo”; porém, este enfoque dualista, que acredita que Deus vê seres humanos, não é o real conteúdo da frase de Jesus.
Quando meditar, parta desta citação entendendo claramente o seguinte: DEUS sabe Se revelar como sendo o seu EU. Somente isto é o que importa! DEUS está permanentemente consciente de ser VOCÊ! Não será preciso pensar em “esforço humano” para esta Verdade ser conhecida! Uma, porque jamais “mente ilusória” conhecerá a Verdade; e outra, porque a Mente que é Deus, é a sua!
Por esse motivo, “antes que um ego ilusório” pense em pedir algo a Deus, o próprio Deus já sabe de tudo e, simplesmente por serTUDO, o Pai glorifica todo Filho com a glória de ser UM COM ELE. Conhecer o Fato permanente de que Deus é perfeitamente Autossuprido, e que somos um com Ele, nos faz discernir naturalmente que “de nada, jamais, necessitamos”.
Seja objetivo nestas “contemplações”, aceitando que “toda a Natureza iluminada” é manifesta AGORA como o Ser que VOCÊ É! O que Jesus pretende, com esta revelação, é que você “suba ao Pai”, vendo-se NELE, e não mais nas “aparências”, meras ilusões flutuantes entre crenças de estar ora carente, e ora suprido. Tiago já nos havia alertado: “Toda boa dádiva vem do Alto , do Pai das Luzes, em quem não há variação nem sombra de mudança”. A principal delas, evidentemente, é dádiva da “iluminaçao espiritual”. Aceite-a pela graça, sem jamais negá-la ou pedi-la: já lhe é concedida! “Vosso Pai se agradou em dar-vos o Seu Reino”, disse Jesus!
Buda disse: “Eu sou o único iluminado em todo o Universo”. Jesus disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Excluamos as falsas noções de separatividade, ou seja, as crenças de que “há Buda” separado do Ser que somos, ou “há Jesus” separado do Ser que somos: com que ficaremos? Ficaremos com a nossa inclusão no “único iluminado” citado por Buda e ficaremos sendo” o Caminho, a Verdade e a Vida”, da citação de Jesus!
Nunca houve “outro eu” para “sair do único” e ter vida “nascida”, apartada, errada, pecaminosa e passível de ser salva! Por isso Jesus disse: “Quem perder a sua vida, achá-la-á”, ou seja, tão logo você descarte a ILUSÃO de que possui vida pessoal humana ou terrena, o que eternamente VOCÊ É, será discernido!
Jamais medite com a intenção de “mudar algo em seu Ser”; antes, descarte a possibilidade de “haver outro Ser”, que não seja o “Eu Único Iluminado”, o Eu que é “o Caminho, a Verdade e a Vida”, o “Eu que é DEUS sendo seu EU”. Tome estes princípios como Verdades absolutas e contemple-os serenamente!
Lillian DeWaters disse o seguinte: “A crença religiosa aceita hoje, é de que pela evolução, regeneração, evangelização, transformação, a mente ou consciência humana será transmutada em Divina. Nada poderia estar mais longe da Verdade. Não há nenhuma existência, senão a Totalidade do Único”.
Como disse Jesus (Evangelho de Tomé), “há muitos rodeando a cisterna, mas não há nenhum na cisterna”. Falava desta enorme perda de tempo com a ILUSÃO, enquanto, o tempo todo, o EU ÚNICO esteve, e está, sendo o único EU que todos somos!
Tentar “se aquecer” tocando a chama de uma vela refletida num espelho assemelha-se a alguém querer “se iluminar” olhando sua suposta existência neste “mundo de aparências”. Assim como luz e calor já estão na chama verdadeira, e não na imagem refletida, VOCÊ JÁ ESTÁ ILUMINADO, em seu Ser verdadeiro.“Negue-se a si mesmo, tome sua cruz e me siga” – disse Jesus. Que estava nos dizendo? Estava explicando que “não somos aparências” refletidas na tela da suposta mente humana!
As “contemplações absolutas” partem do “Eu Infinito Iluminado” sendo a presença de tudo e de todos, exatamente agora! Sem “estágios de evolução”, sem “expectativas de iluminação”, sem crenças em “ego-redenção”!
