O Agora e a Paz do Cristo

A vida dentro dos princípios espirituais é a “vida pela graça”, uma vez que eles nos fazem viver unicamente o “Agora” e com a “Paz do Cristo”, desafiando e destronando a suposta mente humana com seu mecanismo ilusório de geração de tensão, ansiedade, nervosismo e preocupação. Estes agentes hipnóticos não resistem à nossa determinação de reconhecer nossa real condição espiritual, “não deste mundo”.

Quando aparentemente nos chegam “sugestões hipnóticas”, que objetivem tirar nossa paz e nossa visão do momento presente, basta aquietarmos esta “mente falsa” pelo reconhecimento absoluto de que “Antes que clamem, responderei”, como disse Isaías! Antes que esperemos humanamente alguma providência divina, a ação permanente de Deus já  está ali mesmo  manifestada, cobrindo toda a situação com a harmonia perene! Identifique-se com esta Harmonia e nunca com as “sugestões do mundo”. Esta forma de agir é, na prática, a “troca essencial” que o ensinamento prega, isto é, deixarmos de nos enredar pela mente ilusória para nos vermos como a própria atividade da Mente divina em Seu Agora harmonioso e permanente. Quando aceitamos que “antes que clamemos”, a Verdade já nos respondeu, este posicionamento equivale a discernirmos que não existe mente humana, e sim a Mente divina onipresente, aqui e agora manifesta em Sua plenitude e glória.

Quando  você aplica estes princípios em sua vida diária, constata  que está vivenciando o “Agora” e também a “Paz do Cristo”, que são a Realidade imutável ou eterna!

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“Olhai Para Mim”

“Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra;

porque eu sou Deus, e não há outro.”  

(Isaías 45 : 22)

A citação acima, de Isaías, foi sua forma de revelar a totalidade de Deus, Sua unicidade, bem como o direcionamento integral de nossa atenção ao nosso Eu. Aquele que “olha para si mesmo”, sem aceitar “outro”, ali revelado como inexistente, encontra o Cristo, seu Eu individual, e encontra seu vínculo de unidade com a Onipresença infinita. Em linguajar bíblico, encontra “o Cristo oculto em Deus”.

É por esse motivo que sempre encontramos autores dizendo que “não há verdades novas”. Sempre os mesmos princípios são colocados, e baseados na Verdade de que DEUS É TUDO.

“Olhai para mim” é uma forma de se dizer que o “Eu” que somos é divino,  está feito, consumado, permanente, e sendo assim focalizado, não teremos “outro” para conhecer a Verdade ou para se livrar da chamada “ilusão”. Este “Olhai para Mim” é exatamente o que os textos chamam de “contemplar a Verdade”. Tudo é Deus em Autocontemplação; nada há, ao lado de “Mim”; em vista disso, as “contemplações” são feitas sem quaisquer esforços, ou seja, são feitas por “Deus sendo o Eu que somos”, e esta visão capta unicamente a Perfeição da Eternidade Absoluta.

Medite e “olhe para sua Vida”, que vive AGORA em sua liberdade infinita; olhe-a como sendo DEUS VIVENDO!  Esta “contemplação” o mostrará “salvo”, como disse Isaías. Salvo de quê? Das falsas crenças dualistas, todas elas ilusórias, puras inexistências!

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Contemplação Universal e Específica

O hábito de meditar e contemplar a Verdade a partir da totalidade de Deus, sem levar em conta qualquer outra suposta existência, é “estarmos no mundo sem ser dele”. Isto porque a Verdade, assim reconhecida, é a Verdade eterna de que “antes que humanos existissem, EU SOU”, ou seja, é o que Jesus nos revelou sobre o “Eu” que desconhece mundo material e seus supostos parâmetros de tempo e espaço.

Sua identificação plena com este “Eu atemporal” é “você andando sobre as águas”, você na “Arca de Noé”, a salvo do “dilúvio” formado pelas águas fraudulentas das crenças coletivas. Contemple Deus sendo Tudo! Contemple este Tudo incluindo seu Eu; contemple seu Eu especificamente, e estenda esta percepção ao Infinito, discernindo que “Tudo e Você são Um”. Universalmente considerado, bem como especificamente considerado. Somos universalmente a Videira e somos, especificamente, um de seus ramos…

Na “contemplação específica”, inclua, portanto, o Corpo, que é Deus individualizado na Forma “Corpo”. Deus, de fato, é Tudo!

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Deus é Tudo como Tudo

O conhecimento da Verdade se reduz à aceitação desta premissa: “Deus é Tudo como Tudo”. Por isso, este deve ser sempre o tema predominante, durante a “Prática do Silêncio”. O que Deus sabe, é o que sabemos, o que Deus é, é o que somos, o que Deus pensa, é o que pensamos, e, é neste reconhecimento do que se passa com Deus que cada um de nós pode se ver naturalmente sendo “um com Deus”.

Todas as ideias ou pensamentos ligados a mente humana, a ser humano, a vida terrena ou a mundo material são inexistências, comparáveis ao que “acontece” em simples sonhos! Por isso, assim como nada do sonho pode participar da realidade de alguém, nada “deste mundo” pode participar da Verdade que somos, ou ser levado em consideração durante as “contemplações” do que é verdadeiro. Por essa razão é que admitimos que “o que Deus é, é o que somos”, para darmos seguimento à prática contemplativa sem nos dividirmos entre Verdade e ilusão.

