Comentários Sobre “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”-11
11
No seu Sermão do Monte, o Mestre, Cristo Jesus, apresenta os requisitos para a oração curativa eficaz. Nossa motivação para amar, obedecer e abençoar tem de ser profunda. De fato, vivemos o bem que conhecemos, quando nossos pensamentos provêm de uma humilde sujeição à onisciência de Deus e à realidade daquilo que Deus conhece. Mantemo-nos despertos para a realidade quando aderimos persistentemente à verdade e, assim, podemos ajudar outros a despertarem também. O Cordeiro age quando temos desejos puros de glorificar a Deus e elevamos os conceitos que entretemos a respeito de nosso próximo, ao sermos receptivos sem restrições à orientação da luz da Verdade; ao confiarmos implicitamente na onipotência da vontade divina de prevalecer sobre toda forma de mal. Esses estados de pensamento são algumas das evidências da ação do Cordeiro no pensamento consciente..
O que a autora aqui coloca, é com respeito à nossa adesão, – quando aparentemente vivemos “entre dois mundos” – às Verdades que discernimos em nossas “contemplações”. Nelas, já partimos de nossa “unidade com Deus” e da Verdade de que “temos a Mente de Cristo”. Quando ela diz que “vivemos o bem que conhecemos, quando nossos pensamentos provêm de uma humilde sujeição à onisciência de Deus e à realidade daquilo que Deus conhece”, está falando da rendição da suposta “mente humana” às Verdades absolutas, e, para isto, o suposto “ego humano” se mostra anulado pela “sujeição à onisciência de Deus”.
Se adotarmos o “Referencial de Deus”, esta “adesão persistente à Verdade” se mostrará natural em nós, uma vez que estaremos identificados com o Cristo e não com o suposto “homem natural” das “aparências”. Desse modo, sob o enfoque do ensinamento absolutista, entenderemos o atendimento das recomendações, quanto a se ter desejos puros de glorificar a Deus, elevar os conceitos entretidos sobre o próximo, etc., não mais como feitas humanamente a nós, mas sim, como sinais da rendição da “crença coletiva” à Verdade que somos! Isto porque jamais estivemos sendo o suposto “ser das aparências”, que é puramente uma ILUSÃO.
Em vista do exposto, sempre que encontrarmos colocações desse tipo, em artigos sobre a Verdade, esta nossa identificação unicamente com o Cristo precisa ser lembrada e adotada, para jamais nos vincularmos com o ilusório “eu” das aparências.
A frase final deste parágrafo, em que a autora diz: “Esses estados de pensamento são algumas das evidências da ação do Cordeiro no pensamento consciente”, deve, portanto, ser interpretada à Luz da Verdade absoluta, ou seja, tais “estados de pensamento” são algumas evidências da ação do Cordeiro “nas crenças coletivas”, jamais, portanto, em “nossos pensamentos”. Quais seriam os “nossos pensamentos”? Seriam os pensamentos da “Mente de Cristo”, revelada como a “nossa Mente real”! Com esta “troca de referencial”, entendemos que esta “Ação do Cordeiro” é a ação do Cristo que somos, “destruindo” as ilusórias “crenças coletivas”, ou o chamado “magnetismo animal”.
Continua..>
Comentários Sobre “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”-10
– 10 –
Os requisitos para a vitória sobre o magnetismo animal apresentados nesse trecho do Apocalipse nos alertam para a diferença que há entre a oração perfunctória (ritual de palavra) e o espírito do Cordeiro, que cura. Redenção individual, ao invés de mera repetição de palavras, é o que destrói a crença nas mentiras do magnetismo animal. Tais mentiras nunca foram reais, mas nossa crença nelas precisa ser extirpada. Um esforço obstinado de mudar o pensamento por presumirmos que vivemos aquilo que pensamos – apoiarmo-nos num tipo de profecia autorrealizadora – é fútil e não é redenção real, pois falta-lhe a inocência do Cordeiro.
Por muito tempo veio sendo ensinado à humanidade que “o que vivemos é projeção daquilo que pensamos”. Em vista disso, quem teve contato com este ensinamento passou a se interessar por fazer “um esforço obstinado de mudar o pensamento”, segundo as palavras da autora. Que está por trás disso? O ego! É por isso que ela fala em “tipo de profecia autorrealizadora”! E então vem o alerta: por ser realização a partir do ego, não é a redenção real, pois “falta-lhe a inocência do Cordeiro”.
