“Arrependei–vos, porque é chegado o reino dos céus”.
Mateus 3: 2
Evangelho significa “boa nova”, o desmantelamento de uma CRENÇA HIPNÓTICA que aparenta encobrir o Universo real e perfeito de Deus e encobrir a Natureza divina de cada Filho de Deus. Assim, não é somente “boa nova”, mas sim, “excelente e iluminada nova”!
João Batista clamava ao povo: “Arrependei-vos! É chegado o Reino de Deus!” “É CHEGADO!” SEMPRE ESTEVE CHEGADO! E SEMPRE ESTEVE SENDO TUDO! DEUS É ONIPRESENTE COMO TUDO E COMO TODOS! E DEUS É ESPÍRITO!
“ARREPENDEI-VOS!” – que vem a ser isto? SIGNIFICA “RENASCIMENTO”, REPÚDIO CONSCIENTE E TOTAL ÀS CRENÇAS DE “HISTÓRICO” HUMANO OU TERRENO! UMA IDENTIFICAÇÃO DIRETA E RADICAL COM A VERDADE DE QUE DEUS É TUDO!
Uma pessoa assim me disse: “Gosto muito das mensagens que você escreve, mas, há um ponto em que discordamos: você não acredita em reencarnação e eu acredito!”. Eu disse a ela: “Não é que eu não acredite! REENCARNAÇÃO NÃO EXISTE! DEUS É TUDO, E DEUS É ESPÍRITO!”. E ela me respondeu: “EXISTE SIM!”
Quando alguém se apega a CRENÇAS, a BOA NOVA não ecoa como aceitação inconteste! Falam mais alto do que a REVELAÇÃO as CRENÇAS FALSAS, aceitas como verdadeiras intelectualmente! Por isso Jesus disse que “a Verdade é revelada aos pequeninos – SEM EGO – , e não a sábios e entendidos”!
Cada Filho de Deus é UM COM DEUS, assim como cada onda, soprada pelo oceano, é “uma com ele”. DEUS SOPRA DE SI E EM SI MESMO CADA UM DE NÓS – AQUI E AGORA! A FONTE É ESPÍRITO, E A EMANAÇÃO É ESPÍRITO!
A ACEITAÇÃO DE “SERES ENCARNADOS”, “SERES REENCARNADOS” E “DESENCARNADOS” é a ILUSÃO! A ILUSÃO NÃO É “MATÉRIA”! A “MATÉRIA” É QUE É ILUSÃO!
“ARREPENDEI-VOS!” – NEGUEM-SE COMO SERES “NASCIDOS” E PERCEBAM-SE “SENDO DEUS!” Esta “negação” não pode ser parcial! Não pode ser “por etapas”! NÃO HÁ QUEM TENHA REVELAÇÃO DIVINA POR ETAPAS! DEUS É TUDO, E DEUS SE REVELA COMO TUDO! Portanto, aquele “arrependido” de vir dando crédito ao “mundo de encarnados, reencarnados e desencarnados”, vendo-se LIBERTO destas CRENÇAS em algo ou alguém destoante da NATUREZA ESPIRITUAL DE DEUS, estará vivificando e honrando a DEUS COMO ESPÍRITO, COMO LUZ, E COMO TUDO!
“Não se deita vinho novo em odres velhos”, disse Jesus. A VERDADE ABSOLUTA PRECISA ENCONTRAR ACEITAÇÃO ABSOLUTA! Em termos bíblicos, isto quer dizer que VOCÊ É AQUELE QUE HAVIA DE VIR – O CRISTO! E “AQUELE”, QUE SE JULGAVA COMO “CARNAL NASCIDO”, É AQUELE QUE “HÁ DE SUMIR”, OU SEJA, É UMA “ILUSÃO”.
“Não sou mais eu; o CRISTO vive em mim” – disse Paulo (Gálatas 2: 20). Para onde teria ido este “Paulo”? EXATAMENTE PARA O MESMO LUGAR A QUE VÃO AS TREVAS, QUANDO SOBRE ELAS INCIDIMOS LUZ! ERAM “AUSÊNCIAS DE LUZ” E NÃO PRESENÇAS! DO MESMO MODO, DEUS É LUZ ONIPRESENTE E É TUDO!
“SOIS A LUZ DO MUNDO” – DISSE JESUS! ENCARNADOS, REENCARNADOS, DESENCARNADOS SÃO TREVAS! QUANDO ASSIM ENTENDERMOS OS MENSAGEIROS DA VERDADE, ESTAREMOS CONHECENDO A VERDADE POR ELES REVELADA! A VERDADE QUE SOMOS!
Sempre que o “referencial da mentira” é levado em consideração, os ensinamentos sobre a Verdade são incorretamente vinculados com a CRENÇA NO TEMPO. Por esse motivo, caso VOCÊ deseje “VER A DEUS FACE A FACE”, o primeiro passo será inverter esta prática ilusória de se IDENTIFICAR COM O MUNDO, de se IDENTIFICAR COM MENTE CARNAL, de se IDENTIFICAR COM CORPO CARNAL, para se dedicar à “Prática do Silêncio” e à PERCEPÇÃO DA REALIDADE que ela propicia.
“Vós me buscareis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jeremias 29:13). Também Jesus disse: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus”(Mt. 5:8).
“Limpo de coração” não é alguém com “mente humana” em retidão; antes, é alguém abdicado de “mente humana”! ALGUÉM IDENTIFICADO COM A MENTE DE CRISTO! Enquanto estiver identificado com seu suposto “histórico humano”, o AGORA em que DEUS É TUDO, INCLUSIVE A TOTALIDADE DE SEU SER, lhe parecerá ser “Verdade oculta”. Em outras palavras, estará vivendo a ILUSÃO projetada hipnoticamente pela “mente humana”, e acreditando em meras “aparências temporais”.
Deus será “achado” quando “BUSCADO DE TODO O CORAÇÃO”, disse Jeremias. O ensinamento absoluto parte de “DEUS JÁ ACHADO”, pois parte da Verdade de que “TODO O CORAÇÃO” significa estarmos IDENTIFICADOS com a Verdade de que DEUS É TUDO, E QUE, PORTANTO, NOSSA CONSCIÊNCIA É A DIVINA CONSCIÊNCIA ILUMINADA, O “CORAÇÃO DE CRIANÇA”.
A SUPOSTA “MENTE HUMANA” NÃO SOMENTE NÃO É A “NOSSA MENTE”, COMO TAMBÉM NÃO É SEQUER EXISTENTE, SENDO PURAMENTE UM ESTADO HIPNÓTICO, ALGO INTEIRAMENTE ILUSÓRIO.
Os textos sobre a Verdade Absoluta enfatizam o valor da dedicação à “Prática do Silêncio”como meio de nos dissociarmos do mentiroso “mundo de aparências” para, no SILÊNCIO INTERIOR, reconhecermos e contemplarmos A PRESENÇA DE DEUS SENDO QUEM SOMOS. “Contemplar a Verdade” significa esta IDENTIFICAÇÃO com o “Referencial de Deus”, quando nos abstraímos totalmente da CRENÇA EM HISTÓRICO HUMANO, EM IDADE, EM NASCIMENTOS E MORTES, PARA ESTARMOS “DE TODO CORAÇÃO”UNICAMENTE RECONHECENDO A ONIPRESENÇA DE DEUS!
Muitos dizem acreditar que “Deus é Onipresente”; entretanto, CRENÇA NA ONIPRESENÇA não é VIVÊNCIA NA ONIPRESENÇA! Alguém iludido pela CRENÇA NO TEMPO, e dizendo ACREDITAR NA ONIPRESENÇA, não terá se DEDICADO À “Pratica do silêncio” “DE TODO CORAÇÃO”. Por quê? POR NÃO TER TROCADO ESTA “CRENÇA” PELA “EXPERIÊNCIA EM SI”!
Somente DEUS é realidade! Somente DEUS vê a si mesmo “face a face”! SOMENTE PELO “CORAÇÃO”, NO AGORA ATEMPORAL, você perceberá TODAS AS REVELAÇÕES DA VERDADE já evidenciadas como O SEU UNIVERSO e como A SUA IDENTIDADE ETERNA, que é unicamente CRÍSTICA e não “HUMANA”!
“Mas aquele que me negar diante dos homens, eu também o negarei diante do meu Pai que está nos céus”.