Deus é Tudo como Tudo –  desse modo, “tratar dos negócios do Pai” é a meta de todos nós. Assim disse Jesus! Se observarmos bem, não encontramos passagem bíblica em que Jesus se posicione como alguém de mundo terreno e com objetivos ligados a este mundo; antes, os registros que temos são voltados ao Pai, ao Reino de Deus, a propósitos celestiais! “Quem são minha mãe e meus irmãos? São os que seguem os meus ensinamentos!” E seus ensinamentos têm por ponto de partida o Reino de Deus: “Buscai, em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6: 33).

Este é o foco deste “estudo do Absoluto”: buscarmos Deus, buscarmos o Reino de Deus, buscarmos nossa unidade com Deus, buscarmos a totalidade de Deus! E este “buscar” quer dizer exatamente isto: termos DEUS como objetivo único! Termos a experiência de Deus sendo quem somos! Unicamente DEUS é Realidade!

Na Parábola do Filho Pródigo há, em seu desfecho, um ponto fundamental: o pai correndo em direção ao filho que vinha retornando à sua casa! O sentido é a existência da Mente única: a Mente do Pai é a Mente do Filho e vice-versa, porquanto “Deus e Filho de Deus são UM”. Portanto, quando meditamos tendo em mente apenas Deus, apenas a Verdade, apenas o Cristo que somos em unidade perfeita com o Pai, esta intenção de “comunhão consciente” anula a ilusória “mente humana”, e “o Pai corre em nossa direção”, isto é, rapidamente a Verdade de que o Pai constitui o Ser individual que somos, é discernida!

Faça de suas preces e meditações momentos de total admissão desta Verdade: Deus é Tudo como Tudo, incluindo sua percepção clara de que Deus é TUDO como VOCÊ!

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O Amor de Deus É o Seu Ser

Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim.

JOÃO 17: 22

Jesus disse que Deus nos tem amado assim como o ama, revelando a natureza impessoal e incondicional do Amor divino. Muito embora haja a crença de que “há escolhidos de Deus”, o fato absoluto é que não há nem preferidos nem escolhidos de Deus, uma vez que Deus é TUDO! Por isso a Bíblia declara que “Deus não faz acepção de pessoas”. Em sentido absoluto, isto significa que não há pessoas, mas sim unicamente Deus sendo todos os Seres individuais em existência.

Deus é Amor, Deus é Verbo, Deus é Luz, Deus é Vida! Como Deus constitui a natureza de cada Ser individual, esta natureza divina é a nossa natureza única e absoluta. Portanto, o que é PERMANENTE, no que diz respeito à nossa natureza, é estritamente o que DEUS É! Dessa forma, quando Jesus diz que Deus nos ama da mesma forma como o ama, explica que não somos “carne”, mas sim a corporificação do AMOR DE DEUS EM SI.

Há pessoas que meditam forçando a mente para obter as chamadas curas; se trocarem esta intenção pela percepção de que “o Corpo é Amor de Deus”, perceberão o poder da revelação de Jesus! Deus nos tem amado como ama a ele porque O AMOR DIVINO É A ESTRUTURA ABSOLUTA, PERFEITA E PERMANENTE DO SER QUE SOMOS! Contemple esta Verdade, entendendo que Deus, como Amor, é a Substância ÚNICA que Se evidencia como a forma CORPO! Dedicando-se a esta percepção, a Verdade “Sois o Templo de Deus” será discernida de modo absoluto!

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A Causa Única é Efeito Único

A aceitação de DEUS COMO TUDO implica em se aceitar que DEUS, sendo Causa única, é, em Si mesmo, Efeito único. Tudo é Um, tudo é simultaneamente Causa e Efeito. Em outras palavras, a Mente que tem todas as infinitas ideias em Si mesma, neste exato AGORA, é simultaneamente a manifestação absoluta de todas elas. Este é o sentido de “Eu sou o Alfa e o Omega”, de que “as obras de Deus são permanentes “, ou de que “tudo está feito”.

A Causa e o Efeito são Deus, são únicos, são simultâneos, e estão em Evidência AGORA! Estas Verdades, por serem absolutas, já estão aceitas por completo pela Consciência que VOCÊ É! Em vista disso, em vez de acreditar que “terá de conscientizar” estes fatos verdadeiros, fazendo esforços nesse sentido, apenas se identifique serena e integralmente com todos eles! Veja-se participante deles! Veja-se sendo a Mente que é Causa deles e, simultaneamente, o Efeito que esta Causa gera!

Não há duas mentes, para que uma utilize o ilusório “tempo” em conscientizações intermináveis da Verdade! A Mente única – a SUA MENTE – é TODA A VERDADE! Portanto, ao meditar, apenas tome em consideração cada Verdade revelada como já manifesta! A Causa que gera tudo é seu Eu. Desse modo, admita: “Eu Sou a Causa Única!” ; o Efeito único é seu Eu; assim, igualmente,admita: “Eu Sou o Efeito Único!” Isto seria “conscientizar a Verdade”? Não! Seria anular a ILUSÃO de que exista “mente sem esta conscientização”. Por isso não há esforços mentais, mas tão somente “contemplação” daquilo que já É!

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Não Há Oásis No Deserto

Enquanto a Evidência da Perfeição Absoluta é única, sem dividir espaço para “manifestações outras”, para o ilusório conceito coletivo estamos vivenciando um mundo em três dimensões, imperfeito e mutável. Não pode haver duas “evidências” contrárias coexistindo no mesmo lugar! E, exatamente por isso, a palavra “ilusão” passou a ser empregada, ou seja, a Verdade é uma, mas, é vista em seu lugar o que não tem realidade. O mesmo se dá quanto à palavra “miragem”, que ilustra o processo ilusório quando um andarilho no deserto, alucinado pela sede e calor, imagina ver um “oásis” onde unicamente existe areia.