É comum encontrarmos pessoas que, após se filiarem a alguma religião, se digam “convertidas”. Em geral, elas somente mudaram ou se esforçaram para mudar o pensamento, sem “renascimento espiritual” nenhum! Este é o sentido de “faltar a redenção real”, pois, a Verdade não está em vermos um ser humano desregrado se esforçar para se tornar o mesmo humano “melhorado”; por mais que isto tenha valor no cenário das crenças, nada tem a ver com “negar-se a si mesmo”, ou “despir-se do velho homem”, para o CRISTO ser reconhecido como a verdadeira identidade eterna, perfeita e imutável de todos nós.
Por fazer clara distinção entre “mudança mental” e “renascimento”, os ensinamentos absolutos não se limitam a “conversões” puramente humanas! Seus princípios são absolutos e radicais: DEUS É A MENTE REAL DO HOMEM! Desse modo, em vez de meramente “melhorarem seres humanos”, estes princípios requerem uma “mudança de referencial”, do humano para o divino, uma vez que unicamente Deus é Realidade, e, quando nos identificamos com Deus e com a Mente de Deus, deixamos de ser os “humanos”, vistos pelos sentidos humanos, para nos discernirmos como o Cristo, a exemplo do apóstolo Paulo, quando disse: “Já não sou mais eu quem vive; o Cristo vive em mim”. Esta é a real “redenção”; e esta nossa identificação com o Cristo de nosso Ser faz com que “as mentiras do magnetismo animal” sejam destruídas, fenômeno comumente rotulado de “cura espiritual”.
Continua…>
Comentários Sobre “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”-9
– 9 –
Jesus demonstrou o Cristo, ao vencer o mal. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy diz: “O autor do Apocalipse se refere a Jesus como o Cordeiro de Deus, e ao dragão como o que guerreia contra a inocência”. A Sra. Eddy também escreve: “contra o Amor, o dragão não luta por muito tempo, pois o dragão é morto pelo princípio divino. A Verdade e o Amor prevalecem sobre o dragão, porque o dragão não os pode guerrear”. O autor do Apocalipse também mostra como enfrentar e vencer a soma total da maldade: “Então ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia, e de noite, diante de nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro”. Significa o sacrifício indispensável de um falso sentido do eu, a fim de despertarmos para a realidade. “Em face da morte, não amaram a própria vida” pode significar uma dedicação total ao nosso estado espiritual, imortal, e real, enquanto passo a passo renunciamos ao eu aparentemente mortal e material em troca do reflexo divino.
Partir de DEUS COMO TUDO requer o que a autora aqui chama de “o sacrifício indispensável de um falso sentido do eu, a fim de despertarmos para a realidade”. Para reconhecermos que esta totalidade divina abrange o Ser que somos, o “falso sentido do eu” terá de sumir do cenário, sem mais contar com o nosso endosso!
A chamada “mente carnal” é a ilusória “autora” deste “eu” desconhecido de Deus e da Verdade! Enquanto nossa intenção não for radical, em termos de nos dedicarmos a fazer a identificação de “quem somos” com o Cristo, com o “Cordeiro de Deus”, numa visão claríssima e absoluta de nossa Unidade com o Amor infinito e onipresente que Deus É, o “dragão” parecerá ter existência e espaço para conosco lutar. “O dragão é morto pelo princípio divino”, diz o texto! Este princípio parte da totalidade e unicidade de Deus. Significa que nossa radical e consciente “inclusão” na Verdade e no Amor divino exclui a “crença dualista” em supostos opositores a Deus.
“Passo a passo renunciamos ao eu aparentemente mortal e material em troca do reflexo divino”, diz a autora. Sem esta decisão de “negar-se a si mesmo”, o aparente progresso de alguém será praticamente nulo! Quanto mais nos interiorizarmos e nos identificarmos com o Cristo que somos, um com a Onipotência divina, menos este “eu aparentemente mortal” ocupará nossa lembrança. Para isso, além das “contemplações absolutas”, em que fazemos a “renúncia ao eu mortal” em troca de nossa real identidade crística, devemos, em nosso dia a dia, “deixar que flua” a Vontade de Deus como sendo a nossa, para não perdermos de vista o Eu REAL que somos, que é o próprio Deus sendo Deus como o Cristo que é TUDO EM NÓS!