Mateus 10:33
Nossa dedicação à contemplação dos princípios absolutos da Verdade deixa-nos identificados com Deus e com o Seu “ponto de vista”, o que nos torna impassíveis diante das mentirosas “crenças mortais”.
Que fazem estas “crenças falsas”? Elas projetam o que Jesus chamou de “mundo dos mortos”, que são “aparências” sem realidade, sem substância e sem vida, mas que, como “miragens”, parecem existir e estar presentes, enquanto, na realidade, UNICAMENTE DEUS É EXISTÊNCIA REAL.
É evidente que alguém identificado com a “mente ilusória” aparenta acreditar em seus cenários fictícios; e, também, é evidente que alguém identificado com Deus e Seu “Referencial Absoluto” não acredita nas “aparências” como reais.
“Mas aquele que me negar diante dos homens, eu também o negarei diante do meu Pai que está nos céus” (Mateus 10:33). Que está Jesus nos revelando? Que mesmo estando APARENTEMENTE diante dos homens, se nos associarmos com eles, e não com o CRISTO QUE SOMOS, esta NEGAÇÃO da Verdade nos deixará sem a consciente PRESENÇA DO PAI! “QUEM NÃO TEM O FILHO, NÃO TEM O PAI”!
Alguém poderia dizer: Como posso afirmar que EU SOU O CRISTO, se me vejo vivendo “no mundo”? Está revelado que “a mente carnal é a inimizade contra Deus”, ou seja, “contra cada um de nós”! Busca ela apresentar argumentos aparentemente “lógicos” ou “convincentes”, mas que, de fato, são todos falsos e inconsistentes! NEGAM A DEUS COMO ONIPRESENÇA!
Você não é DEUS EVIDENCIADO somente em seus momentos contemplativos1 SUA IDENTIDADE DIVINA É CONSTANTE, ASSIM COMO TUDO QUE DEUS É, OU FAZ, É PERMANENTE!
A recomendação de Jesus é radical e taxativa, anuladora de quaisquer supostas argumentações da ilusória “mente carnal”. Alerta-nos quanto a JAMAIS NEGARMOS A TOTALIDADE DE DEUS POR NEGARMOS A DEUS COMO O SER QUE SOMOS! E, BEM MAIS DO QUE ISTO, JAMAIS NEGARMOS A DEUS COMO TODOS OS SERES EM EXISTÊNCIA!
DEUS É TUDO! DEUS NÃO NASCE, DEUS NÃO MUDA, DEUS NÃO MORRE! PORTANTO, A NATUREZA DE DEUS É A NOSSA REAL NATUREZA, E A REAL NATUREZA DE TODOS!
QUANDO ASSIM ACREDITAMOS E VIVEMOS, ESTAMOS HONRANDO A VERDADE ABSOLUTA, SEM JAMAIS “NEGARMOS A MIM”DIANTE DOS HOMENS!
A relutância quanto a se aceitar as Verdades reveladas se deve à identificação errônea que a humanidade faz com a suposta “mente humana”. Assim, por acreditar serem reais os conceitos e aparências apresentados por ela, parece-lhe ilógico trocar algo “aparentemente perceptível” por “ALGO PERFEITO E INVISÍVEL”. Por isso, para haver esta “troca de referencial”, são requeridas muita determinação, dedicação e constância.
Seguidamente os sentidos humanos captam o desfilar de suas ILUSÕES! Em contrapartida, temos a revelação de que “o que Deus faz é perfeição permanente”, intocável pelas CRENÇAS COLETIVAS. GRAVE BEM: NÃO HÁ VERDADE ALGUMA EM “EXISTÊNCIA TERRENA”! Por isso, nossa “permanência em Mim” – em nossa Consciência iluminada – significa “estarmos acordados” diante de um simples “sonho coletivo”!
A Consciência Iluminada é divina, onipresente, em atividade plena, aqui e agora, como a Consciência Crística que todos temos. Quem não aceitar esta Verdade como FATO PRESENTE, com “coração de menino”, ficará endossando “aparências fraudulentas” e se achando vítima delas!
O apóstolo Paulo deixou bem claro que “não recebemos de Deus”esta “mente ilusória”! “TEMOS A MENTE DE CRISTO!” – I Cor. 2: 16).De nada adiantará existir uma revelação de tamanha importância, se ninguém der a ela tal importância!
VOCÊ TEM A MENTE DE CRISTO! E A SUPOSTA “MENTE HUMANA” NÃO É REALIDADE! NÃO NOS VEM DE DEUS! De que adiantaria alguém saber disso, se não estiver fazendo TOTAL IDENTIFICAÇÃO com esta Verdade? DE NADA LHE ADIANTARIA!
Aquele que não se identifica com REVELAÇÃO, certamente o faz com a ILUSÃO. E desta identificação errônea surgem as “aparências nulas”, que são recebidas como verdadeiras!
AFIRME CONVICTAMENTE: “EU TENHO A MENTE DE CRISTO!” Seu papel é unicamente este: DESVINCULAR-SE DA ILUSÓRIA “MENTE CARNAL”!
Exatamente onde AGORA VOCÊ ESTÁ, unicamente a Consciência divina iluminada é a SUA CONSCIÊNCIA! NÃO ABRA MÃO DESTA REVELAÇÃO, POR SE APEGAR A UMA ILUSÃO COLETIVA!
Quando a Bíblia diz: “ORAI E VIGIAI SEM CESSAR”,IMPLANTA UMA VIGÍLIA PERMANENTE QUANTO AO FATO REAL: NOSSA CONSCIÊNCIA JÁ É DIVINA E ILUMINADA, AQUI E AGORA!
UNICAMENTE DEUS É CONSCIÊNCIA! “PERMANECER EM MIM”, PORTANTO, É ACEITAR RADICALMENTE ESTE FATO ESPIRITUAL: “EU SOU CONSCIÊNCIA ILUMINADA”!
Há diferença entre ir ao encontro da besta assassina do Apocalipse no próprio nível dela e entre anulá-la desde a posição superior de se refletir a inocência do Cordeiro. As seguintes palavras de Ciência e Saúde são relevantes: “Cordeiro de Deus. A ideia espiritual do Amor; imolação de si mesmo, inocência e pureza, sacrifício”. Conhecer conscientemente o bem e estar firmemente convicto de que não há outra realidade a ser conhecida, permite-nos manter o pensamento livre de ser hipnotizado pelo magnetismo animal. E, ao progredirmos espiritualmente, aprendemos a permanecer cada vez mais no estado espiritual do ser, onde nossos pensamentos e vidas são uma transparência para o Cordeiro de Deus. Então, a exterminação do dragão tornar-se-á mais espontânea.
Neste parágrafo final do artigo, a autora deixa bem claro que a “Cura pelo Cristo”é um processo espiritual e não mental. Há diferença entre ir ao encontro da besta assassina do Apocalipse no próprio nível dela e entre anulá-la desde a posição superior de se refletir a inocência do Cordeiro.
O artigo deixa bem claro que entender que DEUS É TUDO não significa ser condizente com o suposto “mal” sugerido pelo “magnetismo animal”. Justamente por ser o chamado “mal” simplesmente CRENÇA, e não REALIDADE, precisa ser “destruído” pela atividade REAL, que é DEUS SENDO TUDO!Por isso ela revela a diferença entre “enfrentar o mal” em “seu próprio nível”, o que seria “lutar contra ele” no próprio âmbito da CRENÇA, e “destruí-lo”, pela sua anulação “desde a posição superior de se refletir a inocência do Cordeiro”.
Que significa esta “posição superior de se refletir a inocência do Cordeiro do Cordeiro”? Este “refletir” significa O FILHO DE DEUS RECONHECER QUE ELE BRILHA INDIVIDUALMENTE COMO LUZ EMANADA DO PAI, a exemplo de um raio de sol, que brilha pela luz do sol. Somos O CRISTO, O SER QUE REFLETE A LUZ DIVINA! Nossa identificação radical com esta Luz significa nossa identificação com o Pai em UNIDADE, assim como o raio do Sol está em unidade com o Sol.
As seguintes palavras de Ciência e Saúde são relevantes: Cordeiro de Deus: A ideia espiritual do Amor; imolação de si mesmo, inocência e pureza, sacrifício”. Conhecer conscientemente o bem e estar firmemente convicto de que não há outra realidade a ser conhecida, permite-nos manter o pensamento livre de ser hipnotizado pelo magnetismo animal.