Estas palavras requerem atitudes radicais, da parte de quem estuda a Verdade. Afirmar, apenas,  que “tal situação” é ilusão, ou miragem, não nos basta! Precisamos conscientemente reverter a aceitação, “de oásis” para a de “areia”, ou ficaríamos somente trocando nomes sem resultado algum! Esta “reversão” é, na verdade, a “troca de referencial” efetuada conscientemente.Sempre devemos partir da Verdade, ou seja, a partir da “areia” e jamais de “oásis”. Muitos não entendem isto, e levam às meditações a crença de que, de alguma forma, há, mesmo, algum “oásis no deserto”; além disso, há muitos que, ao terminarem as meditações, acreditam “estar voltando ao “deserto com oásis”. Por isso, o mais importante, antes de meditar, é saber a fundo em que consiste esta prática contemplativa, no que diz respeito ao “estudo do Absoluto”. Seja qual for a aceitação do andarilho, esteja ele aceitando ver “oásis” ou ver “areia”, a EVIDÊNCIA REAL seria unicamente a “areia se evidenciando”. Que diz a revelação absoluta? Seja qual for a aceitação da mente humana, esteja ela aceitando ver “bem” ou ver “mal”, seria unicamente a PERFEIÇÃO DIVINA SE EVIDENCIANDO!

Assim como “não há oásis no deserto”, também “não há mundo material na Realidade”. Estar “Desperto” é estar consciente de que. assim como o oásis é areia, o ser humano é Deus – desde que a “troca de referencial” seja entendida e posta em prática! Jamais areia se tornou oásis nem jamais oásis voltou a ser areia! Unicamente a “alucinação” sumiu! Desaparecendo a “mente que vê matéria”, restará o que sempre É! DEUS SENDO TUDO!

 

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Testifique Seu “Eu” Sem Começo

O Poder da Verdade, ou o Poder do Cristo que somos, é o Poder de Deus em estar manifesto como “nosso” Eu”. Assim, como Deus é Realidade eterna sem começo, o “Eu que somos” é “sem começo”, pois “Eu e o Pai somos um”. Quando Jesus disse: “E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio”, expunha a UNIDADE PERFEITA que somos eternamente. Por isso as “contemplações da Verdade” focalizam “nossa” Presença sendo DEUS: sem começo, sem mudança e sem fim”.

Estar “comigo desde o princípio” quer dizer “estar sendo Deus agora”, uma vez que a Verdade é ATEMPORAL.  Quando desconsideramos mudanças e tempos da ILUSÃO, por “contemplarmos” Fatos espirituais dessa forma, estamos “testificando” Verdades eternas, e deixando por completo toda ilusória identificação com supostas atividades mutáveis das “aparências”. Algo que se assemelha a alguém que se via envolto em atividades de um sonho, e que, despertando, se percebe integralmente liberto de todas elas…

Assim como Jesus, “testifique” sua Presença sendo a VERDADE! Sendo o Caminho! Sendo a Vida!

JOÃO- 15:26,27- Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, Ele testificará de mim (confirmará as Palavra de Jesus). E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio.

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A Leveza de Um Ser Eterno

Nossa natureza real é Deus! Sentimos a leveza de nosso Ser iluminado quando simplesmente aceitamos integralmente esta Verdade. O mundo tenta doutrinar mente humana, tenta aumentar a prática do bem e reduzir a do mal, enquanto há séculos que somos informados de que “temos a nossa Mente de Cristo!”

“Aquieta-te e sabe, eu sou Deus” – o sentido é que, em quietude plena, em “jejum total” do mundo das aparências, podemos ouvir a “pequenina voz suave” de nossa próprio Ser, de nossa própria Consciência, Deus em nós!

 Pare de tentar alterar o ilusório mundo das aparências! Pare de ficar  se perguntando “por que isso acontece comigo”! Sinta a leveza de seu Ser real! DEUS É TUDO como TUDO! Mas essa totalidade não inclui a matéria! Como não a inclui, se Deus é TUDO? Não a inclui porque a TOTALIDADE é VERBO, é PERFEIÇÃO INFINITA! O chamado “mundo da matéria”, com suas imagens de bem e de mal em mutação, é uma ILUSÃO! Como sonho, que se dissipa e revela sua nulidade pelo despertar, “este mundo” perde sua suposta existência, diante de uma total e sincera ENTREGA À REALIDADE! Assim, de fato, “aquiete-se e saiba, EU SOU DEUS”, e sinta a LEVEZA DE SEU PRÓPRIO SER, AQUI E AGORA!

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COMENTÁRIOS

Dárcio

Quando alguém entra em contato com um ensinamento espiritual, logo o associa com seu mensageiro. Este texto,”Curando Feridas”, da Ciência Cristã, é muito bom; mas quero aproveitá-lo para fazer uns comentários. Ele é apenas um, dentre vários outros, em que a Sra. Eddy é citada como Líder, como “melhor seguidora de Jesus”, etc. A própria Sra Eddy se posicionou como Líder dessa forma, ao instituir as normas da Ciência Cristã. Entretanto, por mais que um mensageiro tenha valor, jamais deve ser glorificado ou enaltecido! Unicamente DEUS é Realidade; toda revelação é de origem divina, se for legítima. Sendo isto óbvio, não há motivo algum para desfocarmos a atenção da Fonte única para supostos líderes, mestres ou instrutores “deste mundo”.