No Blog Absolutista deixei alguns comentários sobre a “Substância Indivisível” que está, aqui e agora, plenamente EVIDENCIADA, de modo onipresente, perfeito e permanente. Neste estudo não pode haver olhos para “mundo material”, que não passa de uma representação ilusória e temporal de “crenças falsas”. Em Sua amorfia infinita, Deus Se expressa como Formas infinitas de Si e em Si mesmo; desse modo, deixarmos de reconhecer esta Oniação divina, que nos inclui, para acreditarmos em “aparências visíveis”, equivale, realmente, a alguém ficar sem tirar os olhos da “chama no espelho”, sem noção alguma de que não há, ali, substância alguma! Um tiro naquele espelho e a “chama ilusória” se reduzirá ao “nada originário”.
O “tiro no espelho” que faz desaparecer em sua nulidade o suposto “homem nascido na carne” se chama “renascimento”, ou seja, a “troca de referencial”: deixarmos de acreditar em mente humana para assumir a Mente divina! Tire sua atenção de “mundo exterior”, onde aparenta existir um “eu com corpo físico”, e volte-se a “Mim”, à Consciência iluminada sendo a sua! Primeiramente, veja-se sendo a Consciência que é Substância espiritual infinita – seu Eu Universal -, em seguida, veja-se sendo a Consciência que é Substância espiritual especificada como – seu Eu Individual. Fazendo uma analogia, seria o Brasil ser visto como País e um de seus estados ser visto como País especificado como “aquele estado”, sem perder a UNIDADE.
Estes princípios não são difíceis de serem praticados, mas precisam ser praticados, para que não sejam somente teorias aprendidas! É preciso haver a decisão absoluta de descartarmos a chama na imagem refletida no espelho, para que toda a atenção esteja voltada à “chama verdadeira”, existente fora dele! Em outras palavras, é preciso que nos identifiquemos com a Luz que já somos, deixando de olhar suposto “eu” desejoso de “se iluminar”. Volte-se à própria Luz!
Quem pôde observar um atleta olímpico em prova de arco e flecha, terá notado sua concentração no alvo, seu cuidado em tensionar e puxar a corda para depois largá-la em pleno relaxamento. Se tudo for feito com precisão, os dez pontos serão atingidos! Entretanto, se um destes três passos falhar, o alvo não será atingido.
O estudo da Verdade, igualmente, requer nossa atenção no alvo, momentos de tensão em atividade intensa e decidida, e relaxamento, quando entramos “em nós mesmos” para discernir a harmonia absoluta e infinita da Realidade essencial. Nosso alvo se chama “Reino de Deus”; e, a partir desta busca interna, “são-nos acrescentadas todas as coisas de que necessitamos”. É neste processo contínuo, de focalização do alvo, da tensão e do relaxamento, que as leis divinas se cumprem em cada um de nós.
Quando Jesus disse: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus”, deixou bem marcado o nosso “alvo”. A palavra “pecado”, etimologicamente, quer dizer “errar o alvo”, ou seja, é quando a pessoa tem por metas principais da vida a busca de valores ou bens “deste mundo”, colocando meras “aparências” como objetivos prioritários! Anular o pecado é, portanto, ter em foco o “alvo correto”: O REINO DE DEUS! A partir deste entendimento, das “meditações contemplativas” cada um se discernirá integrante da Oniação, que é a atividade única da Consciência iluminada onipresente sendo discernida como sua atividade individual. A partir disso, “o Pai em nós faz as obras”, isto é, não nos preocuparemos com coisa alguma, a não ser em intuirmos os momentos em que estaremos “esticando a corda do arco” ou, igualmente, “relaxando a corda do arco”. Isto significa que estaremos atentos para termos os períodos dedicados à “contemplação” e também os períodos dedicados à “execução”, da melhor forma possível dando os passos que aparentemente nos sentirmos inspirados a dar, e que são o cumprimento, na visibilidade, da Oniação perfeita como a nossa atividade individual. É preciso que saibamos também o seguinte: os períodos de execução podem ser vistos como os de estarmos ativos ou inativos nas “aparências”: tudo será regido “de dentro”, e não humanamente, bastando-nos estarmos atentos ao “alvo”, à atividade da Consciência divina manifesta como a nossa, para sabermos com precisão o que fazer e o que não fazer, o momento de agir e o de não agir, o tempo de “retesar” e o tempo de “soltar” a corda do arco, para que a flecha se direcione corretamente ao ponto desejado!