Continua..>
Comentários Sobre “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”-8
– 8 –
Quando a Verdade é declarada, o que temos a fazer é “permanecer nela”, isto é, aceitarmos, reconhecermos e contemplarmos que, se DEUS É TUDO, somos unicamente o que DEUS É! Quando Jesus disse: “Aquele que me vê a MIM, vê o Pai”, revelava que apesar de, aparentemente, estar sendo “visto” como nascido de Maria, tal visão coletiva era falsa! ASSIM, QUEM REALMENTE O VISSE, ESTARIA VENDO A DEUS!
Para quê ele assim se declarava? Para que TODOS igualmente o fizessem! No início desta série, lemos as seguintes palavras de Freda S. Benson: “Precisamos enxergar através das imposições do erro e provar que são irreais. Isso, às vezes, requer muito trabalho”.
Estas “imposições” são as “tentações” aparentemente vindas à humanidade e chamadas de “magnetismo animal”. São reais? Não! Têm poder ou presença? Não! Mas são “sugestões hipnóticas” que podem nos levar a considerá-las reais!
Muitos ficam interessados em saber de onde vêm as “sugestões mentais”, em vez de se concentrarem na Verdade de que DEUS é TUDO! O chamado “magnetismo animal”, ou “mesmerismo”, é o NADA que precisa ser reconhecido como NADA, para que suas “sugestões hipnóticas” sejam entendidas como inoperantes, justamente por serem “nadas”. Este é o sentido da frase: “Precisamos enxergar através das imposições do erro e PROVAR que são irreais”.
As afirmações e contemplações da Verdade existem com este objetivo: PERCEBERMOS A ONIPRESENÇA DE DEUS EXATAMENTE ONDE A SUPOSTA “MENTE HUMANA” NOS APRESENTA SUAS MIRAGENS!
Numa experiência de hipnotismo, enquanto alguém hipnotizado se debate, vendo um ilusório “quadro hipnótico”, a plateia diante dele, fora do hipnotismo, unicamente se diverte e o enxerga considerando o que é NADA como realidade! Foi vendo um espetáculos desses, em que no palco um homem “cercava um cão irreal”, só “visto por ele”, por estar sob “efeito hipnótico, que Joel S. Goldsmith gravou o que viu para realizar suas chamadas curas espirituais. Diante de “quadros hipnóticos” de doenças ou problemas, unicamente “via através do erro”: “Ah, eis o “poodle” branco! O cão do hipnotismo! Puro NADA!”.
Ver “através do erro” significa interpretar o “quadro hipnótico” como irrealidade e, ao mesmo tempo, RECONHECER UNICAMENTE A REAL E PERMANENTE PRESENÇA DE DEUS!.
É nesse sentido que a Metafísica Absoluta nos ensina a reconhecer: “ISTO NÃO É O QUE APARENTA SER; ISTO É DEUS MANIFESTO COMO…”
Continua..>
Comentários Sobre “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”-7
– 7 –
Na Bíblia, o mal recebeu vários nomes diferentes: serpente falante que engana e desmoraliza, “Satanás”, “diabo”, “Belzebu”, e, finalmente, “grande dragão vermelho” – o mal pronto para destruir-se a si mesmo. As narrativas bíblicas descrevem o triunfo do bem sobre o mal e a virtude daqueles que, com a ajuda de Deus, conseguiram vencer. Os nomes dados ao mal indicam sua natureza lendária, uma ficção a ilustrar uma lição moral.
O ensinamento absoluto diz que DEUS É TUDO, desconsiderando por completo a crença no bem e no mal, por desconsiderar a suposta “mente humana”, o ilusório instrumento de percepção que acusa a fantasiosa presença de “dois poderes”. Em outras palavras, o enfoque absoluto não abre mão da revelação do apóstolo Paulo, que diz: “Temos a Mente de Cristo” (I Cor 2; 16).