Além desse lado, de deixarmos “toda glória com Deus”, devemos permanecer atentos ao Mestre verdadeiro, o “Cristo que somos”, pois, através dessa atenção, detetamos falhas possíveis de serem encontradas em cada ensinamento. Dificilmente há ensinamentos cem por cento perfeitos, e onde a opinião pessoal de algum mensageiro for exposta, aquilo deverá ser sempre muito bem avaliado pelo “Cristo que somos”, ou então, abraçaremos tais erros, confiando que “algum líder” esteja sempre certo em tudo o que diz.

Quando os princípios espirituais são colocados, é mais raro acharmos estes erros; mas, quando pontos de vista de um autor são também expostos, devem ser lidos com cuidado e não com cega aceitação. Já encontrei, por exemplo, falhas diversas na Ciência Cristã, na Seicho-No-Ie, e no Caminho Infinito, quando “opiniões pessoais” eram explicitadas ao lado dos princípios exatos da Verdade.

Podemos e devemos  aceitar e confiar nos princípios absolutos ensinados, mas jamais devemos acreditar que algum suposto “mestre deste mundo” esteja certo em tudo o que diz. Por isso Jesus disse que “unicamente o Cristo” é Mestre, o Cristo que é DEUS em cada um de nós! Desse modo, se um autor errar, não seremos  seguidores em seus erros. Huberto Rhoden, por exemplo, tirou de circulação várias de suas obras, desejando ainda fazê-lo com tantas outras, por ter tido, após publicá-las, um esclarecimento espiritual maior sobre os temas que havia abordado! E podemos imaginar quantos não foram seus  seguidores, que cegamente se deixaram levar por tudo aquilo  que havia sido publicado!

Quanto mais absoluto for um texto, menos condições de conter falhas ele terá! Esta é mais uma razão para adotarmos  ensinamentos radicalmente  absolutistas.

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Curando Feridas-3

– 3 –

Graças a sua recusa em aceitar como definitivos a tristeza, o sofrimento e a dor, a Sra. Eddy foi impelida a pesquisar, até encontrar, e a pôr à disposição da humanidade, essa pérola infinita do alento e da revelação do Cristo. Ela escreveu a respeito de sua descoberta, a Ciência Cristã: “… sim, [é] a pérola preciosa da qual nosso Mestre disse que, se um homem a encontra, vai e vende tudo o que tem e a compra. Compra-a! Note-se o alcance de suas palavras, a saber, que o cristianismo não é meramente uma dádiva, como assevera S. Paulo, mas que é comprado, e por grande preço; e qual o homem que conhece o seu valor, como o conhecia nosso Mestre, e o preço que pagou por ele?”

Como a melhor seguidora de Jesus na era moderna, a Sra. Eddy é a nossa Líder. Na proporção em que seguem na prática da Ciência Cristã, as pessoas adquirem os tesouros curativos próprios dessa Ciência. Quando velhas cicatrizes e feridas recentes recebem alívio com a substância espiritual do tratamento pela Ciência cristã, elas são curadas. De cada cura, porém, não se forma uma pérola isolada. À medida que se vê cada erro como o erro que é, passando-se a substituí-lo pela verdade curativa da Ciência Cristã, algo do teor total da Verdade se desenvolve, e, ao mesmo tempo, algo do sonho mortal do erro se reduz. E cada demonstração da Ciência Cristã revela, diante de nossos olhos e em proporção cada vez maior, a harmonia imperturbável para todos, a beleza, a paz e a alegria do céu.

Carolyn B. Swan

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Março de 1987)

Curando Feridas-2

– 2 –

A natureza tem um modo de proceder, diante de intrusões danosas, que nos oferece exemplo interessante: quando acontece a certos moluscos, tais como as ostras, ser-lhes introduzida uma partícula que as machuca, um grão de areia, por exemplo, tal partícula é recoberta por camadas de uma substância protetora. Finalmente, o objeto agressor torna-se uma linda pérola!

Entretanto, a substância espiritual que surge através da oração, em vez de apenas ir cobrindo nossas feridas com o lento passar do tempo, substitui imediata e completamente os paus e as pedras de um distúrbio acidental ou de um dano deliberado, com bênçãos de valor espiritual. Nossa verdadeira substância, que reflete a constante presença de Deus, é fecunda em amor e compreensão.

O homem jamais foi tocado por acidente ou injúria. O homem, a expressão de Deus, habita em Sua presença, onde nada de danoso jamais se introduz. Expulsando as sugestões de dano com rios de perdão, a substância curativa da oração faz muito mais do que torná-las incapazes de nos prejudicar. Quando refutadas com amor e compreensão, até mesmo experiências que justificariam uma atitude de ressentimento e vingança podem se transformar em lições espirituais que se tornarão tesouros duradouros. Graças a essas lições, tão somente, adquirimos a maior de todas as pérolas, a pérola da qual Jesus nos falou.

Jesus comparou o reino dos céus a um mercador que estava à procura de pérolas preciosas, o qual, “tendo achado uma pérola de grande valor, vendeu tudo o que possuía, e a comprou”.

Quase mil e novecentos anos após essa parábola ter sido proferida, a pérola de valor inestimável foi descoberta para toda a humanidade. Foi como se, no decurso dos séculos. O Cristo, a ideia sanadora e salvadora que Jesus plenamente exemplificou, purificasse todo o clamor do pecado e da dor, por meio da substância divina do amor e da compreensão, expondo completa e finalmente o nada absoluto do erro, através da revelação da totalidade do bem.