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.
Efésios, 2: 8.
Deixar a suposta mente humana convencida de que “estamos salvos”, não em função de algo feito por ela, mas pela graça, pela certeza dessa graça – a fé – e entendendo que esta nossa condição é “dom de Deus”, é como Paulo aqui resume em que consiste o “conhecimento da Verdade”. Aquele que praticar resolutamente estes princípios se verá “salvo”, isto é, não será iludido pela atividade ilusória ou hipnótica da mente humana. Parará de receber as “sugestões hipnóticas”? Não! Mas saberá não dar poder a elas, o que as anula antes que o envolvessem como se fossem realidades!
Não há “sugestão hipnótica” que tenha poder sobre você! Se tivesse, seria algo verdadeiro e não mero “hipnotismo”. Saber que “está salvo agora”, não pela mente humana, mas por “dom de Deus”, é o suficiente para que você paralise a “ação hipnótica” e a reduza a nada! Isto deverá ser feito durante a “Prática do Silêncio”, e, também, em seu dia a dia, quando, inesperadamente, algum “acontecimento” lhe chegar e se mostrando com a clara intenção de abalar a sua paz. Não o permita! Poderá ser a “sugestão hipnótica” de algum sintoma desagradável, de alguma despesa que se mostre acima de suas condições atuais para saldar, ou de alguma ruptura de relacionamento, enfim, seja o que for que intente importuná-lo, não é poder algum!
Grave bem esta citação de Paulo como “arma da Luz”, e tenha-a sempre na lembrança. Sua confiança na imunidade pela graça, um dom de Deus sempre a você disponível, lhe facilitará sobremaneira na prática da Verdade, que se resume nisto: você se ver na unidade com Deus e sem se deixar mover internamente por influência de simples “miragens hipnóticas”.
Apesar de a literatura espiritual de todos os tempos conter a Verdade, suas colocações, muitas vezes dualistas, acabaram por comprometer suas revelações. Isto devido ao referencial ilusório que deixam transparecer! Desde os antigos Vedas que a Unidade é ensinada; entretanto, que “somos NÓS” esta Unidade Divina, que é a Verdade Absoluta, não ficou tão marcado como deveria.
A Bíblia, por exemplo, revela: “Os meus pensamentos não são os teus pensamentos, diz o Senhor”. Mas quando isto era lido, cada leitor ficava entendendo que os pensamentos de Deus não eram os dele! E, desse modo, a “ilusão” ficava ainda mais reforçada! E assim se deu com o entendimento de todas as Escrituras! Sempre o referencial pregado era o das “aparências ilusórias”.
Os ensinamentos absolutistas têm por objetivo a eliminação desta visão errônea das revelações espirituais. Busca fazer a inversão da aceitação. Por isso, prega que DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ, e ensina que esta “aceitação iluminada” precisa ser adotada como “ponto de partida”. Como DEUS É TUDO, no exemplo bíblico citado, o que deve ser entendido é que “OS NOSSOS PENSAMENTOS” não são os da mente humana”; antes, pela totalidade de Deus, “OS NOSSOS PENSAMENTOS SÃO OS DE DEUS”.
Enquanto a dualidade não for extinta de nossa aceitação, as Verdades reveladas falarão de um Deus que, apesar de perfeito, é OUTRO que não QUEM SOMOS! E desta “ilusão” decorre toda a prática dualista errônea, em que um “mortal” ou “humano” passa a vida toda lutando para se divinizar, evoluir, sair da “ilusão”, se iluminar, etc..
A dualidade tem de ser varrida de imediato, caso desejemos “SER O QUE SOMOS”, ou seja, praticar em nós mesmos as revelações que anulam as mentiras sobre o nosso Ser. Não há sentido algum em permanecermos no “referencial da mentira”, numa dualidade que é ilusória, e sempre postergando a experiência única e real que já é nossa: a experiência de “SER DEUS!”.