Vimos, no comentário anterior, que apesar de esta visão da irrealidade do mal ser verdadeira, há, enquanto aparentemente lidamos com “este mundo”, uma atuação hipnótica a ser destruída: uma suposta atuação desta crença sobre nós. É esta “crença” que veio recebendo, nas Escrituras, nomes como “Satanás”, “diabo”, “Belzebu”, e “grande dragão vermelho”. Assim como todo “mal” existente num pesadelo é irreal, por ser, o próprio pesadelo, uma irrealidade, o “mal” registrado pela suposta “mente’’ humana” é igualmente “mal de um sonho”, ou seja, é irreal e não coexiste com a Perfeição divina onipresente. A Bíblia diz: “Onde está o Espírito de Deus, ali há liberdade”. O significado é este: mediante nossa percepção radical de que o Espírito de Deus é onipresente – sendo inclusive o nosso Espírito – vivemos livres da “crença em dois poderes”.
Como o Espírito de Deus é único, e comum a nós todos, quando n’Ele permanecemos, estamos em “Mim”, no “Eu Sou” único, que Se manifesta distinto como o “Cristo” que somos. Este “Cristo” é o “Cordeiro de Deus que destrói o magnetismo animal”, a exemplo da “luz que destrói a escuridão”. Não há destruição verdadeira! Unicamente a Verdade se mostra presente e verdadeira, quando deixamos de nos identificar com as trevas (mente humana), para nos vermos identificados com a nossa Luz, a “Mente de Cristo”.
Continua..>
Comentários Sobre “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”-6
– 6 –
Sim, precisamos defender nosso pensamento das imposições mesméricas do magnetismo animal, sempre, porém, com a arma da certeza da totalidade do bem divino. Seguimos adiante com confiança, não com medo. É importante manter em pensamento o fato de que não há mal real, não há verdadeiro magnetismo animal, há apenas uma crença nele, a ser destruída.
Em contato com o mundo, é comum a percepção da totalidade de Deus aparentar nos fugir, enquanto muitas vezes voltamos a julgar segundo os conceitos da suposta mente humana. Nestes momentos é que devemos ficar atentos frente às “sugestões hipnóticas” do erro.
A autora diz: “Sim, precisamos defender nosso pensamento das imposições mesméricas do magnetismo animal, sempre, porém, com a arma da certeza da totalidade do bem divino”. A Realidade é Deus! Nada há ao lado da Onipresença, e nem poderia haver, ou não seria Onipresença! Onipresença significa Deus sendo a Presença única e a Presença que é a manifestação do Infinito e tudo o que Ele contém.
Em vista disso, enquanto lidamos com o mundo, podemos reconhecer que “o Pai em Mim” faz a defesa, a cura e a proteção. Desse modo, não tentaremos “nos defender” a partir do “mundo da crença em dois poderes”, e sim deixando que a Verdade do Poder ÚNICO Se manifeste. A Verdade é a espontânea manifestação de Deus Onipotente como o Cristo que somos!
Quando destemidamente deixamos de dar atenção às alegações do ilusório mal, reconhecendo Deus agindo e impondo a Sua Onipresença como a presença de tudo o que nos diz respeito, estaremos seguindo o que este parágrafo nos ensina: “É importante manter em pensamento o fato de que não há mal real, não há verdadeiro magnetismo animal, há apenas uma crença nele, a ser destruída”.
Suponhamos que alguém diga: “Estou com dor de cabeça!” Estaria agindo metafisicamente? Não! Ao primeiro sinal da “sugestão mesmérica”, deveria reconhecer não ser aquilo um “mal real”, e, imediatamente, se abrir à “Mente de Cristo” para erradicar a ILUSÃO! O aparente “sintoma” seria apenas uma “crença” tentando atuar hipnoticamente, e “a arma”, como diz a autora, é sempre a “certeza da totalidade do bem divino”.
Continua..>
Comentários Sobre “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”-5
– 5 –
Esta ação magnética pretenderia atrelar sua natureza animal a nós, identificando a matéria como sendo nossa substância e o medo como sendo nossa atitude. Temos de adaptar nosso modo de pensar à realidade divina do bem sem fim e recusar sermos enganados por falsas sugestões. Contudo, não conseguiremos nada se perpetuarmos o magnetismo animal desde o ponto de vista de sua própria autoavaliação. Nossa base para enfrentar o mal deve ser a infinidade da única Mente onipotente e a consequente nulidade de toda alegação de uma mentalidade falsa.