 

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Curando Feridas-1

 Ninguém precisa sofrer devido a feridas físicas ou emocionais. Temos autoridade cristã para nos recusar a sofrer danos.

 Cristo Jesus disse: “Nada absolutamente vos causará dano”. E provou-o, curando pessoas que aparentemente haviam ficado incapacitadas num acidente, que haviam sido afligidas por doenças ou marcadas pelo pecado.

Aos cristãos, portanto, é tão desnecessário aceitar sofrimentos, quanto seria errado infligir intencionalmente sofrimentos. Mas, como é que alguém recusará sofrer por danos, se foi ferido ou se foi tratado injustamente, caluniado, insultado ou rejeitado?

O livro Ciência e Saúde de autoria da Sra. Eddy está repleto de respostas que curam. Uma das respostas geralmente aplicável a acidentes, mas útil também num sentido mais amplo, aconselha: “Declara que não te machucaste e compreende a razão disso; verás que os bons efeitos que daí resultam, estarão em exata proporção à tua descrença em relação à física e à tua fidelidade para com a metafísica divina – à tua confiança em que Deus é tudo, como as Escrituras declaram que Ele é”.

A razão por que não estamos sujeitos à agressão é a de que, em realidade, não há fonte da qual possa advir o dano. Compreender essa razão implica necessariamente compreender a causa e o efeito genuínos, Deus e o homem. As Escrituras ensinam que Deus é Tudo, que nada existe além dEle, que Deus é Amor puro e todo bondade, e que o homem é espiritual, criado à Sua semelhança. Essas verdades não deixam espaço algum para uma causa nociva ou para um efeito injurioso ou injuriado. Quando compreendidas, elas efetuam, de maneira completa e permanente, a cura de qualquer tipo de dano, físico ou mental, em tempo passado, presente, ou que se avizinha.

Se os sentidos físicos alegam que alguém disse, ou fez, algo danoso que nossos ouvidos ouviram, nossos olhos viram, nosso corpo sentiu e nosso cérebro registrou, podemos, mesmo assim, nos recusar a deixar que uma recordação do acontecimento, quer voluntária quer aparentemente involuntária, continue a nos ferir. O Fato espiritual é que não estamos feridos e podemos nos recusar a aceitar falsos relatórios apresentados pelos sentidos físicos, pelos nervos ou pelo cérebro. Estes não fazem parte da identidade do homem à semelhança de Deus, nossa verdadeira identidade: são ilusórios e não nos merecem confiança.

Deus é a Mente única, é a única Fonte válida de tudo o que há para se ouvir, ver ou sentir; da inteligência, substância, ação e existência. Por ser a Mente divina, o Amor, a fonte e a substância únicas de sua própria expressão, o homem, este jamais pode ser menos que perfeito. Não somos o mortal que os sentidos físicos, em seu sonho de agressão, descrevem. Somos o homem, a perfeita expressão de Deus, ainda que aparentemente o estejamos manifestando apenas em progresso paulatino.

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A Impotência da Mente Humana

Ao lado do reconhecimento absoluto da supremacia da Mente do Cristo, que é a nossa Mente real e única, devemos dedicar parte das “contemplações da Verdade” para discernir a total impotência da suposta mente humana quanto a ter condições de nos comandar, seja de nós mesmos, seja através de outrem. Não existe mente humana! E não há poder algum em inexistências! Mas isto precisa ser reconhecido, para que puras “sugestões ilusórias” não sejam confundidas com “condições reais”.

A mente humana é um aglomerado ilusório de crenças no bem e no mal. Desse modo, suas sugestões nos vêm como prazeres ou dores, ou seja, como os fictícios “pares de opostos” fundamentados na também fictícia noção de que o bem e o mal existem! O Homem não é um ser humano à mercê de prazeres e dores “deste mundo”; sua totalidade é Deus, sendo, portanto, completo, glorioso e perfeito em si mesmo, na própria Verdade absoluta que permanentemente é! Reconhecer a “ausência” da suposta mente humana, ou seja, sua total impotência quanto a poder nos sugestionar, enquanto nos identificamos com a Mente Todo-poderosa do Cristo que somos, é a vivência na Verdade que nos deixa livres! E esta liberdade, atuando naturalmente nas “crenças falsas dualistas”, faz com que também sejamos vistos livres nas “aparências” deste mundo.

A nossa liberdade é mantida pela nossa permanência em Cristo, onde somos “nova criatura” e não mais supostos mortais conduzidos por crenças hipnóticas. Por isso, os ensinamentos que abraçamos devem ser condizentes com esta liberdade em Cristo, sem fatores poluentes capazes de semear “sementes da ilusão” em solo que já limpamos. Autores como Osho, que, de um lado revelam “verdades tremendas”, enquanto de outro, propagam sexualidade, liberalidade e demais sementes do erro, como várias vezes aqui alertei, devem ser varridos por completo, pela energia antiCrística que  carregam. Também na literatura espírita, encontramos “valor na sexualidade”, o que nem é de se estranhar, uma vez que esta doutrina considera que “temos mente humana em evolução”, negando a revelação de que “temos a Mente de Cristo”. Enfim, não tem, este texto, o intuito de criticar autores ou ensinamentos outros, que não o absoluto. Apenas  exemplifica de que modo “elevadas contemplações” perdem, depois, no cotidiano, sua força! São minadas por falsas doutrinas e falsos mestres! Jesus disse claramente: “Nem vos chameis mestres, porque UM SÓ É O VOSSO MESTRE, QUE É O CRISTO” (Mateus, 23: 1o).