Quando é dito que DEUS É TUDO, é comum ouvirmos a seguinte pergunta: “Você acredita que vivemos dissolvidos na Divindade, e que, ao nos anularmos como personalidades humanas, perderemos a nossa natureza como indivíduos?” Questionamentos desse tipo revelam a presença da suposta “mente humana”, preocupada e com desconfianças quanto à nossa “entrega a Deus”. O que devemos saber, antes de tudo, é que “estudar o Absoluto” significa nos entregarmos integralmente à atividade da Inteligência divina infinita, sem quaisquer receios, desconfianças ou dúvidas de que esta “entrega” significa, na verdade, estarmos sendo efetivamente a Presença de Deus, o que nos basta! O chamado “bem deste mundo” é tolice para Deus! Enquanto alguém não buscar a Deus desejoso de se deixar totalmente entregue à Sua Onisciência, parecerá haver o “intelecto” com seus medos, preocupações e dúvidas, como se fôssemos dependentes dele, e não de Deus , para existirmos. Deus é Consciência iluminada infinita! A única Consciência real em atividade absoluta, eterna e, portanto, consciente! Onde VOCÊ está agora, está a Consciência iluminada sendo a SUA Consciência, sem dividir espaço com intelecto algum! Enquanto você retiver esta “crença em intelecto”, preocupado com “o que lhe acontecerá”, caso você se entregue por completo a Deus, estará unicamente preso à ILUSÃO de que VOCÊ é o “você dotado de intelecto”, e suas “contemplações”, nesse caso, serão somente de fachada!
Certa vez, numa palestra, uma senhora fez-me a seguinte pergunta: “Gostaria que me dissesse o motivo pelo qual acontece de, sempre que me aprofundo nas meditações, chega um ponto em que eu interrompo a interiorização! Qual seria a causa disso?” A resposta que dei a ela saltou-me antes mesmo que eu chegasse a raciocinar: “Medo de Deus!” Ouvindo isso, ela pensou um pouco, e me disse, concordando: “É, deve ser isso mesmo!”
O apego ao ego, o apego ao mundo, o apego aos chamados “bens do mundo” – estes são os “ladrões do templo”, e se você não expulsá-los a “chicotadas”, com todo vigor, acreditando realmente que “deste mundo não somos”, sua glória eterna lhe será “roubada”.
Não se preocupe, jamais, com o que “irá lhe acontecer”, quando se entregar por inteiro à VERDADE! Ocupe-se em aceitar, primeiramente, que DEUS É TUDO – sem que haja opção de você estar fora de Sua Totalidade – e, então, veja-se entregue ao que é TUDO! Sem intelecto! Sem pensamentos! Sem desconfianças, medos e dúvidas! Em outras palavras, sem ILUSÃO!
O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.
Mateus, 24: 35.
“Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão”, disse Jesus. Quando isso for compreendido como a “permanência” das Obras de Deus no âmago das imagens ilusórias vistas como se fossem realidades, a ILUSÃO deixará de enganar tanta gente! Jesus explicava que os princípios absolutos são eternos! E suas falas não eram sobre as “crenças humanas” vistas como imagens sob “céu e terra” fenomênicos! Falava da “permanência” de TUDO!
Os textos da Verdade são “as palavras que não passarão”, pois, revelam a eterna Realidade divina e a nossa existência dentro dela. “Em Deus vivemos, nos movimentamos e temos o nosso ser”, disse Paulo, revelando que estes fatos, além de verdadeiros, exatamente agora, jamais mudam!
A totalidade e a unicidade de Deus precisam ser admitidas em nossas “contemplações”, para que a natureza de Deus seja claramente discernida como sendo a nossa natureza. “Quem me vê a mim, vê o Pai”, disse Jesus, para que entendamos o Filho sendo o Pai e vice-versa. Jamais estes fatos eternos são perceptíveis à suposta “mente humana”. Ela está inteiramente ocupada com “as coisas que passam”, com o seu “céu” e sua “terra”, que passarão! Puras miragens!
Quando você entender isto, entenderá a importância de se identificar com a mente que discerne o que “jamais passa”, que é a Mente de Deus sendo a sua Mente, E então, VOCÊ se discernirá como sendo o Cristo, a expressão da Palavra que jamais passará!