O que este parágrafo diz, é que enquanto não nos decidirmos, realmente, por expulsar a mente humana como estranha ao nosso ser, como nos revelou o apóstolo Paulo, ficaremos “perpetuando o magnetismo animal desde o ponto de vista de sua própria autoavaliação”. Que nos disse Paulo? Que não recebemos de Deus esta mente que capta as coisas e o ser que somos como materiais! Recebemos a “Mente de Cristo”, para discernirmos espiritualmente o que nos é dado por Deus.
Nossa base para enfrentar o mal deve ser a infinidade da única Mente onipotente e a consequente nulidade de toda alegação de uma mentalidade falsa.
Enquanto acharmos que “temos mente humana”, acharemos normal seguir os seus ditames, vivendo escravizados aos seus impulsos instintivos, às suas crenças de emoções , paixões, apegos e sensualidade. Isto é o que a autora nos previne, dizendo: Esta ação magnética pretenderia atrelar sua natureza animal a nós, identificando a matéria como sendo nossa substância e o medo como sendo nossa atitude.
Nossa identificação com a Mente de Cristo, em assíduas e dedicadas contemplações desta Verdade, deixa-nos com os “pensamentos de Deus” e não com aqueles do mundo. A força de vontade somente será levada em conta no sentido de criarmos disciplina para não deixarmos de lado as contemplações, e sim as levarmos a sério, para realmente nos identificarmos com a infinidade da única Mente onipotente para reconhecermos a nulidade das “sugestões mentais” hipnóticas do “magnetismo animal”.
Diz a autora: Temos de adaptar nosso modo de pensar à realidade divina do bem sem fim e recusar sermos enganados por falsas sugestões. Sem esta determinação inicial, de nada estas instruções valerão para alguém! Em tudo, se quisermos realmente ter o domínio, teremos de nos dedicar. Aquele que entender que seguir estas instruções equivale a deixar de ser ILUDIDO, para viver em UNIDADE COM DEUS, irá se dedicar a adaptar seu modo de pensar à Realidade divina do bem sem fim, como diz a autora. Aquele que somente estiver lendo isto, para continuar na mesma “vidinha humana” de sempre, que é uma ILUSÃO, nada aproveitará do conteúdo deste artigo, que é elevadíssimo e libertador! Em que sentido? No sentido de explicar em minúcias os princípios da Ciência divina, bem como explicar com detalhes todas as atitudes que devemos assumir, para realmente os vivermos na prática!
A Bíblia diz: “O que semeia na carne, colhe corrupção, o que semeia no Espírito, colhe Vida eterna”.
Continua..>
Comentários Sobre “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”-4
-4-
O parágrafo seguinte do artigo assim diz;
Ora, se assim é, por que a Ciência Cristã nos diz que temos de tratar o magnetismo animal como algo a ser destruído? Por que não nos detemos, simplesmente, nos bons pensamentos? Esse modo de ver é falaz, porque o magnetismo animal parece ser um poder ao nosso sentido atual das coisas, e nos busca impedir de estar conscientes só do bem. Essa ação magnética, agindo sobre a natureza animal e por meio dela, pretenderia substituir nossa mentalidade verdadeira que reflete Deus, pela sugestão hipnótica de haver outra mentalidade: fraca, voluntariosa, desobediente, sensual e, consequentemente, suscetível às mentiras do erro.
O que a autora aqui nos previne, é que não percebendo, em nosso dia a dia, nosso aparente envolvimento com a “mente carnal”, e, por conseguinte, deixando de reconhecer a Mente de Cristo como a única Mente atuante como a Mente real de todos nós, se ficarmos apenas desejosos de “ter bons pensamentos”, não conseguiremos barrar os “maus pensamentos” sugeridos pelo “magnetismo animal”. Por quê? Por estarmos no “bem humano”, que é a mesma frequência ilusória do “mal humano”! Extremos opostos da mesmíssima “crença coletiva”! E assim, em vez de estarmos conscientes da Verdade de que a Mente divina é única, e Se expressando com perfeição na Realidade subjacente à suposta “existência humana”, facilmente seríamos presas da “ação hipnótica de haver outra mentalidade: fraca, voluntariosa, desobediente, sensual e, consequentemente, suscetível às mentiras do erro”.