Como lidar com a “aparência de sexualidade”? Da mesma forma com que lidamos com tudo “deste mundo”: anulando, pelas contemplações, a inverdade chamada “mente humana” e, na vida cotidiana, agindo pelo não agir, ou seja, deixando fluir como unidade o que a “Mente de Cristo” deixar extravasar  como “bens acrescentados”.

O “Cristo” é Deus sendo VOCÊ! A Mente de Cristo, portanto, é a SUA! Permaneça nesta Verdade, não se deixando levar por “doutrinas várias e estranhas”, como nos alertou o apóstolo Paulo, e estará de coração fortificado pela graça!

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Verdade Divina Vibrante

Sempre os textos absolutos repetem que “conhecer a Verdade” significa “ser a Verdade” conhecida, e isto explica a afirmação de Jesus: “Eu Sou a Verdade”. Este “Eu Sou”, que, sabemos, é impessoal, universal e indivisível, é este exato “Eu Sou” que somos. Esta Verdade, quando assim reconhecida, é atividade divina vibrante, algo “acima deste mundo”, e que deve contagiar inteiramente a ilusória “mente deste mundo”, enquanto aparentemente dela fazemos uso em nossas atividades cotidianas. O que estou dizendo é que não podemos separar “momentos de contemplaçao” de nosso dia-a-dia, alimentando a falsa crença de que unicamente quando meditamos, estamos em nosso Êxtase divino.

Na postagem anterior, “Ponto de Vista”, Lillian DeWaters ressalta um aspecto importantíssimo deste estudo, quando diz:

Quando você vislumbra o real e verdadeiro estado do Ser, Corpo e Universo, não pense que poderá ficar quieto e descansado. Não! Este não é momento de letargia ou desleixo mental. Você terá de ser a chama viva…expressando, cada vez mais, as ideias e atividades divinas intrínsecas ao seu Ser; sempre recordando que o corpo expressa você, a Vida e o Ser perfeitos.Uma aceitação intelectual desta nova Ideia, sem a atividade espiritualmente jubilosa de nela permanecer, adorando, amando e continuamente se elevando às altitudes máximas de luz, poder e ação, pouquíssimo benefício lhe trará…talvez, até nenhum.A crescente tendência de se abolir a ideia de tratamento mental ou metafísico, sem nada colocar em seu lugar, limita e compromete a atividade espiritualmente progressiva e a luz de alguém. Uma vez face a face com o “Eu”, teremos de “provar todas as coisas e permanecer firmes”.

É nesse exato sentido que venho sempre enfatizando que a “Ciência Mental” precisa estar associada com este estudo: para que não ocorra esta “letargia ou desleixo mental”. É incomum autores absolutistas ou místicos admitirem esta necessidade; entretanto, ela é verdadeira, e mais ainda se mostra necessária quando estamos aparentemente envolvidos em atividades que não se relacionem diretamente com a espiritualidade. Evidentemente, se alguém é “praticista de cura espiritual”, sua própria atividade o ajudará a “permanecer firme”. O fato, entretanto, é que somos “deuses” e não “estudantes humanos da Verdade”, e devemos entender que “glorificar a Deus no NOSSO CORPO e no NOSSO ESPÍRITO” é o que nos propiciará “ser a Verdade” conscientemente, tanto espiritualmente quanto mentalmente.

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Ponto de Vista

A cura nada tem a ver com as aparentes formas materiais; tampouco tem a ver com o Corpo espiritual. Em nada se relaciona com condições ou sintomas físicos, nem com desarmonias de qualquer espécie. Ela somente tem a ver como o nosso ponto de vista.

Com frequência, a cura é simples como o é para alguém decidir se ele possui uma forma material desarmônica, portanto, necessitada de cura… ou um Corpo Espiritual perfeito, em que desarmonia alguma possa surgir.

Descartando toda alegação referente à forma material e tomando posse espontânea do Corpo Espiritual, que é nosso de Eternidade a Eternidade, não podemos deixar de experienciar a glória e a saúde que lhes são inerentes.

Declarando posse do Corpo espiritual, que não necessita de cura por sempre ser imaculado, perfeito e completo, nós provamos que nosso Eu é o Ser único, e nenhum outro. Verdadeiramente, nosso corpo é maravilhoso como a estrela da manhã, e radiante como o sol. Contudo, apenas crer que ele seja espiritual, perfeito e sempre harmonioso, não nos basta. Precisamos tomar posse dele como sendo o nosso próprio corpo.

“Como?” —você perguntaria. Através do amor e da devoção…tal como chama flamejante. Assim como alguém declara fidelidade ao seu País, com todo ardor, adoração, lealdade e fervor de seu ser, proclame seu EU como Espírito, Verdade, Inteligência; e seu corpo como perfeito, integral e todo-harmonioso.

As formas são múltiplas, e são proclamadas por aqueles que chamam a si mesmos de “pessoas” ou “indivíduos”. O Corpo é um, e pertence a todos que dele tomam posse como o corpo da Perfeição…o corpo de Vida, Verdade e Amor.

Quando você vislumbra o real e verdadeiro estado do Ser, Corpo e Universo, não pense que poderá ficar quieto e descansado. Não! Este não é momento de letargia ou desleixo mental. Você terá de ser a chama viva…expressando, cada vez mais, as ideias e atividades divinas intrínsecas ao seu Ser; sempre recordando que o corpo expressa você, a Vida e o Ser perfeitos.

Uma aceitação intelectual desta nova Ideia, sem a atividade espiritualmente jubilosa de nela permanecer, adorando, amando e continuamente se elevando às altitudes máximas de luz, poder e ação, pouquíssimo benefício lhe trará…talvez, até nenhum.