Vemos, aqui, a autora explicando a necessidade de cada um em se anular como “ego separado de Deus”, para poder ser “um com Deus” através do Cristo. Além disso, ela reforça a necessidade de se estar firme na aceitação de que o “Bem é permanente”, e que a Realidade espiritual divina não pode ser “dividida” com “outra aceitação”, ou seja, com a aceitação de que “exista”, também, o suposto mundo material. O axioma básico da Metafísica diz claramente: “matéria não existe”!
O artigo se encerra com as seguintes palavras: E, ao progredirmos espiritualmente, aprendemos a permanecer cada vez mais no estado espiritual do ser, onde nossos pensamentos e vidas são uma transparência para o Cordeiro de Deus. Então, a exterminação do dragão tornar-se-á mais espontânea.
Que sentido tem este “progredir espiritualmente”? PERMANECER CADA VEZ MAIS NO ESTADO ESPIRITUAL DO SER”, diz a autora. Não significa “FILHO DE DEUS” progredir! Significa a contínua “imolação de si mesmo”, do suposto “eu carnal”. Nossa permanência em nossa IDENTIDADE CRÍSTICA, acaba por reduzi-lo a “nada”! Era somente CRENÇA FALSA! UMA ILUSÃO! SOMENTE EXISTE DEUS E O QUE EMANA DE DEUS!
Encerrando esta série, quero deixar explícito que ela contém toda a Ciência Divina absoluta, e as formas de lidarmos com o “HIPNOTISMO DE MASSA” e anulá-lo. Entretanto, a série precisa ser estudada cuidadosamente e levada às “contemplações”, pois, a simples leitura não será suficiente. A prática dos princípios, mesmo com as “contemplações”, requer continuidade sem esmorecimento!Enquanto a CRENÇA tentar sugerir resistência, a VERDADE deverá ser reconhecida, até ser dado fim a ela!
A matéria, o conceito errôneo do magnetismo animal sobre a realidade, é apenas a crença numa suposição impossível de que o Espírito infinito, a Vida real, a substância e a inteligência reais estejam ausentes. Assim podemos estar certos de que ele não exerce nem tem influência, seja como idolatria, imoralidade, infidelidade, seja como oportunismo cínico. A devoção ao Cordeiro nos manterá despertos para a verdade pela qual ajudamos a curar situações mundiais, ao invés de ficarmos perturbados por elas ou indiferentes a elas. O Cristo está em toda parte, a todo instante, e nosso conhecimento correto conta com sua força em favor de todo ponto de perturbação no mundo.
O Universo do Espírito é o único Universo evidenciado neste Agora, que é Eterno. O que este parágrafo explica, em seu início, é a irrealidade do chamado “mundo material”, razão pela qual não há, e nem poderia haver, num mundo que é ilusório, ser algum “nascido”, nele vivendo e fadado a morrer. Assim diz o texto: “a matéria, o conceito errôneo do magnetismo animal sobre a realidade, é apenas a crença numa suposição impossível de que o Espírito infinito, a Vida real, a substância e a inteligência reais estejam ausentes.
O Universo REAL, sendo erroneamente conceituado como “material”, jamais sai do âmbito de Sua NATUREZA VERDADEIRA, deixando de SER O QUE É, para atender às suposições MENTIROSAS do magnetismo animal. Em outras palavras, a “crença” em “outro mundo”, que não o Paraíso, é puramente devaneio da suposta “mente carnal”: uma mentira ou falsidade que, se fosse real, como bem explica a autora, significaria “ausência de Deus”, uma vez que Deus é puramente Espírito.
“Assim podemos estar certos de que ele não exerce nem tem influência, seja como idolatria, imoralidade, infidelidade, seja como oportunismo cínico”. O que ela diz, é que “EFEITO HIPNÓTICO” não afeta em nada a PRESENÇA PERMANENTE DO BEM ABSOLUTO! Como alguém pode provar ter entendido estes princípios? Ficando impassível, frente a frente de qualquer “aparência de mal” sugerida pelo HIPNOTISMO DE MASSA, sem em nada se deixar ILUDIR por ela, vendo-a como “CONCEITO ERRÔNEO DO MAGNETISMO ANIMAL SOBRE A REALIDADE”!
É isto que a autora explica neste parágrafo! Que mais diz ela? QUE ISTO É APENAS “CRENÇA NUMA SUPOSIÇÃO IMPOSSÍVEL! A SUPOSIÇÃO DE QUE O ESPÍRITO INFINITO, A VIDA REAL, A SUBSTÂNCIA E A INTELIGÊNCIA REAIS ESTEJAM AUSENTES!
“A devoção ao Cordeiro nos manterá despertos para a verdade pela qual ajudamos a curar situações mundiais, ao invés de ficarmos perturbados por elas ou indiferentes a elas”.
Esta “devoção ao Cordeiro” é simplesmente nossa assídua DEDICAÇÃO às contemplações em que endossamos a revelação do apóstolo Paulo: “Vivo não mais eu; o CRISTO vive em Mim” (Gálatas, 2: 20.) Esta “devoção ao Cordeiro”, portanto, está em nos conservarmos “renascidos”, sem nos identificarmos com o suposto ser humano engendrado pela ilusória mente humana. Renascidos, enquanto a ILUSÃO desenha seu “mundo caótico”, nós permanecemos na Verdade de que “o Paraíso é aqui”, meditando e oferecendo ao Pai o Cristo que reconhecidamente somos, deixando, como deixava Jesus, “o Pai em Mim fazer as obras”.
Com este entendimento, a autora assim encerra este parágrafo: “O Cristo está em toda parte, a todo instante, e nosso conhecimento correto conta com sua força em favor de todo ponto de perturbação no mundo”.
O que o Cordeiro pode fazer no clima aparentemente desarmonioso e sombrio do mundo de hoje? Pode despertar, e eventualmente despertará, cada indivíduo do sonho mortal de haver uma mente má – de haver na matéria poder para degradar, para acusar o inocente e exaltar o culpado, para seduzir o imprudente e roubar o pobre. Tudo o que é desprezível e corrupto tem de, por fim, fracassar. A fúria do magnetismo animal parece estar à solta em seu ódio contra tudo o que é bom; mas, espere-se um momento, ele não é real! A Ciência ajuda cada um de nós a demonstrar a Consciência crística, o pensamento verdadeiro, ajuda-nos a não sermos nunca enganados pelo dragão que se propõe a fazer parecer real o que nunca foi real.
Este parágrafo explica o profundo sentido de estudarmos a Verdade! O tempo todo ouvimos alguém reclamar do mundo atual, de seus conflitos, problemas, corrupção, etc.. Isso tudo é entendido como real! Enquanto isso, o que é real deixa de ser percebido! Neste clima de desconhecimento da Verdade, age o “Cordeiro de Deus”, despertando, como diz a autora, “cada indivíduo do sonho mortal de haver uma mente má”.
Enquanto “sonhadora”, cada pessoa de bem espera uma “ação de Deus” que restabeleça a chamada “Paz na Terra”; entretanto, esta Paz já existe, já está presente, acima da capacidade de percepção da “mente que sonha”. Portanto, não existe um Deus que “harmonizará pesadelos” presentes unicamente como “imagens de sonho”; o Deus que há, é o que Se manifesta como o Cristo em cada indivíduo; assim, quem aceitar, reconhecer e se identificar com o Cristo, estará identificado com a Mente de Cristo em Si mesmo, e isto será o seu “despertar” para a Realidade divina, pacífica, ordeira, harmoniosa, justa e perfeita!
“Tudo o que é desprezível e corrupto tem de, por fim, fracassar. A fúria do magnetismo animal parece estar à solta em seu ódio contra tudo o que é bom; mas, espere-se um momento, ele não é real!” Este é o foco verdadeiro: estarmos reconhecendo a irrealidade do suposto “mundo dos fenômenos”, não acreditando mesmo ser ele real, para deixarmos de ficar orando erroneamente, e sempre aguardando que Deus intervenha e dê fim a seus supostos males!
“A Ciência divina ajuda cada um de nós a demonstrar a Consciência crística, o pensamento verdadeiro, ajuda-nos a não sermos nunca enganados pelo dragão que se propõe a fazer parecer real o que nunca foi real”. Quando isto for entendido, os ensinamentos absolutos receberão a atenção que merecem! As pessoas conhecerão sua meta verdadeira, que jamais esteve ligada a “este mundo”, e sim em vê-lo e considerá-lo de modo idêntico ao de Jesus, ou seja, como um “mundo do pai da mentira”!