Não há como “estudar a Verdade” acreditando na mentira! Se a Bíblia diz que “Deus é fiel”, esta fidelidade é a um princípio divino e não a seres humanos! Entretanto, como a dualidade é vista como real, é comum a frase “Deus é fiel” ser entendida como se Ele fosse fiel a seres “deste mundo”, quando, então, é pregado que em vista disso, também os seres humanos deveriam ser fiéis a Deus, contar com a fidelidade de Deus, etc..
Não existe Deus algum fiel a “seres humanos”, que, para Ele, não existem! “Deus desconhece povos, que para ele são nada, uma coisa que não existe” (Isaías 40: 17). Por que vemos mentiras sendo levadas em conta por muitos que dizem “estudar a Verdade”? Por não “contemplarem” em si mesmos a totalidade e unicidade de Deus como VERDADE, e todas as demais coisas ou ideias como MENTIRAS. Jesus disse: “Deus é Espírito!” Desse modo, acreditar que TUDO É ESPÍRITO é acreditar na Verdade! E esta aceitação não pode ceder espaço à ILUSÃO! Em outras palavras, é preciso que fique bem claro que ILUSÃO NÃO EXISTE!
Condicionamentos vários e ilusórios foram se acumulando como “crenças falsas” no suposto “inconsciente coletivo”. Por isso encontramos ensinamentos elevados contendo diversas crenças mentirosas pregadas ao lado de princípios puros e divinos! Enumerá-las não é o objetivo deste texto! O que precisamos saber, é que a totalidade das crenças errôneas, ou dos chamados “condicionamentos”, é uma somatória de “zeros”, cujo resultado é “nada”.
Fiquemos centrados no radicalismo da Fidelidade divina aos próprios Princípios que mantêm o Universo e “tudo o que nele se contém”. Fiquemos em dedicadas contemplações de reconhecimento de que “somos Espírito”, vivendo nO Espírito, e conscientes de que “o Espírito de Deus – sendo TUDO, sendo ÚNICO – é o “nosso” Espírito, exatamente aqui e agora! É a este radicalismo que a Bíblia chama de “renascimento”, e é com ele que entendemos o que Jesus disse, ao ladrão que lhe pedia lembrar-se dele: “Em verdade vos digo, hoje estarás comigo no Paraíso”.
Enquanto este “radicalismo” não for adotado para valer, “crenças falsas” estarão sendo aceitas como verdadeiras, a Presença de Deus como a “nossa” presença não estará sendo admitida como total, a ilusória matéria e seu mundo igualmente ilusório serão vistos como presenças “ao lado de Deus”, e as trevas estarão sendo aceitas ao lado da LUZ. Por isso, se, realmente, desejarmos “estudar a Verdade”, deveremos ser radicais ao extremo, durante nossas “contemplações da Verdade”.
Todos os falsos condicionamentos não são “nossos” nem estão “em nós”. São “ausências” que ilusoriamente aparentam existir como “mente humana”, e que são “vazios” a serem desconsiderados. De que forma? Através da admissão radical de que “Deus é TUDO” e que, em vista disso, a Mente de Deus é a NOSSA!
Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura, e não pode entendê-las, porque elas se discernem espirittualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.
I Coríntios, 2: 11-16
Aos Coríntios Paulo revelou que “recebemos o Espírito de Deus, e não o espírito do mundo”. Explicava que a identificação feita com este mundo, e com a mente humana, é ilusória! NÃO EXISTE! Já estamos identificados com o que é real, e, sabemos, unicamente Deus é Realidade!
Quanto mais alguém lutar para se desvencilhar de supostos problemas, mais parecerá iludido por inexistências! Isto porque ele já está identificado com Deus, sendo Deus, e Deus, nele, é unicamente quem age, vive e faz suas obras! Sendo assim, por que estaria ele vendo problemas e lutando para vencê-los? A resposta está dada por Paulo: “As coisas do mundo são vistas pelo espírito do homem que nele está, mas nós não recebemos o espírito do mundo, e sim o de Deus, para que pudéssemos conhecer o que gratuitamente recebemos de Deus”.Em outras palavras, a ilusão vê ilusão e vê inclusive a ilusão de alguém querer se livrar dela própria! Enquanto estes “nadas” aparentam existir, o que realmente existe, e é permanente, é o Espírito de DEUS sendo o meu, o seu e o de todos! E, saber disso, é o “conhecimento da verdade” citado por Jesus, e que nos mostra livres!