A crescente tendência de se abolir a ideia de tratamento mental ou metafísico, sem nada colocar em seu lugar, limita e compromete a atividade espiritualmente progressiva e a luz de alguém. Uma vez face a face com o “Eu”, teremos de “provar todas as coisas e permanecer firmes”.

Que nos ajudará em nosso desvínculo com as desarmonias e limitações? Resposta: Nossa aceitação e nossa dependência à Consciência espiritual que somos…a Consciência que conhece o Eu, o Universo e o Corpo como sendo o Integral espiritual perfeito. Com efeito, nossa visão inteira deve ser espiritual.

Se o Céu está à mão, onde é que Ele está? Nos Estados Unidos? Noutro país? Jesus nos deixou bem claro: “O Reino de Deus está dentro de vós”. Quão distante está “você”? Está exatamente à mão, não está? Assim, se você parece estar nos Estados Unidos, aí é o Céu! Ou, em outro local qualquer, aí é o Céu!

Como pode ver, o Céu está em você; não é preciso que “caminhe até Ele”. A Consciência é Vida, é Ser, é Corpo, é Universo, é Céu. Ela está exatamente à mão…dentro de você…você.

Quanto mais permanecermos no verdadeiro estado e natureza de nosso Eu, Corpo e Universo, mais garantidas serão nossa segurança, nossa paz e nossa prosperidade. O reconhecimento de nossas atividades como espirituais e perfeitas, sem limites de qualquer espécie, à mão, e dentro de nossa Consciência, propicia nossa emancipação de um mundo-espectral chamado “existência humana”.

 

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A Mente Por Testemunha

Há um clássico de cinema chamado “O Sol por testemunha”; este título sugere a função correta do que significa “testemunhar algo”, ou seja, o que se passa seria “testemunhado pelo Sol”, ficando ele presente, mas neutro: não teria participação alguma além da citada: ser testemunha.

Quando meditamos e “contemplamos” Deus sendo TUDO, temos a “mente por testemunha”, ou seja, a suposta “mente humana” não terá outra função que não a de aparentar  “estar presente” e “ser neutra”, testificando a Onipresença perfeita a Se evidenciar. Não tentará “ajudar Deus”, não tentará “forçar” para a perfeição vir a ser percebida”, nem terá “pressa” em ver resultados! A Verdade unicamente a terá por “testemunha”.

O Universo infinito está em operação perfeita, sem que dependa de “ajuda humana” de qualquer natureza. O Universo é ESPIRITUAL, e unicamente a Mente espiritual existe realmente como Oniação. Esta Mente, que é Deus,  já sabe que o Universo É! Desse modo, quando meditamos e deixamos a suposta “mente humana” com a função única de ser “testemunha”, o Universo, independente dela, pode ser “contemplado” pela Perfeição imutável que sempre É! Desse modo, “ter a mente por testemunha” passa a ser um valioso artifício que podemos utilizar para anular as interferências hipnóticas sugeridas pela crença coletiva. Todas elas formam a ilusão chamada “mente humana”; e, sendo ela destituída de outra função, senão a de “testemunhar a Verdade”, ficará inerte, neutra e inoperante; em outras palavras, ficará atuando como o “nada” que sempre é…

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Deus, Sendo Tudo, Que Mais Sobra?

As “obras de cura de Cristo Jesus”, algumas citadas nesta última postagem do site, representam a aceitação, convicção e prática da Metafísica Absoluta.  Que diz a premissa fundamental? DEUS É TUDO COMO TUDO! Desse modo, nada sobra para ser levado em consideração. A palavra “ilusão” quer dizer isto, ou seja, este “nada sobra”. Não é palavra que indique “algo a ser destruído”, mas “algo” que é ilusório, porquanto o que é TUDO jamais tem “o que sobra” para ser destruído!

As atitudes tomadas por Jesus devem ser vistas como atitudes que “já estamos tomando”, e isto precisa ser aceito incontestavelmente. Por quê? Porque “temos a Mente de Cristo”, disse Paulo em I Cor. 2: 16).  Que é a Mente de Cristo? A Mente única de Deus Se expressando como nossa Mente individual! Portanto, não há “mente que sobra”, para ser chamada de “mente humana”; e não há “ser que sobra”, para usar mente inexistente! DEUS É TUDO COMO TUDO!

Quem vê algo a ser curado? Quem reclama que a Verdade não o ajudou? Quem estuda a Verdade para dar fim à ilusão? Quem vê ilusão como “algo a ser dissipado? Quem, além de Deus, está evidenciado?  Quem é praticista de cura espiritual? Quem é “paciente” de praticista de cura espiritual? Quem nasce? Quem morre? Em quem a cura se deu? Em quem a cura não aconteceu? Quem vê “este mundo”? Quem “tem pai na Terra”?

Muitas vezes ouvi as seguintes perguntas: “Por que “praticistas famosos”, que realizavam  ‘curas instantâneas’, também morreram?”,  ou  “Você sabe se este autor é vivo ainda?”, ou ainda: Qual sua explicação para a ILUSÃO não ter cedido em tal e tal situação?”   VOCÊ SABE RESPONDER? Claro que sabe!

Partir da Verdade, e não do que “poderia estar sobrando”,  mas que não existe para sobrar, é a “Prática Absolutista”. Se concordamos com a convicção e atitudes demonstradas por Cristo Jesus, em suas chamadas “obras de cura”, é porque “temos a Mente da mesma natureza”. E isto se nos torna óbvio quando a Onipresença, a Onipotência, a Onisciência e a Oniação divinas são aceitas e devidamente “contempladas” como FATOS DESTE AGORA, e quando  ESTE AGORA é aceito como PERFEIÇÃO PERMANENTE.