De que forma “venceremos o mundo”? Através de nossa identificação com a “Mente de Cristo”, de nossa abdicação da suposta “mente carnal”, mediante total “comunhão com Deus”. Por isso o texto diz que “demonstrando a Consciência crística – o pensamento verdadeiro – não mais seremos enganados pelo “dragão”, que se propõe a fazer parecer real o que nunca foi real”.
Isto não é “batalha mental humana”; antes, é a total rendição desta “mente ilusória”, diante da Presença do Cristo em nós, para que o Cristo seja visto como quem somos, e para que “o Pai, em Cristo, faça as obras”, isto é, para que VOCÊ, com conhecimento, possa afirmar: “o Pai, em Mim, faz as obras”!
“Mas agora vou para ti, e digo isto para que tenham a minha alegria completa em si mesmos”.
João 17: 13
As orações de Jesus eram feitas com sua compreensão de que “já estamos todos no Reino consumado de Deus”,razão pela qual o cumprimento delas depende não mais de Deus, que “já mantém tudo perfeito e permanente”, mas depende unicamente de cada um de nós.
Não realizaremos o cumprimento de suas revelações e de suas orações fazendo sobre nós um julgamento pela “matéria” ou pela “carne”! Tal juízo é o mesmo que admitir sermos “joio” e não “trigo”! Nesse caso, cairíamos na armadilha da ILUSÃO, de que “um dia o joio será trigo”!
A oração de Jesus pretende que ACEITEMOS A VERDADE JÁ CONSUMADA SOBRE NÓS, AQUI E AGORA! Em tudo, a VERDADE é revelada como VÁLIDA AQUI E AGORA!
Àquelas pessoas que lamentavam a sua ausência, dizendo que se ali ele estivesse, Lázaro não teria morrido, sua resposta foi: “EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA!”.Foi compreendido? Não! Viram a “sombra”, chamada Lázaro, aparentar ter vida novamente,e, sem nada entenderem do FATO PERMANENTE, visto pela sua Cristo Consciência, e se maravilharam vendo unicamente uma ILUSÃO! JAMAIS A VIDA ENCONTRA-SE NA MATÉRIA!
“Eis que ESTOU CONVOSCO desde o princípio”, disse Jesus. Enquanto este “EU” ficar sendo “dividido”, e, portanto, não visto como “EU SOU A UNIDADE PERFEITA SENDO A VIDA DE TODOS”, a CRENÇA em “sinais” permanecerá iludindo aqueles que se dizem maravilhados com eles!
“EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA” –Este EU É JESUS, É QUEM EU SOU, É QUEM VOCÊ É!ESTE É O EVANGELHO DA LIBERTAÇÃO!REVELA O FATO ONIPRESENTE, A OBRA ACABADA DO PAI, E, CADA UM QUE O ACOLHE, É DEUS MESMO, EVIDENCIADO COMO “FILHO”.
O mundo religioso prega a “ressurreição” ao contrário do seu real significado! Assim, a humanidade é levada a crer que “alguém ressuscitado” seja algum “morto “trazido “vivo de volta” ao mundo material. ENTRETANTO, VOCÊ RESSUSCITA QUANDO ACEITA, RECONHECE E CONTEMPLA O FATO DE SER DEUS, AQUI E AGORA, UM SER INVISÍVEL PARA A SUPOSTA “MENTE HUMANA”!UM SER ETERNAMENTE VIVO COMO O CRISTO! Este é o sentido da frase: “EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA”.
Você cumpre a oração de Jesus quando OLHA PARA SI MESMO, ESPIRITUALMENTE, E RECONHECE QUE SUA VIDA É DEUS!
Por isso Jesus disse que PARA ACHAR SUA VIDA, ALGUÉM TERÁ DE ABRIR MÃO DA “SOMBRA MORTA”, OU “CONCEITO DE VIDA”, GERADO HIPNOTICAMENTE PELA “MENTE ILUSÓRIA!!
VOCÊ JAMAIS SOFRE MUDANÇAS OU TRANSFORMAÇÕES! VOCÊ É A CONSTÂNCIA DA REALIDADE DIVINA PERMANENTE! “NADA PODE SER-LHE ACRESCENTADO; NADA PODE SER-LHE TIRADO”!ASSIM, VOCÊ JAMAIS “GANHA VIDA”! VOCÊ É VIDA! E VIDA ETERNA!, AQUI E AGORA!
Orando, despedia-se Jesus:“Mas agora vou para ti, e digo isto para que tenham a minha alegria completa em SI MESMOS”(João 17: 13).
Que é esta alegria completa? O conhecimento de sermos todos um, e que DEUS, ESPÍRITO, é este Um!
“E EU DEI-LHES A GLÓRIA QUE A MIM ME DESTE, PARA QUE SEJAM UM, COMO NÓS SOMOS UM. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam PERFEITOS EM UNIDADE, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim E QUE TENS AMADO A ELES COMO ME TENS AMADO A MIM” (João 17: 22-23).
CONTEMPLE, AQUI E AGORA, A “IMAGEM VERDADEIRA” DE SUA VIDA, INICIALMENTE COMO “UNIDADE PERFEITA”, INDIVISÍVEL E INFINITA, E EM SEGUIDA, COMO “SER INDIVIDUAL” OU “CRISTO”, FORMADOR E INTEGRANTE ESPIRITUAL DA “UNIDADE PERFEITA”.
Saber que o homem está envolvido pelo Amor do Pai-Mãe nos torna corajosos e mantém-nos livres. E esse conhecimento é nossa única mentalidade real. Não traz indiferença à angústia do sofredor, mas seu oposto: compaixão que cura, pois reconhece na saúde o único efeito da Mente divina.
Neste curto parágrafo, a autora expõe um lado importantíssimo da prática da Verdade. Só veio constar deste artigo após ter ela, primeiramente, trabalhado em expor eficazmente os princípios da “cura pelo Cristo”, que é como a Ciência Cristã denomina a cura metafísica.
“Saber que o homem está envolvido pelo Amor do Pai-Mãe nos torna corajosos e mantém-nos livres”, diz ela. E assim diz, mas depois de explicar de várias maneiras, anteriormente, que o “magnetismo animal” é somente uma CRENÇA a ser desmantelada pela Verdade, e que isto deve ser feito e demonstrado, mediante a ação do Pai no Cristo em nós. No texto, o Cristo é chamado de “O Cordeiro de Deus”. E quando a atividade do Pai no Filho – Oniação – se estende ao “mental do mundo”, isto é, às “crenças coletivas”, na parte que “nos tocam”, aparentemente falando, faz dissolver a “sugestão hipnótica”, ao que a autora se refere como sendo “o Cordeiro de Deus destruindo o magnetismo animal”. Dentro deste processo, é realmente importantíssimo estarmos conscientes, corajosos e livres pelo conhecimento de “estarmos envolvidos pelo Amor de nosso Pai-Mãe”.
A seguir, outra frase fortíssima é empregada: “E esse conhecimento é nossa única mentalidade real”. Trata-se do reconhecimento radical e inequívoco de que “temos a Mente de Cristo”, nossa Mente ÚNICA, que jamais esteve dividida com a ilusória “mente carnal”.
Que vem a seguir? Outro aspecto sumamente importante, que é o de não confundirmos solidariedade e amor com “atitude de nos deixarmos iludir juntos”. Assim, ela bem explica que a “firmeza nos princípios”não significa “frieza”, diante de suposta “angústia do sofredor”, mas o oposto: significa “ficarmos UM com o Amor que cura”, e não com o suposto “amor humano” que acredita na ILUSÃO tanto quanto o suposto “sofredor”.Qual é a “compaixão que cura”? Grave bem as palavras da autora: “ a compaixão que cura reconhece na saúde o único efeito da Mente divina”.
Quando as qualidades do Cordeiro de Deus ficam estabelecidas no pensamento, já temos os ingredientes neutralizadores para obter a vitória sobre qualquer mentira agressiva. Quando incorporamos a ideia do Amor divino como o nosso ideal, em nossas relações com outros, não podemos prejudicá-los nem ficamos ao alcance da maldade mortal. A doença desaparece ante o pensamento que não se deixa mesmerizar pelas aparências materiais. Tal pensamento, calmamente controlado pela inocência que é dada por Deus e é tudo o que Ele conhece, brande a espada do espírito da Verdade sempre que há receptividade, banindo a crença na moléstia. Na ideia perfeita do Amor, não há medo e nada que possa engendrá-lo ou responder-lhe.