Contemple-se identificado com o Espírito de Deus! Não existe “outro” espírito! Contemple-se identificado com a Mente de Deus! Não existe “outra” mente! Contemple-se identificado com o Corpo de Deus!Não existe “outro” corpo! É este o sentido de que Deus é TUDO! E que “ilusão” é NADA!
Sua permanência em Deus, e em Seu Amor infinito, é realidade plena deste AGORA, e não utopia ou possibilidade futura! A crença em passado, presente e futuro é a ILUSÃO que atua hipnoticamente como sugestão mental, mas sem possuir realidade alguma. Para “tirar o poder” da “sugestão hipnótica”, interiorize-se e se veja sempre e integralmente isolado dela, Não aceite que sensações trazidas por mero “hipnotismo coletivo” sejam parte de você! Unicamente o que DEUS É, faz parte do Ser que VOCÊ É! Por isso, seja o que for, e que se mostre dessemelhante de Deus, é pura “sugestão mental”, e sem o seu consentimento de que faça parte de sua experiência deste AGORA, revelará ser “nada”.
Durante a “Prática do Silêncio”, vá a fundo na aceitação radical destes princípios, entendendo que DEUS, sendo seu Eu, não conhece “ilusão” nem tampouco “sugestão mental agressiva”. Fazendo uma analogia, imagine um espelho com manchas e ranhuras, e uma pessoa diante dele “se vendo” na imagem refletida. Em função da condição do espelho, a imagem dela se mostrará cheia de imperfeições. Mas no exato instante em que a pessoa se voltar a si mesma, fora do espelho, estará se vendo como de fato é, ficando instantaneamente sem todos os defeitos vistos na imagem, e ficando consciente de que, em vista de o espelho não a reproduzir verdadeiramente, em nada ela teria se alterado nem passado pelas deformações apresentadas na imagem refletida.
Quando nos voltamos a nós mesmos, tirando a atenção das “imagens refletidas” na suposta mente humana, voltamo-nos ao que somos verdadeiramente: ao Cristo, a Deus expresso como Luz individual perfeita! Mas enquanto dividirmos atenção entre o que somos, e a “imagem falsa”, refletida no “espelho” – mente humana -, ficaremos dando testemunho da mentira! Somos “obras permanentes de Deus”, e estas jamais podem ser discernidas nas imagens refletidas como “aparências”. Compreender isto significa compreender os dois princípios de “cura espiritual” tão enfatizados por Goldsmith: impersonalização e nadificação da ilusão. Em nossa analogia, seria a pessoa se ver completamente isolada de sua imagem refletida no espelho – “impersonalização”, e, portanto, sem ter nenhuma das imperfeições mostradas por ele – “nadificação”.
Pratique estes princípios, pois eles requerem dedicação, interiorização, admissão radical de que Deus é quem sempre somos, e um desvínculo total das “imagens falsas” deste mundo, que jamais de nós fizeram parte!
Apesar de toda crença materialista em contrário, somos o próprio Deus em expressão. Somente existe Deus, e quando reconhecemos esta unicidade, a mensagem do Sermão do Monte é vivida naturamente! “Não estejais apreensivos quanto à vossa vida”, disse Jesus. Motivo? É que somos Vida Divina em expressão!
Jamais acredite que haja vida na matéria! Seria alguém acreditar haver vida na sombra que se move pelo chão! DEUS É VIDA SENDO VOCÊ! Ao declarar: “Eu Sou a Ressurreiçao e a Vida”, Jesus explicava VOCÊ conhecendo a Verdade, erguendo-se “dentre os mortos” que, segundo ele, eram os que se achavam dotados de vida na matéria! Conhecendo a Verdade de que VOCÊ é a VIDA ETERNA EM SI, você estará repetindo Jesus: “Eu Sou a Ressurreição e a Vida”. Repita-o de fato, em dedicadas “contemplações” desta Verdade!
DEUS É TUDO! Deus é a Vida impessoal e infinita, que Se exprime como Unidade Perfeita! Contemple sua Vida sendo “Deus em expressão”, descartando todas as crendices materiais levantadas sobre ela! A Vida é Atividade! A Vida é a Oniação perfeita sendo! A Vida é eterna, sem começo e sem fim! E VOCÊ É ESTA VIDA DIVINA – EM EXPRESSÃO PERFEITA!