O Caminho, portanto, é nossa identificação radical com a Mente divina, que está acima dos bons e maus pensamentos da crença coletiva. Desse modo, com a Mente de Cristo assumida, reconhecida, entendida e aflorada como sendo a nossa Mente, esta atividade da Oniação mental divina se fará refletir na suposta “vida nas aparências”, sem que isto se torne uma “obrigação de termos bons pensamentos”, uma vez que eles assim jorrarão espontaneamente em nossa vida cotidiana, além de sempre nos alertarem quanto aos pensamentos ou ideias que não são de Deus, que, desse modo, poderão ser por nós filtrados, barrados e anulados naturalmente.
O parágrafo anterior havia sido assim encerrado pela autora:
“E o homem espiritual, a verdadeira individualidade de cada um de nós, é o reflexo dessa Mente para sempre consciente. Portanto, herda só as qualidades de seu Criador eterno, o único Deus, o bem”.
Este é o princípio absoluto a que devemos nos ater, para realmente estarmos protegidos da “ação magnética” da ILUSÃO!
Continua..>
Comentários Sobre “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”-3
– 3 –
O parágrafo anterior, do artigo aqui comentado, terminou dizendo: “A totalidade absoluta de Deus torna impossível que qualquer ação ou presença opostas – de substância material, inteligência demoníaca ou vida mortal – sejam verdadeiras”. Isto deverá estar bem entendido, antes de passarmos ao terceiro parágrafo, em que a autora diz o seguinte:
O magnetismo animal, então, é apenas uma crença, um estado ilusório do pensamento. Efetivamente, há só uma consciência, a Mente divina ininterrupta e livre, que é Espírito. E o homem espiritual, a verdadeira individualidade de cada um de nós, é o reflexo dessa Mente para sempre consciente. Portanto, herda só as qualidades de seu Criador eterno, o único Deus, o bem.
Não há como descrever a importância destas revelações; porém, se somente forem lidas e aceitas mentalmente, sem serem vivenciadas interiormente, seu valor será praticamente nulo. Primeiramente foi dito o que É: Deus sendo a totalidade da Existência; e dito de uma forma que exclui a POSSIBILIDADE de haver qualquer ação ou presença opostas. E então é explicado o “magnetismo animal”: uma CRENÇA, um estado ILUSÓRIO do pensamento.
A explicação é verdadeira, não sendo uma teoria apresentada como “hipótese” a ser testada ou passível de “dar certo” ou “dar errado”. Mas, é uma explicação que requer PRÁTICA! Uma perseverança confiante e destemida, que, uma vez posta decididamente em execução, jamais “volta atrás”. Quem conhece a famosa “Chave de Ouro”, de Emmet Fox, verá nela a essência do que este artigo está expondo. “Seja qual for o problema, deixe de pensar nele e pense em Deus estando em seu lugar”. Esta é a “Chave de Ouro”.
Quando pensamos “em Deus no lugar do problema”, pensamos com a Mente divina, aqui explicado pela autora da seguinte forma: “Efetivamente, há só uma consciência, a Mente divina ininterrupta e livre, que é Espírito”. Releia o parágrafo todo, tendo em mente a “Chave de Ouro” de Emmet Fox, e verá que, realmente, você tem em mãos a CHAVE DE OURO para saber lidar com a Verdade, sem se deixar enredar pelas mentiras da “mente carnal”.
Continua..>
Comentários Sobre “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”-2
– 2 –
Na suposta vida humana, vive a maioria sem se dar conta de que “na supremacia do Espírito que tudo permeia, nada dessemelhante do bem espiritual está presente nem em ação”. Este texto, desde o começo, deixa bem claro o “foco” a que devemos nos apegar, rompendo decididamente com o hábito de cegamente endossar “bem e mal” das aparências, como se, de fato, existissem “dois poderes”.