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Estas “qualidades do Cordeiro de Deus” são as da Natureza de Deus, reconhecidas como intrínsecas ao Filho de Deus que somos. Por quê? Porque Deus e Homem são um, e esta Unidade é integralmente Deus. A Ciência Cristã, à pergunta “O que é Deus?”, assim responde: “Deus é Mente, Espírito, Alma, Princípio, Vida, Verdade, Amor, incorpóreos, divinos, supremos, infinitos”. Neste parágrafo, a autora explica que, ao estabelecermos no pensamento como nossas, as qualidades divinas, a mente, impregnada com a Verdade, neutraliza a mentira agressiva, isto é, o “mal” da crença impessoal.
Todas as qualidades divinas, em nós incorporadas ao pensamento, fazem com que atuemos em nosso dia a dia mentalmente afinados com a Verdade subjacente às aparências. “Quando incorporamos a ideia do Amor divino como o nosso ideal, em nossas relações com outros, não podemos prejudicá-los nem ficamos ao alcance da maldade mortal”, diz a autora, uma vez ser isto o que nos acontece, quando permanecemos alinhados com o Amor divino.
“A doença desaparece ante o pensamento que não se deixa mesmerizar pelas aparências materiais”. Está dada a diretriz geral sobre como lidarmos com a “crença em doença”. Em vez de a considerarmos “no físico”, iremos barrá-la pela proteção de nosso pensamento diante da “sugestão mesmérica”, que procura nos levar a crer ser ela real, enquanto não passa de uma “ação mesmérica” da “mente carnal”.
“Tal pensamento, calmamente controlado pela inocência que é dada por Deus e é tudo o que Ele conhece, brande a espada do espírito da Verdade sempre que há receptividade, banindo a crença na moléstia”. Aqui, a autora deixa claro que a ação controladora que bane a crença em doença nos é dada por Deus. Abrimo-nos internamente, receptivos à ação divina, que é a ação do Pai como o Cristo que somos, deixando que o Espírito da Verdade “faça a obra”.
Esta é a “Prática da Cura pelo Cristo”, que, ao ser adotada, elimina o medo e nos deixa realmente abertos à manifestação do Poder de Deus em nós.
Este parágrafo se encerra, portanto, com as seguintes palavras da autora: “Na ideia perfeita do Amor, não há medo e nada que possa engendrá-lo ou responder-lhe”.
Ao tomar consciência de sua real identidade, o apóstolo Paulo assim declarou: “Estou crucificado e não vivo mais eu; o Cristo vive em mim”(Gálatas 2: 20). Sabia que “estar crucificado” era estar LIVRE DA CRENÇA EM “EU NASCIDO”.
“Se quer vir após mim, negue-se a si mesmo, TOME A SUA CRUZ, venha e me siga”, disse Jesus. Não foi o que o mundo religioso ensinou à humanidade! Até hoje as pessoas recebem a “sugestão ilusória”de que “Jesus morreu numa cruz para nos salvar”! Seu ensinamento, contudo, revela “renascimento”, e não “morte”. Veio ao mundo “dar testemunho da Verdade”, o FATO ESPIRITUAL de que “somos todos uma Unidade Iluminada”, sem a ILUSÃO de “vida terrena”, de “pessoas nascidas”, de “pessoas mortas”!
“TOME A SUA CRUZ!” – disse Jesus! Que queria dizer? Para cada um “aturar” supostas agruras da vida? Suportar “provações de Deus”? NÃO! “TOMAR A CRUZ” SIGNIFICA “VIR A MIM”, “NASCER DE NOVO”, SER QUEM SOMOS: O CRISTO “ENTREGUE AO PAI”, em perfeita unidade!
A humanidade marca passo nas mentiras a ela pregadas em nome de Jesus! A começar de seu chamado: “Vinde a MIM”! Como poderia ser ensinado que “tomar a cruz” seria viver “suportando dificuldades”, tendo em vista o convite: “Vinde a MIM, vós que estais cansados e oprimidos, e EU vos aliviarei?”. Jesus foi claro: “EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA, VIDA COM ABUNDÂNCIA”.
Você “vive com abundância” quando “vem a MIM”! Você “vem a MIM” quando TOMA A SUA CRUZ! Você “TOMA A SUA CRUZ” quando VÊ A SI MESMO como ESPÍRITO DE DEUS na forma de INDIVÍDUO, ou CRISTO! A “cruz”, portanto, simboliza a negação de suposta “vida terrena”, e, ao mesmo tempo, simboliza a SUA ETERNA VIDA REAL, QUE É DEUS VIVENDO!
Pode o mundo inteiro olhá-lo e vê-lo como “carnal”! MESMO ASSIM, UNICAMENTE O CRISTO É O SER ETERNO QUE VOCÊ AGORA É! Este CRISTO é a sua “VIDA COM ABUNDÂNCIA”, por ser O PRÓPRIO VERBO DE DEUS EMANANDO, DE SI E EM SI MESMO, A SUA IDENTIDADE OU SUA PRESENÇA!
A palavra “morte” não encontra “representação” no UNIVERSO DA REALIDADE! O mesmo se dá com a palavra “nascimento”. A EXISTÊNCIA ÚNICA É DEUS SE EXPRESSANDO COMO “VIDA COM ABUNDÂNCIA”!E VOCÊ, IDENTIFICADO COMO ESTA VIDA, É QUEM, NA LINGUAGEM BÍBLICA, “TOMA A SUA CRUZ” PARA SE ACHAR FORA DELA, REPETINDO AS PALAVRAS DE JESUS:
O Cordeiro de Deus, agindo em nós, atinge o alvo: o pecado da adoração mundana, e o derruba de sua aparente entronização no pensamento. O poder e a presença do próprio Deus sustentam o Cordeiro e, por conseguinte, a oração genuína alcançará o erro básico em toda situação, naquilo que parece ser e no que alega fazer – nada mais do que uma farsa ridícula. Então, regozijar-nos-emos insensatamente, quando a carnalidade da besta for rechaçada pela inocência de nossa verdadeira natureza dada por Deus. O que procurou subverter o bem naquilo que é semelhante ao Cristo pode ser visto em sua estupidez negativa, e a harmonia universal do Cordeiro do Amor reinará.
“O Cordeiro de Deus, agindo em nós”, como aqui diz a autora, quer dizer o Cristo que somos agindo sobre a suposta “mente humana”, muito comum, mas impropriamente, chamada de “nossa parte humana”. É, na verdade, o nosso aparente envolvimento com as “crenças coletivas”, não sendo, portanto, quem somos. Feitas estas ressalvas, entendamos o processo de desmantelamento da ilusão:o Cristo – o Cordeiro de Deus – “atinge o alvo: o pecado da adoração mundana, e o derruba de sua aparente entronização no pensamento”. Nesta parte, o texto explica o Pai atuando como o Cristo que somos, e Se mostrando como a Substância real presente, enquanto, até então, as “imagens hipnóticas” no pensamento nos chamavam a atenção, por nos parecerem reais.
“O poder e a presença do próprio Deus sustentam o Cordeiro e, por conseguinte, a oração genuína alcançará o erro básico em toda situação, naquilo que parece ser e no que alega fazer – nada mais do que uma farsa ridícula”. Esta é a parte efetiva do “tratamento metafísico”, em que percebemos a Unidade Pai e Filho em nosso próprio Ser. O poder e a presença divinos sustentam nossa identidade crística, e “alcançam o erro”, ou seja, alcançam a “tela” em que se projeta toda suposta condição de “mal ou de “imperfeição”, que parecia ser manifestação verdadeira diante de nós. Nas palavras da autora, era puramente uma “farsa ridícula”.
“Então, nos regozijaremos insensatamente, quando a carnalidade da besta for rechaçada pela inocência de nossa verdadeira natureza dada por Deus”. Esta sentença revela nossa percepção interior de que somos o Cristo, e não u suposto “eu nascido” submisso ao erro e à carnalidade.
O processo da “cura espiritual” se encerra pela nossa percepção da Harmonia imutável e, portanto, sempre presente, exatamente onde o erro procurava subverter o bem, que, de fato, é permanente. Desse modo, a autora assim encerra o parágrafo: “O que procurou subverter o bem naquilo que é semelhante ao Cristo pode ser visto em sua estupidez negativa, e a harmonia universal do Cordeiro do Amor reinará”.