A palavra “ilusão”, empregada nos textos sobre a Verdade, tem seu sentido pleno de indicar irrealidades quando nos detemos em ‘contemplar’ que o Universo “está cumprido”. Nada começa, nada termina: “Está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim” (Apoc. 21: 6. O que chamaríamos de “estudo da Verdade” se reduz a nos identificarmos com este “Eu Sou”, perdendo de vista o suposto “eu” que aparenta passar por nascimento, mudança e morte, e que é unicamente “ilusão”.
Quando falamos que o “ponto de partida” deste estudo é Deus, o motivo é este: somente existe a Realidade divina, enquanto todas as demais “aparências” são a “ilusão”. Consideremos, para exemplificar, a questão do Corpo. Somos Consciência eterna corporificada; isto quer dizer que Deus, a Consciência única e infinita, se evidencia como “Corpo”, razão pela qual a Bíblia diz que “nosso Corpo é Templo de Deus”. Há, neste enfoque, algo vinculado a “corpo nascido”? Não. O Corpo eterno é o único Corpo que temos e que somos, enquanto o “corpo que supostamente se forma a partir de óvulo fecundado”, não passa de “sombra ilusória”, ou “miragem”. Olhar para este “corpo nascido” como se fosse o Corpo real equivaleria a alguém olhar a sombra de seu corpo espalhada pelo chão e acreditar ser aquela sombra o seu corpo. Assim como a “sombra” nada é, aos olhos deste mundo, o “corpo nascido” nada é, aos olhos da Verdade. E isto explica o motivo pelo qual não partimos de “corpo a ser curado”, nas chamadas “meditações de cura espiritual”, mas partimos unicamente do “Corpo Real”, que existe eternamente e perfeito sempre, enquanto a “sombra” chamada “corpo nascido” se projeta como imagem falsa na também ilusória tela da mente humana.
Não existe “óvulo se fecundando” para formar corpo algum! Enquanto esta “miragem” aparenta avançar diante da lógica das “aparências”, o CORPO REAL do Ser, que é Deus sendo aquele Ser, está pronto! “Contemplar a Verdade” significa sempre “reconhecer o que está cumprido”, sem nos dividirmos entre o que é real e o que é sombra ou ilusão. Ao fechar os olhos para um suposto “corpo nascido”, você poderá contemplar livremente o seu Corpo Real, eternamente perfeito, glorioso e “cumprido”, sem se deixar enredar pelas crenças de que ele “um dia” se formou e “um dia” ele deixará de ser seu corpo. Por isso Jesus disse: “Não chameis de pai a ninguém sobre a Terra, porquanto um é o vosso Pai, o qual está nos céus” (Mateus 23: 9). Estava lhe dizendo sobre o “Ser já cumprido”, que é Deus sendo VOCÊ! E quando você se identifica unicamente com este Ser plenamente “cumprido”, fica identificado com Deus ou com a Verdade! E então, a palavra “ilusão” sequer será empregada, por estar, você, consciente de ser Deus. Em outras palavras, eternamente VOCÊ está consciente de ser Deus, e o que “aparenta” acontecer, é de a “ilusão” se apagar em sua nulidade originária! Apenas isto!
Quando a Verdade absoluta é dita nas Escrituras, jamais faz alusão à suposta vida terrena ou às suas crenças no bem e no mal. O referencial absoluto é a Visão do Cristo que somos, e nunca o que a ILUSÃO diz enxergar e existir! “Antes que Abraão existisse, Eu Sou”, disse Jesus, quando “este mundo” quis atribuir-lhe “idade humana”. Estaria falando somente dele mesmo? Não. Falava do “Eu impessoal” que constitui o Cristo, a NOSSA VIDA do Agora Permanente.
Se está revelado que “as obras de Deus são permanentes”, e que “somos Suas obras”, toda noção ligada a “mudança” é falsa! Por isso, aquele que vê nascimentos, mudanças, mortes, crendo ainda nas repetições destas mentiras, chamadas de “reencarnações”, está simplesmente endossando a “crença ilusória” que desrespeita a “permanência do Reino consumado”. Não é de se estranhar que tais pessoas vivam em problemas!