Escreve Freda S. Benson: Não há, porém, nenhuma razão verdadeira para nos alarmarmos, porque, do ponto de vista do raciocínio sadio da Ciência Cristã, o magnetismo animal não pode ser nada mais que o erro ou mente mortal. Na supremacia do Espírito que tudo permeia, nada dessemelhante do bem espiritual está presente nem em ação. A totalidade absoluta de Deus torna impossível que qualquer ação ou presença opostas – de substância material, inteligência demoníaca ou vida mortal – sejam verdadeiras.
Certa vez, num artigo, eu fiz a seguinte pergunta: “Onde estaria a Perfeição divina, quando males e imperfeições se mostram aparentemente presentes?” E a resposta assim foi dada: “Estaria no mesmo lugar ocupado pelo número 10, na conta: 5 + 5 = 11”. Este “11” é o erro! A autora diz: “…do ponto de vista do raciocínio sadio da Ciência Cristã, o “magnetismo animal” não pode ser nada mais que o erro ou mente mortal”. Que é o acerto, representado pelo “10” neste exemplo? É o “bem espiritual”, sempre sozinho e presente quando “surge” a “mente mortal”. Que faz ela? Aceita a dualidade 10 e onze, isto é, “bem” e “mal”, enquanto a Verdade é unicamente o “bem espiritual”. Assim como um professor de matemática bate o olho na conta, vê o erro e acata unicamente o 10, o metafísico bate o olho no Universo e identifica, como presença, unicamente o Bem absoluto que, em termos visíveis, seria o “bem espiritual” refletido na mente na forma de “aparência”.
Continua..>
Comentários Sobre “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”-1
– 1 –
Quando Jesus disse “ter vindo ao mundo para destruir as obras do diabo”, estava falando da Presença do Cristo em VOCÊ, e em todos, atuando como Unidade contra a ILUSÃO. Não se poderia entender de outra maneira, uma vez que, sem esta determinação férrea de cada um de nós, os supostos “males do mundo” irão aparentar estar presentes até hoje!
Esta série de comentários, sobre o excelente texto de Freda S. Benson, salienta prioritariamente a questão de “aplicação prática” dos princípios expostos e comentados. Recomendo, portanto, que, realmente mergulhem a fundo nestes estudos, tanto no sentido de assimilar o conteúdo como no de praticar os ensinamentos da Ciência divina.
Enquanto a pessoa não entender que este “Eu”, que veio “destruir as obras do diabo”, é o seu próprio Cristo, não irá se dedicar como deveria para, de fato, viver alinhado com a Verdade, em vez de se contentar em “curtir a ilusão”, por se alinhar com ela em seus pares de opostos ou crenças no bem e no mal.
O Filho de Deus deve viver o Bem Absoluto, e não somente desejar “desfrutar” do “bem do mundo”, o que, aparentemente, o faria se oferecer de “antena” ao ilusório “mal”, por se encantar com o ilusório “bem” sugerido a ele pelo erro.
O primeiro parágrafo do artigo diz o seguinte:
Na Ciência, não temos motivo para temer o magnetismo animal. Em nenhum momento e em nenhum lugar, jamais foi real, poderoso ou substancial. Alguém, talvez, tenha-lhe dito: “Você tem de trabalhar. Tem de negar o magnetismo animal.” Isso o preocupou? Sim, temos trabalho a fazer. Precisamos enxergar através das imposições do erro e provar que são irreais. Isso, às vezes, requer muito trabalho.
Como foi dito, o “mal”, ou o “magnetismo animal”, não é motivo para ser temido: NUNCA FOI REAL, PODEROSO OU SUBSTANCIAL!. Porém, também foi dito que TEM DE SER NEGADO, que TEMOS TRABALHO A FAZER – ENXERGAR ATRAVÉS DAS IMPOSIÇÕES DO ERRO E PROVAR QUE SÃO IRREAIS!
Aquele que conhece o objetivo deste estudo, que dele participa não apenas como “leitor”, mas como o “Cristo”, sua real e única identidade, estará atento para entender que estas “imposições do erro” são ardis do “magnetismo animal”, que, primeiramente, buscam cativar alguém pelo lado de seu “bem ilusório”, o que seria apenas “isca” para poder iludir com o seu “mal ilusório”. Portanto, antes de tudo, medite e se contemple no Bem permanente da Oniação absoluta! Assim, em vez de “vencer o mundo”, você já estará em Deus e com “este mundo”vencido.
Continua..>