Vale ressaltar que todo o aparente “processo” ocorre pelo Poder de Deus agindo como o Cristoque somos, o qual, naturalmente, estende sua ação à mentalidade humana, onde as distorções hipnóticas pareciam estar, destruindo-as por completo! Eram ilusórias! Não se trata, portanto, de cura mental! Trata-se da pura manifestação do Poder divino em comunhão com o Cristo que somos.
É importantíssimo entendermos em que consiste a “cura metafísica”, para que não tentemos “ajudá-la” forçando a suposta mente humana! Além disso, como é Deus a Fonte da ação, não perderemos tempo em avaliar se o suposto “mal” ou “dificuldade” é, segundo a crença, classificado como grave ou não!
“O que procurou subverter o bem naquilo que é semelhante ao Cristo pode ser visto em sua estupidez negativa, e a harmonia universal do Cordeiro do Amor reinará”.
Em sua luta contra o diabo no deserto, Jesus rejeitou a sugestão do magnetismo animal de que o sonho do sentido mortal fosse real. Disse:”Retira-te, Satanás.” Sua inocência espiritual, sua devoção ao Cristo, não deixaram espaço para a animalidade, o orgulho ou a negligência, que o tornariam vulnerável às imposições do dragão. Jesus nos deu a preparação específica necessária para destruir o dragão, quando disse a Satanás: “Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto”. O Cordeiro de Deus requer que adoremos e sirvamos a Deus com a inspiração da santidade.
Deserto, na Bíblia, significa o suposto “mundo material” ou alguém influenciado pela “mente carnal” e, portanto, não plenamente identificado com o Reino de Deus ou com sua Mente divina. Lutar “contra o diabo no deserto” significa fazer prevalecer a Verdade espiritual diante da Ilusão.
Aqui, a autora relata que “Em sua luta contra o diabo no deserto, Jesus rejeitou a sugestão do magnetismo animal de que o sonho do sentido mortal fosse real. Disse: “Retira-te, Satanás”. Disto tiramos duas conclusões vitais neste estudo:
1) Jesus estava ciente de que “o mal”, que parecia existir e estar presente, era uma “sugestão hipnótica”, uma alegação descabida do “magnetismo animal” – “mente carnal” – de que o “sonho de vida material” fosse realidade!;
2) Assumiu sua autoridade divina e disse: “Retira-te, Satanás!”.
Os princípios da Verdade precisam prevalecer dentro de nós, estejamos diante de quaisquer que forem os tipos de “aparências”. Ninguém escapa de, repentinamente, “se imaginar no deserto da ilusão e ser tentado a acreditar nele”! Por isso mesmo, é fundamental sabermos a forma com que Jesus lidava com as “mentiras”! Rejeitava a “sugestão” com veemência, ciente da impossibilidade de “aquilo ser presença real”, – uma vez que DEUS É TUDO – e ordenava: “Retira-te, Satanás!” .
“Sua inocência espiritual, sua devoção ao Cristo, não deixaram espaço para a animalidade, o orgulho ou a negligência, que o tornariam vulnerável às imposições do dragão”. O que a autora aqui diz, é sobre a constante dedicação de Jesus em meditar e se anular humanamente, de sua “devoção ao Cristo”, sua real e única identidade, sempre una com Deus! E isto não está sendo por ela registrado para que enalteçamos Jesus! Jesus sempre repudiou enaltecimentos! O registro tem uma só finalidade: dizer-lhe que VOCÊ deve fazer o mesmo! Dedicar-se em “negar-se a si mesmo”, identificando-se com o “Cristo em VOCÊ”, para, diante do “dragão” – aparências de mal – você sempre se veja pronto para ordenar: “Retira-te, Satanás!”
O parágrafo é encerrado da seguinte forma: “Jesus nos deu a preparação específica necessária para destruir o dragão, quando disse a Satanás: “Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto”. O Cordeiro de Deus requer que adoremos e sirvamos a Deus com a inspiração da santidade”. Esta “preparação específica” é a premissa básica deste estudo absolutista: a sua identificação com a totalidade e unicidade de Deus; uma aceitação radical e incondicional de seu “Eu Absoluto”, que o leva à conclusão de que “não há outro ao lado de Mim”.
Jesus estava sempre consciente da falta de base de qualquer argumento da crença mortal. Sabia muito bem que o mal nunca é uma entidade; é apenas uma negação. Uma negação não pode tomar a iniciativa. Só pode parecer inverter a realidade do bem. Por isso, o magnetismo animal é sempre o inverso do bem existente e real e é assim que devemos mantê-lo: já tragado pela ação ininterrupta de Deus, através de Seu Cristo.
Este parágrafo é sumamente importante para aqueles que estudam a Verdade e fazem questão de encarar espiritualmente as questões das “aparências”, o que, aqui, são definidas como “argumentos da crença mortal”. Tais pessoas não recorrem automaticamente rumo a supostas soluções humanas, quando surpreendidas pelas “aparências negativas”, como a maioria costuma fazer! Sentem internamente que possuem recursos do Alto, uma sabedoria que o mundo desconhece! E estes recursos, a cada estudo e contemplação, se ampliam cada vez mais. É neste sentido que este artigo tem o seu grande valor: faz aflorar em cada um o domínio crístico sobre as aparentes situações indesejáveis “deste mundo”.
Nas Escrituras, não vemos um Jesus cego para as aparências do mal; pelo contrário, ele as via exatamente como todos os demais à volta dele viam! Entretanto, sua postura diante delas era única! A autora assim diz: “Jesus estava sempre consciente da falta de base de qualquer argumento da crença mortal. Sabia muito bem que o mal nunca é uma entidade; é apenas uma negação”. Eis a enorme diferença entre a atitude dele e a dos demais! E este seu entendimento é o que devemos ter, assumir e dominar, para agirmos de modo igual diante desta “negação”.
Seja qual for a “aparência de mal”, o texto diz que não há ali entidade alguma, mas tão somente uma “negação”, uma “argumentação da crença mortal”, que somente parece “inverter a realidade do bem”. E o parágrafo se encerra, dizendo o seguinte: “O magnetismo animal é sempre o inverso do bem existente e real e é assim que devemos mantê-lo: já tragado pela ação ininterrupta de Deus, através de Seu Cristo”.
O bem é real e existente, e sua “negação” somente aparenta invertê-lo para o “mal”. Entretanto, somente ignorar a mentira não revela a Verdade! Nosso papel é “contemplar” a situação REAL E EXISTENTE, mesmo que APARENTEMENTE se nos mostre estar invertida, e isto é feito mediante a Presença de Deus atuando como o Cristo que somos! Estaremos, como disse a autora, entendendo a “inversão ilusória” JÁ TRAGADA PELA AÇÃO ININTERRUPTA DE DEUS, ATRAVÉS DE SEU CRISTO, QUE É A NOSSA VERDADEIRA IDENTIDADE!
Sempre que assim procedermos, diante dos supostos “males deste mundo”, estaremos manifestando a Mente de Cristo.
E alguns dias depois entrou outra vez em Cafarnaum, e soube-se que estava em casa. E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta cabiam; e anunciava-lhes a palavra. E vieram ter com ele conduzindo um paralítico, trazido por quatro. E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico. E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados.
Marcos 2: 1-5
A Verdade é DEUS, a Verdade é TUDO! Quando a totalidade de Deus é revelada, é percebido que “nada além de Deus” jamais esteve existindo! Em vista disso, as mensagens ou artigos absolutos revelam o BEM SEM FIM como Onipresença permanente! As palavras encerram “sutilezas” nas entrelinhas, para que algo acima delas seja discernido. Não apenas nas palavras, mas, igualmente, nas analogias empregadas nos textos.
Como Deus, a Verdade, é TUDO, cada um de nós somente poderia estar SENDO ESTE TUDO!
A Bíblia relata a suposta “cura de um paralítico” em que ele, com mais quatro que numa maca o conduziam, vendo-se impedidos de chegarem a Jesus, devido à multidão presente à porta do recinto em que ele se achava, resolveram conduzi-lo pelo alto da casa, descendo-o através de cordas por meio de um vão aberto no telhado. Desse modo, o homem se viu diante de Jesus e pôde ser curado. Que sentido encerra esta citação de cura? Encerra a Verdade Absoluta de que “unicamente Deus é realidade”.