De nada adianta alguém dizer aceitar que DEUS É TUDO, que Suas Obras são permanentes, que é Filho de Deus em unidade com Deus, para viver segundo o “Referencial do Ego”. Não terá renascido! Não terá admitido ter unicamente a Visão do Cristo que constitui o seu próprio Ser! O “Referencial do Cristo” está exemplificado pelas atitudes e falas de Jesus, registradas na Bíblia, e, se alguém disser “estudar o Absoluto”. mas acreditando em “vidas terrenas”, estará unicamente enganando a si mesmo!
O “Referencial de Cristo” é o referencial da Verdade Absoluta: “Vós, deste mundo, não sois”. É quando entramos na “Prática do silêncio” descartando por completo a chamada “mente humana” com sua “crença em humanidade”. A Revelação Absoluta parte do “Referencial do Cristo”, o referencial que contempla o Universo de Luz pronto ou consumado, com todos os seres NELE VIVENDO!
Quando a Bíblia diz que “é chegado o Reino de Deus” não está dizendo que “este Reino surgiu”; antes, está dizendo que ESTÁ SENDO ETERNAMENTE! PERMANENTEMENTE! E, que é NELE que VOCÊ ESTÁ, uma vez que VOCÊ é unicamente DEUS sendo VOCÊ!
Esta Visão absoluta é a Onivisão: a “Autocontemplação daquilo que É”. Toda suposta aceitação que o leve a pensar em “humanidade” ou em “seres em mutação” é a pura representação da ILUSÃO! Uma “crença” da ilusória mente humana! Mais nada!
“Deus é Luz e nEle não há trevas nenhumas” – o “Referencial do Cristo” é estarmos sendo a Luz, sendo a Onipresença, sendo um com o Pai, sendo o que É, sendo o que permanentemente É! “Quem me vê a MIM, vê o PAI”, disse Jesus. E assim o disse por ser esta a Verdade sobre todos nós!
A admissão incondicional de que DEUS É TUDO inclui, em si mesma, o discernimento de que todo “algo além de Deus” é nada! Em vista disso, as “contemplações absolutas” são feitas no total reconhecimento de que “Eu Sou Deus, e não há outro ao lado de Mim”. Como nada há, senão Deus, a Perfeição é a única Evidência ou Manifestação, razão pela qual os ensinamentos chamam de “miragens” ou de “nadas” as aparências supostamente captadas pela ilusória mente humana.
Joel S. Goldsmith disse o seguinte:
Pecado, doença, morte – estes não são erros, mas as formas com que o erro, o mesmerismo, aparece. O erro é sempre ilusão, embora esteja aparecendo como pessoa ou condição. Ou pode surgir como falta ou limitação.
Quando o erro é visto ou tratado como mesmerismo – o nada alegando ou aparentando ser alguma coisa, ele desaparece. Lutar contra o erro é fatal. Sempre aquilo que surge como mal é sugestão mental agressiva, e com esta realização, você vê o erro se destruindo. Sempre que você encarar algum tipo de ilusão, lembre-se de que ela não tem poder algum para ser alguma coisa, a não ser o que ela é : miragem, nulidade. Para ilustrar esta nulidade do mal, você pode ponderar a fábula oriental em que um hindu se assusta por ter confundido uma corda com uma serpente.
A maioria já pôde observar a ilusão de haver “asfalto molhado” numa pista completamente seca! A “verdade” se nos revela quando a “aparência” de pista molhada é entendida como “miragem”. O conhecimento da “natureza do erro” é válida e importante enquanto se mostrar útil, isto é, até que alguém possa “contemplar o Absoluto” sem ter em mente que “aparências” tenham poder ou que devam ser temidas! No meu entender, estes pontos devem estar presentes em todo início da “Prática do Silêncio”, ou seja, antes da meditação propriamente dita, devemos nos compenetrar de que “aparências” são puras “miragens”, uma interpretação equivocada do que realmente se encontra presente, etc.. Estas ponderações preliminares ajudam-nos a desapegar das “aparências ilusórias” para podermos discernir livremente a Verdade de que DEUS É TUDO, TUDO É DEUS!