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Cristo Jesus e Suas Obras de Cura-3

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Depois da ressurreição, Jesus apareceu diversas vezes a seus discípulos. Isso deve ter fortalecido grandemente a compreensão deles e lhes mostrado a validade de seus ensinamentos. Jesus não havia ensinado meras teorias, mas verdades que podiam destroçar qualquer falsidade apresentada pelo sentido material.

Quarenta dias após a ressurreição, Jesus teve um último encontro com seus estudantes e lhes deu sua instrução final: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. … Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome expelirão demônios, falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma cousa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados”. Após haver falado, desapareceu da vista deles, tendo abandonado de todo a crença numa mente separada de Deus. Assim nada restara que podia se manifestar como corpo material mortal. Esse acontecimento é chamado de ascensão.

Como já vimos, Jesus queria que suas obras tivessem continuação. Assim anteriormente, “tendo chamado seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir, e para curar toda sorte de doenças e enfermidades”. Deu-lhes também um encargo importante, dizendo: “Curai enfermos, ressuscitais mortos, purificai leprosos, expeli demônios”. Jesus sabia que o que havia feito nada tinha de misterioso. E ele não dependia de quaisquer fórmulas secretas.

As curas que havia realizado resultavam de sua profunda compreensão a respeito de Deus e do homem. Eram o produto natural de sua filiação consciente com Deus, de sua comunhão com Deus e de fazer a Sua vontade a cada minuto. Jesus sabia que quem estiver disposto a aprender de sua filiação com Deus – a inclinar-se para as coisas do Espírito, a amar a Deus e a compreendê-Lo – podia fazer obras similares. A Sra. Eddy diz: “Em latim. A palavra traduzida como discípulo significa estudante; e esse termo indica que o poder de curar não era um dom outorgado a esses alunos, e sim o resultado da cultivada compreensão espiritual deles acerca da Ciência divina que seu Mestre demonstrava, curando os doentes e os pecadores”.

Por isso, os setenta discípulos, a quem Jesus havia enviado após os doze discípulos originais, não podiam ter-lhe trazido maior alegria que a de retornarem com as novas de seu próprio trabalho de cura, dizendo: “Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome!” E a Bíblia consigna: “Naquela hora exultou Jesus”.

A obra de cura feita pelos discípulos de Jesus ainda é possível hoje em dia a todo estudante da vida e da obra de Jesus – a todo aquele que expressa a Mente que havia em Cristo Jesus e compreende a Ciência do Cristo.

F I M

(Transcrito de O Arauto da Ciência Cristâ – Julho 1982)

 

Cristo Jesus e Suas Obras de Cura-2

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Certa ocasião, Jesus dirigia-se para uma cidade chamada Naim. Ao aproximar-se da porta, encontrou um féretro que deixava a cidade. O filho único de uma viúva havia falecido. Ora, nos dias de Jesus as mulheres dependiam do marido ou dos filhos para a subsistência, por isso a situação dessa viúva era desesperadora. Não tinha agora quem cuidasse dela.

Quão grande deve ter sido o anseio de Jesus por ajudá-la, e como seu coração se encheu de afeição por ela! Então, mediante sua compreensão da infindável natureza da Vida, Deus, Jesus ressuscitou o jovem e o devolveu à sua mãe.

Certa feita morreu um grande amigo de Jesus. Mas Jesus não se deixou perturbar. Simplesmente afirmou: “Nosso amigo Lázaro adormeceu”. Foi até a cidade onde Lázaro morava e devolveu-lhe a vida, embora seu amigo estivesse enterrado havia mais de três dias.

Jesus curou muitas mulheres. Em dada ocasião, encontrou “uma mulher possessa de um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos”. Andava encurvada e não conseguia endireitar-se. Jesus, vendo-a como Filha de Deus, percebeu a identidade real dela, para sempre intata, sem falha, imaculada e perfeita. O fato de Jesus a ter visto perfeita, curou-a. “Impondo-lhe as mãos, ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus”.

Sua maior cura, e a última feita por ele, começou com a traição a Jesus no Jardim de Getsêmane. Seus inimigos o capturaram e queriam que fosse crucificado. Aqueles que estavam investidos de autoridade consentiram em sua morte. Os soldados, antes de o pregarem à cruz, ofereceram-lhe um sedativo paras atordoar os sentidos. Mas Jesus recusou-o.

O relato bíblico da crucificação prossegue, dizendo: “Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito”. E a Sra Eddy escreve: “O que Jesus de fato exalou foi ar, uma forma etérea de matéria, pois que nunca exalou o Espírito, a Alma”. Depois, ao cair da tarde ou no início da noite, um homem rico, chamado José de Arimatéia, pediu que lhe fosse entregue o corpo de Jesus. Colocou-o em seu próprio túmulo novo. “E rolando uma grande pedra para a entrada do sepulcro, se retirou”.

Na quietude do túmulo Jesus pôde encontrar refúgio contra o ódio que o mundo tinha por sua espiritualidade. Ali, provou que a Vida divina não conhece a morte e que o homem reflete eternamente essa vida. No terceiro dia após a crucificação, Jesus apareceu a Maria |Madalena. Ele havia triunfado sobre a morte, não aceitando, mas sobrepujando o último inimigo. Havia provado que a morte não tinha poder sobre o homem.

Continua..>