Diante dos aparentes problemas da suposta “vida terrena”, a maioria luta para se livrar deles por meios comuns, como aquela multidão que se apertava em desespero para alcançar Jesus na expectativa de “obter alívio”. O homem trazido “pelo alto” chegou a Jesus antes que a multidão o fizesse! E se viu curado da aparente paralisia! Que ouviu de Jesus? “Filho, perdoados estão os teus pecados!”.
Você alcança o Cristo quando chegas a ele “do alto”, ou seja, não por “caminhos das aparências”, mas pela ALTITUDE do Caminho Absoluto! Que isto quer dizer? O seguinte: embora a suposta “mente humana” o revele “abaixo da divindade”, VOCÊ DESPREZA POR COMPLETO ESTE PONTO DE VISTA LIMITADO, PELA PERCEPÇÃO DE “ESTAR SE VOLTANDO AO CRISTO PELO ALTO”, OU SEJA, PELA SUA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA CRÍSTICA, E JAMAIS PELA ILUSÓRIA “MENTE HUMANA”!
Este é o “procedimento absoluto, em que o Cristo é “visto pelo aparente necessitado” em sua própria IMAGEM VERDADEIRA!
Somente DO ALTO o suposto necessitado “VEM A MIM”, à UNIDADE PERFEITA EM QUE O BEM PERMANENTE E IMACULADO LIVREMENTE SE EVIDENCIA! Não há “pecados”, não há “pecadores”, não há “paralisia”, não há “doença de espécie alguma”, “não há curas”: NÃO HÁ NADA, SENÃO DEUS!
O enfoque absoluto da Verdade parte deste Referencial do Alto, levando a todos diretamente ao CRISTO DE SI MESMOS, revelando a UNIDADE PERFEITADA EXISTÊNCIA, sem jamais endossar a FALSA CRENÇA num “JESUS CURADOR DIANTE DE UM SUPOSTO NECESSITADO”.
Deus é tudo! O Absoluto é BEM PERMANENTE, já consumado e inteiramente em expressão!
Quando VOCÊ despreza radicalmente o testemunho dos “sentidos mortais”, despreza, também, seus “caminhos que são desvios”; assim, DO ALTO SE CONTEMPLA E SE PERCEBE FACE A FACE COM O CRISTO, SUA REAL, ETERNA, PERFEITA E ÚNICA IDENTIDADE DIVINA E GLORIOSA!
Perceber a Onipresença divina equivale a perceber a TOTALIDADE DE DEUS, a base do entendimento espiritual de que AO LADO DE DEUS, – DE “MIM” – NADA EXISTE. Em outras palavras, sejam quais forem as palavras didaticamente empregadas para representar o suposto “mal”, todas elas são meras alusões ao que é “nada”!
A Metafísica Absoluta parte de Deus como TUDO, e parte de nosso Ser como o “CRISTO, removendo toda atenção supostamente voltada a “algo ou alguém além de Deus” como se realmente estivesse presente ou fosse existente. Por isso, o que deve ficar bem claro, é que toda associação com um suposto “eu” que não seja DEUS, o “Eu Sou Absoluto”, é pura CRENÇA HIPNÓTICA ou NADA. Por isso a autora diz que “o mal é vencido por causa do sangue do Cordeiro, o que significa o SACRIFÍCIO INDISPENSÁVEL de um falso sentido do ‘eu’, a fim de despertarmos para a REALIDADE”.
Toda aparente dificuldade, encontrada no “estudo da Verdade”, se deve a este ponto: a falta de dedicação priorizada ao SACRIFÍCIO DO FALSO SENTIDO DO EU. É quando alguém diz “ler livros sobre a Verdade”, “ouvir palestras”, “frequentar grupos de estudos”, “ver vídeos”, PORÉM, identificado com um “eu” fraudulento e enganador, inventado pela “mente ilusória!
O QUE É REQUERIDO DE CADA UM, PRIORITARIAMENTE, É A TROCA DE REFERENCIAL: ADMITIRMOS ESTAMOS EXISTINDO EM DEUS,COMO O FILHO PERFEITO OU CRISTO, EMANADO DE DEUS, SENDO O MESMO “EU” QUE DEUS É! POR ISSO JESUS DISSE: “EU E O PAI SOMOS UM, E O MESMO!”.
É desse modo que “praticamos nossa Cristicidade”, assumindo nossa identidade como O CRISTO e reconhecendo a DEUS como ONIPRESENÇA. A ação de DEUS como o FILHO é o que “destrói o magnetismo animal”, ou seja, é o que revela que SOMOS LIVRES PELA VERDADE!
“Sacrificar o FALSO sentido do eu” é simplesmente “testemunharmos” a Oniação divina “desfazer a mentira” pela atuação da Verdade onipresente. Assim, o chamado “sangue do Cordeiro” simboliza o “nada”, que, como “nada se mostra”, quando é FEITO o reconhecimento de que CRISTO É TUDO EM NÓS!
Faça, de sua “prática da Verdade”, este vital reconhecimento inicial: NÃO HÁ, EM MIM, “OUTRO EU”, SENÃO DEUS! Sua Mente é a Mente de Deus! Para ela, não há “outro eu”, não há “CRENÇA NO MAL”, NÃO HÁ “ILUSÃO” NEM HÁ “MAGNETISMO ANIMAL”!PARA A MENTE DE DEUS HÁ UNICAMENTE DEUS, QUE, ININTERRUPTAMENTE, DÁ SEU “TESTEMUNHO DO FILHO”.
MEDITE, RECONHEÇA A VERDADE, E OUÇA A VOZ DO PAI A LHE REPETIR AS MESMAS PALAVRAS DITAS POR ELE A JESUS:
No seu Sermão do Monte, o Mestre, Cristo Jesus, apresenta os requisitos para a oração curativa eficaz. Nossa motivação para amar, obedecer e abençoar tem de ser profunda. De fato, vivemos o bem que conhecemos, quando nossos pensamentos provêm de uma humilde sujeição à onisciência de Deus e à realidade daquilo que Deus conhece. Mantemo-nos despertos para a realidade quando aderimos persistentemente à verdade e, assim, podemos ajudar outros a despertarem também. O Cordeiro age quando temos desejos puros de glorificar a Deus e elevamos os conceitos que entretemos a respeito de nosso próximo, ao sermos receptivos sem restrições à orientação da luz da Verdade; ao confiarmos implicitamente na onipotência da vontade divina de prevalecer sobre toda forma de mal. Esses estados de pensamento são algumas das evidências da ação do Cordeiro no pensamento consciente..
O que a autora aqui coloca, é com respeito à nossa adesão, – quando aparentemente vivemos “entre dois mundos” – às Verdades que discernimos em nossas “contemplações”. Nelas, já partimos de nossa “unidade com Deus” e da Verdade de que “temos a Mente de Cristo”. Quando ela diz que “vivemos o bem que conhecemos, quando nossos pensamentos provêm de uma humilde sujeição à onisciência de Deus e à realidade daquilo que Deus conhece”, está falando da rendição da suposta “mente humana” às Verdades absolutas, e, para isto, o suposto “ego humano” se mostra anulado pela “sujeição à onisciência de Deus”.
Se adotarmos o “Referencial de Deus”, esta “adesão persistente à Verdade” se mostrará natural em nós, uma vez que estaremos identificados com o Cristo e não com o suposto “homem natural” das “aparências”. Desse modo, sob o enfoque do ensinamento absolutista, entenderemos o atendimento das recomendações, quanto a se ter desejos puros de glorificar a Deus, elevar os conceitos entretidos sobre o próximo, etc., não mais como feitas humanamente a nós, mas sim, como sinais da rendição da “crença coletiva” à Verdade que somos! Isto porque jamais estivemos sendo o suposto “ser das aparências”, que é puramente uma ILUSÃO.
Em vista do exposto, sempre que encontrarmos colocações desse tipo, em artigos sobre a Verdade, esta nossa identificação unicamente com o Cristo precisa ser lembrada e adotada, para jamais nos vincularmos com o ilusório “eu” das aparências.
A frase final deste parágrafo, em que a autora diz: “Esses estados de pensamento são algumas das evidências da ação do Cordeiro no pensamento consciente”,deve, portanto, ser interpretada à Luz da Verdade absoluta, ou seja, tais “estados de pensamento” são algumas evidências da ação do Cordeiro “nas crenças coletivas”, jamais, portanto, em “nossos pensamentos”. Quais seriam os “nossos pensamentos”? Seriam os pensamentos da “Mente de Cristo”, revelada como a “nossa Mente real”! Com esta “troca de referencial”, entendemos que esta “Ação do Cordeiro” é a ação do Cristo que somos, “destruindo” as ilusórias “crenças coletivas”, ou o chamado “magnetismo animal”.
Os requisitos para a vitória sobre o magnetismo animal apresentados nesse trecho do Apocalipse nos alertam para a diferença que há entre a oração perfunctória (ritual de palavra) e o espírito do Cordeiro, que cura. Redenção individual, ao invés de mera repetição de palavras, é o que destrói a crença nas mentiras do magnetismo animal. Tais mentiras nunca foram reais, mas nossa crença nelas precisa ser extirpada. Um esforço obstinado de mudar o pensamento por presumirmos que vivemos aquilo que pensamos – apoiarmo-nos num tipo de profecia autorrealizadora – é fútil e não é redenção real, pois falta-lhe a inocência do Cordeiro.
Por muito tempo veio sendo ensinado à humanidade que “o que vivemos é projeção daquilo que pensamos”. Em vista disso, quem teve contato com este ensinamento passou a se interessar por fazer “um esforço obstinado de mudar o pensamento”, segundo as palavras da autora. Que está por trás disso? O ego! É por isso que ela fala em “tipo de profecia autorrealizadora”! E então vem o alerta: por ser realização a partir do ego, não é a redenção real, pois “falta-lhe a inocência do Cordeiro”.
É comum encontrarmos pessoas que, após se filiarem a alguma religião, se digam “convertidas”. Em geral, elas somente mudaram ou se esforçaram para mudar o pensamento, sem “renascimento espiritual” nenhum! Este é o sentido de “faltar a redenção real”, pois, a Verdade não está em vermos um ser humano desregrado se esforçar para se tornar o mesmo humano “melhorado”; por mais que isto tenha valor no cenário das crenças, nada tem a ver com “negar-se a si mesmo”, ou “despir-se do velho homem”, para o CRISTO ser reconhecido como a verdadeira identidade eterna, perfeita e imutável de todos nós.
Por fazer clara distinção entre “mudança mental” e “renascimento”, os ensinamentos absolutos não se limitam a “conversões” puramente humanas! Seus princípios são absolutos e radicais: DEUS É A MENTE REAL DO HOMEM! Desse modo, em vez de meramente “melhorarem seres humanos”, estes princípios requerem uma “mudança de referencial”, do humano para o divino, uma vez que unicamente Deus é Realidade, e, quando nos identificamos com Deus e com a Mente de Deus, deixamos de ser os “humanos”, vistos pelos sentidos humanos, para nos discernirmos como o Cristo, a exemplo do apóstolo Paulo, quando disse: “Já não sou mais eu quem vive; o Cristo vive em mim”. Esta é a real “redenção”; e esta nossa identificação com o Cristo de nosso Ser faz com que “as mentiras do magnetismo animal” sejam destruídas, fenômeno comumente rotulado de “cura espiritual”.
Jesus demonstrou o Cristo, ao vencer o mal. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy diz: “O autor do Apocalipse se refere a Jesus como o Cordeiro de Deus, e ao dragão como o que guerreia contra a inocência”. A Sra. Eddy também escreve: “contra o Amor, o dragão não luta por muito tempo, pois o dragão é morto pelo princípio divino. A Verdade e o Amor prevalecem sobre o dragão, porque o dragão não os pode guerrear”. O autor do Apocalipse também mostra como enfrentar e vencer a soma total da maldade: “Então ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia, e de noite, diante de nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro”. Significa o sacrifício indispensável de um falso sentido do eu,a fim de despertarmos para a realidade. “Em face da morte, não amaram a própria vida” pode significar uma dedicação total ao nosso estado espiritual, imortal, e real, enquanto passo a passo renunciamos ao eu aparentemente mortal e material em troca do reflexo divino.
Partir de DEUS COMO TUDO requer o que a autora aqui chama de “o sacrifício indispensável de um falso sentido do eu, a fim de despertarmos para a realidade”. Para reconhecermos que esta totalidade divina abrange o Ser que somos, o “falso sentido do eu” terá de sumir do cenário, sem mais contar com o nosso endosso!
A chamada “mente carnal” é a ilusória “autora” deste “eu” desconhecido de Deus e da Verdade! Enquanto nossa intenção não for radical, em termos de nos dedicarmos a fazer a identificação de “quem somos” com o Cristo, com o “Cordeiro de Deus”, numa visão claríssima e absoluta de nossa Unidade com o Amor infinito e onipresente que Deus É, o “dragão” parecerá ter existência e espaço para conosco lutar. “O dragão é morto pelo princípio divino”, diz o texto! Este princípio parte da totalidade e unicidade de Deus. Significa que nossa radical e consciente “inclusão” na Verdade e no Amor divino exclui a “crença dualista” em supostos opositores a Deus.
“Passo a passo renunciamos ao eu aparentemente mortal e material em troca do reflexo divino”,diz a autora. Sem esta decisão de “negar-se a si mesmo”, o aparente progresso de alguém será praticamente nulo! Quanto mais nos interiorizarmos e nos identificarmos com o Cristo que somos, um com a Onipotência divina, menos este “eu aparentemente mortal” ocupará nossa lembrança. Para isso, além das “contemplações absolutas”, em que fazemos a “renúncia ao eu mortal” em troca de nossa real identidade crística, devemos, em nosso dia a dia, “deixar que flua” a Vontade de Deus como sendo a nossa, para não perdermos de vista o Eu REAL que somos, que é o próprio Deus sendo Deus como o Cristo que é TUDO EM NÓS!
Quando a Verdade é declarada, o que temos a fazer é “permanecer nela”, isto é, aceitarmos, reconhecermos e contemplarmos que, se DEUS É TUDO, somos unicamente o que DEUS É! Quando Jesus disse: “Aquele que me vê a MIM, vê o Pai”, revelava que apesar de, aparentemente, estar sendo “visto” como nascido de Maria, tal visão coletiva era falsa! ASSIM, QUEM REALMENTE O VISSE, ESTARIA VENDO A DEUS!
Para quê ele assim se declarava? Para que TODOS igualmente o fizessem! No início desta série, lemos as seguintes palavras de Freda S. Benson: “Precisamos enxergar através das imposições do erro e provar que são irreais. Isso, às vezes, requer muito trabalho”.
Estas “imposições” são as “tentações” aparentemente vindas à humanidade e chamadas de “magnetismo animal”. São reais? Não! Têm poder ou presença? Não! Mas são “sugestões hipnóticas” que podem nos levar a considerá-las reais!
Muitos ficam interessados em saber de onde vêm as “sugestões mentais”, em vez de se concentrarem na Verdade de que DEUS é TUDO! O chamado “magnetismo animal”, ou “mesmerismo”, é o NADA que precisa ser reconhecido como NADA, para que suas “sugestões hipnóticas” sejam entendidas como inoperantes, justamente por serem “nadas”. Este é o sentido da frase: “Precisamos enxergar através das imposições do erro e PROVAR que são irreais”.
As afirmações e contemplações da Verdade existem com este objetivo: PERCEBERMOS A ONIPRESENÇA DE DEUS EXATAMENTE ONDE A SUPOSTA “MENTE HUMANA” NOS APRESENTA SUAS MIRAGENS!
Numa experiência de hipnotismo, enquanto alguém hipnotizado se debate, vendo um ilusório “quadro hipnótico”, a plateia diante dele, fora do hipnotismo, unicamente se diverte e o enxerga considerando o que é NADA como realidade! Foi vendo um espetáculos desses, em que no palco um homem “cercava um cão irreal”, só “visto por ele”, por estar sob “efeito hipnótico, que Joel S. Goldsmith gravou o que viu para realizar suas chamadas curas espirituais. Diante de “quadros hipnóticos” de doenças ou problemas, unicamente “via através do erro”: “Ah, eis o “poodle” branco! O cão do hipnotismo! Puro NADA!”.
Ver “através do erro” significa interpretar o “quadro hipnótico” como irrealidade e, ao mesmo tempo, RECONHECER UNICAMENTE A REAL E PERMANENTE PRESENÇA DE DEUS!.
É nesse sentido que a Metafísica Absoluta nos ensina a reconhecer: “ISTO NÃO É O QUE APARENTA SER; ISTO É DEUS MANIFESTO COMO…”